quarta-feira, 22 de setembro de 2010

NOSSAS ATIVIDADES - DIA E NOITE

Somos espíritos que se manifestam através de corpos materiais. Nossa vida é uma alternância de sono e vigília.
Então o corpo repousa e nos afastamos dele para libertar-nos do seu peso e da sua pressão, respirando a liberdade do plano espiritual.
Na vigília voltamos ao corpo, imantados ao organismo que temos de usar e dirigir nas experiências e vicissitudes da vida. Mas esta alternância maior não é a única.
Durante o sono acordamos algumas vezes, em lapsos de tempo imperceptíveis ou perceptíveis, como um navegante que se preocupa continuamente com o seu barco e não quer deixá-lo à deriva. Durante a vigília escapamos do corpo mais do que supomos, nas ausências psíquicas, nos cochilos, nos chamados lapsos de distração, como se precisássemos olhar de vez em quando pela escotilha e observar o roteiro.
O repouso noturno favorece o repouso do corpo e consequentemente o desprendimento do espírito, que nada tem a recuperar no sono.
O cansaço é um fenômeno físico, não espiritual. O cérebro se cansa e desgasta, mas a mente, que não é física, nada sofre.
Durante o ritmo noturno os espíritos suficientemente evoluídos recuperam a liberdade e entram em relação direta com os espíritos libertos de mortos e de vivos.
A liberdade é atributo do espírito. Os videntes de maior sensibilidade captam no ritmo noturno um impulso ascensional, em que milhões de almas se elevam aos planos espirituais na busca de amor e saber.
Vão encontrar-se com os seres queridos levados nas asas da morte e beber a sabedoria dos espíritos superiores sobre os segredos da vida.
A noite, além disso, é propícia aos trabalhos mentais e intelectuais, à cogitação filosófica, à busca serena da verdade que as tropelias do dia obscurecem.
Portanto, temos os dois ritmos no plano histórico: o dia sensorial das fases pragmáticas, em que os homens se desgastam na conquista da Natureza, e a noite espiritual das fases idealistas, em que os homens se voltam para a realidade platônica do Mundo das Idéias e conseguem realizar os sonhos noturnos.
Nossa vida não é material, é espiritual e como tal regida pela mente. Alimentamo-nos de matéria para sustento do corpo, mas vivemos de anseios, sonhos, aspirações, idéias e impulsos espirituais que brotam do nosso íntimo ou nos chegam em forma de sugestão e, às vezes, de envolvimento emocional do meio em que vivemos, das mentes encarnadas e desencarnadas que nos cercam e convivem conosco.

Mediunidade - Vida e Comunicação
J.Herculano Pires

SEGUE-ME TU

“Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu
venha, que te importa a ti? Segue-me tu.”
(JOÃO, 21: 22)

Nas comunidades de trabalho cristão, muitas vezes observamos
companheiros altamente preocupados com a tarefa conferida a outros irmãos de luta.
É justo examinar, entretanto, como se elevaria o mundo se cada homem cuidasse de sua parte, nos deveres comuns, com perfeição e sinceridade.
Algum de nossos amigos foi convocado para obrigações diferentes?
Conforte-mo-lo com a legítima compreensão.
Às vezes, surge um deles, modificado ao nosso olhar.
Há cooperadores que o acusam. Muitos o consideram portador de perigosas tentações. Movimentam-se comentários e julgamentos à pressa. Quem penetrará, porém, o campo das causas?
Estaríamos na elevada condição daquele que pode analisar um acontecimento, através de todos os ângulos? Talvez o que pareça queda ou defecção pode constituir novas resoluções de Jesus, relativamente à redenção do amigo que parece agora distante.
O Bom Pastor permanece vigilante. Prometeu que das ovelhas que o Pai lhe confiou nenhuma se perderá.
Convém, desse modo, atendermos com perfeição aos deveres que nos foram deferidos. Cada qual necessita conhecer as obrigações que lhe são próprias.
Nesse padrão de conhecimento e atitude, há sempre muito trabalho nobre a realizar.
Se um irmão parece desviado aos teus olhos mortais, faze o possível por ouvir as palavras de Jesus ao pescador de Cafarnaum:
“Que te importa a ti? Segue-me tu.”

Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier

terça-feira, 21 de setembro de 2010

BOM DIA!

Pequenas atitudes nossa, corta o mal pela raiz.
Não levemos adiante o mal recebido.
A melhor maneira de extinguir o mal
será substituí-lo com o bem.
Façamos isso, para que o bem se estabeleça neste mundo.
A mudança depende de cada um de nós,
façamos a nossa parte!

Um dia de muitas realizações e aprendizado.
Afinal...
 foi para isso que viemos!
Abraço Fraterno
Angel

REFORMA ÍNTIMA COMEÇA NO BERÇO

Muito se fala no meio espírita em Reforma íntima, e foi criado um paradigma: quem precisa e deve proceder a uma Reforma íntima é o adulto,caso já tenha se conscientizado dessa necessidade.
A criança ainda não tem o que possa ser reformado e precisa apenas ser Evangelizada. No entanto, percebemos que há muito tempo esse sistema descontínuo deixou de funcionar a contento; pois mesmo os espíritas de berço e super doutrinados não estão se saindo muito bem nas coisas da vida.


Espíritas em Depressão!?
O número deles que se encontram às voltas com a depressão, a angústia existencial, o estresse, o pânico e outras doenças que têm como pano de fundo, a pobreza ética e a falta de fé nas leis que regem a vida, não difere muito dos outros sistemas de crenças.
Boa parte não está se saindo tão bem quanto seria de se esperar para uma pessoa Evangelizada segundo princípios doutrinários tão claros e simples. Esse fato sinaliza que alguma coisa deve ser mudada.
Com certeza a falha que está atrapalhando o desempenho evolutivo não se encontra no conteúdo da Doutrina, mas na metodologia de ensino e na sua forma de aplicação prática.


Evangelizando a criança
A criança deve ser Evangelizada, isso ninguém discute; mas alguns
questionamentos são necessários: Onde? Quando? Durante quanto tempo? De que forma? Quem é o Evangelizador? O que se espera?
Como podem ser medidos os resultados? Antes ou ; depois do desencarne?
Que ninguém se melindre ou imagine que está fazendo tudo errado, apenas os questionamentos são necessários, pois nada na vida do homem está pronto.
Mesmo o Evangelho é um alicerce, uma base para nossas vidas, mas a cada dia novas descobertas e novos detalhes científicos devem ser a Ele acrescentados.
Os resultados que se obtêm na Evangelização das crianças, segundo a Doutrina dos Espíritos, são marcantes, mais práticos e funcionais, disso ninguém discorda; mesmo assim, muito pouco do potencial educativo disponível no Evangelho é bem aproveitado no dia-a-dia.


Educação Espírita
Muitos ainda são os fatores que atrapalham a criança educada no meio espírita a aplicar a Doutrina de forma simples e metódica.
Um deles: como todas as outras, a criança que cresce num lar espírita absorve parte da visão de mundo dos adultos e incorpora ao seu padrão subconsciente algumas formas arcaicas de interpretação da Doutrina, do tipo:
Os frutos da prática das diretrizes do Evangelho são para serem saboreados depois da morte; algo como ser socorrido e ir viver numa colônia espiritual com seus afins; que a vida terrena é cheia de sofrimentos, dores e aflições para provar o espírito e para expiações.
Esse tipo de engano deve ser corrigido, pois a criança passa a pensar que deve sofrer para aprender, quando não é preciso e, de forma subconsciente, até passa a inventar sofrimentos inúteis.
Aprender através do sofrimento indica falta de capacidade de discernir, pois pode-se aprender através da prática da Reforma íntima e do desenvolvimento da capacidade de fazer a caridade, perdoar e amar com prazer e alegria sem maiores dores.
A transformação voluntária sistemática é necessária para ser usada com a finalidade de melhorar a qualidade de vida neste exato momento, nem antes nem depois. Ela é capaz de propiciar a capacidade de encarar situações aflitivas como oportunidades de crescimento para o espírito.
Tudo deve ser muito prático e simples. Às vezes, basta mudar o rótulo de "problema" para "lição" que o desempenho melhora, e muito.


Responsabilidade de toda Família
A responsabilidade maior na educação e na Reforma íntima infantil é da família. Cabe a ela provar que mudar a personalidade pela vontade e pelo esforço é uma atitude mais inteligente do que mudar apenas para fugir do sofrimento. A criança também deve compreender que quando melhoramos a nós mesmos praticamos a caridade para com os outros, pois os laços que nos unem na vida em família, de um jeito ou de outro, fazem com que o problema de um se transforme no problema de vários ou de todos.
Portanto, vale a pena investir na educação íntima das crianças, pois o rescaldo dessa atitude sobra para a vida de todos os que compõem a família e, se melhora para um, melhora para todos.


Resultados de se Evangelizar
O ganho em qualidade de vida que se pode proporcionar à criança, à família e à sociedade segundo esse método é muito compensador.
Mas: Não se pode modificar aquilo que se desconhece...Mesmo entre espíritas antigos, quando recebemos um filho ou um neto para encaminhar para a vida como um homem de bem, esquecemos que está chegando nessa dimensão um espírito tão antigo quanto o nosso, tão problemático e endividado junto à justiça natural quanto nós. De forma distraída focamos apenas a identidade que o espírito assumiu desta vez e esquecemos de auscultar a sua natureza íntima.A verdadeira educação é aquela que visa educar o espírito.
Compartilhando a Reforma Intima com a criança, o adulto vai dividir e executar com ela a sua própria Reforma Intima.
Pais e filhos vão tentar juntos aplicar o Evangelho nas pequenas e constantes atitudes que se repetem no dia-a-dia.


Reforma íntima começa no Berço
Américo Marques Canhoto