segunda-feira, 31 de maio de 2010

Bom Dia Amigos!

Que possamos ver o lado belo e bom da nossa existência.
Nada de contribuirmos com lamentações!
As dificuldades já existem, porque aumentá-las!?
Como diz o ditado popular:
 Com um limão se pode fazer uma limonada!
Ou seja, de uma situação não muito boa, podemos achar um lado bom!
Tim-tim!
Abraço Angel!

Mediunidade

O que deve fazer o médium quando influenciado por entidades da reunião, no trabalho, no lar? Quais as causas dessas influências?
No capítulo 23º de O Livro dos Médiuns, Da Obsessão, o Codificador reporta-se à invigilância das criaturas. É natural que o indivíduo seja médium onde quer que se encontre. A mediunidade não é uma faculdade que só funcione nas reuniões especializadas. Onde quer que se encontre o indivíduo, aí estão os seus problemas. É perfeitamente compreensível que não apenas na oficina de trabalho, como na rua, na vida social, ele experimente a presença dos espíritos; não somente presenças positivas, como também perniciosas, entidades infelizes, espíritos levianos, ou aqueles que se comprazem em perturbar e aturdir. Cumpre ao médium manter o equilíbrio que lhe é proposto pela educação mediúnica. Mediante a educação mediúnica pode-se evitar a interferência desses espíritos perturbadores em nossa vida de relação normal,para que não venhamos a cair na obsessão simples, que é o primeiro passo para a subjugação - etapa terminal de um processo de três fases.
Quando estivermos em lugar não apropriado ao exercício da mediunidade ou à exteriorização do fenômeno, disciplinemo-nos, oremos, volvamos a nossa mente para idéias otimistas, agradáveis, porque mudando o nosso clichê mental, transferimo-nos de atividade espiritual.
É necessário que os médiuns estejam vigilantes, porque é muito comum, graças àquele atavismo a que já nos reportamos, a pessoa se caracterizar como médium por meio de pantomimas, de manifestações exteriores. Como querendo provar ser médium, a pessoa insensata faz caretas, toma choques, caracterizando-se com patologias nervosas. A mediunidade não tem nada a ver com essas extravagâncias muito ao gosto dos exibicionistas.
Como acontece com pessoas que, quando escrevem com a mão, também escrevem com a boca, retorcendo-se, virando-se. Não tem nada a ver uma coisa com outra. A pessoa para escrever assume uma postura correta, que aprendeu na escola.
O médium deve aprender também a incorporas sem esses transtornos nervosos. No exercício da mediunidade é preciso educar a postura do médium, para que ele seja intermediário equilibrado, não dando ensejo a distonias na área mediúnica.

Diretrizes da Mediunidade

Minutos de Sabedoria

Seja atencioso e compreensivo.
Quantas vezes a pessoa que vem falar com você traz problemas recônditos, escondidos no
âmago da alma!
Mantenha-se sereno, você que já vislumbrou a Luz do Entendimento fraterno.
Conserve seu equilíbrio, quando alguém se apresenta perturbado.
Seja atencioso e compreensivo: o mundo está repleto de enfermos, e você tem saúde moral.

O Amor Existe?

O amor não é coisa que se possa capturar e qualquer conceito pode explicá-lo,mas devemos tentar compreendê-lo.Penso apenas que o relacionamento feliz se torna possível para o ser humano de coração transformado,que entrou em contato com a paixão e foi além do fogo e das cinzas, mantido aí, pelo diálogo contínuo e por uma abertura para escutar.
Ser o que somos no amor, para permitir reciprocamente estar em uma atitude que é capaz de acolher e possibilitar o cultivo da troca comum e das sadias diferenças. Cabem, aqui, a flexibilidade e o perdão,pois o relacionamento está sempre em construção.Com efeito, não é fácil viver o amor.
Casais felizes encontram em suas raízes um ímpeto em direção ao céu,pois o encontro, guiado pela sintonia amorosa, é a continuação de um projeto já anteriormente definido.
Por isso,cultivá-lo não é simplesmente se empenhar em cuidar da partilha comum, estendida nas curtas e longas conversas, no beijo, no toque, mas também nas coisas simples, como a divisão das tarefas, o cuidado com os filhos, a composição entre receios e conquistas, o mútuo autoaprimoramento, as metas, os sonhos, porque tudo isso compõe a intimidade.
Aquele que se propõe, por amor, a partilhar a existência um com o outro, deve ser sempre um grande vigilante,disposto a prestar atenção.
Disponível ao diálogo e à escuta, porquanto é dessa concentração que será extraído o viver juntos.
Isso não se trata de esperança,porque o amor nasce de um encontro.
Seu cultivo, contudo, depende da renúncia, e do poder de tolerância, ou seja, necessita entender a carência e as imperfeições um do outro, devido a condição humana em evolução.
É fundamental a liberdade. Desse modo, se fará possível um relacionamento conservado no aberto e não reduzido a apetites de prazer, disputas, ciúmes, olhares endurecido; efeitos do egoísmo e do apego.
É fato: esse amor exige coragem, pressupõe vontade, alegria, o sabor de estar com alguém que, além da partilha cotidiana,deverão enfrentar as provas de crescimento para ambos.

Lições

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ótimo Dia!

Elevemos nosso coração em prece,
 nesta amanhã que se inicia.
Que as palavras sejam espontâneas,
 assim como se conversa com um amigo,
o que vale é o sentimento que depositamos nelas.
Com isso, estaremos nos ligamos a espiritualidade,
para angariar forças, e viver mais um dia da nossa evolução aqui na Terra.
O hábito da oração é indispensável a saúde espiritual.

Abraço Fraterno a Todos!
Angel

Seja Voluntário

Seja voluntário na evangelização infantil.
Não aguarde convite para contribuir em favor da Boa Nova no coração das crianças. Auxilie a plantação do futuro.

Seja voluntário no Culto do Evangelho.
Não espere a participação de todos os companheiros do lar para iniciá-lo.Se preciso, faça-o sozinho.

Seja voluntário no templo espírita.
Não aguarde ser eleito diretor para cooperar. Colabore sem impor condições, em algum setor, hoje mesmo.

Seja voluntário no estudo edificante.
Não espere que os outros lhe chamem a atenção. Estude por conta própria.

Seja voluntário na mediunidade.
Não aguarde o desenvolvimento mediúnico, sistematicamente sentado à mesa de sessões. Procure a convivência dos espíritos superiores, amparando os infelizes.

Seja voluntário na assistência social.
Não espere que lhe venham puxar o paletó, rogando auxílio. Busque os irmãos necessitados e ajude como puder.

Seja voluntário na propaganda libertadora.
Não aguarde riqueza para divulgar os princípios da fé. Dissemine, desde já, livros e publicações doutrinárias.

Seja voluntário na imprensa espírita.
Não espere de braços cruzados a cobrança da assinatura. Envie o seu concurso, ainda que modesto, dentro das suas possibilidades.

Sim, meu amigo. Não se sinta realizado.
Cultive espontaneamente as tarefas do bem.
A sementeira é grande e os trabalhadores são poucos.
Vivemos os tempos da renovação fundamental.
Atravessamos, portanto, em serviço, o limiar da Era do Espírito.
Ressoam os clarins da convocação geral para as fileiras do Espiritismo.
Há mobilização de todos.
Cada qual poder servir a seu modo.
Aliste-se enquanto você se encontra válido.
Assuma iniciativa própria.
Apresente-se em alguma frente de atividade renovadora e sirva sem descansar.
Quase sempre, espírita sem serviço é alma a caminho de tenebrosos labirintos do Umbral.
Seja voluntário na Seara de Jesus, nosso Mestre e Senhor!

CAIRBAR SCHUTEL

Mediunidade

Quais são os requisitos necessários aos médiuns que militam na tarefa mediúnica?

Percebendo que a mediunidade é uma faculdade mental, ela independe de o indivíduo ser nobre ou devasso. Sendo a mediunidade essa luz do espírito que se projeta através da carne, admitiremos também poder encontrá-la representando a treva do espírito que escorre através do soma. E exatamente por isso, percebemos que o médium deverá ajustar-se, quando deseje servir com o Cristo. Atrelado às forças do bem, ajustar-se ao esforço de vivenciar as lições evangélicas, renovando, gradativamente, os panoramas da própria existência, domando as inclinações infelizes, inferiores, elevando o padrão mental para que sua mentalização se dirija para o sentido nobre, fazendo-o cada vez mais vibrátil nas mãos das Entidades Felizes. Logo, os requisitos para o exercício da mediunidade no enfoque espírita serão o exercício da humildade, da humildade que não se converte em subserviência, mas que é a atitude de reconhecimento da grandeza da vida em face da nossa pequenez pessoal; o espírito de estudo, de apercebimento continuado das leis que nos regem, que nos governam. O médium espírita deverá estar sempre voltado para aumentar o seu patrimônio de conhecimento das coisas, dandonos conta de que o Espírito da Verdade nos disse ser necessário o amor que assiste, que guarda, que renuncia, que serve, e, ao mesmo tempo, a instrução
que de maneira alguma representará apenas o diploma acadêmico, mas que é esse engrandecimento do caráter, da inteligência, esse amadurecimento que, muitas vezes, o diploma não confere. Exatamente aí o médium deverá ater-se ao estudo, ao trabalho, à abnegação ao semelhante é nesse esforço estará
logrando também subir a ladeira para conquistar a humildade.
Numa colocação feita pelo espírito Albino Teixeira, através de Chico Xavier, no livro Paz e Renovação1, diz ele que o melhor médium para o mundo espiritual não é o que seja portador de múltiplas faculdades, mas é aquele que esteja sempre disposto a aprender e sempre pronto a servir.

Diretrizes da Mediunidade

Repartir o Pão

Porque está guardando tantas coisas inúteis?
Para que tantas coisas em seus armários, quando seus irmãos estão com os deles vazios?
Distribua tudo aquilo que lhe não está servindo, para que sua alma não fique pesada demais,quando se afastar da terra.
"O coração do homem está onde está seu tesouro".
Se você juntar muitas coisas inúteis, a elas poderá permanecer preso, sem conseguir alçar vôo para as regiões bem-aventuradas.

Minutos de Sabedoria

Desejo um Bom Fim de Semana!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Bom Dia Amigos!

Somente abrindo-se para a vida, podemos receber tudo o que Deus tem de bom para nos dar!
Ver a Vida pelo lado Bom depende inteiramente de Nós!
Abraço Angel

Servir a Deus e a Mamon


INTRODUÇÃO.
Jesus nos deixou orientações para todos os setores da nossa vida, para que pudéssemos nos conduzir nesta caminhada evolutiva na terra, e com os esclarecimentos da doutrina, essas orientações se ampliam ainda mais.Neste capitulo Servir a Deus e a Mamon, fala sobre bens materiais. Jesus utilizou varias parábolas para exemplificar. O bom uso e o mau uso do dinheiro, o apego excessivo ao material, a utilidade da riqueza, as desigualdades, etc.
 PERGUNTAS AOS ESPÍRITOS
“712. Com que fim Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais?
— Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para prová-lo na tentação.
712-a. Qual o objetivo dessa tentação?
— Desenvolver a razão que deve preservá-lo dos excessos.

Deus na sua infinita sabedoria colocou o atrativo do prazer na posse e no uso dos bens materiais, para estimularmos ao cumprimento da nossa missão. Para que o planeta possa evoluir é necessário que os seus habitantes se esforcem intelectualmente e fisicamente para progredir e também Deus quis prová-lo pela tentação, que o arrasta ao abuso, do qual a sua razão deve se esforçar para livrá-lo.

AS PARÁBOLAS
Salvação dos rico
Quando Jesus disse ao jovem: “Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me”.
Esclarecimento:
Ele não quis dizer que devemos nos livrar de tudo o que temos para entrar no reino de Deus. Foi para exemplificar que podemos ser honestos, não fazer mal a ninguém, não maldizer o próximo, não ser inconseqüente nem orgulhoso, respeitar seus pais e, ainda assim, não ter a verdadeira caridade, porque sua virtude não vai até o desapego dos bens materiais. Em outras palavras, que fora da caridade não há salvação.

Guardai-vos da Avareza:
Um homem pede a Jesus que faça com que seu irmão divida seus bens com ele. Jesus diz a ele que não era sua função, e conta-lhe uma parábola. O campo de um homem rico tinha dado abundantes frutos e teve a idéia de fazer celeiros maiores para armazenar para que tivesse provisões para muitos anos, Jesus diz: Homem bobo que a morte pode vir buscá-lo e para quem ficará tudo isso que juntou?
Entendimento:
Duas lições:
• É comum as pessoas aproximarem-se do espiritismo para que os espíritos ofereçam soluções para seus problemas, favorecendo facilidades e privilégios. E não é esse o objetivo da doutrina.
• Quem amontoa coisas com certeza perderá pelo excesso ou irá se prender a eles, mas um dia, a vida o obrigará a deixar tudo o que acumulou.

Jesus em casa de Zaqueu:
Para escândalo de todos, principalmente de seus discípulos, ao chegar a Jericó, Jesus oferece-se para se hospedar em casa de Zaqueu, homem rico e ainda publicano; dois motivos bastante fortes para que o cobrador de impostos fosse o último dos habitantes daquele lugar onde Jesus se hospedaria, segundo entendimento da época. Pensava-se que os possuidores de bens materiais estavam irremediavelmente condenados ao sofrimento eterno, devido ao apego à matéria, considerada a fonte do mal.
Mas Ele foi muito bem recebido por Zaqueu, que, feliz, após expor os benefícios que a sua fortuna proporcionava a várias famílias da região, propôs-se a distribuir parte de seus recursos financeiros e a ressarcir generosamente a aqueles que porventura houvesse prejudicado.
Esclarecimento
Allan Kardec afirma que “a riqueza é, sem dúvida, uma prova mais arriscada, mais perigosa que a miséria, em virtude das excitações e das tentações que oferece, da fascinação que exerce. É o supremo excitante do orgulho, o egoísmo e da vida sensual”.
A riqueza não é, em si, boa ou má. Mau, é o homem que dela abusa. A riqueza bem aproveitada traz muitos benefícios, gera empregos a muitas pessoas, realiza muitas obras para a melhoria do nosso planeta, Todo esse trabalho exige pesquisa, que desenvolve a inteligência, expande a capacidade humana de resolver problemas. Sem dúvida, é poderoso elemento de progresso. Por isso, cabe ao homem extrair dela todo o bem possível.

Parábolas do talento:
Essa é mais conhecida, um senhor vai viajar entrega dinheiro a cada um dos seus servos, para que cada um dispusesse da forma que bem entendesse, mas quando chegasse, eles deveriam prestar contas do que tinha feito com o que receberam, dois deles devolveram mais do que haviam recebido, demonstrando assim, que empregaram bem o dinheiro, e o outro por medo de perder, enterrou o dinheiro, e o senhor, não se mostrou nada satisfeito com mau uso empregado do seu dinheiro.
Entendimento
As aptidões e virtudes que se temos são os nossos talentos, são ferramentas com as quais devemos trabalhar para o nosso próprio bem e o bem geral de todos.
Todos possuem talentos para alguma coisa, para as artes, para a administração, para o esporte, para o comércio, para a política, para a religiosidade, para o ensino ou outros ramos quaisquer das atividades humanas. São todas ferramentas que, se bem utilizadas, multiplicam-se, em nós.
Produzem em âmbito geral: elevação de sentimentos nas artes, disciplina na administração, estímulos no esporte, fartura no comércio, justiça na política, elevação espiritual na religiosidade e capacitação no ensino.
Por isso não devemos enterrar os talentos que recebemos, por medo, por preguiça, temos que colocá-los em pratica, para assim progredirmos, e melhorarmos ainda mais o que recebemos, e isso só conseguindo, através de esforços e muito trabalho.

“Disse-lhes o Senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei.”
Desse modo, considerando que pela Lei da Reencarnação o ser sempre progride, os ricos de hoje poderão receber no futuro novas incumbências de realizações que necessitem administradores experientes, bem assim, os que falharam em suas provas poderão ser convidados a se submeterem a novo estágio, renascendo como aprendizes, administrando poucos recursos que lhes serão concedidos como objeto de novo aprendizado.

DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS
811-“Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas”?
“Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.”
811-a) “Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade. Que pensais a respeito?”
“São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja. Não compreendem que a igualdade com que sonham seria a curto prazo desfeita pela força das coisas. Combatei o egoísmo, que é a vossa chaga social, e não corrais atrás de quimeras.”

É impraticável, portanto, a igualdade das riquezas entre os homens. Se toda a riqueza fosse igualitariamente distribuída, todos ficariam impossibilitados de realizações em favor da coletividade e utilizariam a pequena parte que lhes pertencessem apenas para si mesmo. Esse fato anularia a possibilidade de conviver com a experiência de caridade, e de desenvolver a razão que alerta para os abusos, e também a motivação, causando o estacionamento da evolução natural tanto do homem quanto do planeta.
Além disso, em pouco tempo, as aptidões e os caracteres individuais, fariam com que essa igualdade se desfizesse. Os mais aptos, os mais trabalhadores, os mais destemidos, os empreendedores, se diferenciaria dos demais, e com certeza iriam adquirir mais.

CONCLUSÃO:
Todos nós temos conhecimento da postura materialista que domina este mundo, isso se dá devido ao atraso espiritual da maioria dos espíritos que aqui habitam. Mas para aqueles que acreditam numa vida futura melhor, como Jesus nos disse; não podemos encarar a vida da mesma forma do que todos os homens.
Os Espíritos superiores nos alerta a termos domínio sobre o mundo material e não a sermos escravos dele, como ocorre largamente.

E resumindo o que aprendemos com as parábolas:
• Ter desapego as coisas materiais, aproveitá-las para o nosso bem e de todos, pois nada é nosso, tudo, ficará aqui quando partirmos.
• Tudo que se tem em excesso, e, é mal aproveitado se perde, se estraga, isso nos exalta a caridade, doemos aquilo que temos em excesso, e que às vezes nem utilizamos mais, pode ser útil a alguém.
• Lembremos que ter não é mal, mas que devemos dar uma utilidade boa a tudo, e não nos tornarmos egoístas e avarentos.
• E não enterremos nossos talentos, por medo ou por preguiça, para que possamos quando voltar, mostrar a Deus que utilizamos o máximo o que tínhamos, para fazer nossa parte e melhorar este mundo.

“O senhor não te identificará pelos tesouros que ajuntaste, pelas bênçãos que retiveste, pelos anos que viveste no corpo físico. Reconhecer-te-á pelo emprego dos teus dons, pelo valor de tuas realizações e pelas obras que deixaste, em torno dos próprios pés”.

Vale colocarmos limites nos excessos materiais; vale o sacrifício; vale a disciplina; vale o esforço em participar, na educação das crianças, na dos jovens, nas causas ecológicas, na defesa dos animais, vale a pena estarmos aqui, tudo vale a pena, para nos melhorar e ajudar este mundo, a também ficar melhor.

Que Jesus ilumine todos nós.

Palestra feita no Grupo Espírita Familia Cristã - 26/05/10

Três Fatores importantes a se Lembrar:

1. Objetivos dos ensinamentos de Jesus e da doutrina.

O objetivo dos ensinamentos do cristo e os esclarecimentos da doutrina é orientar para que aja uma modificação no caráter das pessoas. E é impossível que aconteça alguma modificação se não entregarmos a pratica desses ensinamentos.

2. Vinda no Centro Espírita.

Embora seja indispensável nossa vinda num Centro Espírita ou num templo religioso, aonde os ensinamentos são relembrados e forças reabastecidas, através das palestras e passes; a instrução maior deve acontecer dentro do nosso lar,e a prática mais ainda. Mas de que forma?

3. Estudo.

É fundamental estudar os livros da codificação espírita principalmente: 
O Livro dos Espíritos (contém as leis que regem os dois planos da vida, a espiritual e a material) e o Evangelho Segundo Espiritismo,(onde expressa a lei maior do amor a Deus e ao próximo).
Devemos nos dedicar ao estudo regular, quase diário. Muitos espíritas acham cansativo, estudá-los, preferindo, tomar passes todas as semanas e apenas ouvir palestras. Outros lêem romances, que falam ao coração, mas pouco edifica para o estudo e uma compreensão mais profunda da doutrina.
É compreensível que assim procedam, pois é próprio do ser humano optar pelo menor esforço. Mais surge a dificuldade no campo do entendimento, gerando assim, distorções sobre a doutrina, que seria compreendido com um estudo mais cuidadoso.
E também, que a leitura diária, faz com que estejamos com os ensinamentos constantemente na nossa consciência, então quando situações acontecerem, será mais fácil lembrarmos de colocá-los em prática.

Se não nos esforçarmos com dedicação, à nossa melhoria moral e intelectual, é certo que continuaremos a errar, a se desesperar na provas mais difíceis, cair em desânimo, e a vida continuará sendo de dificuldades, e a vida futura também.

Mediunidade

Pode o médium, em algumas comunicações, não conseguir evitar, totalmente, as atitudes desequilibradas dos espíritos comunicantes?

À medida que o médium educa a força nervosa, logra diminuir o impacto do desequilíbrio do comunicante. É compreensível que, em se comunicando um suicida, não venhamos a esperar harmonia por parte da entidade em sofrimento; alguém que foi vítima de uma tragédia sendo arrebatado do corpo sem o preparo para a vida espiritual apresentará no médium o estertor do momento final, na própria comunicação, algumas convulsões em virtude do quadro emocional em que o espírito se encontra.
Há, porém, certos cacoetes e viciações que nos cumpre disciplinar. Há médiuns que só incorporam (termo incorreto), isto é, somente dão comunicação psicofônica, se bocejarem bastante. Para dar um toque de humor: quando eu comecei a freqüentar a Casa Espírita, na minha terra natal,a primeira parte era um Deus-nos-acuda! Porque as pessoas bocejavam e choravam, demasiadamente. Eu, como era médium principiante, cria que também deveria bocejar de quebrar o queixo. A “médium principal”, que era uma senhora muito católica, iniciava as comunicações sempre depois de intermináveis bocejos e tosses que a levavam às lágrimas. Hoje não bocejo, nem no meu estado normal. Quando eles vêm eu cerro os dentes e os evito.
É lógico que uma entidade sofredora nos impregna de energia perniciosa, advindo o desejo de exteriorizar pelo bocejo. É uma forma de eliminar toxinas. Mas nós podemos eliminá-las pela sudorese, por outros processos orgânicos, não necessariamente o bocejo. Há outros médiuns que têm a dependência, de todas as vezes em que vão comunicar-se os espíritos, bater na mesa ou bater os pés, porque se não baterem não se comunicam.
Lembro de uma vez em que tivemos uma mesa redonda. Ô presidente da mesa era um homem muito bom, muito evangelizado, mas não havia entendido bem a Doutrina, tendo idéias doutrinárias muito pessoais. Ele me perguntou quando é que o espírito incorpora no médium. Mas logo respondeu: “A gente chupa... chupa... até engolir! Não é verdade ?“. São cacoetes, destituídos de sentido e lógica.
Os médiuns têm o dever de coibir o excesso de. distúrbios da entidade comunicante.
Na minha terra, vi senhoras que se jogavam no chão, e vinham os cavalheiros prestimosos ajudá-las... Graças a Deus eram todas magrinhas...
O médium deve controlar o espírito que se comunica, para que este lhe respeite a instrumentalidade, mesmo porque o espírito não entra no médium.
A comunicação é sempre através do perispírito, que vai oferecer campo ao desencarnado. Todavia, a diretriz é do encarnado.

Diretrizes de Segurança

Aprender a Amar

Escutamos frequentemente frases que constituem atestados de incompatibilidade ou admiração instantânea em relacionamentos, emitidas rotineiramente nas diversas rodas de convivência, definindo alguns sentimentos que temos pelo outro como se fossem predestinados e definitivos.
Convivemos, comumente, “ao sabor” daquilo que sentimos espontaneamente por alguém.
Consideremos nesse tema que o Amor não é um automatismo do sentir no aprendizado das relações humanas, como se houvessem fatores predisponentes e inderrogáveis para gostar ou não gostar dessa ou daquela criatura.
Amar é uma aprendizagem. Conviver é uma construção.
Não existe Amor ou desamor à primeira vista, e sim simpatia ou antipatia.
Amor não pode ser confundido com um sentimento ocasional e especialmente dirigido a alguém. Devemos entendê-lo como O Sentimento Divino que alcançamos a partir da conscientização de nossa condição de operários na obra universal, um “estado afetivo de plenitude”, incondicional, imparcial e crescente.
Ninguém ama só de sentir. Amor verdadeiro é vivido.
Mesmo entre aqueles que a simpatia brota instantaneamente, Amor e convivência sadia serão obras do tempo no esforço diário do entendimento e do compartilhamento mútuo do desejo de manter essa simpatia do primeiro contato, amadurecendo-a com o progresso dos elos entre ambos.
Sabendo disso, evitemos frases definitivas que declarem desânimo ou precipitação em razão do que sentimos por alguém. Relações exigem cuidados para serem edificadas no Amor, e esse aprendizado exige os testes de aferição no transcorrer dos tempos.
Se nos guardamos na retaguarda moral e afetiva, esperando que os outros melhorem e se adaptem às nossas expectativas para com eles, a fim de permitirmonos amá-los, então, certamente, a noção de gostar que acalentamos é aquela na qual ainda acreditamos que Deus faculta isso como Dom Divino e natural em nossos corações conforme a sua Vontade.
Amor não é empréstimo Divino para o homem e sim aquisição de cada dia na aprendizagem intensiva de construir relacionamentos propiciadores de felicidade e paz.
Espíritas que somos temos bons motivos para crer na força do Amor, enquanto a falta de razões convincentes tem induzido multidões de distraídos aos precipícios da dor, porque palmilham em decidida queda para as furnas do desrespeito, da lascividade, da infidelidade, da vingança e da injustiça, em decrépitas formas de desamor.

Laços de Afeto
WANDERLEY S. DE OLIVEIRA

DITADO PELO ESPÍRITO ERMANCE DUFAUX

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bom Dia

Cumprimente as pessoas com alegria.
As vezes, uma simples, alegre e espontânea saudação,
conquista um coração e consola uma dor.
Amigos, sintam no coração,
a alegria desse meu Bom Dia!
Abraço Angel

Final dos Tempos

Cataclismos, mudanças climáticas,fome, miséria, violência desmedida, guerras. Há pessoas que veem nisso tudo o final dos tempos.
Jesus, no Sermão Profético, disse que haveria, sim, tudo isso, mas que ainda esse não seria o fim. O fim viria depois, viria no tempo em que o Evangelho do Reino passasse a ser ensinado em todos os lugares.
O final dos tempos, segundo as palavras de Jesus, corresponderia assim, no entendimento espírita, à transformação deste globo em um Mundo de regeneração, e não à sua destruição, como ingenuamente imaginam certas pessoas.
Quando isso se dará? Ninguém o sabe, disse Jesus, somente o Pai.
O que acontece hoje é que uma multidão imensurável de Espíritos que jaziam nas trevas está tendo a oportunidade de reencarnar para que tenha a evolução impulsionada.
Se não aproveitar as oportunidades de elevação terá por destino os mundos inferiores.
Até mesmo a qualidade de nossas músicas se ressente desse impacto.
Daí as monstruosidades no plano da violência que temos vivenciado, com requintes de crueldade e de aberrações jamais vistos. O que sempre conteceu em ponto pequeno parece multiplicar-se entre todos os povos, em todos os segmentos sociais.
Nunca foram revelados ao mundo tantas anormalidades no plano da sexualidade, envolvendo todo tipo de gente, de padres a intelectuais, de criaturas comuns a homens de Estado. Os crimes contra a economia pública, que prejudicam toda a massa de trabalhadores, jamais haviam assumido as proporções de corrupção como nos dias atuais. As guerras fratricidas campeiam entre povos que até o alvorecer do 3º Milênio conviviam em paz e harmonia. As pandemias se sucedem de alguns anos para cá. Os desastres da natureza, incluindo as consequências do aquecimento global, assustam a todos nós e atingem milhares de pessoas.
Nada disso, no entanto, é motivo para medo ou alarme. São oportunidades de crescimento. A expiação e a prova jamais devem assustar quem detém o conhecimento espírita. As tragédias são ocasiões de auxiliar. Se a crença espírita já faz parte de nós mesmos, então temos o dever de consolar e socorrer. O adepto do Espiritismo é contemplado com algo – o conhecimento espírita – que deve ser posto a serviço da humanidade.
Mas não se deve propalá-lo irrefletidamente,causando assim mais desconforto que consolação, porque nem todos estão preparados para certas verdades, como ocorre com algumas pessoas que não admitem que seu filho imobilizado na tetraplegia esteja expiando algum ato praticado no passado. Elas preferem, certamente, crer que o filho sofre assim porque Deus o quis.
Agir com bom senso, mas sem esconder a verdade, é o caminho do meio no consolo aos desesperados da sorte. Jesus não negou que haveria tribulações, até mesmo as detalhou para que isso servisse de sinal aos crentes, mas nos deu a notícia consoladora de que, ao chegar o fim, o mundo conheceria a Boa Nova e haveria, enfim, fraternidade entre os homens.
Os princípios espíritas hão de fazer parte da crença de todos os povos. Não sabemos sequer se será ainda chamado de Espiritismo, mas temos a certeza que a Doutrina da caridade será a cartilha pela qual os homens pautarão seus caminhos.

Jornal Imortal
out/09

Prática Mediúnica

Tudo na vida é afinidade e comunhão,sob as leis magnéticas que lhe presidem os fenômenos. Tudo gravita em torno dos centros de atração e sustentação de forças determinadas e específicas, no plano em que evoluímos para a Ordem Superior.A mediunidade não pode igualmente escapar a semelhantes impositivos. Almas ignorantes atraem criaturas ignorantes.
Doentes afinam-se com doentes. Há entidades espirituais que se dedicam ao serviço do próximo, em companhia daqueles que estimam a prática da beneficência, tanto quanto existem inteligências desencarnadas que, em desequilíbrio, se devotam a lamentáveis alterações da tranquilidade alheia, junto das pessoas indisciplinadas e insubmissas.
Obsessores vivem com quem estima perseguir e vampirizar e comunicantes irônicos somente encontram guarida nos companheiros do sarcasmo.
Eis por que, acima da prática mediúnica, examinada sob qualquer aspecto, situamos o imperativo da educação em nossos círculos doutrinários.
Amontoam-se vermes onde se congregam frutos desaproveitados ou apodrecidos, assim como a luz brilha onde encontra força ou material que lhe sirvam de combustíveis. O médium receberá sempre de acordo com as atitudes que adota para si mesmo, perante a vida. Se irado, sintoniza-se com as energias perturbadas do desespero; se preguiçoso, vive à vontade com os desencarnados ociosos.
Quem deseje crescer para a Espiritualidade Superior não pode menosprezar o alfabeto, o livro, o ensinamento e a meditação.
Mediunidade não é exaltação da inércia ou da ignorância. O médium, para servir a Jesus de modo positivo e eficiente, no campo da Humanidade, precisa afeiçoar-se à instrução, ao conhecimento, ao preparo e à própria melhoria,a fim de que se faça filtro de luz e paz, elevação e engrandecimento para a vida e para o caminho das criaturas. Jesus é o nosso Divino Mestre.
Eduquemo-nos com Ele, a fim de que possamos realmente educar.

Mediunidade e Sintonia
Francisco Cândido Xavier
Espírito Emmanuel

13ªaula- G.E.de Estudos e Trabalhos Mediúnicos

O Papel do Médium nas Comunicações
Capítulo 12
Três fatores básicos a observar na comunicação mediúnica: o Espírito, o meio e o médium.
Vamos analisar um destes fatores isoladamente, verificando o papel do médium nas comunicações.

O apóstolo Paulo [II Coríntios-4:7] afirma:
"Temos este tesouro em vaso de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não nosso."

Exalta, assim, a responsabilidade e a renúncia com que se deve revestir a tarefa mediúnica.
A mediunidade funciona como um refletor da vida espiritual. Quanto melhores as condições do aparelho, tanto mais fiéis as impressões transmitidas. O oposto, igualmente ocorre, gerando imperfeições e distorções na transmissão da mensagem.

O médium é a fonte receptora que irá transmitir conforme as suas condições e capacidades moral, cultural e emocional.
 A fonte transmissora é o Espírito comunicante que projeta as vibrações com limpidez e vai depender do médium a transmissão do seu pensamento.

Segundo estas condições do receptor, teremos a comunicação mediúnica com maior ou menor nitidez e fidelidade.
O médium sempre participa do fenômeno mediúnico e é importante o seu papel no desempenho dessa faculdade.
Em Livro dos Médiuns - cap XIX, Allan Kardec se dedica ao estudo do papel do médium na comunicação.

O Espírito do médium é o filtro do pensamento do Espírito comunicante.
Allan Kardec faz uma comparação do Espírito do médium como sendo o intérprete do Espírito que deseja comunicar, porque está ligado ao corpo que serve para falar e por ser necessário um elo entre o médium e o Espírito, como é necessário um fio elétrico para comunicar a grande distância uma notícia, e na extremidade do fio ou aparelho, uma pessoa inteligente que receba e transmita.

Os fenômenos mediúnicos são regidos por leis severas, que não se submetem aos caprichos e exigências dos participantes.
A organização neuropsíquica do médium deve ajustar-se às leis de sintonia e afinidade, acionando amplos equipamentos, para que a comunicação seja equilibrada e atinja o objetivo.O mecanismo mediúnico é composta de:
Perispírito: afinação fluídica e vibratória

Allan Kardec inicia com a seguinte indagação:
"O médium, no momento em que exerce a sua faculdade está num estado perfeitamente normal?
R. Está num estado de crise mais ou menos pronunciado (...). Na maioria das vezes seu estado não difere do normal, principalmente nos médiuns escreventes."
Este estado de crise ou de exteriorização perispiritual é muito importante para a compreensão do estado do médium e sua participação no fenômeno mediúnico.
Dependendo do grau de exteriorização perispiritual a faculdade mediúnica apresentará diferentes graus de percepção.

Kardec indaga:
"As comunicações escritas ou verbais podem provir do próprio Espírito do médium?
R. A alma do médium pode comunicar-se como qualquer outra. Se ela goza de algum grau de liberdade, recobra a sua qualidade de Espírito."
E prossegue Kardec indagando:
"Como distinguir se a comunicação é do próprio médium ou de Espírito desencarnado?
R. Pela natureza das comunicações. Estudem as circunstâncias e linguagem e vocês distinguirão. “Estudar e observar.”

Em torno deste estudo Allan Kardec tece importantes considerações sobre o papel do médium nas comunicações:
• Qualquer que seja a natureza das comunicações, elas se processam através da irradiação do pensamento.
• O Espírito que se comunica requer elementos necessários para dar vestimenta a este pensamento. Não há linguagem articulada no mundo espiritual.
• A comunicação terá a forma e a "cor" do pensamento do médium.
Ele cita o exemplo das lunetas coloridas: é como se observássemos paisagens diferentes através de lunetas verdes, azuis e brancas. Embora as paisagens sejam diversificadas, terão a coloração da luneta com que se observe.

Erasto [LM - cap XIX] diz:
"Assim quando encontramos um médium com o cérebro cheio de conhecimento anterior latente, dele nos servimos de preferência, porque com ele, o esforço da comunicação nos é muito mais fácil do que com um médium cuja inteligência fosse limitada e cujos conhecimentos anteriores tenham sido insuficientes."

Vimos como o médium participa do fenômeno mediúnico e muitas vezes ao iniciarmos o desenvolvimento, quando estamos começando a dar as primeiras comunicações, somos assaltados com indagações e dúvidas:

"Como saberá o médium se o pensamento é seu ou do Espírito comunicante?"

Martins Peralva [Estudando a Mediunidade] nos diz:
"Com o estudo edificante, a meditação e o discernimento adquiriremos a capacidade de conhecer a nossa freqüência vibratória. Saberemos comparar o nosso próprio estilo, pontos de vista, hábitos e modos, com os revelados durante o transe mediúnico, ou a simples inspiração quando escrevemos ou pregamos a doutrina. Não será problema tão difícil separar o nosso, do pensamento do Espírito comunicante. A aplicação aos estudos espíritas, com sinceridade, dar-nos-á, sem dúvida, a chave de muitos enigmas."

Bibliografia
1) Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) Livro dos Médiuns - Allan Kardec
3) Obras Póstumas - Allan Kardec
4) Revista Internacional do Espiritismo, 06/92 - Lauro F. de Carvalho
5) Médiuns e Mediunidades - Vianna de Carvalho / Divaldo P. Franco
6) Nos Alicerces do Psiquismo - Jorge Andréa
7) Estudando a Mediunidade - Martins Peralva

A Palavra

Poderoso veículo de comunicação, a palavra é instrumento que poucos utilizam como deveriam.
A boa palavra ergue e consola, ensina e corrige, ampara e salva.
A má palavra envenena e mata, enlouquece e fulmina, desequilibra e arma de ódio.
Muitos falam sem pensar, gerando antipatias e fomentando crimes.
Outros pensam sem falar e perdem as oportunidades edificantes de sustentar o ideal do bem e da vida.
Falar por falar expressa desequilíbrio, tanto quanto calar, sempre, denota doentia introspecção.
Dispões desse abençoado instrumento para preservar a vida e enriquecê-la de bênçãos, que é a palavra.
Usa o verbo com sabedoria, ensinando, ajudando e impulsionando as pessoas ao avanço, ao progresso.
Articula a palavra sem gritaria nem desconcerto emocional, de modo que se te faça agradável, inspirando os que te ouvem e gerando simpatia em teu favor.
A arte de falar é conquista que todos devem lograr.
Não a esgrimas com teu verbo, nem a sepultes no mutismo da alienação.
Fala sobre o bem, o amor e a esperança, propondo a alegria entre as criaturas e ensinando-as a adquirir segurança pessoal no processo da evolução.

Divaldo Pereira Franco - Episódios Diários - Pelo Espírito Joanna de Ângelis

terça-feira, 25 de maio de 2010

Bom Dia

Muitas vezes pensamos o quanto temos por fazer, e nos preocupamos se daremos conta de tudo, realizamos as coisas já pensando na próxima que está nos esperando, e muitas vezes, não conseguimos nos concentrar na que estamos fazendo. A ansiedade nós causa muito mal, e com isso sofremos de dores estomacais, aceleração cardíaca, dores de cabeça; tudo isso é o acumulo das tensões e das ansiedades, a pré-ocupação. Se temos muitos trabalhos a realizar, que possamos nos concentrar em cada um tranquilamente, organizemos nossa mente para isso.
Vamos viver um dia por vez, momento a momento, comecemos pelas prioridades, com tranquilidade e atenção.
No final tudo dá certo. Ah! Pensamentos positivos e alto-astral sempre ajuda!
E confiemos na sabedoria de Deus, a principio muita coisa que parece impossível, torna-se mais que possível, se torna realizado.
Ele nos dará a força que precisamos hoje e em todos os nossos amanhãs.
Abraço Angel

O Desafio do Centro Espírita

1 – O centenário do nascimento de Chico Xavier levou a Doutrina Espírita para a mídia, com intensidade inimaginável. Nunca se falou tanto de Espiritismo nos órgãos de comunicação. Como você vê essa exposição em termos de economia para o movimento?
Sem dúvida, algo muito positivo. Sem irreverência, diria que mesmo depois de “morto” Chico continua fazendo pelo movimento espírita mais do que todos os espíritas juntos. O problema é “capitalizar” esse benefício.

2 – O que seria essa “capitalização”?
Fazer repercutir essa exposição na mídia em dinamização do Espiritismo no Brasil, a partir de pessoas que se interessem pelos seus princípios e se integrem no Centro Espírita, a célula básica.

3 – Qual a dificuldade maior nesse sentido?
As limitações das casas espíritas. Um data show, um boletim informativo, uma biblioteca, uma livraria, um clube do livro espírita, palestras bem fundamentadas, serviço de atendimento fraterno e passes magnéticos, cursos de Espiritismo, reuniões mediúnicas com observância dos princípios doutrinários, tudo isso é básico para acolher as pessoas que hoje nos procuram.

4 – Considerando que a maior parte dos Centros Espíritas é de pequeno porte, com poucos colaboradores, não seria exigir demais de seus dirigentes?
Não estamos confundindo efeito com causa? Não será o Centro pequeno por falta de iniciativa dos dirigentes?

5 – A que atribuir essa falta de iniciativa?
Um sacerdote católico estuda no mínimo quinze anos no seminário para ordenar-se; algo semelhante com os pastores protestantes das igrejas tradicionais. Aprendem a falar em público, a administrar a igreja, a motivar os fiéis… No movimento espírita, alguém entusiasma-se com práticas mediúnicas, funda um Centro Espírita, constrói uma sede, não raro com seus próprios recursos, e torna-se presidente vitalício, sem nenhum preparo para o cargo, sem conhecimento doutrinário, sem noções de administração de uma casa espírita. Resultado: estagnação.

6 – Uma escola para dirigentes não desembocaria no profissionalismo religioso, contrário aos princípios doutrinários?
A ideia não é uma escola para dirigentes, mas que os dirigentes frequentem a escola, isto é, que estejam sempre atentos à necessidade do estudo, do aprimoramento de sua atuação, da frequência aos cursos hoje ministrados pelos órgãos de unificação, empenhados em oferecer aos dirigentes a orientação necessária para que realizem um bom trabalho.

7 – O que pode ser feito?
Em primeiro lugar, superar a pretensão da autossuficiência. Geralmente dirigentes assim sentem-se meio “donos da verdade”, recusando-se a admitir suas próprias limitações. Tendem a centralizar tudo em suas mãos, nada fazem e nada deixam fazer, “ancorando” o “barco”. O dirigente deve ser um “leme”, estabelecendo as diretrizes gerais, conforme a orientação doutrinária, e deixando os companheiros navegarem ao influxo de suas iniciativas.

Richard Simonetti - Revista RIE

Um olhar diferente

É o olhar que se tem sobre todas as coisas e sobre o que se vive, que pode banalizar um fato ou torná-lo significativo. É importante desenvolver a capacidade de subjetivar e de perceber além das aparências, pois isso nos aproxima do aspecto espiritual da vida.

1. Uma semente se descomprimindo. Ideal é ter colocado a semente na terra e acompanhar seus primeiros sinais de brotamento;
2. Uma flor se abrindo. Melhor ainda é se tiver plantado e adubado a árvore que gerou a flor;
3. O sol de uma manhã. Bom é quando se assiste e nos sentimos iluminados interiormente por aquele momento;
4. O poente com o sol avermelhando o horizonte longínquo. É salutar quando se contempla esse poente,
sentindo que a própria vida está se realizando;
5. Uma mulher grávida. É consolador, mesmo não se sendo o pai, sentir que, através da mulher, a vida se
renova constantemente;
6. Um pássaro em vôo suave. É realmente catalisadora da sensação de liberdade a observação da ave em pleno vôo, pela possibilidade de conexão com a leveza da vida diante do incomensurável Universo;
7. O carinho de mãe. Sentir a grandiosidade de Deus ao se fazer representar na dedicação maternal, dá-nos a sensação segurança e de pertencimento a algo maior;
8. O cuidado e o conselho paterno. É admirável e dignificante como a Vida nos ensina através da própria vida;
9. A caridade anônima. É uma das mais belas sensações de proximidade com Deus, pois promove a alegria íntima de colaborar em Sua obra, ajudando aqueles que precisam;
10. Duas pessoas que se olham terna e apaixonadamente. Ter a percepção do amor torna a pessoa consciente de sua relevância na vida. Quando duas pessoas verdadeiramente se amam, conectam-se a Deus, realizando o amor como fonte eterna para a ascensão espiritual;
11. As arrojadas construções humanas. O ser humano na saga para realizar-se e cumprir os desígnios divinos. A constatação da capacidade humana em transformar e educar a natureza nos torna mais conscientes dos desígnios divinos;
12. O curador ao lado de sua cura. A participação na cura de alguém permite o surgimento do sentimento de fraternidade que une os seres humanos;
13. A lágrima da emoção feliz. Emocionar-nos pela tristeza e, principalmente, pela alegria, nos aproxima da percepção da matriz transformadora da consciência humana. A lágrima é uma das expressões do sentimento que aproxima de Deus o ser humano;
14. A música que atinge a alma. Ouvir e dançar, física ou mentalmente, uma música eleva a alma ao contato com uma linguagem divina. A música eleva o ser humano, conectando-o às forças criativas da Vida;
15. A natureza selvagem. Perceber a beleza em todos os processos da natureza nos faz sentir a grandiosidade de Deus e a consciência das nossas origens;
16. O ser humano. Quem quer que seja, o ser humano é o mais belo e digno representante de Deus. É a obra prima do Deus por ele concebido.

Mito Pessoal e Destino Humano - Adenáuer Novaes

Qual a finalidade da mediunidade na Terra?

 A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir.
Bênção de Deus, que faculta manter o contato com a vida espiritual.
Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os débitos adquiridos nas encarnações anteriores.
E graças à mediunidade que o homem tem a antevisão do seu futuro espiritual, e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à Erraticidade, trazendo-lhe informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que ele absorve do contato mantido com os desencarnados.
Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de espírito imortal.
Conforme afirmava o Apóstolo Paulo, se não houvesse a ressurreição do Cristo, para nos trazer a certeza da vida espiritual, de nada valeria a mensagem que Ele nos deu.

Diretrizes da Mediunidade

Tenha Fé

Embora sozinho, continue a caminhada!
Se todos o abandonarem, prossiga sua jornada.
Se as trevas crescerem em seu redor,
mais uma razão para que você mantenha
 acesa a pequenina chama de sua Fé.
Não deixe que a luz se apague,
para que você mesmo não fique em trevas.
Ilumine, com sua Luz, as trevas que o circundam.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Oi amigos

O tempo que Deus nos concede é oportunidade, e muitas são colocadas ao nosso alcance para progredirmos. Os talentos que possuímos são dádivas precisosas para serem utilizadas da melhor forma, em nosso benefício e no benefício dos nossos semelhantes.
Os erros e o acertos são próprios do nosso crescimento espiritual, o que não podemos é nos acomodar, se cairmos devemos levantar e continuar nossa caminhada evolutiva.
Pois o objetivo final, é mais do que certo, então o que nós importa as pedras que encontraremos?
Elas servem de alicerce  no conhecimento de nós mesmos em busca do desenvolvimento da sabedoria.
Muito Paz em Nosso coração,
Neste dia e sempre.
Angel

Amar ao Próximo como a Si mesmo

Jesus quando veio a Terra, sintetizou os dez mandamentos recebidos por Moisés. Em apenas duas expressões.

“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Já se passaram mais de dois mil anos, e percebemos que esses ensinamentos se encontram ainda longe do coração dos homens. O que fazer, para que amar o próximo seja uma realidade? Qual parte não foi entendida?
Então vamos analisar com mais atenção o que os espíritos nos trouxeram a respeito, sobre amar nosso próximo.
Elaborei o estudo da noite dentro das próprias palavras deste ensinamento, para entendermos melhor: AMAR, PRÓXIMO E SI MESMO.

AMAR
Amar é o ato de sentir amor. Mas então o que é o amor?
O amor é essência divina, colocado no espírito no momento da sua criação. É a centelha divina que se desenvolve a medida que evoluímos. Embora o amor que conhecemos, esteja misturado ao egoísmo, a posse, ao ciúme, mesmo assim é muito bom amarmos. É ele que nos liga as afeições sinceras e duradouras, e que nos ajuda nesta difícil existência terrena.
A vivência do amor pacifica as criaturas, nada mais prazeroso do que passar algumas horas junto com pessoas a quem amamos. Proporcionar alegria a alguém querido nos causa grande satisfação.

As formas de amar
Cada um desenvolve e demonstra afeto conforme seu entendimento e possibilidades.
O cientista que dedica a vida buscando descobrir a cura de doenças evidencia amor pela humanidade.
O professor dedicado ao ensino demonstra preocupação na formação intelectual das crianças.
Os pais que demonstram carinho, mas que no momento certo corrige os desvios de conduta.
Então, devemos entender que o amor não se resume somente afagos. E que muitas vezes exige sacrifício, pois contraria os impulsos do nosso coração de querer concordar e agradar as pessoas. Que o amar, deve ser mesclado de afeto, racionalidade e discernimento.

PRÓXIMO
Quem é o nosso próximo?
A família, os amigos, os conhecidos, e todos aqueles que convivemos, na escola, no trabalho, no grupo espírita, enfim todos aqueles que temos contato ou que esteja perto de nós em qualquer momento e lugar. É com eles que devemos exercitar o amor. Mas para praticar a lei do amor universal, devemos nos esforçar em amar todos os nossos irmãos indistintamente, e não apenas aquele que temos simpatia.
Nos mundos superiores o amor é recíproco, é ele que dirige e harmoniza os espíritos adiantados que lá habitam. Nós estamos em progresso para isso, esse é o objetivo.
Todos querem um mundo melhor, mais pacifico, mas devemos ter mente que, somente pelo cumprimento da lei do amor, isso poderá acontecer. Não tem outro caminho.

Deveres com o nosso próximo.
Jesus também resumiu isso para nós. “Fazer aos outros, o que gostaríamos que nos fizesse”.

Não:
Julgar – quem nunca errou? Quem daqui nunca precisou da compreensão ou do perdão pelos erros cometidos contra alguém?

Preconceito- para Jesus o próximo era todos os que o procuravam, fosse quem fosse, não eram repelidos. A mulher adultera, o criminoso, a prostituta, todos eram socorridos por ele, que jamais temeu em prejudicar sua reputação.

Indiferença – não podemos ser indiferentes a dor do nosso irmão, só quem passou pelos caminhos da dor, sabe o quanto é difícil, não é porque somos espíritas, e que temos entendimento que ninguém é inocente e cada um colhe aquilo que plantou que devemos ficar indiferente a dor do irmão ao nosso lado.
Se assim fizermos estaremos sendo egoístas e faltando com a caridade, faremos igual a Pilatos, que por ato de simbolismo lavou suas mãos demonstrando que não se importava com que iria acontecer com Jesus, mesmo sabendo que ele era inocente, não o defendeu.

Ter indulgência - Clemência, tolerância, perdão dos erros dos outros, principalmente com os criminosos.

Criminosos:
Devemos ser caridosos insistentemente, e deixarmos a justiça a critério de Deus. Que devemos ver os criminosos como uma alma transviada e revoltada, que foi criada como a nossa para se aperfeiçoar, e para as quais haverá perdão e misericórdia se mostrarem arrependidos. Quase sempre, eles não conhecem a Jesus como nós conhecemos, então para eles será pedido menos do que para nós.
Amemo-nos como filhos do mesmo pai, não desprezemos ninguém. Deus permite que os grandes criminosos estejam entre nós, para nos servir de ensinamento, mas brevemente, quando os homens forem levados a pratica das verdadeiras leis de Deus, esses ensinamentos não mais serão necessários, e todos os espíritos impuros serão disperso pelos mundos inferiores. O que podemos fazer por eles, é orarmos, para que o arrependimento possa tocá-los.

COMO A SI MESMO
Amar a si mesmo é aceitar nossas limitações e também reconhecer nossos talentos, não de uma forma egoísta ou orgulhosa, mas de uma forma realista. É valorizar, é amar cada parte de nós mesmos, seja no físico, no emocional e no espiritual.
Somos dignos de amor, e Deus nos ama como somos, porque Ele sabe que estamos aprendendo, e que um dia seremos perfeitos.
Só que dá mesma forma que Ele nos aceita e nos ama, devemos aceitar uns aos outros, e nos amarmos, afinal todos temos a essência de Deus. Devemos aprender a amar nossos semelhantes com as suas imperfeições, suas fraquezas, com seus dons e virtudes.
Assim como queremos ser aceitos e bem tratados, assim devemos pensar se estamos fazendo isso também, não apenas exigindo aquilo que nós mesmos não damos.
Como o critério que Jesus nos deixou, é amar ao próximo como a si mesmo, com certeza não desejamos nosso próprio mal, então de certo que devemos querer ao nosso próximo somente coisas boas, pois é o que desejamos a nós mesmos.

Conclusão
A Terra se modificará, se nós esforçarmos com mais afinco as lições deixadas por Jesus, tentemos nos elevar mais alto, sem olharmos os limites da matéria, as imperfeições físicas, as diferenças materiais, e sociais.
Amar no sentido profundo é ser leal, consciente, fazer o bem sempre, é entender, é aliviar as dores do nosso próximo, como pudermos, com palavras de esperança, incentivo, consolo, e com atos de caridade e pensamentos bons.
Todas as lições recebidas e assimiladas resultarão na mudança universal.

Um dia, e este dia esperamos que esteja o mais perto possível, todos se unirão pela lei do amor, destruindo todas as injustiças, todas as causas de desentendimentos entre os povos.
É o grande pensamento de renovação, que o espiritismo nos traz.
E esse é o grande milagre do século do futuro a união dos seres baseados no amor incondicional.

Palestra baseada no Evangelho Segundo Espiritismo - cap.XI