"Nem todos que dizem, Senhor, senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade do meu Pai.”
Muitos professam a missão de Jesus e o chamam de mestre, mas o que adianta chamá-lo assim se não seguem seus preceitos?
São cristãos que honram através de atos exteriores de devoção, se pegam as formas, se impõem aos homens, mas não a Deus.
Passam os dias em oração; assíduos frequentadores de templos, igrejas, centros espíritas, mas não se mostram melhores, nem mais caridosos, nem mais indulgentes com seus semelhantes.
Alguns ainda se lembram de melhorar a si próprio, mas na primeira pressão exercida pela vida, voltam a seus hábitos antigos: revidando, respondendo a altura as ofensas, desertando do trabalho, demonstrando raiva, violência, se utilizando de palavrões no lar, tendo atos de pouca moral, julgando, censurando os irmãos, ou seja, desmentindo com atos o que dizem com os lábios.
Jesus nos diz que não esperemos dobrar a justiça de Deus pela repetição das nossas palavras e nem pelo dobramento dos nossos joelhos, por que o único caminho é o da pratica sincera da Lei do amor e da caridade.
E ele diz que:
"Todo aquele que ouve suas palavras, e as observa, será comparado ao homem sábio, que edificou sua casa sobre a rocha, e veio a chuva, e transbordou os rios, e assopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela não caiu, por que estava fundada sobre a rocha."
Todos nos estamos sujeitos as incertezas e mudanças drásticas neste planeta de provas e expiações em que vivemos. Perdemos dinheiro, perdemos entes queridos, sofremos acidentes, perdemos emprego, perdemos casa.
Tudo isso para aprendermos a ter desapego e fé, para desligarmos de todo sentimento de egoísmo e orgulho, para perceber que nada é nosso, que tudo pertence a Deus, e fé para acreditar que aconteça o que acontecer, terá sido pela vontade de Deus, que é infinitamente justo e bom.
A grande maioria se revolta contra Deus, outros aceitam a perda consciente por se tratar de uma prova ou expiação, no entanto continuam a viver suas vidas da mesma forma que viviam antes, preocupados com os pequenos problemas do dia a dia; oram, pedem proteção para que mais nada lhes aconteça e logo voltam a seu modo de existência, não conseguem ver nada além dos seus interesses imediatos, procuram manter a fé, mas recaem sempre nos mesmos erros, logo se arrependem, recriminando a si próprio, apesar de já terem decididos se reformar.
Mas este arrependimento só dura até que nova prova os faça demonstrar que na verdade evoluíram muito pouco.
fonte: Evangelho Segundo Espiritismo
MUITOS SÃO CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS- CAP XVIII
item.6
Palestrante: Francine











