terça-feira, 21 de outubro de 2014

HOMOSSEXUALIDADE E O ESPIRITISMO

Respostas do Dr.Inácio Ferreira (espírito) muito polêmico no meio espírita, mas suas respostas tem muito propriedade.Vejamos:

1- Dr.Inácio, o senhor acha que o homossexual é obsediado?
R: Não, essa condição não pode ser generalizada. Não creio que, na maioria dos casos a obsessão seja a causa dominante.

2 - Como é que considera o homossexualidade?
R: Uma experiência evolutiva que o espírito vivencia. Não se trata de uma aberração. Lidei com muitos homossexuais de caráter e ainda lido. Não estranhe, pois deste Outro lado, também os temos.

3 - A homossexualidade é incompatível com o exercício da mediunidade?
R: Não, absolutamente.

4 - A homossexualidade é uma doença?
R: Não necessariamente. A prática sexual desvairada é uma doença. Como psiquiatra, tratei, quando encarnado, de muita gente viciada em sexo, principalmente homens.

5 - O que pensa do homossexual que se submete à cirurgia para mudança de sexo?
R: Se é uma opção dele, quem sou eu para contestar? Aliás, através do avanço da medicina, as Leis da vida estão concedendo aos homens recursos para que algumas de suas provas sejam amenizadas. Faz parte do gradativo processo de transição da Terra, de mundo de provas e expiações para orbe de Regeneração.

6 - O senhor é contra o casamento entre homossexuais?
R: Não, acho até que deveria ser incentivado. Um de seus benefícios mais imediatos seria a diminuição da AIDS, você concorda?

7 - E sobre a adoção de crianças por um casal homossexual? É contra ou a favor?
R: Sou contra a criança orfã sem amor e carinho.

8- O Espiritismo é uma doutrina meio preconceituosa, não?
R: O Espiritismo, não; muitos espíritas, sim.

9 - Nas reuniões mediúnicas de que já participei, os espíritos homossexuais não se comunicaram. A que se deve o fato?
R: Talvez, ao machismo dos médiuns, não é? Você já imaginou aquele médium sério de repente fazendo gestos feminis na sessão?... É brincadeira.É provável que, no Mundo Espiritual, os espíritos homossexuais estejam numa situação melhor, não é? Se não se comunicam, algum motivo há de existir.

10 - O que o senhor acha dos pedófilos?
R: Não tem vergonha na cara! Cadeia com eles! A pedofilia deveria ser crime inafiançável.

11 - O homossexual foi mulher em vidas anteriores?
R: Pode ser que sim, pode ser que não. Na maioria das vezes, não.

12 - A homossexualidade, a sua prática, nos degrada moralmente?
R: Não mais que a propensão a mentir, a roubar, a matar. A verdade é que, ao longo da História, os homossexuais são mais vítimas que algozes.

13 - Qual é o conselho para os homossexuais, o senhor daria?
R - Decência e fidelidade.

14 - O que o senhor diz do homossexual que não aceita a sua homossexualidade?
R: De todas as perguntas, esta é a mais difícil de responder. Tive um paciente assim. Ele queria que eu o mandasse fazer o que queria, como se me transferisse a responsabilidade da decisão. Mentia para mim e para si mesmo o tempo todo. Era uma criatura amarga.

15 - O homossexual, masculino ou feminino, deve se casar com alguém do sexo oposto?
R - Só se estiver disposto a respeitar tal relação. Apenas para dar uma satisfação à sociedade, não!.

Considerações finais:
Aí estão meu caro rapaz, as suas respostas. Esforcei mais que pude para não decepcioná-lo. Continue lutando pela aquisição de bons sentimentos - eis o que interessa.
Quem sabe conduzir o seu coração, sabe conduzir qualquer outra parte de seu corpo ou de seu espírito.
Consinta-me encerrar com um dos textos que sempre mais me comoveu no Novo Testamento, segundo o Evangelho de Mateus, capitulo 22, versículo 31: "Em verdade, vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no Reino de Deus".

Fonte: Livro "Cartas do Dr.Inácio aos Espíritas.
Autor: Carlos A Baccelli

quinta-feira, 26 de junho de 2014

VOCÊ É MÉDIUM?


Como descobrir se você é médium?

A mediunidade não aparece de repente, ela vai se manifestando durante um bom tempo de forma suave (na maioria dos casos) e vai se tornando intensa até o ponto em que a pessoa tem que assumir que possui algum tipo de sensibilidade, que não consegue explicar, mas que é extremamente real para ela.

Não temos como criar regras, contudo, podemos dar algumas dicas para avaliar o que está sentindo:

•  Procure não sentir medo das sensações que tem, essa é a pior coisa a se fazer. Comece a observar a periodicidade, intensidade e como acontece cada sensação.

•  Seja imparcial, ser médium não é sinônimo de salvação ou perdição, é um caminho a ser trilhado, por isso não fique procurando sentir as “coisas”, se você for médium as sensações se repetirão. Tentar forçá-las é tão ruim ou pior do que ter medo, porque você pode atrair espíritos zombeteiros e brincalhões.

•  Ver um espírito não é sinônimo de ser médium. Como o próprio Allan Kardec informa no Livro dos Médiuns, a regularidade e repetição do fenômeno indicam a mediunidade.
Existem casos de espíritos recém-mortos que fazem questão de se despedir dos que lhe foram caros e por isso podem aparecer para dar o último adeus. Esse acontecimento não indica que o espírito encarnado recebeu uma hipersensibilização para poder entrar em contato com o plano espiritual.

•  Não se preocupe inicialmente em desenvolver a mediunidade, busque estudar, conhecer, frequentar algum centro, deixe que naturalmente as coisas aconteçam.

•  Não procure lugares que "Libertam sua Mediunidade" ou que fazem exercícios ou passes para "Despertar a Mediunidade". A mediunidade aparece naturalmente e está latente no espírito que possui o compromisso de exercê-la.

Na hora certa ela aparecerá e como o próprio Allan Kardec informa no Livro dos Médiuns, ela deve se desenvolver naturalmente através do equilíbrio e burilamento do médium.

Se você está lendo esse artigo porque está preocupado ou por que sente uns "troços", umas "coisas" que não consegue explicar e que deixam você extremamente apavorado, então você é um bom candidato a ser médium.


Quando chega a hora da mediunidade "aflorar" ela aparece e não pode ser negada pelo médium, embora alguns façam um esforço enorme para se enganar. 

A Mediunidade e o seu Despertar
por Gustavo Martins

sábado, 12 de abril de 2014

DEZ MANDAMENTOS PARA O TRABALHO ESPIRITUAL


1. Não se desconectar da matéria. O excesso de espiritualismo pode criar uma descompensação com graves prejuízos para a vida pessoal e material de uma pessoa. A matéria é tão importante quanto o espírito; ambos são matizes, graus da mesma manifestação. Nenhum dos dois pode prevalecer sobre o outro.
ANTÍDOTO: EQUILÍBRIO.

2. Não despertar os poderes* antes da consciência. Os poderes estão a serviço da consciência. Não é preciso buscá-los; quando chega o momento, eles surgem naturalmente. Buscar o poder antes do saber é inverter a ordem natural do processo. Para que sirvam a consciência, os poderes devem ser doados a partir de algo além de nossa vontade.
ANTÍDOTO: EQUANIMIDADE.

3. Não fixar-se em pessoas em vez de em suas informações. Você não monta uma casa em um túnel. Ele é só um meio para se chegar até ela. Quem depende de um mestre volta à infância psicológica. Em um processo de iniciação ou terapêutico isso pode ser necessário, mas somente como uma fase a superar, e não como um estado onde parar.
ANTÍDOTOS: DISCERNIMENTO E MODERAÇÃO.

4. Não sentir excesso de autoconfiança. Quem se crê autossuficiente é uma presa fácil para os agentes do engano e não raro se vê envolvido por eles. Quem crê demais na própria capacidade está fadado a equivocar-se.
ANTÍDOTO: DESCONFIAR DE SI MESMO.

5. Não sentir-se superior. Nunca julgue que a própria linha de trabalho é superior às demais. Essa superioridade é a antítese do esoterismo, que afirma justamente a onipresença da consciência em todos os seres e caminhos. Essa postura desconecta uma pessoa das autênticas correntes da consciência amplificada, e é o ponto de partida para a via negra.
ANTÍDOTO: EQUIDADE.

6. Não deixar-se levar por impulsos messiânicos. A vontade de salvar os demais é uma armadilha fatal. Sua tela de fundo é a vaidade e a insegurança. Essa fobia paranoica rompe com os canais de conexão com o mestre interior, bloqueia o processo de autoconhecimento e lança a espiritualidade numa espiral involuta, além de inibir o direito ao "livre-arbítrio de cada um".
ANTÍDOTO: CONFIANÇA NA EXISTÊNCIA.

7. Não tomar medidas inconsequentes. O entusiasmo pode levar uma pessoa a romper com seu círculo profissional e familiar sem necessidade. Com o "fluir" ou o "fechar os olhos e saltar" — axiomas que só deveriam ser usados em situações muito especiais —, os idiotas mais entusiasmados do mundo esotérico incentivam os recém-chegados a se arrebentarem logo na largada.
ANTÍDOTO: RESPONSABILIDADE SERENA.

8. Não agir com demasiada rigidez. Encantada com as novas informações que lhe ampliam a consciência, uma pessoa pode-se tornar intolerante. Ela tem a tentação de impor sua forma de pensar e seus modelos de conduta aos demais. Limitando sua capacidade de ver a partir de outras perspectivas, ela perde o acréscimo de consciência que havia conquistado.
ANTÍDOTO: TOLERÂNCIA E RELAXAMENTO.

9. Não se dispersar. Estudar ou praticar demasiadas coisas ao mesmo tempo sem aprofundar-se em nenhuma delas leva a uma falsa sensação de saber. Nessa atitude, pode-se passar uma vida inteira andando em círculos, enquanto se faz passar por um sábio.
ANTÍDOTO: CONCENTRAÇÃO.

10. Não abusar. Manipuladas, as informações espirituais servem de álibis ou justificativas convincentes para os piores atavismos. Usar essas informações para fins muito particulares é um crime. Ninguém profana impunemente o que pertence a todos.
ANTÍDOTO: RETIDÃO E INTEGRIDADE.

Equilíbrio, equanimidade, discernimento e moderação, equidade, tolerância e relaxamento, confiança na existência, responsabilidade serena, desconfiança de si mesmo, concentração, retidão e integridade são a grande proteção daquele que se aventura pelo mundo espiritual e esotérico. Por outro lado, quem se assegura dessas qualidades pode fazer o que quiser nesse campo que estará sempre num bom caminho.

*Mediunidade.
Obs: Não conhecemos o autor deste texto; se alguém souber com segurança favor nos avisar.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

ESOTERISMO E O ESPIRITISMO


Sociedades secretas


1) O que significa esotérico?
Esotérico. Do grego esotericos, “interior”, “secreto”. Termo empregado nas escolas antigas da Grécia e aplicado principalmente aos discípulos de Pitágoras. É o ensino reservado apenas para os alunos da escola que já possuíam elevada instrução, os completamente instruídos.

2) O que significa exotérico?
Exotérico. Do grego exotericos, “externo”, “que pertence ao lado de fora”. Ensinamento que, nestas mesmas escolas, era transmitido ao público sem restrição, dado o interesse generalizado que suscitava e a forma acessível em que podia ser expresso, por se tratar de ensinamento dialético, provável, verossímil.

3) O que revela o par de termos esotérico/exotérico?
Este par de termos, “esotérico/exotérico”, corresponde à oposição entre interno-externo, secreto-público, reservado-profano etc. Dos dois termos, o esotérico é o mais significativo porque acentua o aspecto positivo da relação, ou seja, o âmbito propriamente reservado e secreto.

4) Como vê-lo historicamente?
Desde as sociedades primitivas até os nossos dias, a oposição esotérica/exotérica está presente no seio da sociedade. O clã, ao transformar-se em tribo, é o primeiro característico desta antítese. Na Grécia antiga, os mistérios elêusicos e órficos são fundamentais para a distinção entre o sagrado e o profano. A formação de várias sociedades secretas, tais como a cabala, a rosa-cruz, a maçonaria e a própria teosofia corroboram a tese do hermetismo e sua veiculação somente aos iniciados. 

5) O termo “esoterismo” da antiguidade é o mesmo do da atualidade?
Não. Na antiguidade, este termo tinha uma significação precisa, ou seja, esotérico era o ensinamento reservado aos alunos que, possuindo algum conhecimento anterior, já estavam preparados para receber novos ensinamentos. Hoje, é sinônimo de oculto e aplica-se à Cabala, à Magia, às ciências divinatórias etc. Usa-se, assim, esoterismo em vez de ocultismo.

6) O que distingue esoterismo de ocultismo?
O esoterismo é fundamentalmente teórico e especulativo: nas escolas filosóficas, o esoterismo pretendia ser a salvaguarda da vida interior de cada escola perante os estranhos, o profanum vulgus. O ocultismo é prático e guarda sob o seu seio uma infinidade de seitas e ciências divinatórias.

7) Jesus era esotérico?
Metaforicamente, diz-se de todo o ensinamento reservado a um círculo restrito de ouvintes. Nesse caso, todos nos somos esotéricos. Jesus não fugiu à regra. Observe o seguinte: Jesus expunha exotericamente as suas parábolas. Depois, a sós com os seus discípulos, dava explicações mais detalhadas. E, mesmo entre eles, não dizia tudo, porque os discípulos não estavam preparados para os ensinamentos mais profundos.

8) O Espiritismo, como doutrina, é esotérico?
Não. Allan Kardec, ao codificar a Doutrina dos Espíritos, preocupou-se em tornar universal a unidade de seus princípios. Para isso, valeu-se de médiuns espalhados pelo mundo todo. Cuidou, essencialmente, de apresentar metodicamente o conteúdo doutrinário, a fim de eliminar quaisquer dúvidas de interpretação, como aquelas ocorridas com os ensinos orais de Cristo. Deixou claro que o Espiritismo, avançando com o progresso, jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro acerca de um ponto, ele se modificará nesse ponto.

9) Como situar o lado esotérico do Espiritismo?
A divulgação espírita, para atender aos objetivos da universalidade, deve ser exotérica. Não resta dúvida que na sua propagação existem muitos pontos esotéricos, pois a pedagogia evangélica ensina que não se deve dar pérolas aos porcos, ou seja, a transmissão do conhecimento deve ser proporcional à compreensão do ouvinte. Contudo, essa forma de entender o Espiritismo é completamente diferente daquela usada pelas sociedades secretas, que expõe o conhecimento, somente aos iniciados, reservadamente.

Sérgio Biagi Gregório
São Paulo, maio de 2011.