sexta-feira, 30 de julho de 2010

BOM DIA AMIGOS!

O Céu está dentro de você!
Aprenda a viver no paraíso.
Não é preciso morrer para ir para o céu, não!
Nós criamos em nós
os infernos de tristeza e angústia.
Então aprenda a criar o paraíso da alegria.
Perdoe sempre e siga adiante,
evitando aborrecer-se.
Não dê importância ao que dizem de você.
Deixe que sua alegria brote
de seu coração bom e generoso.
* * * * * * * * * * * * * * *
Abraço da amiga
Angel

O ESPÍRITO COMO ELEMENTO DA NATUREZA

O misticismo é uma forma de alienação, de fuga necessária do homem à dureza da realidade objetiva, onde as leis da estruturação sensorial agem de maneira inflexível. O místico é um trânsfuga do real. O anseio de transcendência do homem, não esclarecido em sua motivação, o leva a rejeitar o real e buscar o sucedâneo de uma suposta realidade, imaginada como refinamento do real-sensível.
Esses resíduos emocionais foram alimentados ao longo de todo o processo religioso, por enquadrar-se na concepção mágica e mística do Universo Misterioso, inacessível à compreensão humana normal.
As Religiões ligaram estreitamente esses conceitos aos de sagrado e profano e não tiveram condições para superá-los.



O ser é o que é, e recusa-se a deixar de ser.
Ele se reconhece como forma existencial subjetiva integrada na estrutura objetiva da realidade material, mas sabe por experiência empírica que esse condicionamento material é efêmero e terá fatalmente de se desfazer na morte.
O instinto de conservação o leva a reagir contra essa fatalidade. As provas de sobrevivência dadas pelos fenômenos mediúnicos não o satisfazem, pois essa sobrevivência espiritual o desliga do sensível, a única que lhe parece natural. Ele se apega a essa realidade através de uma concepção mística indefinida, que lhe permite aceitar a possibilidade de uma continuidade natural após a morte.
As múmias e os mausoléus egípcios, o paraíso sensorial dos árabes e os dogmas religiosos da ressurreição no próprio corpo carnal atestam essa esperança no próprio processo histórico.


Espiritismo, a igreja o paganismo
Kardec teve de agir com prudência na divulgação do Espiritismo, para que a reação violenta e fanática das religiões não asfixiasse no berço a nova mundividência que nascia das suas pesquisas mediúnicas. Mas em seu livro "O Céu e o Inferno", colocou o Cristianismo sincrético da igreja no banco dos réus e mostrou que a mitologia dos clérigos era mais absurda e mais cruel do que a do mundo clássico mitológico. A vida eterna oferecida pela Igreja depende de quinquilharias sagradas, de crendices simplórias, de condicionamento mental a um dogmatismo irracional, enquanto os mitos do paganismo se radicavam na realidade empírica, nas experiências naturais do homem no mundo e na lei universal da metamorfose, da incessante transformação das coisas e dos seres ao longo do tempo e do processo histórico racional.
A indestrutibilidade do ser não se condicionava, no pensamento mitológico, às exigências de uma corporação religiosa artificial e autoritária, mas às condições visíveis e palpáveis da realidade natural.
O medo da morte não era tão angustiante entre os gregos pagãos, que encontravam no pensamento dos filósofos uma consolação racional que a Igreja Cristã jamais ofereceu aos seus adeptos, sempre aterrorizados com o julgamento final, a ira de Deus e as crueldades eternas a que estariam sujeitos se caíssem nas garras do Diabo.


Concepção materialista
Há pessoas cultas, ainda hoje, que não conseguem conceber a sobrevivência humana após a morte em termos espirituais. Condicionaram sua mente, de tal maneira, ao mundo tridimensional, assustadas com os delírios da cultura religiosa, que temem afastar-se da segurança sensorial da matéria. A concepção materialista do mundo, tão absurda como a concepção mística, nasce da frustração do ser ante o pandemônio das alucinações do fabulário religioso. A deformação do Cristianismo revestiu a morte com todos os aparatos trágicos de uma civilização insegura e angustiada, semeando o terror na mente popular. A pressão excessiva dessa forma coercitiva de terrorismo mental.
Como em todos os excessos, a pressão esmagadora gerou a revolta e a descrença, levando os cristãos a optar pela alternativa,o materialismo inconsequente, mas pelo menos racional .

Finalidade do Espiritismo
Era necessário esvaziar o mundo das alucinações teológicas para que o homem voltasse a pisar o chão, a apalpar a terra. Kardec assinalaria, mais tarde, que a finalidade do Espiritismo era transformar o mundo, afastando o homem do egoísmo e do materialismo. Mas isso porque, no seu tempo, a .vitória da razão já se definia, através das conquistas científicas de três séculos, do XVI ao XVIII, preparando o século XIX para a Renascença Cristã através do Espiritismo. Nessa fase, tão próxima da nossa, urgia restabelecer no homem a fé em termos de razão, mostrar-lhe que a insensatez mística devia ser corrigida pela experiência não menos insensata do materialismo. Se a mística levara o homem a querer fugir das limitações corporais através de cilícios e isolamentos negativos, que o afastavam das experiências da relação humana, o materialismo o levava a agarrar-se ao corpo, perdendo a visão espiritual da sua realidade subjetiva. A grande tarefa do Espiritismo se definia com clareza: era conter a emoção e a imaginação ligar a fé, à razão, unificar o psiquismo humano nos quadros da realidade terrena.
Era o que, Jesus havia feito na Palestina, combatendo os excessos do misticismo judeu e as misérias do materialismo saduceu. O Espiritismo dava continuidade, quase dois mil anos depois, ao pensamento cristão desfigurado pelo sincretismo religioso dos clérigos ambiciosos, que não vacilavam em trocar o Reino de Deus pelos reinos da Terra. Kardec podia então proclamar a verdade simples que não havia sido aceita, por falta de condições culturais válidas: o espírito não era sobrenatural, mas natural, o parceiro da matéria na constituição de uma realidade única, a realidade espiritual e material do mundo e do homem. A conclusão de Kardec é límpida e simples: os espíritos são uma das forças da Natureza.
Sem compreendermos isso não poderemos compreender o Espiritismo.

O grande desconhecido.
J.Herculano Pires

A ATITUDE AMAR-NOS COMO MERECEMOS

Nesta hora grave pela qual passa a Terra, um destrutivo sentimento de indignidade aninha-se na vida psicológica dos homens. Raríssimos corações escapam dos efeitos de semelhante tragédia espiritual, causadora de feridas diversas. Uma dolorosa sensação de inadequação e desvalor pessoal assoma o campo das emoções com efeitos lastimáveis. Abandono, carência, solidão, sensação de fracasso e diversos tormentos da mente agrupam-se na construção de complexos psíquicos de desamor e adversidade consigo próprio.
Salienta Santo Agostinho: Vem um dia em que ao culpado, cansado de sofrer, com o orgulho afinal abatido, Deus abre os braços para receber o filho pródigo que se lhe lança aos pés.
Imprescindível atestar que nossa trajetória eivada de quedas e erros não retirou de nenhum de nós a excelsa condição de Filhos de Deus. A Celeste Bondade do Mais Alto, mesmo ciente de nossas mazelas, conferiu-nos a bênção da reencarnação com enobrecedores propósitos de aquisição da Luz. É a Lei do Amor, mola propulsora do progresso e das conquistas evolutivas.
A Misericórdia, todavia, não é conivente. Espera-nos no cadinho educativo do serviço paciente do burilamento íntimo. Contra os anelos de ascenção, encontramos em nossa intimidade os frutos amargos da semeadura inconseqüente. São forças vivas e renitentes a vencer.
Sem dúvida, a ignorância cultural é causa de misérias sociais incontáveis, entretanto, a ignorância moral, aquela que mata ideais e aprisiona o homem em si mesma, é a maior fonte de padecimentos da humanidade terrena.
O amor assim mesmo ainda é uma lição a aprender.
Uma longa e paciente lição!


Escutando os Sentimentos
WANDERLEY S. DE OLIVEIRA

Pelo Espírito ERMANCE DUFAUX

A TAREFA DOS ESPÍRITAS

Espírita é toda pessoa que vive de acordo com os ensinamentos da doutrina espírita.
O espírita sabe que seu primeiro dever é trabalhar para o seu progresso espiritual.
O segundo dever de um espírita é concorrer para o progresso de seus irmãos, auxiliando-os em seu adiantamento.
A humanidade sofre mais por falta de instrução do que propriamente por falta de pão.
Compreendendo esta verdade, o espírita precisa ser um instrutor.
A tarefa que cabe aos espíritas é instruir.

A instrução que os espíritas precisam ministrar a todos divide-se em duas partes:
1 - Ensinar a Moral Cristã.
2 - Ensinar a Doutrina Espírita.

Para ensinar é preciso primeiro aprender e para aprender é preciso estudar.
Os espíritas devem ser muito estudiosos.
A Moral Cristã estuda-se no Evangelho de Jesus.
O Espiritismo estuda-se nos livros escritos pelos grandes espíritos que o vieram trazer à Terra, o primeiro dos quais é Allan Kardec.
Os espíritas combaterão os vícios e a ignorância.
A tarefa dos espíritas é grandiosa; requer muito devotamento e muita abnegação.
O lema de todos os espíritas será: devotamento e abnegação.
Sobretudo os espíritas têm o alto dever de dar o exemplo.
O exemplo é o melhor dos mestres; os espíritas precisam viver uma vida honrada e cumprirem fielmente todos os seus deveres.
Eis a nobre tarefa que cabe aos espíritas executar.


52 lições de Catecismo Espírita
Eliseu Rigonatti

CALMA PARA O ÊXITO

Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.
Aqui, é uma pessoa tresvariada, que te agride...
Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...
Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...
Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus
esforços...
É necessário ter calma sempre.
A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça,
a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.


Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.
A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.
A calma inspira a melhor maneira de agir e sabe aguardar o
momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.
Não antecipa, nem retarda.
Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.


Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.
Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.
Divaldo Pereira Franco
Episódios Diários
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

quinta-feira, 29 de julho de 2010

BOM DIA AMIGOS!

Cultive a Verdade em todos os momentos de sua vida,
e a Verdade o levará triunfalmente ao progresso.
Seja verdadeiro em todos os pensamentos,
ações e emoções, e nada lhe ocorrerá de mal.
Deixe que a Divindade se manifeste por seu intermédio,
e procure ouvir a voz silenciosa que lhe fala do fundo de seu coração, por meio de sua consciência.
Obedeça aos conselhos que ela lhe der!
Minuto de Sabedoria

20ªAULA- G.E.DE ESTUDOS E TRABALHOS MEDIÚNICOS

Capítulo 19
Obsessão: Classificação

Afirmava Kardec que a obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir, e que resultam do grau de constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. A palavra obsessão é um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.

Obsessão Simples
Na obsessão simples o Espírito inferior procura, através de sua tenacidade e persistência, intrometer-se na vida do obsediado, dando-lhe sugestões que, na grande maioria das vezes, são contrárias a sua forma habitual de pensar. Quando se trata, por exemplo, de um médium acometido por obsessão simples, o Espírito inferior se intromete nas suas comunicações e o impede de se comunicar com outros Espíritos, ou se apresenta substituindo e se fazendo passar por outros. Entretanto, esclarece Kardec, ninguém está obsediado pelo fato de ser enganado por um Espírito mentiroso. A obsessão consiste na ação persistente de um Espírito, e do qual não se consegue desembaraçar, à pessoa sobre quem ele atua. O melhor médium pode ser enganado, sobretudo no começo, que lhe falta a experiência necessária, pode-se pois, ser enganado sem ser obsediado.
O Espírito Manoel Philomeno de Miranda afirma-nos:
"A obsessão simples, é uma parasitose comum em quase todas as criaturas, considerando o natural intercâmbio psíquico existente em todos os setores do Universo."
Entretanto, o problema reside na fixação, pois o próprio significado da palavra obsessão, como vimos, revela idéia fixa, o que caracteriza o instalação do processo obsessivo. Surgem, assim, como sinais e sintomas da obsessão simples, as desconfianças excessivas, os estados de insegurança pessoal, as enfermidades sem causas definidas, etc. Observamos também, mudanças algo súbitas no temperamento habitual do obsediado, em razão das mensagens telepáticas emitidas pelo obsessor e reforçadas nos clichês mentais que ressurgem dos arquivos do inconsciente. Podemos incluir nessa categoria os casos de obsessão de efeitos físicos, isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente pancadas, ruídos.
Pelo que chamamos manifestações físicas espontâneas ou obsessão de efeitos físicos.

Fascinação
Na fascinação, as conseqüências são mais sérias. É uma ilusão, produzida pela ação direta do Espírito obsessor sobre o pensamento do médium, e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio e o seu julgamento relativamente às comunicações. O fascinado não acredita que o estejam enganando e o Espírito fascinador tem a capacidade de lhe inspirar confiança cega, que o impede de compreender o absurdo do que escreve ou fala, ainda que este absurdo esteja claro a todos os que os cercam. A ilusão pode mesmo ir ao ponto de fazê-lo ver o sublime na linguagem mais ridícula.
O fascinado não se sente incomodado com a presença e a influência do obsessor, muitas vezes até gosta, e forma-se então o verdadeiro processo de simbiose psíquica.
O médium fascinado se acredita guiado por uma entidade espiritual de alto gabarito, pois que usa nome de personagens famosos ou de Espírito de valor. O Espírito obsessor nesses casos é hábil, astuto e profundamente hipócrita, pois usa uma imagem que esconde suas verdadeiras intenções. Usa com freqüência as palavras caridade, humildade e amor a Deus como credenciais, mas, através de tudo, deixa transparecer sinais de inferioridade.
A fascinação é difícil de ser tratada porque o obsediado recusa orientação e tratamento, pois não acredita estar sob influência obsessiva, e até, às vezes, acredita que todos os demais é que se encontram obsediados, magoa-se e afasta-se das pessoas que o podem esclarecer.
Geralmente, os médiuns fascinados vagueiam de um centro ao outro e, muitas vezes, terminam por criarem seus próprios centros espíritas onde serão onipotentes.

Subjugação
A subjugação é o tipo de obsessão em que existe a paralisia da vontade do obsediado e o obsessor assume o domínio completo de sua vítima, que é escravizada, perdendo a vontade própria. A subjugação pode ser moral ou corporal (física).
Na subjugação física, o Espírito obsessor atua sobre os órgãos materiais e provoca atos motores involuntários, variando, desde situações, como por exemplo, necessidade de escrever nas horas mais inoportunas até situações ridículas como gestos involuntários, etc. Na subjugação física, o indivíduo age contra a sua vontade e tem consciência do ridículo a que se expõe e que não consegue evitar, sofrendo muito com isso. Pode, algumas vezes, praticar atos violentos.
Na subjugação moral ou psíquica, o subjugado é levado a tomar resoluções freqüentemente absurdas e comprometedoras, muito diversas da sua vontade, que, por uma espécie de ilusão, ele crê sensatas.
O paciente subjugado vai sendo dominado mentalmente, tombando em estado de passividade, geralmente sob tortura emocional, chegando a perder por completo a lucidez (consciência).
O subjugado perde temporária ou definitivamente, durante a sua atual reencarnação, o controle sobre a área da consciência, não podendo se expressar livremente.
A visão, a audição e os demais sentidos confundem a realidade objetiva. Por fim, o obsessor toma conta dos centros de comando motor e domina fisicamente a vítima que lhe fica inerte, subjugada moral e fisicamente, agindo como um louco vulgar.
A subjugação é de mais fácil reconhecimento, mas de difícil tratamento, e é raro haver cura sem deixar seqüelas. Não devemos supor na subjugação, o Espírito obsessor tome lugar no corpo do obsediado, há, sim, uma supremacia da sua vontade dominando completamente a do médium.
Lembramos ainda que a obsessão é o peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências comprometidas.
A Doutrina Espírita veio desvendar o processo de nossa libertação, revelando que a cura só ocorrerá se os envolvidos no processo, reconhecendo seus débitos, procurarem a melhora.
Vem demonstrar que a nossa libertação deve ser conquistada a cada dia com o empenho de todas as nossas energias e o selo de nossa responsabilidade. Dos tormentosos processos obsessivos o homem só se libertará quando compreender o quanto é responsável pelo próprio tormento, e pelos que causa, aos que hoje lhe batem às portas do coração, roubando a paz que julgava merecer. Liberdade e responsabilidade. Para merecermos a primeira temos que assumir a segunda!
Bibliografia
1) Livro dos Médiuns - Allan Kardec
2) A Gênese - Allan Kardec
3) Nas Fronteiras da Loucura - Manoel Philomeno de Miranda / Divaldo P. Franco
4) Grilhões Partidos - Manoel Philomeno de Miranda / Divaldo P. Franco
5) Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz / Chico Xavier
6) Ação e Reação - André Luiz / Chico Xavier

A DOUTRINAÇÃO

Nas sessões espíritas não se pretende abranger todos os espíritos necessitados – o que seria impossível – mas cuidar daqueles que estão mais ligados a nós.
A doutrinação de um espírito perturbado é quase sempre o pagamento de uma dívida nossa para aquele espírito. Se o prejudicamos ontem, hoje o socorremos. E ele, socorrido, torna-se um novo assistente da grande batalha pelo esclarecimento geral.
Cada espírito que conquistamos para o bem representa um novo impulso na luta, o acréscimo de mais um companheiro, um aumento do bem. Devemos sempre lembrar que o bem é contagiante.

OBSESSÃO
Se libertarmos uma vítima da obsessão na Terra, libertamos outra no mundo espiritual que nos cerca.
Essa multiplicação se processa num crescendo, atingindo progressivamente a centenas de pessoas e espíritos.
Alegam alguns que os espíritos perturbados são assistidos no próprio plano espiritual. Mas Jesus, por acaso, deixou de assistir aos espíritos necessitados, aqui mesmo, na Terra? Pelo contrário, os assistiu e mandou ainda os seus discípulo fazerem o mesmo.
A experiência espírita confirma o acerto do atendimento terreno, demostrando cientificamente que os espíritos desencarnados, mas ainda muito apegados às condições da vida material, precisam de assistência mediúnica para se livrarem desse apego.
Nas sessões, como observou o sábio francês Gustavo Geley, a emanação de ectoplasma forma um ambiente favorável às relações dos espíritos com os homens. Nesse ambiente mediúnico os espíritos apegados à matéria sentem a impressão de maior segurança, como se estivessem novamente encarnados .
Muitas vezes, nas sessões , Espíritos orientadores servem-se de um médium para doutrinar mais facilmente essas entidades confusas . Isso confirma a dificuldade, acentuada por Kardec, que Espíritos mais evoluídos encontram para esclarecer os inferiores no plano espiritual.

EFICÁCIA
As sessões espíritas de doutrinação e desobsessão provaram sua eficácia desde Kardec até os nossos dias, enquanto as opiniões contrárias não se firmam senão em opiniões pessoais, palpites deduzidos de falsos raciocínios, por falta de real conhecimento desse grave problema.
Os que hoje procuram diminuir o valor e a importância dessas sessões nos Centros não passam de palpiteiros .
Os Centros Espíritas bem organizados e bem orientados não se deixam levar por esses palpites , pois possuem suficiente experiência nesse campo altamente melindroso de suas atividades doutrinárias.
Da mesma maneira, os que pretendem que as sessões dos Centros sejam dedicadas apenas às manifestações de Espíritos Superiores, revelam egoísmo e falta de compreensão doutrinária.
A parte mais importante e necessária das atividades mediúnicas, mormente em nossos dias, é precisamente a da prática doutrinária da desobssessão.
Trabalhar nesse setor é dever constante dos médiuns esclarecidos e dedicados ao bem do próximo.

O Centro Espírita
J.Herculano Pires

PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA

A projeção da consciência (viagem astral, projeção astral, desprendimento espiritual, desdobramento espiritual, emancipação
da alma, viagem fora do corpo) é uma experiência mais comum do que se pensa, e muitas pessoas passam por algo assim sem saber
realmente do que se trata. Inclusive, até mesmo para situar melhor os leitores, posso relacionar aqui alguns dos sintomas clássicos dessa experiência:

Catalepsia projetiva:
Esse fenômeno causa medo em muitas pessoas, mas é muito mais comum do que se pensa. A pessoa acorda no meio da noite (ou mesmo numa soneca durante o dia) e descobre que não consegue
se mexer. Parece que uma paralisia tomou conta do corpo. Ela não consegue mexer um dedo sequer. Tenta gritar para chamar alguém, mas não sai voz nenhuma.
A pessoa luta tenazmente para sair desse estado, mas parece que uma força invisível tolheu-lhe os movimentos. Inclusive, pode ter alguém deitado do lado e não perceber nada do que está acontecendo. Dominada por aquela paralisia, a pessoa grita mentalmente: “Eu tenho que acordar! Isso deve ser um pesadelo!”
Mas ela já está acordada, só não consegue se mover. Devido ao pânico que a pessoa sente, seus batimentos cardíacos se aceleram.
A adrenalina se espalha pela circulação e estimula o corpo.
O resultado disso é que a pessoa recupera os movimentos abruptamente, normalmente com um solavanco físico (espasmo muscular). Em poucos momentos, seu cérebro racionaliza o fato e dá a única resposta possível: “Foi um pesadelo!”
Algumas pessoas mais impressionáveis podem fantasiar algo e jogam a culpa da paralisia em demônios ou seres espirituais.
Na verdade, a pessoa acordou no meio de um processo vibratório decorrente da mudança do padrão de vibrações do corpo espiritual em relação ao corpo físico. Ela acordou em um estado transicional dos corpos. Simplesmente, ela despertou para uma situação que ocorre todas as noites quando ela dorme. Antes, ocorria com ela adormecida, e naquela situação ela acordou bem no meio da transição.
Se a pessoa ficar quieta e não tentar se mover, sentirá uma sensação de flutuação por sobre o corpo. Ocorrerá um desprendimento espiritual consciente! E então ela poderá comprovar na prática de que aquilo é realmente uma saída do corpo. Verificará por ela mesma de que não se trata de doença ou coisa do demônio. Se ela não quiser tentar a experiência, é só tentar mover o dedo indicador
de uma das mãos ou uma das pálpebras, assim ela recupera o movimento tranquilamente.

obs: continua nas próximas postagens.

Viagem Astral
Victor Rebelo

ARTE DE OUVIR

Onde quer que te encontres, de uma ou de outra forma, despertarás o interesse de alguém.
Algumas pessoas poderão arrolar-te como antipático e até buscarão hostilizar-te.
Outras se interessarão por saber quem és e o que fazes.
Inúmeras, no entanto, te falarão, intentando um relacionamento fraterno.
Cada qual sintonizará contigo dentro do campo emocional em que estagia.
Como há carência de amigos e abundância de problemas, as criaturas andam a cata de quem as ouça, ansiando por encontrar compreensão.
Em razão disso, todos falam, às vezes simultaneamente.
Concede, a quem chega, a honra de o ouvir.
Não te apresses em cumulá-lo de informações, talvez desinteressantes para ele.
Silencia e ouve.
Não aparentes saber tudo, estar por dentro de todos os acontecimentos.
Nada mais desagradável e descortês do que a pessoa que toma a palavra de outrem e conclui-lhe a narração, nem sempre corretamente.
Sê gentil, facultando que o ansioso sintonize com a tua cordialidade e descarregue a tensão, o sofrimento...
No momento próprio, fala, com naturalidade, sem a falsa postura de intocável ou sem problema.
A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar.

Divaldo Pereira Franco
Episódios Diários 
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

segunda-feira, 26 de julho de 2010

OI AMIGOS

A DOUTRINA DOS ESPÍRITOS

O estudo da doutrina espírita nos mostra que ela representa uma reformulação total do conhecimento humano. Mas as implicações religiosas da doutrina – embora Kardec jamais a tivesse apresentado como religião, e sim como ciência, – moveram as forças estacionárias das religiões contra Kardec e a doutrina, tentando sufocá-los e eliminá-los da realidade cultural do planeta.


Léon Denis, discípulo e continuador de Kardec, percorreu toda a Europa, em meados e fins do século passado, pronunciando conferências sobre o Espiritismo, na esperança de superar as barreiras levantadas pelas religiões e pelas ciências contra a doutrina. Uma das suas principais conferências, que abalaram a Europa, intitulava-se A Missão do Século XX.  Denis previa o avanço das pesquisas espíritas nos meios científicos e culturais em geral, anunciando o reconhecimento científico do Espiritismo pelas ciências.


A Ciência Espírita apresenta-se hoje como a pedra enjeitada da parábola evangélica, que teve de ser colocada como a pedra angular da cultura do nosso tempo. Sua abertura generosa, jamais se fechando em dogmas e sistemas fechados, é um desafio constante ao mundo convencional da cultura que tenta desprezá-la e não consegue libertar-se dos rumos teóricos e metodológicos por ela traçados, sem outra imposição de sua realidade do que a própria realidade dos fatos em que se fundamenta.


Cassirer, filósofo alemão contemporâneo,condenou os sistemas, considerando-os como leito de Procusto*, em que os fatos empíricos das pesquisas têm de adaptar-se, deformados, a uma sistemática prévia.


Ao elaborar a Ciência Espírita, Kardec, muito antes dessa opinião do filósofo, declarou que o Espiritismo oferecia, ao mesmo tempo, uma filosofia e uma ciência livres dos prejuízos do espírito de sistema. A palavra grega dogma equivale apenas a opinião, mas as religiões lhe deram o sentido de veredicto intocável.


Kardec se refere ao dogma da reencarnação, mas não com o sentido religioso, esclarecendo que não se trata de dogma de fé, mas de razão. Todos os princípios da doutrina estão sujeitos à crítica e à reformulação, desde que uma prova científica, prova comprovada, seja reconhecida como tal pelo consenso universal dos sábios.


"Sua força está na sua filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom senso". 
Kardec (O livro dos Espíritos - cap.VI -Conclusão.)


 * Procusto: um ser mitológico que aprisionava pessoas perdidas e submetia a suplícios, deitava-as em uma cama, e as adaptava a elas, se a pessoa fosse maior do que a cama, ele as serrava, até que ficassem exatamente do tamanho, se eram menores ele as esticava.


Evolução Espiritual do Homem
J.Herculano Pires

RESUMO DA DOUTRINA ESPÍRITA

Podemos resumir tudo o que já estudamos nos seguintes princípios fundamentais da doutrina espírita, como o fez Léon Denis:

1. Uma Inteligência Suprema rege o universo. Ela regula as leis eternas às quais os seres e as coisas estão submetidos.

2. O Senhor do universo é Deus, lei viva, foco imenso de luz e de perfeição de onde se irradiam para todos os mundos a harmonia, o amor, a verdade e a justiça.

3. No universo tudo caminha para um estado superior. Tudo se transforma e se aperfeiçoa.

4. O espírito é imortal. Contém o germe da perfeição e desenvolve-o pelos seus trabalhos e esforços, encarnando-se em mundos materiais e elevando-se através de vidas sucessivas. O espírito tem dois invólucros: um é o corpo terrestre que lhe serve de instrumento de luta e de prova e que se desfaz no momento da morte. O outro é o corpo fluídico, inseparável do espírito e que progride e se depura
com ele: é o perispírito.

5. A vida terrestre é uma escola, um meio de educação e aperfeiçoamento pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento. Livre e responsável cada um de nós traz em si a lei do seu destino; preparamos no presente nossas alegrias e nossas dores do futuro. O espírito se esclarece e se engrandece à medida que for usando o seu livre-abítrio para praticar o bem e repelir o mal.

6. Uma estreita solidariedade une todos os espíritos, iguais na sua origem e nos seus fins, embora ocupem diferentes degraus na escala do progresso. Gerados por Deus, seu pai comum, todos os espíritos são irmãos e formam uma imensa família.

7. Os espíritos se classificam no espaço de acordo com a densidade de seu perispírito, relativa ao grau de adiantamento e de depuração de cada um. Os espíritos culpados e maus são envolvidos por uma
espessa camada fluídica que os arrasta para os mundos inferiores onde devem encarnar-se para se livrarem de suas imperfeições. O espírito virtuoso, revestido de um corpo sutil, etéreo, participa das
sensações da vida espiritual e se eleva para os mundos felizes. O espírito na sua vida superior e perfeita colabora com Deus, coopera na formação dos mundos, dirige o progresso, vela pelas humanidades e pela execução das leis divinas.

8. O bem é a lei suprema do universo.

9. O objetivo da vida é a educação do espírito. Assim sendo, é preciso vencer as paixões, acabar com os vícios, aumentar tudo o que for elevado. Lutar, combater, sofrer pelo bem da humanidade. Iniciar nossos irmãos nos esplendores da harmonia, do amor, da verdade e da justiça, tal é o segredo da felicidade no futuro, tal é o dever.

52 lições de Catecismo Espírita
Eliseu Rigonatti

POR QUE PARTICIPAR

1 - Todo espírita deve participar de reuniões mediúnicas?
Sem dúvida. É o aspecto transcendente do Espiritismo. Foi por intermédio delas que Allan Kardec desenvolveu a codificação. A própria denominação, Doutrina dos Espíritos, sugere o intercâmbio com o Além, a favorecer a sustentação de nosso ideal.

2 - Há quem diga que o tempo do fenômeno passou, que devemos
cogitar da disseminação dos princípios espíritas e de sua aplicação
prática no meio social...
É uma idéia equivocada e perigosa. O negligenciamento do movimento cristão em relação ao intercâmbio sustentado por Jesus e pela primitiva comunidade, foi um dos fatores que precipitaram os desvios do Cristianismo.

3 - E se a pessoa não tem mediunidade a desenvolver?
Uma reunião mediúnica não é feita apenas de médiuns. Há o dirigente, os que colaboram na doutrinação, os passistas e, sobretudo, os suportes, companheiros que ajudam a dar sustentação psíquica aos trabalhos com sua atenção e boa vontade.

4 - Além de cultivar o aspecto transcendente do Espiritismo, há
algum benefício?
Sim, a começar pela assistência espiritual que recebemos. Durante seu transcurso, os benfeitores espirituais podem nos ajudar de forma mais efetiva, com aplicações magnéticas, orientações e afastamento de entidades que porventura nos perturbem, vulgarmente chamadas de "encosto".

5 - Algo mais?
A oportunidade abençoada de cumprir a orientação básica da Doutrina Espírita - praticar a caridade. Há multidões de Espíritos atormentados e inconscientes de sua situação, que podem ser ajudados. Para eles, uma luz no caminho; para os participantes, o coração iluminado.

6 - Há alguma repercussão em nossa vida?
Sem dúvida! Temos neles um espelho, a nos mostrar qual será o nosso futuro, se não cultivarmos os valores do Bem e da Verdade. É como se nos advertissem: "Cuidado! Somos o que você será amanhã, se não tomar jeito!"

7 -E se a pessoa não aprecia as reuniões mediúnicas?
Nem sempre fazemos o que gostamos, mas, em nosso benefício,
devemos aprender a gostar do que fazemos, principalmente quando somos convocados a uma atividade tão produtiva e edificante quanto o intercâmbio com o Além.

8 - O que fazer em favor dessa postura?
O conhecimento é fundamental. Se estudarmos a Doutrina, particularmente os princípios da prática mediúnica, conscientizando-nos dos benefícios que prestaremos e colheremos, tenderemos a exercitar a boa vontade, a base de uma participação agradável e eficiente. Por isso é importante que tenhamos cursos de mediunidade, orientando as pessoas a respeito do assunto.


Mediunidade -Tudo que você precisava saber
Richard Simonetti

VIVER MELHOR

Todos queremos ser felizes, viver melhor.
Entretanto, ouçamos a experiência.
A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce do bem que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.
Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma.
Você pode estar em dificuldade e suprimir muitas dificuldades dos outros.
Conquanto às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento.
A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.
A vida é dom de DEUS em todos.
E quem serve só pra si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, progredir, elevar, integrar-se.
Se aspiramos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos.
Para isso, não precisa você condicionar-se a alheios pontos de vista.
Engaje-se na filera de servidores que se lhe afine com as aptidões.
Aliste-se em qualquer serviço no bem comum.
É tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente.
Procure a Paz, garantindo a Paz onde esteja.
Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros.
Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria.
Seja feliz, fazendo os outros felizes.
Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar DEUS.
Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra. Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, engano seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também.


Resposta que vida dá
Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 22 de julho de 2010

BOM DIA AMIGOS

Confie nessa Força Inesgotável,
que está dentro de você.
Mantenha sua mente ligada a Ela,
e não mais se lamente do que lhe desagrada ou faz sofrer.
Sorria diante das dificuldades e
confie n'Aquele que o fortalece e vivifica.
* * * * * * * * * * * * * *
Minuto de Sabedoria

A LUTA NECESSÁRIA

Infelizmente a maioria das criaturas não gosta de reconhecer os seus limites. A vaidade e a ambição levam muita gente a dar passos mais largos do que as pernas permitem. É o que hoje vemos, de maneira assustadora, em nosso meio espírita.
Os casos de fascinação multiplicam-se ao nosso redor. Pessoas que podiam ser úteis se transformam em focos de confusão e perturbação, entravando a marcha do Espiritismo com a sustentação de teorias absurdas que levam a doutrina ao ridículo.
Em nosso país esses casos se tornam mais graves por causa da falta geral de cultura. As pessoas incultas e ingênuas se deixam levar muito facilmente ao fanatismo, ante o brilho fictício de pessoas inteligentes e cultas, mas dominadas por fascinações perigosas.
A luta contra essa situação é das mais árduas. Mas, árdua ou não, tem de ser enfrentada pelos que vêem as coisas de maneira mais clara. Temos de ferir susceptibilidades, magoar o amor próprio de amigos e companheiros, levantar no próprio meio espírita inimigos gratuitos, provocar revides apaixonados. Mas, de duas, uma: ficamos com a verdade ou ficamos com o erro, defendemos a doutrina ou nos acomodamos na falsa tolerância, clamando por uma paz de pantanal, que nada mais é do que covardia e traição à verdade. Aí estão, diante de nossos olhos, as fascinações da vaidade nos empantanando os caminhos da evolução natural e necessária da doutrina. Ou lutamos contra elas ou incentivaremos a sua propagação e proliferação.
Podemos enumerar as mais acentuadas e nefastas: o roustainguismo, defendido e semeado sob o prestígio da FEB; o Divinismo ou Espiritismo Divinista, que contradiz a própria essência racional do Cristianismo e do Espiritismo; o ramatisismo, que conseguiu envenenar a própria FEESP e ainda hoje não foi completamente eliminado da sua estrutura; o heterodoxismo ou armondismo (mistura de doutrinas ocultistas com o Espiritismo), que anda de mãos dadas com o ramatisismo; a teoria do continuum mediúnico, que vem de fora, com ares de teoria sociológica, estabelecendo confusões, com suposto apoio científico, entre Espiritismo e Umbanda; o andreluizismo, que à revelia de André Luiz é sustentado por instituições que se apóiam na caridade para desviar adeptos ingênuos da verdadeira compreensão doutrinária.
E outras subcorrentes que amanhã se tornarão fortes e dominadoras, se não forem sustadas a tempo.
Todos esses movimentos se valem de uma arma contra os que perseveram no campo limpo da doutrina: a acusação de sectarismo. Fazem seitas e acusam os outros de sectários. Clamam pelo direito de alargar e arejar os conceitos fundamentais de Kardec, sem que os seus expoentes se lembrem de que não possuem condições culturais para essa tarefa de gigantes. Afrontam e amesquinham Kardec na vaidosa suposição de que o estão auxiliando, quando não o agridem abertamente, com o menosprezo à sua missão espiritual e à sua qualificação cultural.
Não foram ainda capazes de encarar a missão de Kardec e a obra de Kardec sem pensar primeiro em si mesmos e nas suas supostas capacidades culturais ou supostas habilitações espirituais.

"A defesa da verdade está sempre acima dos melindres pessoais".

A Pedra e o Joio
J.Herculano Pires
18/04/1974

PARA AGIR MELHOR

Confie em Deus e em você mesmo para dirigir-se, mas entenda que você, por enquanto, ainda é um ser humano, sem ser um anjo.
Exercite auto-aceitação, a fim de não se marginalizar nas idealizações negativas.
Não chore sem consolo sobre as experiências que se lhe fazem necessárias, porque a lamentação repetida conduz simplesmente à solidão e a solidão, mesmo brilhante significa inutilidade e vazio.
Se você caiu em algum erro e consegue saber disso, já possue também discernimento bastante para retificar-se.
Guarde a lição do passado sem transportar consigo a embalagem dos problemas de que você a extraiu.
Compreendamos os outros nas lutas deles para sermos compreendidos em nossas dificuldades.
O tempo é um mercado de oportunidades constantes na construção que podemos aproveitar, quanto e quando quisermos.
Se você espera progresso e milagres em seu caminho não pare de trabalhar.
Garantindo saúde e paz, equilíbrio e segurança em favor da própria vida, aceite os outros tais quais são, sem alimentar inveja ou ressentimento.
Recorde os talentos que lhe inriquecem a personalidade e as bênçãos que lhe valorizam a existência e lembre-se que todo dia é momento de estender a prática do bem, esquecer o mal, aprender sempre mais e fazer o melhor.


Respostas da Vida
Francisco Cândido Xavier

MISÉRIA E RIQUEZA


Sendo o propósito da vida o aperfeiçoamento intelectual e moral do ser, que condições, que meios nos conviriam melhor para realizá-lo?
A riqueza proporciona ao homem, meios de estudo poderosos; permite-lhe dar ao seu espírito uma cultura mais desenvolvida e mais perfeita; coloca em suas mãos facilidades maiores para aliviar seus irmãos infelizes, participando por meio de fundações de utilidade pública, visando o melhoramento de seus destinos. Mas são raros os que consideram como um dever trabalhar no alívio da miséria, na instrução e melhoria de seus semelhantes.
A riqueza, frequentemente, seca o coração humano; extingue essa chama interior, esse amor ao progresso e às melhorias sociais que anima toda alma generosa; ergue uma barreira entre os poderosos e os humildes; leva a viver em um meio onde não se alcança os deserdados desse mundo e onde, por consequência, suas necessidades e males permanecem quase sempre ignorados e desconhecidos.
A miséria também tem seus pavorosos perigos: a degradação dos caráteres, o desespero, o suicídio. Mas, enquanto a riqueza nos torna indiferentes e egoístas, a pobreza, ao nos aproximar dos humildes, nos faz compartilhar a dor. É preciso ter sofrido, por si mesmo, para apreciar os sofrimentos do outro. Enquanto os poderosos, no seio dos honrados, invejam-se e procuram rivalizar em brilho, os pequenos, aproximados pela necessidade, vivem, por vezes, em tocante confraternização.
Observem as aves de nossa região durante os meses de inverno, quando o céu está sombrio, quando a terra está coberta de um manto branco de neve; apertados uns contra os outros, na borda de um telhado, aquecem-se mutuamente em silêncio. A necessidade os une. Mas vêm os belos dias, o sol resplandecente, a provisão abundante, e eles chilreiam, perseguem-se, combatem-se, dilaceram-se. Assim é o homem. Doce, afetuoso com seus semelhantes nos dias de tristeza, a posse de bens materiais o torna, muito frequentemente, esquecido e duro.
Uma condição modesta convém melhor ao espírito desejoso de progredir, de adquirir as virtudes necessárias à sua ascensão moral. Longe do turbilhão dos prazeres enganadores, aquilatará melhor a vida. Solicitará da matéria o que é necessário à conservação de seu organismo, mas evitará cair nos hábitos perniciosos, tornar-se presa das inumeráveis necessidades fictícias que são os flagelos da humanidade. Será sóbrio e trabalhador, contentando-se com pouco, ligando-se, acima de tudo, aos prazeres da inteligência e às jóias do coração.


O PORQUÊ DA VIDA
Léon Denis

MELHOR INVESTIMENTO

“O auxílio ao próximo é o
seu melhor investimento”.

terça-feira, 20 de julho de 2010

BOM DIA AMIGOS

Aproveite ao máximo os momentos de alegria,
para agradecer tudo o que tem recebido da
bondade Divina.
Seja grato ao Criador e Pai que lhe dá tantos ensejos de felicidade,
e procure espalhar a maior alegria,
o mais sadio otimismo com todos os que o cercam.
A alegria é a saúde da alma,
e o otimismo é a alegria de amanhã,
bem aproveitada no dia de hoje.
Espalhe alegria em torno de si.
Minuto de Sabedoria

AMAR, NÃO SOFRER

“Perguntais se é permitido abrandar as vossas próprias provas: essa questão leva a esta: é permitido àquele que se afoga procurar se salvar? Àquele que tem um espinho cravado, de o retirar?...”

“... contentai-vos com as provas que Deus nos envia, e não aumenteis sua carga, às vezes tão pesada...”
(Evangelho Segundo Espiritismo - Capítulo 5, item 26.)

Sofremos porque ainda não aprendemos a amar; afinal, a lei divina nos incentiva ao amor, como sendo a única forma capaz de promover o nosso crescimento espiritual.
Os métodos reais da evolução só acontecem em nós quando entramos no fluxo educativo do amor. Sofrer por sofrer não tem significado algum, pois a dor tem como função resgatar as almas para as faixas nobres da vida, por onde transitam os que amam em plenitude.

Temos acumulado inúmeras experiências nas névoas dos séculos, em estâncias onde nossas almas estagiaram, e aprendido invariavelmente que só repararíamos nossos desacertos e equívocos perante a vida através do binômio “dor-castigo”.

Nas tradições da mitologia pagã, aprendemos com os deuses toda uma postura marcada pela dor. A princípio, os duelos de Osíris, Sete Hórus, do Antigo Egito. Mais além, assimilamos “formas-pensamentos” das desavenças e vinganças entre Netuno e Júpiter no Olimpo, a morada dos deuses da Grécia.
Por outro lado, não foi somente entre as religiões idólatras que incorporamos essas formas de convicção, mas também nos conceitos do Velho Testamento, onde exercitamos toda uma forma de pensar, na exaltação da dor como um dos processos divinos para punir todos aqueles que se encontravam em falta.
A palavra “talião” significa “tal”, do latim “talis”, definida como a “Lei de Talião”, ou seja, “Olho por olho, dente por dente”. (1)
Significa que as criaturas deveriam ter como castigo a dor, “tal qual” fizeram os outros sentir.
Constatamos, assim, a idéia de que se tinha do poder divino era caracterizada por atributos profundamente punitivos.
Já afirmava: “e Deus na sua ira lhes repartirá as dores”; (2) o Gênesis, em se referindo aos castigos da mulher: “multiplicarei os teus trabalhos e em meio da dor darás à luz a filhos”. (3)


São algumas dentre muitas assertivas que nos levaram a formar crenças profundas de que somente o sofrimento era capaz de sublimar as almas, ou reparar negligências, abusos e crimes.
No “Sermão do Monte”, Jesus Cristo se refere à Lei de Talião revogando-a completamente: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a outra”.(4)

Longa foi a estiagem dos métodos conetivos pela dor, contudo o Mestre instalou na Terra o processo da educação pelo amor.
Apesar de Jesus ter invalidado a lei do “tal crime, tal castigo”, ela ainda prevalece para todos os seres humanos que não encontraram no amor uma forma de “viver” e pensar.

Realmente, durante muito tempo, a dor terá função dentro dos imperativos da vida, estimulando as pessoas às mudanças e às renovações, por não aceitarem que o amor muda e renova e, portanto, utiliza-se dos “cilícios mentais”, como meios de suplícios e tormentos, para se autopunirem, pondo assim em prática toda sua ideologia de “exaltação à falta-punição”.

Crenças não são simplesmente credos, máximas ou estímulos religiosos, mas também princípios orientadores de fé e de idéias, que nos proporcionam direção na vida. São verdadeiras forças que poderão limitar ou ampliar a criação do bem em nossa existência.
Mudar para o amor como método de crescimento, reformulando idéias e reestruturando os valores antigos é sairmos da posição de vítimas, mártires ou pobres coitados, facilitando a sintonização com as correntes sutis e amoráveis dos espíritos nobres que subiram na
escala do Universo, amando.

Podemos, sim, “sutilizar” nossas energias cármicas, amando, ou “desgastá-las” penosamente, se continuarmos a reafirmar nossas crenças punitivas do passado.
Reforçar o “espinho cravado” ou não retirá-lo é opção nossa.
Lembremo-nos, porém, de que idéias arraigadas e adotadas seriamente por nós tendem a motivar-lhes a própria concretização.

RENOVANDO ATITUDES
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED

(1) Êxodo 21:24.
(2) Jó 21:17.
(3) Gênesis 3:16.
(4) Mateus 5:38 e 39.