quarta-feira, 8 de junho de 2011

A ORAÇÃO É UMA FORÇA EM NOSSA VIDA

A mais bela prece da literatura Espírita


Todas as pessoas, salvo uma ou outra exceção, formulam preces de pedido, mas são poucos os que sabem realmente orar e, por isso, pedem às vezes o que não se deve.
Não devemos pedir, por exemplo, o afastamento da dor, mas as forças e a compreensão para suportá-la.

Emmanuel nos dá, a propósito disso, em "Recados do Além", um modelo extraordinário de prece de pedido:

"Jesus! Reconheço que a Tua vontade é sempre o melhor para cada um de nós; mas se me permi-tes algo pedir-Te, rogo me auxilies a ser uma bênção para os outros."

Outro exemplo notável de prece de pedido é esta, muito utilizada pelos voluntários do C.V.V. – Centro de Valorização da Vida, com o nome de Oração da Serenidade, de autoria desconhecida:

"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modifi-car; coragem para modificar aquelas que podemos, e sabedoria para distinguir umas das outras."

A prece feita por Estêvão, o mártir do Cristianismo - Várias preces são conhecidas e enalteci-das por sua beleza e profundidade.
A Oração Dominical, modelo de concisão, diz tudo o que precisamos dizer numa prece.
A Oração de São Francisco de Assis e a prece de Cáritas, também.
Mas, é impressionante a beleza da prece que Abigail fez na agonia e morte de seu pai Jochedeb e, depois, de seu irmão Estêvão ("Paulo e Estêvão", págs. 42 e 162), beleza que advém não só da poesia, mas da elevação e robustez de sentimentos de que a prece se reveste:

"Senhor Deus, pai dos que choram,
Dos tristes, dos oprimidos
Fortaleza dos vencidos,
Consolo de toda a dor,
Embora a miséria amarga
Dos prantos de nosso erro,
Deste mundo de desterro,
Clamamos por vosso amor!
Nas aflições do caminho,
Na noite mais tormentosa
Vossa fonte generosa
É o bem que não secará...
Sois, em tudo, a luz eterna
Da alegria e da bonança
Nossa porta de esperança
Que nunca se fechará.
Quando tudo nos despreza
No mundo da iniqüidade,
Quando vem a tempestade
Sobre as flores da ilusão!
Ó Pai, sois a luz divina,
O cântico da certeza,
Vencendo toda aspereza,
Vencendo toda aflição.
No dia da nossa morte,
No abandono ou no tormento,
Trazei-nos o esquecimento
Da sombra, da dor, do mal!
Que nos últimos instantes,
Sintamos a luz da vida
Renovada e redimida
Na paz ditosa e imortal".
Para quem ainda não leu o livro “Paulo e Estêvão”, de Emmanuel, lembramos que Abigail, irmã de Estêvão, estava praticamente noiva de Saulo de Tarso quando assistiu o querido irmão nos derradeiros momentos de sua existência, após o apedrejamento que o levou à morte.
O fato ocasionou o rompimento da relação com Saulo, que mais tarde teria seu nome inscrito na história do Cristianismo como Paulo de Tarso, o Apóstolo dos Gentios.


(Thiago Bernardes)
continuação...

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