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domingo, 24 de novembro de 2013

VISÃO ESPÍRITA


O sucesso já alcançado é inquestionável, entretanto, é fácil observar o quão distante ainda se encontra do controle absoluto da Natureza e do conhecimento que permita prever todos os fenômenos do Universo. Na impossibilidade de controlar a Natureza, busca-se prever os eventos futuros, de forma a estar preparado para o amanhã.

Na tentativa de prever o futuro, a Humanidade se vale de inúmeros recursos: adivinhos, tarô, astrologia, ciência, etc. Como não podia deixar de ser, os Espíritos também são consultados na tentativa de obter revelações do futuro. O objetivo do presente artigo é traçar um paralelo entre as técnicas matemáticas usadas pela Ciência para prever eventos futuros e a Teoria da Presciência apresentada por Kardec.


TEORIAS DA PRESCIÊNCIA

Inúmeros são os fatos que comprovam que os Espíritos podem prever o futuro. Kardec apresenta a Teoria da Presciência com o objetivo de explicar como isso é possível.

A teoria reconhece que a previsão do futuro resulta geralmente da observação do presente, entretanto, algumas previsões relatam eventos que parecem não guardar relação com o hoje.

Com o objetivo de ilustrar a forma como as previsões se dão, Kardec propõe que se imagine um homem colocado no cume de um monte, a observar uma planície. Nela um viajor encontra-se no início de uma estrada. O viajor sabe que, caminhando, chegará ao fim dela, o que depende simplesmente de seus atos. Entretanto, desconhece os detalhes do caminho. Se for possível ao observador comunicar-se com o viajor, poderá transmitir informações que pertencem ao futuro do último.
  
 Emmanuel informa que os seres de sua esfera não conhecem o futuro, e que o porvir não está rigorosamente determinado, e só pode ser previsto em linhas gerais

 A teoria propõe a figura supracitada ocorrendo em escala maior. Os Espíritos são como o homem sobre o monte e os encarnados o viajor. Os Espíritos possuem acesso aos eventos futuros, porque, uma vez livres do corpo, podem utilizar todas as suas faculdades, ler os pensamentos do ambiente e lembrar de eventos ocorridos em outras vidas que refletirão no presente. A extensão e penetração de suas vistas dependerá da evolução moral e intelectual alcançada.

Quando são os encarnados que pressentem acontecimentos futuros, a teoria propõe que o fenômeno se dê durante a emancipação da alma, quando podem atuar livremente como Espíritos, ou graças à inspiração proveniente de um Espírito. Kardec reconhece que a Teoria da Presciência não resolve todos os casos que se possam apresentar. Contudo, deve-se reconhecer que estabelece as bases para o estudo da previsão do futuro.
  
PREVISÃO DO FUTURO E O PLANO ESPIRITUAL

André Luiz, ao apresentar as atividades desenvolvidas pelos Espíritos encarregados de elaborar os Planejamentos Reencarnatórios, informa que são feitos planos com o objetivo de propiciar aos Espíritos que retornam à carne as condições ideais para sua próxima existência.

Os Espíritos, encarregados de elaborar os planos, analisam o passado e identificam as necessidades e os recursos que permitirão melhor aproveitamento das oportunidades da futura existência. Pode-se concluir que suas atividades são baseadas em previsões, uma vez que Emmanuel informa que os seres de sua esfera não conhecem o futuro, e que o porvir não está rigorosamente determinado, e só pode ser previsto em linhas gerais.

Como observadores sobre o monte, munidos de poderosas lunetas, esses Espíritos valem-se de Modelos que permitem prever de que forma cada reencarnante age perante as situações futuras. É possível que os Modelos utilizados sejam uma versão mais elaborada e eficiente do que os usados pela ciência atual.

 MODELOS CIENTÍFICOS PARA A PREVISÃO DE EVENTOS FUTUROS

Todos os dias, previsões meteorológicas são usadas para definir viagens ou os períodos ideais para o plantio e colheita de determinadas espécies; bilhões são investidos, baseados nas previsões de analistas de mercado. Tudo graças aos profissionais que se especializam em criar técnicas para prever o futuro.

As técnicas usadas para realização de previsões tiveram sua origem no século XIX, quando no meio científico vigia o Determinismo Científico. Os adeptos do Determinismo Científico postulavam que, se em um determinado momento, fosse possível conhecer as posições e velocidades exatas de cada partícula do Universo, as Leis da Física deveriam ser capazes de fornecer o estado do Universo em qualquer momento do passado ou do futuro.

O que seria possível através da criação de Modelos Matemáticos Determinísticos, que nada mais são que um conjunto de equações e inequações matemáticas, organizadas de forma que, ao serem inseridas as condições iniciais do sistema sob análise, seja possível obter as condições em um momento desejado. Os Modelos Determinísticos são úteis para certas situações, como pequenos sistemas físicos do nosso cotidiano. Entretanto, apresentam limitações. Demonstra-se que pequenas variações nas condições iniciais podem causar grandes perturbações na condição final. Por isso, os Modelos Determinísticos são inadequados quando não é possível definir as condições iniciais com boa precisão.

O golpe final nos Modelos Determinísticos ocorreu no início do século XX, com o avanço da Física Quântica. Para compensar as limitações das técnicas determinísticas, foram desenvolvidos Modelos Probabilísticos. Através desses Modelos, conhecendo a velocidade exata de uma partícula, é possível definir suas posições mais prováveis ou a probabilidade de uma determinada posição ocorrer.

Os Modelos Probabilísticos mostraram-se úteis em outros setores do conhecimento humano. Por exemplo, atualmente um Modelo Probabilístico auxiliou na definição das metas e consumo de energia elétrica estabelecidas pelo Plano de Contingenciamento do Governo Federal, afetando diretamente a vida de boa parte da população brasileira.

A Humanidade parece longe de estabelecer um modelo que permita prever todos os eventos do futuro de uma pessoa, mas já dá os primeiros passos nessa direção.

 HIPOTÉTICO MODELO PARA PREVER O FUTURO

Supondo que os Espíritos usem um Modelo para prever eventos futuros, é possível imaginar algumas de suas características. Um hipotético Modelo para previsão do futuro, seja de um indivíduo ou de um grupo, precisará considerar integralmente as Leis Naturais, isto é, as Leis da Física, as Leis Morais e a forma como estas se relacionam.

O livre-arbítrio obriga o uso de um Modelo Probabilístico que terá como dados de entrada: o histórico de eventos vividos pelos indivíduos em questão e os meios nos quais estiveram e estão inseridos. Os eventos passados serão ponderados de acordo com a intenção (pensamento e sentimento) associada a cada evento.
  
 Se fosse possível conhecer as posições e velocidades exatas de cada partícula do Universo, as Leis da Física deveriam ser capazes de fornecer o estado do Universo em qualquer momento do passado ou do futuro.

 O Modelo fornecerá como saída um conjunto de cenários associados às suas probabilidades de tornarem-se reais. Quanto mais informações forem fornecidas ao Modelo e quanto mais próximos forem os cenários desejados, maior a precisão das previsões obtidas.

Como nenhum Espírito possui todas as informações relativas à história de um indivíduo e à sua natureza íntima, todos os cenários obtidos podem ocorrer, uns com maior chance e outros com menor. Se, em um exercício de imaginação, Deus, que tudo sabe e a todos conhece de forma íntima, fornecesse os dados de entrada do Modelo, a saída seria um único cenário.

 CUIDADOS RELATIVOS ÀS PREVISÕES DOS ESPÍRITOS

Os Espíritos ensinam que o futuro em princípio é oculto e só em casos raros e excepcionais permite Deus que seja revelado. Se conhecesse o futuro, o homem negligenciaria o presente e não obraria com liberdade.

Deus permite que o futuro seja revelado quando o seu conhecimento facilite a execução de uma coisa. O conhecimento do futuro pode ser também uma prova, para verificar se um indivíduo mantém seu comportamento mesmo sabendo o amanhã. Os Espíritos são enfáticos ao afirmar que se deve desconfiar de todas as previsões que não tiverem um fim de utilidade geral e que as previsões individuais podem quase sempre ser desconsideradas.
  
CONCLUSÃO

Muito ainda precisa ser estudado sobre a previsão do futuro, contudo, não se deve perder de vista que prever o futuro só se faz necessário devido à incapacidade de controlá-lo.

O Espírito que busca o domínio de si mesmo, que se esforça no sentido de domar suas más tendências e de ter todos os seus atos dedicados a Deus, não precisa prever o seu futuro, pois sabe que graças à Lei de Causa e Efeito tudo o que viverá será conseqüência de seus bons atos.

Aqueles que atuam no bem se valerão dos recursos de previsão do futuro como uma ferramenta para aumentar sua capacidade de fazer o bem.

Por: Gustavo Henrique Rodrigues

Fonte:Revista Reformador (junho 2002

sábado, 9 de março de 2013

Considerando o Passado



Sempre que nos encontrarmos diante dessa ou daquela situação infelicitadora, nada mais razoável do que procurarmos a sua justificativa, numa tentativa de debelá-la. É ínsito no ser humano consolidar, mais e mais, um estado de viver sob o envoltório do bem-estar. Ninguém nasce para sofrer. “O sofrimento é criação de quem o sofre”, afirma Joanna de Ângelis. 
Façamos, então, uma judiciosa retrospectiva do que fizemos no presente, onde possivelmente haveremos de encontrar a gênese. Caso, entretanto, não a encontremos, obviamente se encontra nas vidas anteriores. 
Não resta dúvida que a maior parte das dores humanas se acha na vida atual, como efeito imediato dos próprios erros engendrados pela ignorância com relação à lei da causa e efeito. 
Muito triste e desalentador é presenciarmos o comprometimento sério de irmãos em humanidade quando, pelo desconhecimento de que a DEUS não se engana, envereda pelos caminhos mais ensombrados e tortuosos, ferindo a moral cristã. Nestas horas, as circunstâncias da vida, que são aproveitadas ou preparadas pela Espiritualidade sob a égide dos desígnios divinos, começam a apertar o raio de ação desses irmãos delituosos, as suas áreas de atuação vão diminuindo e eles terminam sendo desmascarados, apertados e estrangulados pelo nó que eles mesmos apertaram em suas cervizes. 
As aflições, aparentemente injustificáveis, ao explodirem rudemente são suas causas oriundas de existências transatas, oportunidade em que os nobres sentimentos foram desrespeitados afrontosamente. 
Deduz-se daí o quanto preciosa é a reencarnação, ensejando que se faça sobre os faltosos a justiça que não foi, muita vez, possível de ser vivida na época da falta cometida, por se encontrar o seu cumprimento debaixo do império da justiça humana, esta sempre falha, fraca, sujeita às forças transitórias dos poderosos de vida efêmera. 
O aconselhamento que emana do Mais Alto é no sentido de que não desperdicemos as oportunidades de resistirmos ao mal, de não nos enredarmos novamente em erros que nos deixarão feridas pustulentas de difícil e complexa cicatrização. Graves consequências poderão advir. Consideremos enquanto “estamos a caminho”. 
Não há uma só criatura que não avance no processo evolutivo, mediante os recursos que lhe são disponibilizados pela própria vida. Sempre recordamos as perguntas 704 e 711 de “O Livro dos Espíritos”, quando percebemos que não seria possível DEUS nos impor a necessidade de viver sem nos oferecer os meios, os recursos. 
Quem se encontrar sem objetivo na vida, anda a esmo, vive como um cadáver pensante. 
Seja qual a for a dor que nos acometa, precisamos encará-la sem revolta, nem queixa, mas procurando entendê-la mediante uma busca da sua causa, porque o que agora nos sucede começou antes. A dor é sempre o final de um processo iniciado sutilmente por alguma invigilância nossa. 
O cultivo da paciência e da resignação faz parte da nossa evolução e não deve ser postergado, porque é esta iniciativa medida profilática e saneadora dos males que poderão advir caso a elas não recorramos. 
A calma também costuma amainar as tenazes dos sofrimentos, além de permitir um clima mental/emocional propício para um discernimento claro sobre a melhor atitude a ser tomada quando defrontamos as situações afligentes. 
Há necessidade de uma desvinculação nossa com o passado no que ele possa apresentar de cometimentos desastrosos. Lembrar deles somente tem valor se servirem como ensino e não como abalo consciencial que leva ao remorso destruidor. 
Pessimismo deve ser banido duramente, com determinação imperturbável, porque derrotismo é abertura para processos obsessivos de longa duração e conseqüências imprevisíveis. 
Lamentações e arrependimentos inconsequentes diante dos fatores causais dos sofrimentos somente desequilibram sem levar à consciência dos erros, esta que muito ajuda na reabilitação do ser disposto a triunfar. 
Sem a obtenção identificatória das causas atuais ou anteriores, sempre existe a possibilidade confortadora de confiarmos em DEUS, aguardarmos Suas sábias resoluções, pois sabemos que ELE sempre deseja o melhor para todos os que nELE confiam. 
Avancemos e cresçamos, até o momento de nossa libertação lenificadora e total do jugo provacional e expiatório de nosso mundo. 

Texto: Adésio Alves Machado
Livro “OFERENDA”, de Ângelis, Joanna 
Psicografia Franco, Divaldo Pereira, 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

TIPOS DE ESPÍRITAS

Em diferentes obras, Kardec dedicou-se a definir e caracterizar os espíritas de acordo com a forma com que lidam com o conhecimento doutrinário que lhes chega ao coração.

Em O Livro dos Espíritos, ao apresentar o Espiritismo em seus três aspectos, o Codificador classifica os espíritas em três graus: os que crêem nas manifestações e as comprovam, sendo, portanto, experimentadores; os que percebem as consequências morais dessa experimentação e os que praticam ou se esforçam por praticar essa moral. Seguindo a mesma linha de raciocínio, em O Livro dos Médiuns, ele propõe uma nomenclatura para cada tipo de adepto, a saber:

Os que crêem nas manifestações: espíritas experimentadores. Só se importam com os fenômenos e sua explicação científica.

Os que, além dos fatos, compreendem as consequências morais, mas não as colocam em prática: espíritas imperfeitos, que não abrem mão de ser como são.

Aqueles que praticam a moral espírita e aceitam todas as suas consequências: os verdadeiros espíritas ou espíritas cristãos, apresentando duas características básicas: a caridade como regra de proceder e, pela compreensão dos objetivos da existência terrestre, o esforço "por fazer o bem e coibir seus mau pendores".

Os demasiadamente confiantes em tudo o que se refere ao mundo invisível, aceitando sem verificação ou reflexão todos os conteúdos que lhes chegam ás mãos: espíritas exaltados. Este tipo de adeptos é mais nocivo que útil à causa espírita.

Vamos nos deter nos dois últimos tipos. 


Em primeiro lugar, o verdadeiro espírita, reconhecível "pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más". Chama-nos a atenção os termos usados por Kardec "coibir" e "domar". Ou seja, o esforço da transformação moral requer do interessado uma luta íntima fortíssima que, absolutamente, não é desamor a si mesmo, mas tenacidade na tarefa de substituir valores do mundo por valores espirituais. 

Ouve-se muito, dentro das casas espíritas, que a reforma interior não deve ser um sofrimento, e o desculpismo toma conta das criaturas que se reconhecem imperfeitas, mas... continuam sendo como são, ou melhor espíritas imperfeitos. A luta pela mudança interna é reconhecida, por inúmeros autores espirituais confiáveis, como imprescindível ao nosso amadurecimento espiritual. 

É a "decisão de ser feliz" proposta por Joanna de Ângelis, que passa pela revisão de toda a nossa conduta diante de Deus e do próximo, pela coragem de enfrentar a si mesmo, reconhecendo os erros e iniciando o processo de correção de rumo.

Sobraram os espíritas exaltados, apaixonados por modismos, novidades, revelações (principalmente quem foi quem em existências passadas). Frequentam, muitas vezes, reuniões de estudo doutrinário, mas não estudam; citam best sellers do momento, mas não sabem dar exemplos da literatura consagrada de autores encarnados ou desencarnados. São ávidos por lançamentos editoriais sem conhecer as obras básicas ou o trabalho de Instrutores como Emmanuel, André Luiz e Joanna de Ângelis. Prejudicam a Doutrina porque divulgam conceitos equivocados, estimulando novos companheiros a seguir pelo mesmo caminho.

É André Luiz que alerta, quanto a alguns "modos como nós, espíritas, perturbamos a marcha do Espiritismo":

- esquecer a reforma íntima

- afastar-se das obras de caridade

- negar-se ao estudo

- abdicar do raciocínio, deixando-se manobrar por movimentos ou criaturas que tentam sutilmente ensombrar a área do conhecimento espírita com preconceitos e ilusões.

O verdadeiro espírita ou o espírita cristão é aquele que adquiriu a "maturidade do senso moral" segundo o Codificador. Entendamos que essa maturação ainda não se completou (estamos na Terra!), mas representa o rompimento com o passado de erros e a obrigação de nos reformarmos, sem desculpas, contemporizações ou omissões. 

Em um texto de Obras Póstumas encontramos o estímulo e o consolo para as dificuldades encontradas em nosso processo renovador:

"Se passarmos à categoria dos espíritas propriamente ditos, ainda aí depararemos com certas fraquezas humanas, das quais a doutrina não triunfa imediatamente. As mais difíceis de vencer-se são o egoísmo e o orgulho, as duas paixões originárias do homem. (...) Pode dar-se que a coragem e a perseverança fraquejem diante de uma decepção, de uma ambição frustrada, de uma preeminência não alcançada, de uma ferida no amor próprio, de uma prova difícil. 
Há o recuo ante o sacrifício do bem-estar, ante o receio de comprometer os interesses materiais, ante o medo do "que dirão?"; há o ser-se abatido por uma mistificação, tendo como conseqüência, não o afastamento, mas o esfriamento; há o querer viver para si e não para os outros, o beneficiar-se da crença, mas sob a condição de que isso nada custe.(...) Sem dúvida, podem os que assim procedem ser crentes, mas, sem contestação, crentes egoístas, nos quais a fé não ateou o fogo sagrado do devotamento e da abnegação; às suas almas custa o desprenderem-se da matéria. Fazem nominalmente número, porém não há contar com eles." 

Temos, ainda, inúmeras fragilidades, mas já não queremos, por certo, "fazer número", ser estatística. Desejamos que o Espiritismo possa contar conosco, e acima de tudo, precisamos e queremos SERVIR A JESUS, aliando conhecimento doutrinário e prática evangélica.

Tereza Rodrigues
Espaço Espírita

segunda-feira, 2 de abril de 2012

EXORCISMO E ESPIRITISMO

1) O que é um demônio*?
Segundo a maioria das religiões cristãs, o demônio é um ser espiritual de natureza angélica condenado eternamente, por ter desobedecido a Deus. Os demônios são mais conhecidos como anjos “caídos” do Paraíso.

2) O que é a possessão?
Segundo a religião cristã, a possessão é o fenômeno pelo qual um espírito do mal reside em um corpo e em determinados momentos pode falar e se mover por meio desse mesmo corpo, sem que a pessoa possa evitá-lo.

3) O que é o exorcismo?
Exorcismo é o rito de ordenação ao demônio para que saia do corpo de um homem possuído. A essência do exorcismo é a conjuração, ou seja, a ordem dada ao demônio em nome de Jesus a deixar o corpo.

4) Cristo praticou o exorcismo?
Conhecido já entre os judeus, o exorcismo foi praticado por Cristo, que por sua vez, conferiu aos apóstolos o poder de expulsar os demônios.

5) Quais os dois tipos de exorcismos?
Os teólogos distinguem entre “exorcismos ordinários” e “exorcismos extraordinários”. Os primeiros fazem parte da liturgia, no batismo solene, consistindo em oração e cerimônias simbólicas. Os exorcismos extraordinários têm por fim a libertação de um possesso.

6) Como a possessão é vista do ângulo espírita?
Para o Espiritismo, possessão é sinônimo de subjugação, ou seja, o Espírito comunicante toma por assim dizer o corpo do médium, sem que o seu dono o abandone. Ela é sempre temporária e intermitente, porque um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado. Pode-se dizer que a possessão designa os casos mais graves de obsessão.

7) Ladainhas e frases prontas têm algum poder sobre o demônio?
A prece sempre auxilia, mas não resolve o problema. Allan Kardec, na Revista Espírita de 1860, diz-nos que não há “nem palavras sacramentais, nem formas cabalísticas, nem exorcismos que tenham a menor influência; quanto mais são maus, mais se riem do terror que inspiram, e da importância que se dá à sua presença; divertem-se em se ouvir chamar diabos e demônios, por isso se dão seriamente os nomes de Asmodée, Astaroth, Lúcifer e outras qualificações infernais aumentando as malícias, ao passo que se retiram quando veem que perdem seu tempo com pessoas que não são seus patetas, e que se limitam a chamar, sobre eles, a misericórdia divina”.

8) Se o exorcismo não funciona, como tratar a possessão?
A maioria dos Centros Espíritas dispõem de trabalhos de desobsessão, em que os Espíritos do mau são doutrinados, para possam mudar de caminho, ou seja, passarem a praticar o bem.

9) Na desobsessão, quais cuidados que devemos ter?
a) obsedado e obsessor comungam um mesmo estado de alma, dificultando a identificação da verdadeira vítima, principalmente com a visão circunscrita ao corpo terrestre; 
b) existem processos laboriosos de resgate, em que, depois de afastados os elementos da perturbação e da sombra, perseveram as situações expiatórias; 
c) diante do obsedado, fixam apenas um imperativo imediato, afastamento do obsessor, mas, como rebentar, de um instante para outro, algemas seculares forjadas nos compromissos recíprocos da vida em comum? 
* visão espírita: espíritos ignorantes que ainda se compraz em fazer o mal, mas que um dia também serão bons.




Sérgio Biagi Gregório
Bibliografia consultada
FORTEA, José Antonio. Summa Daemoniaca: Tratado de Demonologia e Manual de Exorcistas. São Paulo: Palavra & Prece, 2010.
KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1860.
XAVIER, F. C. Missionários da Luz, pelo Espírito André Luiz. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1970.
28/2/2011.

segunda-feira, 26 de março de 2012

SEXUALIDADE NO ESPIRITISMO

Como já falei no artigo sobre obsessão sexual, sexo é uma questão puramente pessoal, moral, que não pode ser imposta aos outros como regra geral. É preciso haver, sim, regras de conduta que norteiem nossas ações, não só na esfera sexual como social, no sentido de resguardar o direito de outrem (estupros, por exemplo). Mas, entre duas pessoas adultas e conscientes de suas ações, o sexo pode ser encarado como qualquer outra atitude da vida... ou poderia, não fosse ele tão perigoso e arrebatador.

É aí que entra a doutrina espírita, dando um norte moral para as pessoas que não querem se endividar nesta montanha-russa dos relacionamentos que contribuem em grande parte (eu chutaria em 90% dos casos) para a nossa prisão na roda do Samsara.

Veremos agora alguns textos de cunho espírita que versam sobre o tema, e que podem trazer alguma luz a pessoas de todas as religiões ou crenças, porque, independente de acreditarem ou não, nós somos espíritos vivendo uma experiência corpórea, e não o contrário. Escolho o espiritismo não por estar mais certo, afinal, tudo está contido nas regras de ouro, presentes em todas as religiões, mas é sempre bom poder ouvir tudo explicadinho, como uma mãe que tira um dia para falar de sexo com um(a) adolescente:


O Espírito que animou o corpo de um homem pode animar o de uma mulher, numa nova existência, e vice-versa?
Sim, pois são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.

Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?
Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.
(Perguntas 201 e 202 de "O Livro dos Espíritos")

LESÕES AFETIVAS

Um tipo de auxílio raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular. Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.

Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas conseqüências amargas dos votos não cumpridos.

Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou como o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir com à própria palavra, no que tange a promessas de amor. E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendestes esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.

Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.

O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não será lícito esquecer os suicídios e homicídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliados do afeto que lhes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.

Certamente que muito desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.

Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quando afirmou peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".

Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.
(Livro: Momentos de Ouro; Por Emmanuel , Francisco Cândido Xavier)

Site: saindodamatrix

segunda-feira, 12 de março de 2012

MEDIUNATO ESPÍRITA

O mediunato espírita é a vivência coerente com os princípios da Doutrina. Algumas citações do Irmão Antonio Grimm, retiradas do Caderno de Psicofonia de 1994, podem auxiliar na compreensão do conceito.

"Aprender significa modificar comportamento. Portanto, sempre que o espírito encarnado ou desencarnado altera o seu comportamento, num segmento de seu ser, na força do uso de sua consciência, altera o seu ser por inteiro, a sua relação com a vida, com os caminhos da vida, com o Universo".

"Quando assumimos a postura, as funções, os papéis de agentes mediúnicos, assumimos a responsabilidade de permanentes transformações conscientes, uma vez que passamos a colocar o aprender como plano prioritário do viver".

"Quando se fala em vida, em homem, em pessoa, em aprendizado fala-se em convicções. Podemos, então afirmar que o espírito que sabe viver e sofrer a sua convicção alcançou a coragem para fazer revisão nas suas convicções".

"O Mediunato Espírita representa a responsabilidade de ser espírita, ter compromisso com a Doutrina, com sua vida, a vida cultural de seu povo, ter consciência do absoluto pertencimento à humanidade".

Mediunato é processo aberto que permite alcançar princípios (tais como: Deus Cósmico, moral cristã, livre-arbítrio e responsabilidade, reencarnação como oportunidade de aprendizado, evolução como objetivo da vida, o polissistema espiritual como uma existência concreta), e desdobrá-los em propostas de vida. 


O mediunato espírita gera e sustenta vivências coerentes entre o conhecimento alcançado pela pessoa em sua trajetória de vida e o seu comportamento no cotidiano. Mediunato espírita, portanto, não é um modelo para o comportamento, mas um padrão flexível de referenciais a partir de valores universais, contextualizados, adaptados para o presente.

Fonte: Revista Ser Espírita

segunda-feira, 5 de março de 2012

O QUE ACONTECE COM OS SUICÍDAS?

Se você está pensando em se suicidar deve estar procurando saber o que acontece com um suicida logo após a morte, correto? Eu não tenho boas notícias para você. O suicida é sem dúvida nenhuma o ser que mais sofre após a morte.

Primeiro você precisa saber que nada se perde neste universo. Ao morrer seu corpo volta para a Terra e sua mente, sua consciência, seu EU, que chamamos de espírito não desaparece. Ele continua vivo. O que da vida a seu corpo é justamente a existência de um espírito que anima a matéria.

Então tentar se matar achando que você será apagado do universo, apagado para sempre é uma tolice. O seu corpo realmente vai se decompor a vai desaparecer na Terra, mas você continua existindo.

A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que o espírito se desconecte do corpo. É necessário tempo para que o espírito deixe de sentir as impressões do corpo. Quando a pessoa esta doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. Por isso que dizemos que a melhor forma de morrer é através da velhice quando ocorre o falecimento gradativo dos órgãos e o desligamento gradativo do espírito.

No caso do suicídio não existe um desligamento do espírito do corpo. Se o suicida da um tiro na cabeça ele sente a dor terrível do tiro e continua sentindo a dor e os efeitos do tiro depois de morto. Uma pessoa que pula de um determinado local para se suicidar continua sentindo as dores do corpo quebrado depois do impacto.

Logo depois do ato suicida vem o momento de loucura. O suicida não é uma pessoa emocionalmente e mentalmente equilibrada. Ao perceber que não existe a morte da sua consciência, e que ele continua vivo, pensando, sentindo, enxergando, bate um desespero e a loucura.

Muitos suicidas têm o desprazer de sentir seus corpos decompondo. Apos um longo e sofrido desprendimento da matéria em decomposição, normalmente o suicida é levado para um local referenciado em muitos livros psicografados como “Vale dos Suicidas”.

Do outro lado as pessoas com personalidade parecida se unem em determinados locais. Aqui na Terra também funciona assim. As pessoas de personalidade parecida costumam se reunir. Na Internet onde não temos limites geográficos temos grupos de pessoas que tem afinidades que se reúnem em grupos virtuais como o Orkut.

Desta forma os suicidas são atraidos para locais repletos de pessoas que também cometaram suicídio pois ali existe uma compatibilidade de pensamentos e sentimentos.

Não é preciso fazer muita força para imaginar como seria um local com centenas de milhares de suicidas com o coração cheio de remorso, vingança, raiva, medo e dor. Não é um lugar bonito, cheiroso e organizado. É um verdadeiro caos, ou o que podemos imaginar como um verdadeiro inferno.

Mas porque o suicida não recebe ajuda?

Da mesma forma que aqui no nosso mundo, lá do outro lado às pessoas só podem ser ajudadas quando realmente desejam serem ajudadas. Você só pode recuperar um drogado se ele deseja sair da droga. Você só pode ajudar uma pessoa afundada pela vingança se ela está verdadeiramente disposta a perdoar. Como curar o fumante a força? Sentimentos negativos como a raiva, remorso, vingança prende o espírito do suicida a uma camada de nível vibracional muito baixo por ser esta camada compatível com seus sentimentos negativos.

Tirar um suicida deste lugar só é possível quando ele por conta própria consegue eliminar todos os sentimentos negativos que o fazem ficar em sintonia com este lugar. Se possui o sentimento de vingança por alguém o espírito precisa perdoar e se livrar deste sentimento.

Se tem autopiedade, ou seja, pena de si mesmo precisa eliminar este sentimento. Se é arrogante, invejoso, se é alimentado por raiva, precisa “queimar” estes sentimentos. E infelizmente isso costuma acontecer diante do sofrimento. Quantas coisas na vida só aprendemos depois que sofremos as conseqüências dos nossos atos? Lá do outro lado é a mesma coisa.

Legiões de bons espíritos estão sempre vasculhando o lodo do Vale dos Suicidas em busca de pessoas que estejam prontas para receber ajuda. Infelizmente o suicida não é uma pessoa que não gosta de pedir ajuda. Se não fosse assim não teria cometido o suicídio, teria procurado ajuda em vida. Ele está tão mergulhado em seus sentimentos negativos e egoismo que não consegue ver e aceitar qualquer ajuda.

Se você tem um amigo ou parente que cometeu o suicídio saiba que é possível ajudar. A ajuda pode ser feita através de orações. Orando para que o suicida se perdoe. Normalmente o suicida se arrepende muito e fica se culpando pelo ocorrido. Então ele precisa primeiro se perdoar pelo erro cometido. Precisa perdoar as pessoas envolvidas. Precisa retirar do coração da raiva que possa ter de alguém, ou qualquer sentimento de vingança. O Suicida precisa ter a humildade para pedir ajuda. Você também pode orar para que espíritos amigos possam ajudar neste resgate. A oração e o pensamento positivo podem ajudar muito.

Para quem gostaria de saber mais o que acontece com um suicida depois da morte eu recomendo a leitura do livro que foi psicografado por um suicida.


link do livro: "Memórias de um suicida"
site:vida e morte

SEXO

- O sexo tem sido tão vulgarizado pela maioria dos homens encarnados que é muito difícil, para nós, por enquanto, esclarecê-los sobre o assunto. Basta dizer que a relação sexual entre a maioria dos homens e mulheres encarnados se aproxima muito da cópula dos animais. Há muita inconsciência criminosa e indiferença sistemática às leis divinas. Assim, não seria razoável qualquer comentário de nossa parte. Trata-se de nível de semi-selvagens, onde muitas inteligências admiráveis preferem permanecer em baixas correntes vibratórias. 
Não se pode negar que ali também trabalham os construtores espirituais, que colaboram na formação básica de corpos destinados às entidades que reencarnam nesses meios mais grosseiros. No entanto, precisamos considerar que o serviço, nesses locais, é feito em massa, por meios de mecanismos primitivos. 
O amor, nesses planos, é como o ouro bruto, exigindo grande trabalho para revelar-se. Mas entre aqueles que se encaminham, de fato, para a própria elevação, a relação sexual é muito diferente. 

Representa troca sublime de energias perispirituais, como alimento divino para a inteligência e o coração, e força criadora não só de filhos, mas também de grandes obras e realizações do espírito para a vida eterna.
Alexandre fez ligeira pausa, sorriu e continuou:
- Lembre-se, André, de que estou falando dos sagrados objetivos da criação e não apenas do fenômeno procriador. A procriação é uma das tarefas que podem ser realizadas por aquele que ama, sem ser o único objetivo das relações. 
O espírito que tem ódio ou que manifesta atitude negativa, perante a lei divina, não pode criar vida superior em lugar nenhum. 

É necessário deslocarmos o conceito de sexo, evitando colocá-lo apenas em determinados órgãos físicos. Vejamos o sexo como qualidade ativa ou passiva, emissora ou receptora. Desta perspectiva, veremos que toda manifestação sexual evolui com o ser. Enquanto continuamos mergulhados nas vibrações mais pesadas e venenosas, temos apenas sensações. 
À medida que nos dirigimos para o equilíbrio, vivemos experiências proveitosas, oportunidades de retificação, força, conhecimento, alegria e poder. Quando nos harmonizamos com as leis divinas, encontramos luz e conhecimento, enquanto os espíritos mais elevados alcançam qualidades da divindade. 

Se substituirmos as palavras "relação sexual" por "união de qualidades", veremos que toda a vida universal se baseia neste fenômeno divino, cuja causa está em Deus mesmo, Pai Criador de todas as coisas e seres. 
Essa "união de qualidades", entre os astros, chama-se magnetismo planetário de atração. 
Entre as almas, chama-se amor. 
Entre os elementos químicos, é conhecida por afinidade. 
Não seria possível, portanto, reduzirmos tal fundamento da vida universal, limitando-nos à atividade de alguns órgãos do corpo físico. 
A paternidade ou a maternidade são tarefas sublimes; não são, portanto, os únicos serviços divinos, no setor da criação infinita. 
A criatura que produz algo, seja em termos de virtude, ciência ou arte, vale-se dos mesmos princípios de troca. A única diferença é a de planos, porque, para ela, o intercâmbio de qualidades acontece em níveis mais elevados. 

Há fecundações físicas e fecundações psíquicas. 
As primeiras precisam dos elementos físicos, para atender, temporariamente, as necessidades da vida nas experiências necessárias. As segundas, porém, dispensam as limitações do físico e ocorrem nos domínios da alma, em maravilhoso processo espiritual. Quando falamos do amor de Deus, quando sentimos sede dEle, nossos espíritos não querem outra coisa, a não ser a troca de qualidades com os planos mais elevados do universo, ansiosos pelo princípio fecundante do Pai.

- É lamentável – continuou ele, sério – que a maioria dos encarnados tenha menosprezado as potencialidades criativas do sexo, desviando-as para os prazeres inferiores. Todos pagarão o que devem à economia divina, pela mesma porta por que receberam a oportunidade de reencarnar. Todo ato criador está cheio de energias sagradas de Deus e são estas energias sublimes da participação do espírito nos poderes criadores da natureza, que os homem levam, inconscientemente, para o abuso e a viciação. 
Tentam arrastar a luz para as trevas e convertem os atos sexuais, profundamente sagrados em todas as suas características, em paixão viciosa, tão deplorável quando o álcool ou as drogas. Entretanto, André, sem que os encarnados possam perceber, todos os infelizes nesta situação são severamente punidos pela natureza divina.

A essa altura das explicações, percebendo que o instrutor faria nova pausa, perguntei:
- Mas o uso do sexo não é uma lei natural na Terra?
Alexandre sorriu, com bondade, e respondeu:
- Ninguém contesta este caráter das manifestações sexuais na Terra, mas todas as leis naturais no mundo, como em todo o universo, devem ser exercidas com base na lei universal do bem e da ordem. Quem foge ao bem, encontra o crime; quem foge à ordem, cai no desequilíbrio. Portanto, se as relações sexuais acontecem longe destes preceitos, transformam-se em causas de sofrimento e perturbação. Além disso, não devemos esquecer que o sexo, na existência humana, pode ser um dos instrumentos do amor, sem que o amor seja o sexo. 
Por isso mesmo, homens e mulheres que, aos poucos, se libertam do apego à forma física, libertam-se também, gradativamente, do domínio absoluto das sensações carnais. 
Para eles, a relação sexual física vai deixando de ser uma necessidade, porque aprendem a trocar, entre si, os valores da alma, alimentando-se, reciprocamente, por meio de trocas magnéticas, também valiosas para a criação infinita, gerando realizações espirituais para a eternidade, sem qualquer contato físico. 
Para esse tipo de criaturas, a união que traz mais conforto não é a que se limita às emoções de alguns minutos, mas a que integra alma com alma, por uma vida inteira, nos planos da espiritualidade superior. 

Frente aos fenômenos físicos, basta-lhes, às vezes, um olhar, uma palavra, um simples gesto de carinho e compreensão, para que recebam o magnetismo criador da pessoa querida, impregnando-se de força e estímulo para as mais difíceis tarefas.

Alexandre fez pequena pausa e, em seguida, balançando a cabeça, disse:
- Não há criação sem fecundação. As formas físicas nascem das uniões físicas. As construções espirituais originam-se das uniões espirituais. O universo é filho de Deus. 
O sexo, portanto, como qualidade ativa ou passiva dos princípios e dos seres universais, é manifestação cósmica em todos os níveis evolutivos, até que possamos atingir a harmonia perfeita, onde essas qualidades se equilibram na própria divindade.

Livro: Missionário da Luz - cap XIII
Chico Xavier/ André Luiz

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

POR QUÊ ALGUMAS RELIGIÕES COMBATEM TANTO O ESPIRITISMO?

Não há razões sensatas para o combate a uma doutrina que segue o Evangelho de Jesus Cristo, baseada no bem e no amor a Deus e ao próximo, discordante apenas das convicções filosóficas de algumas outras. 

A intolerância religiosa é marca dos falsos profetas, ignorantes na carne e no espírito, fruto das idéias preconcebidas e da presunção de serem donos da verdade. 
O combate ao Espiritismo se deve ao desconhecimento das suas idéias e à confusão que é semeada no meio, por aqueles que não se dispõem a examiná-las com racionalidade. 

Contudo, a Doutrina do Cristo frutificou apesar da falsa interpretação e oposição daqueles que não a compreendiam.
Se as pessoas que detratam o Espiritismo seguissem o ensinamento do Apóstolo Paulo, quando nos exorta a examinar tudo e reter o que é bom, certamente teriam outro posicionamento diante de determinadas idéias que repudiam sem conhecimento de causa. 

Se Jesus e seus discípulos recuassem diante dos inimigos de sua doutrina, o mundo hoje estaria órfão desse código de conduta que norteia a humanidade.

"Há verdadeiramente duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A ciência consiste em saber; em crer que se sabe reside a ignorância" - (Hipócrates).

"E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará.
Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus" - (Atos 5.38-39).

"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem, todo o mal contra vós, por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o nosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós" - (Mateus 5.10-12).

Portal do Espírito

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

VOCÊ SABE DO QUE É FORMADO O PERISPÍRITO?

Todos os corpos que revestem o Espírito têm origem no mesmo elemento primitivo, isto é, no Fluido Cósmico Universal; todos são matéria, apenas em estados diferentes.
Kardec resumiu o assunto deforma a facilitar a compreensão, preferiu a denominação de perispírito para englobar tudo aquilo que reveste a essência espiritual, ou seja, que se encontra interposto entre o espírito e o campo físico.
Allan Kardec englobou todos os corpos espirituais e criou a denominação de perispírito. "Portanto, o perispírito, é uma nomeclatura utilizada por Allan Kardec e representa todos os corpos espirituais que envolvem o Espírito.
Em síntese o nosso espírito está envolto em muitos corpos que se subdividem de acordo com as várias dimensões em que atuamos.As obras complementares, sobre tudo as da autoria de André Luiz, trouxeram mais iluminação acerca da especificação dos invólucros dos Espíritos.

O que é Descenso Energético ?
Se a potente energia que é criada pelo espírito chegasse diretamente aos corpos mais densos certamente iria desintegrá-los, por isso o espírito para atuar em dimensões mais densas se reveste de corpos que diminuem a sua potência energética.
Da mesma forma que a potência da energia que sai de uma hidroelétrica sofre um descenso energético para ascender uma lâmpada sem explodi-la, a energia vinda do espírito também sofre uma adaptação energética para poder agir nas diversas dimensões sem danificar os corpos que irá utilizar.

Espírito - Sede da memória e da sensibilidade
É comum encontrarmos alguns autores espíritas que confundem alguns atributos do Espírito como sendo dos corpos espirituais. A sede da memória é um deles.
Segundo Kardec, o Espírito é quem possui a sede da memória, pois ele é o ser inteligente, pensante e eterno. Sem o Espírito, os corpos espirituais são matéria inerte privada de vida e sensações.
A mesma coisa se dá quando nos referimos à sede da sensibilidade. É o Espírito quem ama, sofre, pensa, é feliz, triste, ou seja, é nele que residem todas essas sensações ou faculdades.
Os corpos espirituais somatizam e transmitem todas essas sensações e acumulam as energias oriundas dos pensamentos, sentimentos, emoções, etc.
Portanto os corpos espirituais, são instrumento a serviço do Espírito.
Como sabemos, ao pensar criamos a energia mental.
Os sentimentos e as emoções também criam energias específicas, toda energia é matéria e por serem matéria ficam retidas nos corpos espirituais.
Em resumo, os corpos espirituais são matéria, não pensam nem tem memória. Isso são atributos do Espírito.

Papel fundamental da doutrina espírita ?
Fazer o ensinamento divino chegar ao povo de forma clara e objetiva; despertar o povo da ignorância espiritual e moral.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

POR QUE ADOECEMOS?

Esse questionamento tem chamado muito a atenção nos tempos atuais. Há uma preocupação peculiar com a saúde, que hoje já tem um conceito bastante ampliado e não restrito apenas aos órgãos e células, mas igualmente abrangente para as questões emocionais e psicológicas e de relacionamento.

Afinal, seria o caso de perguntarmos:

a) De dois homens da mesma idade que sofrem ataques cardíacos, por que o homem solteiro e deprimido tem maior probabilidade de falecer da doença cardíaca do que o homem que é casado e não está deprimido?

b) Se uma mulher sofre de artrite reumatoide, por que o quadro se mantém relativamente estável quando sua vida está tranquila, mas se agrava quando tem conflitos com um filho?

c) Por que pessoas com pouco poder de decisão no emprego sofrem mais ataques cardíacos e desordens intestinais que seus superiores hierárquicos na empresa?

d) E por que o isolamento social é tão prejudicial à saúde quanto o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo?

Claro que o assunto não se restringe apenas às questões propostas. Elas aí estão apenas como exemplos. O assunto é inesgotável e abrange muitos fatores. Entre eles estão o envelhecimento natural, inevitável, as enfermidades trazidas na bagagem e aquelas adquiridas pelos vícios de toda espécie.

O que se deseja enfatizar aqui é que as emoções influem decisivamente na saúde física. O que pensamos, os sentimentos que alimentamos influem diretamente na saúde ou na eclosão de doenças.

Daí pensar que não vale a pena alimentar-se de rancor, de ódio, de vingança. Guardar mágoas, ficar sentindo inveja ou ciúme só servem para destruir ou danificar as células, comprometendo o equilíbrio orgânico. A melhor postura para se ter boa saúde é alimentar pensamentos saudáveis, alegrar-se com o dinamismo da própria vida e trabalhar incessantemente pelo próprio crescimento e, óbvio, aplicarmo-nos igualmente ao bem coletivo em ações humanitárias e construtivas.

Em síntese, podemos resumir sem medo: amar! Amar a si mesmo, amar a Deus, confiar na vida, amar o semelhante, continuar trabalhando. Eis o segredo!

O assunto é amplo, envolve múltiplas questões. O objetivo aqui é destacar a importância da alegria, do otimismo e citar o mais poderoso antibiótico que se pode usar no tratamento das doenças. Ele não tem custo financeiro, não tem efeitos colaterais e só pede o sacrifício do orgulho e do egoísmo. É o perdão!

Tenho abordado o assunto em palestras, com ampla repercussão. É que as recomendações de Jesus à humanidade constituem o mais poderoso medicamento para nossas enfermidades, pois afinal somos os próprios autores de nossas doenças, tragédias e sofrimentos. O Evangelho é o maior e melhor compêndio de saúde já apresentado à Humanidade. Dele derivam ensinos que preservam a saúde e trazem a felicidade. A conquista dessa sonhada felicidade e da saúde plena é o uso e prática desse autêntico manual de relacionamento.

Não tenhamos medo nem receio de adotá-lo em nossa própria vida. A síntese dele é apenas respeitar a vida, respeitar a nós mesmos e entender que o próximo tem os mesmos direitos que tanto reclamamos para nós mesmos!


ORSON PETER CARRARA
O Consolador