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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

ESPIRITUALIDADE PARA SUPERAR O ESTRESS

Além de demonstrarem que as pessoas mais espiritualizadas são mais felizes; pesquisas realizadas em várias universidades americanas vêm apontando que elas também têm maior facilidade em sair de processos depressivos, menos chance de se suicidarem, menor envolvimento com álcool, cigarro ou drogas, são menos ansiosas, não têm tantos medos e, as casadas, mais estabilidade e satisfação em seus relacionamentos.
Os estudos também revelam que pessoas com fé enfrentam melhor o estresse e, portanto, envelhecem mais lentamente. A pressão sanguínea torna-se mais baixa, já que a religião traz sensação de paz. A cicatrização pós cirurgia cardíaca é melhor. Algumas pesquisas também apontaram que pacientes com HIV ligados a práticas religiosas tinham em seus organismos mais linfócitos que atacam o vírus da doença.
De acordo com o pesquisador Harold Koenig, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA), de fato a prática religiosa parece ter relação profunda com a saúde.
“As pessoas que crêem, têm fé, acham que vão enfrentar tudo melhor”, afirmou. E é por isso, segundo ele, que as faculdades de Medicina estão começando a ensinar que a religiosidade é importante na vida das pessoas.
É importante mentalizar que tudo o que machuca também pode beneficiar. Ou seja, é sábio quem vê nas dificuldades uma oportunidade de crescimento e de fortaleza.

Revista Digital - Vivência Espírita

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

OS MAUS PENSAMENTOS CORROMPEM OS FLUÍDOS ESPIRITUAIS

“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável”
(Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

Vimos que o pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas. Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência. Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico.

Pode-se concluir assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos.

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus.

“A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem consequências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos”.
(Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, é diretamente proporcional ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, consequentemente, do ambiente em que vive. Resumindo, todos somos responsáveis pelo estado de dificuldades morais que vive o planeta atualmente.

“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes”..
(Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).


Autor: Allan Kardec

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

INFÂNCIA VIOLÊNTADA

Como acabar com esse verdadeiro crime hediondo?

Derrubada de tabus
É justamente nesta questão do apoio às crianças molestadas que entra um componente perigoso, que acaba se tornando o maior cúmplice dos constantes abusos sexuais na infância: o tabu. Por mais que a sociedade tenha evoluído intelectualmente, o preconceito e a vergonha de discutir coisas relacionadas ao sexo e à violência sexual continuam fortes e muitas pessoas preferem apenas empurrar o problema para debaixo do tapete.
Vejam o caso do médico hebiatra, por exemplo. A história veio à tona apenas porque uma pessoa encontrou as fitas de vídeo jogadas no meio do entulho e, ao ver as imagens, entregou o material a uma emissora de tv, que fez a denúncia. Entretanto, durante todo o tempo em que o médico abusou sexualmente de seus pacientes, nenhum deles ou seus familiares teve coragem de contar o que acontecia. 

A Motivação
Mas o que leva uma pessoa, muitas vezes cordata e acima de qualquer suspeita, querer e praticar atos libidinosos e abusos sexuais com crianças e adolescentes?
Alguns especialistas afirmam que a pedofilia é uma doença, outros a colocam apenas como uma perversão sexual, da mesma maneira que a tendência ao sadomasoquismo. Assim, o agressor abusa sexualmente de uma criança como forma de mostrar superioridade,
já que a vítima não teria meios de se sobrepor a alguém maior e mais velho.
A questão 365 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, vem a calhar para explicar casos semelhantes ao do médico paulista:

“Por que homens muito inteligentes, que evidenciam em si um espírito superior, algumas vezes, ao mesmo tempo, são profundamente viciados?
É que o espírito encarnado não é tão puro e o homem cede à influência de outros espíritos piores. O espírito progride através de uma insensível caminhada ascendente, mas o progresso não se realiza simultaneamente em todos os sentidos. Em uma etapa, ele pode avançar em ciência e, em outra, em moralidade”.

Pode-se dizer, então, que pessoas que praticam crimes sexuais contra crianças e adolescentes esqueceram seu lado moral, ficando entregues aos vícios e, assim, com campo aberto para influenciações maléficas de espíritos desequilibrados, que aproveitam para satisfazer seus desejos e criar um ciclo vicioso que só tende a aumentar.

A banalização do sexo
Mas é importante ressaltar que a sociedade também tem sua parcela de culpa na influenciação dos crimes sexuais. A constante banalização da sexualidade em programas da tevê aberta, em horários dos mais variados, e o mau exemplo que nossas crianças recebem, querendo imitar os ídolos televisivos, fomentam esse desejo reprimido de busca desequilibrada de prazer.
No entanto, o que mais preocupa nessa questão da pedofilia são justamente as sequelas que ficam para crianças e adolescentes molestados. Afinal de contas, esse é um período em que a vítima ainda está apreendendo tudo que acontece ao seu redor, está sensível a todo tipo de informação que chega até ela. Como diz a resposta à questão 383 de O Livro dos Espíritos, sobre a importância da infância, “o espírito, encarnando para se aperfeiçoar, é mais acessível, durante esse período, às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir aqueles que estão encarregados da sua educação”.

E as consequências desse abalo psicológico são várias, podendo gerar casos de repulsa ao sexo quando adulto, medo e raiva de outras pessoas, a dependência de álcool e drogas e, muitas vezes, a criação de um ciclo vicioso. Desta forma, a criança, quando se torna adulta, passa a também molestar outros pequenos, até como forma de se sentir vingada pelo que os pais ou outros adultos fizeram com ela. E aí caímos naquilo que falei anteriormente, que a pedofilia se torna uma perversão, a pessoa quer se sentir superior e resgatar sua auto-estima transferindo suas frustrações e traumas para outros seres indefesos.

DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?
Por Victor Rebelo
Até hoje, são poucas as pessoas que percebem com profundidade a questão da perversão sexual, como a pedofilia, por exemplo. É muito fácil taxarmos o pervertido simplesmente como criminoso e que, como tal, merece punição, mas não é bem assim.
Um criminoso é, antes de tudo, um doente. Se ele merece ficar recluso em uma penitenciária, por outro lado, precisa de tratamento psicológico, às vezes psiquiátrico e sempre espiritual. Necessita também contar com a garantia de que, após cumprir sua pena, terá condições de se reintegrar à sociedade e, em casos de extremo desequilíbrio, quando não é possível sua volta, ser cuidado com responsabilidade e amor, uma vez que, não o tratando nesta encarnação, ele terá de ser amparado no plano espiritual ou em futuras encarnações.
Portanto, nós, espíritas, sabemos que a sociedade jamais fugirá do que é sua responsabilidade, de seu “carma coletivo”.
Precisamos perceber urgentemente que, se existe o crime, é porque nós permitimos.
Consentimos que programas de auditório, filmes e danças que incentivam as pessoas à sensualidade, ultrapassando os limites do natural e chegando a vibrações de puro “animalismo”, sejam exibidos diariamente na televisão.
Quantos pais, ao verem seus pequenos pupilos imitarem certas danças de forte influência erótica, aplaudem o fato, esquecendo-se, com isso, que estão contribuindo com o desequilíbrio social.
Costumam dizer: “Quando minha filha de seis anos dança o ‘tchan’, ela é tão meiga, tão inocente”. Pode ser para eles, mas é um prato cheio para um pedófilo. Isso mostra o quanto incentivamos os desequilíbrios sociais sem perceber.

Como resolver essa situação?
Acima de tudo, iniciar um combate à prática dos crimes sexuais,
inclusive com mudanças na legislação, acabar com o tabu que cerca o tema e denunciar aqueles que cometem esse tipo de ato, aniquilar o silêncio que nos faz consentir, como diz o ditado. Mas não podemos abrir mão da conscientização da sociedade, alertar sobre os perigos que o abuso sexual de crianças e adolescentes oferece para nossas futuras gerações.

A postura do espírita
Nesse ponto, entendo que cabe ao espírita levar a palavra do Espiritismo nesse trabalho de conscientização.
Aproximar as pessoas dos ensinamentos do Cristo e mostrar a elas a importância do cuidado com os seres que ainda estão em formação são coisas que devemos fazer diariamente. Devemos deixar claro que temos de manter nossos princípios morais sempre em alerta, como forma de nos proteger de influenciações negativas de espíritos desequilibrados, combatendo todo tipo de distorção.
Penso ainda que a doutrina espírita é o melhor remédio para ajudar na recuperação de crianças vítimas de abusos sexuais, por mostrar a elas que a vingança e o ódio tornarão suas jornadas evolutivas ainda
mais complicadas, mostrar que, de algo tão ruim, pode surgir uma ótima fonte de conhecimento e coragem, mostrar que o perdão é fundamental para nos aproximar do Criador. Por fim, cabe-nos perdoar também o agressor, afinal de contas, ele é um espírito que precisa de conhecimento, de esclarecimento. Simplesmente condená-lo e isolá-lo é um crime tão hediondo quanto o abuso, estaremos criando ainda mais rancor e violência para o futuro. Portanto, não ofertemos raiva e preconceito, mas doemos amor!


Revista Rcespiritismo
Por Rogério Magalhães

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

FENÔMENO DE APARIÇÃO

"A família Park, composta do pai, da mãe e de três crianças que já têm a idade da razão, está fortemente imbuída de crenças espiritualistas. Por contra, uma irmã da senhora Park, senhorita Harris, não juntava nenhuma fé nos prodígios sobrenaturais com os quais se entrelinham sem cessar. Era para a família inteiramente um verdadeiro motivo de desgosto, e mais de uma vez a boa harmonia das duas irmãs foi perturbada com isso.
"Há alguns dias, a senhora Park foi atingida, de repente, de um mal súbito que os médicos declararam, desde o início, não poderem conjurar. A paciente estava atormentada por alucinações, e uma febre horrível a atormentava constantemente. A senhorita Harris passava todas as noites velando-a. No quarto dia de sua doença, a senhora Park se eleva subitamente de seu assento, pede o que beber, e começa a conversar com sua irmã. Circunstância singular, a febre a havia deixado de repente, seu pulso estava regular, ela se exprimia com a maior facilidade, e a senhorita Harris, toda feliz, acreditou que sua irmã estava, desde aquele momento, fora de perigo.
"Depois de ter falado de seu marido e de seus filhos, a senhora Park se aproxima ainda mais perto de sua irmã e lhe diz: "Pobre irmã, vou deixar-te; sinto que a morte se aproxima. Mas pelo menos a minha partida deste mundo servirá para te converter. Morrerei em uma hora e me enterrarão amanhã.
Tenha grande cuidado de não seguir meu corpo ao cemitério, porque meu Espírito, revestido de seus despejos mortais, te aparecerá ainda uma vez antes que meu caixão seja recoberto de terra. Então, crerás, enfim, no espiritualismo."
"Depois de arrematar essas palavras, a doente se recostou tranquilamente. Mas, uma hora depois, como o havia anunciado, a senhorita Harris percebeu com dor que o coração havia cessado de bater.
"Vivamente emocionada pela coincidência espantosa que existia entre esse acontecimento e as palavras proféticas da defunta, ela se decidiu seguir a ordem que lhe fora dada, e no dia seguinte permaneceu sozinha na casa enquanto todo mundo tomava o caminho do cemitério.
Depois de ter fechado as portas da câmara mortuária, ela se instalou numa poltrona colocada perto da cama que o corpo de sua irmã acabara de deixar.
"Cinco minutos apenas eram decorridos, - contou mais tarde a senhorita Harris, - quando eu vi como uma nuvem branca se destacar no fundo do apartamento. Pouco a pouco essa forma se desenhou melhor: era a de uma mulher semi-velada; ela se aproximou lentamente de mim; eu distinguia o ruído de passos leves sobre o soalho; enfim, meus olhos espantados se encontraram em presença de minha irmã...
"Seu rosto, longe de ter essa palidez sem brilho que impressiona tão penosamente nos mortos, estava radioso; suas mãos, as quais logo senti a pressão sobre as minhas, tinham conservado todo o calor da vida. Fui como transportada para uma esfera nova por essa maravilhosa aparição. Crendo já fazer parte do mundo dos Espíritos, tateei o peito e a cabeça para me assegurar da minha existência; mas não havia nada de penoso nesse êxtase.
"Depois de estar assim diante de mim, sorridente mas muda, pelo espaço de alguns minutos, minha irmã, parecendo fazer um violento esforço, me disse com uma voz doce:
"É tempo de partir: meu anjo condutor me espera. Adeus! Cumpri minha promessa. Crê e espera!"

"O jornal, acrescenta a Patrie, do qual tomamos essa maravilhosa narração, não disse se a senhorita Harris se converteu às doutrinas de espiritualismo. Supomo-lo, entretanto, porque muitas pessoas se deixariam convencer por menos."
Nós acrescentamos, por nossa própria conta, que esse relato nada tem que deva espantar aqueles que estudaram os efeitos e as causas dos fenômenos espíritas. Os fatos autênticos desse gênero são bastante numerosos, encontram sua explicação no que dissemos a respeito desse assunto em muitas circunstâncias; teremos ocasião de citá-los, vindos de menos longe que este.

ALLAN KARDEC
Revista Espírita - primeiro ano 1858