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sábado, 8 de junho de 2013

Jesus com Moisés e Elias

FALAR COM OS MORTOS


Um dos princípios básicos do Espiritismo consiste na comunicabilidade dos Espíritos.

Ela se dá com o concurso dos chamados médiuns.

Trata-se de homens e mulheres dotados de uma organização física e psíquica especial.

Essa organização lhes permite entrar em contato com os Espíritos desencarnados.

Os talentos mediúnicos são os mais diversos.

Eles variam em espécie, qualidade e intensidade.

Dentre outros, há os que veem Espíritos e os que os ouvem.

Também existem os que facultam que os Espíritos falem por suas bocas ou escrevam por suas mãos.

Por vezes se argumenta que Moisés proibiu os homens de falarem com os mortos.

Entretanto, essa proibição precisa ser analisada no contexto em que foi proferida.

Primeiro, convém salientar que só se proíbe o que é possível.

Ninguém se ocupa de proibir uma conduta que não pode ser realizada.

Na época, o intercâmbio com o plano espiritual dava-se em geral sem cuidado e respeito.

O primitivismo do povo favorecia o contato com Espíritos igualmente carentes de evolução.

Nesses contatos, tratava-se de questões comezinhas.

Falava-se de casamento, heranças, intrigas e bens materiais.

Aliás, na narrativa bíblica há uma passagem evidenciando que Moisés distinguia as comunicações sérias das profanas.

Certa feita, foram-lhe denunciar dois homens que, tomados por Espíritos, estavam a profetizar.

Moisés não adotou qualquer providência contra os denunciados e ainda lamentou que outros não profetizassem do mesmo modo.

Então, a proibição não era absoluta.

Estava vedado o comércio vil com o plano espiritual.

Aliás, no episódio da transfiguração de Jesus, o próprio Moisés, acompanhado de Elias, apareceu em Espírito.

Caso o contato entre vivos e mortos fosse errado, não seria protagonizado por seres tão nobres.

Mas é interessante notar que apenas Pedro, Tiago e João presenciaram esse encontro magnífico.

E o Cristo ainda lhes recomendou que por um tempo guardassem silêncio sobre o que viram.

Após sua morte física, Jesus apareceu não só para Seus discípulos, mas para inúmeras outras pessoas.

Já no dia do Pentecostes, todo o colégio apostólico foi distinguido por dons espirituais.

Há também a previsão do profeta Joel no sentido de que chegaria um tempo em que as manifestações espirituais seriam as mais amplas.

Em seu dizer, os jovens teriam visões e os velhos, sonhos.

Bem se vê que a interação com o plano espiritual constitui um fenômeno crescente.

Ele acompanha a evolução moral da Humanidade.

Hoje já se tem ciência de que os chamados mortos não devem ser importunados para solucionar questões corriqueiras da vida.

O contato com eles, sempre possível, pressupõe respeito e cautela.

Antes de nos lançarmos na empreitada, convém estudar o tema com seriedade.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 3.11.2012.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Reuniões Mediúnicas = Postos de emergência


"Ora, achava-se na sinagoga um homem possesso de um Espírito impuro, que exclamou: - Que há entre ti e nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: és o santo de Deus. - Jesus, porém, falando-lhe ameaçadoramente, disse: Cala-te e sai desse homem. - Então, o Espírito impuro, agitando o homem em violentas convulsões, saiu dele.Ficaram todos tão surpreendidos que uns aos outros perguntavam: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Ele dá ordem com império, até aos Espíritos impuros, e estes lhe obedecem." (S. Marcos, cap. I, vv. 21 a 27.)


Se o setor de emergências dos hospitais terrenos se encontram abarrotados de pessoas para serem atendidas em sua dor material, há de se esperar o mesmo em relação às dores morais dos espíritos, amplas e profunda em um planeta como nosso, de provas e expiações. Este mal ainda atormenta os espíritos encarnados e desencarnados. Dai a importância de se criar e manter os postos de emergência espiritual; a atuação de médiuns , doutrinadores, passista, como toda a equipe espiritual é necessário trabalhar arduamente a disciplina, a persistência, o estudo, e todos os componentes do grupo deve adotar o lema que compromisso assumido é compromisso cumprido. 


Existem casos de obsessão que podem durar anos e exigem doutrinações cuidadosas e demoradas e outras que uma única conversa se acertam. O ódio enraizado e insistência do obsessor exigem muito tato, paciência, boa argumentação e persistência. É necessário convencer o espírito vingativo de que não há vantagem na perseguição, que a lei de Deus deve seguir seu curso, e que um revide a mais complicará sua situação, pois adicionará ao seu sofrimento mais um resgate futuro. As vezes se faz necessário uma regressão de memória no espírito, então ele fica ciente que não é uma vítima, pois fez algo semelhante ou pior para alguém, descobrindo assim o mecanismo da lei de causa e efeito; quem com ferro fere, com ferro será ferido. A partir de então a doutrinação fica mais fácil, pois a rebeldia está domada e a fresta para o coração está aberta.


Quem dera que em cada núcleo espírita houvesse um grupo de irmãos para atender casos de obsessões, pois elas se avolumam sem atendimento, iguais filas a espera de órgãos doados.


Que o amor, esse sentimento ainda incompreensível, renove a nossa alma e nos conduza ao trabalhos que nos requisite ações, e que jamais nos acomodemos diante das dores dos irmãos necessitados, seja ele encarnado ou desencarnado.

Texto baseado no livro:
Obsessão sexual - Uma porta para a loucura
Luiz Gonzaga Pinheiro