terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A CURA REAL


Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade
 seja também extinta.
A cura real somente acontece do interior para o exterior .....
Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.
Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.
Relate que você tem diabetes.
No entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.
Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.
Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo.
Não querem mudar de vida ...
Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.
Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.
Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retira dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.
Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas...
Suplicam auxílio para os problemas de tireoide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.
Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.
Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.
Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.
Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro.
Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição.
Quando nos decidiremos?


O livro – O médico Jesus – José Carlos de Lucca

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O PODER DO SILÊNCIO

Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos...

Aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, evitar reclamações vazias e sem sentido...
Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido...
Aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores...
Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo.
Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.


Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que você possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu.
Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares...
Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o Santuário que é a sua vida.
Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar...

Na natureza tudo acontece com poder e silêncio, com um silêncio poderoso; por vezes, o silêncio é confundido com fraqueza, apatia ou indiferença.
Pensa-se que a pessoa portadora dessa virtude está impedida de reclamar seus direitos e deve tolerar com passividade todos os abusos.
Acredita-se que o silêncio não combina com o poder, pois este tem se confundido com prepotência e violência.

O Sol nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela sem a quebrar.
Acaricia as pétalas de uma rosa sem a ferir, e beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar; aí uma vez vamos encontrar na natureza lições preciosas a nos dizer que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a quietude.

As estrelas e galáxias descrevem as suas órbitas com estupenda velocidade pelas vias inexploradas do cosmos, mas nunca deram sinal da sua presença pelo mais leve ruído.
O oxigênio, poderoso mantenedor da vida, penetra em nossos pulmões, circula discreto pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença.
A luz, a vida e o espírito, os maiores poderes do universo, atuam com a suavidade de uma aparente ausência.

Como nos domínios da natureza, o verdadeiro poder do homem não consiste em atos de violência física, quando um homem conquista o verdadeiro poder, toda a antiga violência acaba em benevolência.
A violência é sinal de fraqueza, a benevolência é indício de poder.

Os grandes mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita quietude e benevolência.

Deus, que é o supremo poder, age com tamanha quietude que a maioria dos homens nem percebem a Sua ação.

Essa poderosa força, na qual todos estamos mergulhados, mantém o Universo em movimento, faz pulsar o coração dos pássaros, dos bandidos e dos homens de bem, na mais perfeita leveza.
Até mesmo a morte, chega de mansinho e, como hábil cirurgiã, rompe os laços que prendem a alma ao corpo, libertando-a do cativeiro físico.
O verdadeiro poder chega: sem ruído, sem alarde e sem violência.

Autor Desconhecido

sábado, 31 de janeiro de 2015

CRENÇA OU CONHECIMENTO?


O Espiritismo não é uma questão de crença, mas de conhecimento, por isso, Allan Kardec afirmou que: em matéria de Espiritismo, antes de crer, é preciso compreender. Portanto, o Espiritismo não é proselitista, no sentido de angariar adeptos a qualquer custo. O Espiritismo não pede para ninguém abandonar as suas crenças para segui-lo.

 As pessoas procuram o Espiritismo por diversas razões, contudo, a maioria o procura nas fases de dores físicas ou morais, quase sempre em busca de uma solução ou de uma cura. Destes, muitos alcançam o objetivo e se afastam, até que uma nova crise venha surpreendê-los. Outros continuam frequentando o Centro para receber passes, sem se aprofundar, nem que seja por alguns centímetros, no cerne da Doutrina. 

Um menor número se aprofunda no estudo e no conhecimento, e alguns passam a ser trabalhadores espíritas. Não é fácil se tornar espírita convicto, especialmente depois de ter passados por igrejas e religiões, porque o sedimento dessas crenças é difícil de ser retirado, e o novo adepto começa a sentir falta dos seus dogmas, dos seus ritos litúrgicos, dos hinos, das estampas de seus santos e começam a questionar, e não raro, ter o seu modo particular de fazer espiritismo. 

Não estamos condenando esses procedimentos, pois conhecemos pessoas maravilhosas, honestas, dedicadas ao próximo, médiuns sensíveis que em seus grupos espíritas adaptaram as velhas crenças às novas, fazendo uma amálgama filosófico-religiosa. As vezes essas coisas acontecem até mesmo nas instâncias mais altas, porque ainda encontramos o culto de personagens, até com estampas de suas figuras, como do Dr. Bezerra de Meneses, Meimei, Maria, mãe de Jesus. 

Alguns Centros adotaram hinários, outros, uniformes ou aventais. Há Também a criação de fraternidades com graus iniciáticos, o culto a um Jesus de olhar lânguido, com o coração fora do peito, ou as marcas dos cravos nas mãos e pés, tipicamente dos altares católicos. 

Reiteramos que o nosso intuito não é o de criticar, mas apenas mostrar como é difícil libertar-nos dos condicionamentos adquiridos em religiões que nos embalaram anteriormente. Aparentemente não há nenhum mal nessas misturas, entretanto ela nos afasta da libertação dos condicionamentos que estreitam a nossa visão doutrinária. 

Amilcar Del Chiaro Filho

Observação: No nosso grupo, fazemos o esforço de seguirmos os estudos diretamente do conhecimento da codificação, sem adotarmos pontos de vista de terceiros; obviamente; estudamos todos eles e até ilustramos em nossos estudos,

O CENTRO ESPÍRITA TEM DONO?

Dá conta de tua administração.”- Jesus. (Lucas, 16:2.) 

Procurando subsídios para uma palestra, folheava o livro Os Mensageiros(1), quando me detive de forma mais demorada no capitulo 34 intitulado “Oficina de Nosso Lar”. O que alguns anos atrás não me chamou a devida atenção ao ler o livro, desta feita me prendeu de forma especial, mais especificamente à frase em que Isidoro se dirige hospitaleiro a André Luiz: “Entrem! - A casa pertence a todos os cooperadores fieis do serviço cristão” Tal assertiva reportou-me imediatamente a um diálogo que tive com um confrade amigo meu, acerca da construção de um Centro Espírita, em que o mesmo fazia questão de afirmar a todo o momento; vou construir o meu próprio Centro. Pois não se encontrava muito à vontade na instituição a que pertencia. Tais afirmações, levou-me fazer, uma análise do assunto. 

Alguns irmãos, ao se sentirem melindrados, por algum motivo, nas instituições a que pertencem, libertam sentimentos negativos, como o egoísmo e o personalismo e saem a falar em altos brados: Vou fundar o meu próprio Centro! 
Não estou colocando em questão a iniciativa altruísta cristã de construir um Centro, mas sim a ênfase dada ao pronome possessivo MEU, que nos dá a clara ideia de posse. E estes irmãos, após terem construído os “seus Centros,” usam de forma mal disfarçada do termo MEU, para imporem regras e empecilhos aos que desejam integrar-se às tarefas enobrecedoras da casa, colocando explicitamente o personalismo nas tarefas que foram distribuídas anteriormente. 

Quando estes donos, presidentes e detentores também de outras tarefas e “cargos” da casa, são procurados por trabalhadores da instituição que discordam das suas linhas de pensamento, fazem prevalecer as suas condições de “donos de Centro” e suas opiniões se sobrepõe a tudo. Quem não estiver satisfeito que procure outra casa, aqui eu mando. Esquecem porém que um grupo espírita é um templo aberto à necessidade e à indagação de todas as criaturas, que não se resume, simplesmente, a simples propriedade particular, mas na sua profundidade maior, à condição de escola de amor cristão, de hospital, de oficina de trabalho e, especialmente, de nossos irmãos desencarnados, que trabalham para o Cristo. 

Tais lembranças reportam-me a ensinamentos de Emmanuel, no livro Fonte Viva, “Na essência, cada ser humano é servidor pelo trabalho que realiza na obra do Supremo Pai, e, simultaneamente, é administrador, porquanto cada criatura detém possibilidades enormes no plano em que moureja”. 1 - Os Mensageiros, livro da série André Luiz (FEB)

Warwick Mota

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Podemos perguntar...

Quem de nós jamais errou? 
Quem de nós nunca caiu? 
Quem está isento de falhas? 

Somos todos, espíritos da Terra, viajantes imperfeitos nesse vai e vem das existências, procurando acertar cada vez mais e aprender com os próprios erros. Olha para o passado, reconhecer os equívocos e seguir adiante: tal é a nossa grande missão. Apenas lamentar não vale. O remorso não é um bom conselheiro, mas o arrependimento é útil e conduz ao movimento, a reparação. A misericórdia divina, manifestada sob a forma da lei de ação e reação, oferece muitas oportunidades de reconciliação conosco mesmos e também com todos aqueles que magoamos. Teremos sempre uma nova oportunidade de aprendermos juntos a grandeza do amor. Não existem vítimas ou algozes, estamos todos sentados nos mesmos bancos escolares.


A bondade de Deus jamais condena; ao contrário, oferece sempre uma nova chance, que vai se manifestar muitas vezes em um convite para a prática da caridade. É só ter olhos de ver.

Fonte: Juventude Interrompida

terça-feira, 21 de outubro de 2014

HOMOSSEXUALIDADE E O ESPIRITISMO

Respostas do Dr.Inácio Ferreira (espírito) muito polêmico no meio espírita, mas suas respostas tem muito propriedade.Vejamos:

1- Dr.Inácio, o senhor acha que o homossexual é obsediado?
R: Não, essa condição não pode ser generalizada. Não creio que, na maioria dos casos a obsessão seja a causa dominante.

2 - Como é que considera o homossexualidade?
R: Uma experiência evolutiva que o espírito vivencia. Não se trata de uma aberração. Lidei com muitos homossexuais de caráter e ainda lido. Não estranhe, pois deste Outro lado, também os temos.

3 - A homossexualidade é incompatível com o exercício da mediunidade?
R: Não, absolutamente.

4 - A homossexualidade é uma doença?
R: Não necessariamente. A prática sexual desvairada é uma doença. Como psiquiatra, tratei, quando encarnado, de muita gente viciada em sexo, principalmente homens.

5 - O que pensa do homossexual que se submete à cirurgia para mudança de sexo?
R: Se é uma opção dele, quem sou eu para contestar? Aliás, através do avanço da medicina, as Leis da vida estão concedendo aos homens recursos para que algumas de suas provas sejam amenizadas. Faz parte do gradativo processo de transição da Terra, de mundo de provas e expiações para orbe de Regeneração.

6 - O senhor é contra o casamento entre homossexuais?
R: Não, acho até que deveria ser incentivado. Um de seus benefícios mais imediatos seria a diminuição da AIDS, você concorda?

7 - E sobre a adoção de crianças por um casal homossexual? É contra ou a favor?
R: Sou contra a criança orfã sem amor e carinho.

8- O Espiritismo é uma doutrina meio preconceituosa, não?
R: O Espiritismo, não; muitos espíritas, sim.

9 - Nas reuniões mediúnicas de que já participei, os espíritos homossexuais não se comunicaram. A que se deve o fato?
R: Talvez, ao machismo dos médiuns, não é? Você já imaginou aquele médium sério de repente fazendo gestos feminis na sessão?... É brincadeira.É provável que, no Mundo Espiritual, os espíritos homossexuais estejam numa situação melhor, não é? Se não se comunicam, algum motivo há de existir.

10 - O que o senhor acha dos pedófilos?
R: Não tem vergonha na cara! Cadeia com eles! A pedofilia deveria ser crime inafiançável.

11 - O homossexual foi mulher em vidas anteriores?
R: Pode ser que sim, pode ser que não. Na maioria das vezes, não.

12 - A homossexualidade, a sua prática, nos degrada moralmente?
R: Não mais que a propensão a mentir, a roubar, a matar. A verdade é que, ao longo da História, os homossexuais são mais vítimas que algozes.

13 - Qual é o conselho para os homossexuais, o senhor daria?
R - Decência e fidelidade.

14 - O que o senhor diz do homossexual que não aceita a sua homossexualidade?
R: De todas as perguntas, esta é a mais difícil de responder. Tive um paciente assim. Ele queria que eu o mandasse fazer o que queria, como se me transferisse a responsabilidade da decisão. Mentia para mim e para si mesmo o tempo todo. Era uma criatura amarga.

15 - O homossexual, masculino ou feminino, deve se casar com alguém do sexo oposto?
R - Só se estiver disposto a respeitar tal relação. Apenas para dar uma satisfação à sociedade, não!.

Considerações finais:
Aí estão meu caro rapaz, as suas respostas. Esforcei mais que pude para não decepcioná-lo. Continue lutando pela aquisição de bons sentimentos - eis o que interessa.
Quem sabe conduzir o seu coração, sabe conduzir qualquer outra parte de seu corpo ou de seu espírito.
Consinta-me encerrar com um dos textos que sempre mais me comoveu no Novo Testamento, segundo o Evangelho de Mateus, capitulo 22, versículo 31: "Em verdade, vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no Reino de Deus".

Fonte: Livro "Cartas do Dr.Inácio aos Espíritas.
Autor: Carlos A Baccelli

quinta-feira, 26 de junho de 2014

VOCÊ É MÉDIUM?


Como descobrir se você é médium?

A mediunidade não aparece de repente, ela vai se manifestando durante um bom tempo de forma suave (na maioria dos casos) e vai se tornando intensa até o ponto em que a pessoa tem que assumir que possui algum tipo de sensibilidade, que não consegue explicar, mas que é extremamente real para ela.

Não temos como criar regras, contudo, podemos dar algumas dicas para avaliar o que está sentindo:

•  Procure não sentir medo das sensações que tem, essa é a pior coisa a se fazer. Comece a observar a periodicidade, intensidade e como acontece cada sensação.

•  Seja imparcial, ser médium não é sinônimo de salvação ou perdição, é um caminho a ser trilhado, por isso não fique procurando sentir as “coisas”, se você for médium as sensações se repetirão. Tentar forçá-las é tão ruim ou pior do que ter medo, porque você pode atrair espíritos zombeteiros e brincalhões.

•  Ver um espírito não é sinônimo de ser médium. Como o próprio Allan Kardec informa no Livro dos Médiuns, a regularidade e repetição do fenômeno indicam a mediunidade.
Existem casos de espíritos recém-mortos que fazem questão de se despedir dos que lhe foram caros e por isso podem aparecer para dar o último adeus. Esse acontecimento não indica que o espírito encarnado recebeu uma hipersensibilização para poder entrar em contato com o plano espiritual.

•  Não se preocupe inicialmente em desenvolver a mediunidade, busque estudar, conhecer, frequentar algum centro, deixe que naturalmente as coisas aconteçam.

•  Não procure lugares que "Libertam sua Mediunidade" ou que fazem exercícios ou passes para "Despertar a Mediunidade". A mediunidade aparece naturalmente e está latente no espírito que possui o compromisso de exercê-la.

Na hora certa ela aparecerá e como o próprio Allan Kardec informa no Livro dos Médiuns, ela deve se desenvolver naturalmente através do equilíbrio e burilamento do médium.

Se você está lendo esse artigo porque está preocupado ou por que sente uns "troços", umas "coisas" que não consegue explicar e que deixam você extremamente apavorado, então você é um bom candidato a ser médium.


Quando chega a hora da mediunidade "aflorar" ela aparece e não pode ser negada pelo médium, embora alguns façam um esforço enorme para se enganar. 

A Mediunidade e o seu Despertar
por Gustavo Martins

sábado, 12 de abril de 2014

DEZ MANDAMENTOS PARA O TRABALHO ESPIRITUAL


1. Não se desconectar da matéria. O excesso de espiritualismo pode criar uma descompensação com graves prejuízos para a vida pessoal e material de uma pessoa. A matéria é tão importante quanto o espírito; ambos são matizes, graus da mesma manifestação. Nenhum dos dois pode prevalecer sobre o outro.
ANTÍDOTO: EQUILÍBRIO.

2. Não despertar os poderes* antes da consciência. Os poderes estão a serviço da consciência. Não é preciso buscá-los; quando chega o momento, eles surgem naturalmente. Buscar o poder antes do saber é inverter a ordem natural do processo. Para que sirvam a consciência, os poderes devem ser doados a partir de algo além de nossa vontade.
ANTÍDOTO: EQUANIMIDADE.

3. Não fixar-se em pessoas em vez de em suas informações. Você não monta uma casa em um túnel. Ele é só um meio para se chegar até ela. Quem depende de um mestre volta à infância psicológica. Em um processo de iniciação ou terapêutico isso pode ser necessário, mas somente como uma fase a superar, e não como um estado onde parar.
ANTÍDOTOS: DISCERNIMENTO E MODERAÇÃO.

4. Não sentir excesso de autoconfiança. Quem se crê autossuficiente é uma presa fácil para os agentes do engano e não raro se vê envolvido por eles. Quem crê demais na própria capacidade está fadado a equivocar-se.
ANTÍDOTO: DESCONFIAR DE SI MESMO.

5. Não sentir-se superior. Nunca julgue que a própria linha de trabalho é superior às demais. Essa superioridade é a antítese do esoterismo, que afirma justamente a onipresença da consciência em todos os seres e caminhos. Essa postura desconecta uma pessoa das autênticas correntes da consciência amplificada, e é o ponto de partida para a via negra.
ANTÍDOTO: EQUIDADE.

6. Não deixar-se levar por impulsos messiânicos. A vontade de salvar os demais é uma armadilha fatal. Sua tela de fundo é a vaidade e a insegurança. Essa fobia paranoica rompe com os canais de conexão com o mestre interior, bloqueia o processo de autoconhecimento e lança a espiritualidade numa espiral involuta, além de inibir o direito ao "livre-arbítrio de cada um".
ANTÍDOTO: CONFIANÇA NA EXISTÊNCIA.

7. Não tomar medidas inconsequentes. O entusiasmo pode levar uma pessoa a romper com seu círculo profissional e familiar sem necessidade. Com o "fluir" ou o "fechar os olhos e saltar" — axiomas que só deveriam ser usados em situações muito especiais —, os idiotas mais entusiasmados do mundo esotérico incentivam os recém-chegados a se arrebentarem logo na largada.
ANTÍDOTO: RESPONSABILIDADE SERENA.

8. Não agir com demasiada rigidez. Encantada com as novas informações que lhe ampliam a consciência, uma pessoa pode-se tornar intolerante. Ela tem a tentação de impor sua forma de pensar e seus modelos de conduta aos demais. Limitando sua capacidade de ver a partir de outras perspectivas, ela perde o acréscimo de consciência que havia conquistado.
ANTÍDOTO: TOLERÂNCIA E RELAXAMENTO.

9. Não se dispersar. Estudar ou praticar demasiadas coisas ao mesmo tempo sem aprofundar-se em nenhuma delas leva a uma falsa sensação de saber. Nessa atitude, pode-se passar uma vida inteira andando em círculos, enquanto se faz passar por um sábio.
ANTÍDOTO: CONCENTRAÇÃO.

10. Não abusar. Manipuladas, as informações espirituais servem de álibis ou justificativas convincentes para os piores atavismos. Usar essas informações para fins muito particulares é um crime. Ninguém profana impunemente o que pertence a todos.
ANTÍDOTO: RETIDÃO E INTEGRIDADE.

Equilíbrio, equanimidade, discernimento e moderação, equidade, tolerância e relaxamento, confiança na existência, responsabilidade serena, desconfiança de si mesmo, concentração, retidão e integridade são a grande proteção daquele que se aventura pelo mundo espiritual e esotérico. Por outro lado, quem se assegura dessas qualidades pode fazer o que quiser nesse campo que estará sempre num bom caminho.

*Mediunidade.
Obs: Não conhecemos o autor deste texto; se alguém souber com segurança favor nos avisar.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

ESOTERISMO E O ESPIRITISMO


Sociedades secretas


1) O que significa esotérico?
Esotérico. Do grego esotericos, “interior”, “secreto”. Termo empregado nas escolas antigas da Grécia e aplicado principalmente aos discípulos de Pitágoras. É o ensino reservado apenas para os alunos da escola que já possuíam elevada instrução, os completamente instruídos.

2) O que significa exotérico?
Exotérico. Do grego exotericos, “externo”, “que pertence ao lado de fora”. Ensinamento que, nestas mesmas escolas, era transmitido ao público sem restrição, dado o interesse generalizado que suscitava e a forma acessível em que podia ser expresso, por se tratar de ensinamento dialético, provável, verossímil.

3) O que revela o par de termos esotérico/exotérico?
Este par de termos, “esotérico/exotérico”, corresponde à oposição entre interno-externo, secreto-público, reservado-profano etc. Dos dois termos, o esotérico é o mais significativo porque acentua o aspecto positivo da relação, ou seja, o âmbito propriamente reservado e secreto.

4) Como vê-lo historicamente?
Desde as sociedades primitivas até os nossos dias, a oposição esotérica/exotérica está presente no seio da sociedade. O clã, ao transformar-se em tribo, é o primeiro característico desta antítese. Na Grécia antiga, os mistérios elêusicos e órficos são fundamentais para a distinção entre o sagrado e o profano. A formação de várias sociedades secretas, tais como a cabala, a rosa-cruz, a maçonaria e a própria teosofia corroboram a tese do hermetismo e sua veiculação somente aos iniciados. 

5) O termo “esoterismo” da antiguidade é o mesmo do da atualidade?
Não. Na antiguidade, este termo tinha uma significação precisa, ou seja, esotérico era o ensinamento reservado aos alunos que, possuindo algum conhecimento anterior, já estavam preparados para receber novos ensinamentos. Hoje, é sinônimo de oculto e aplica-se à Cabala, à Magia, às ciências divinatórias etc. Usa-se, assim, esoterismo em vez de ocultismo.

6) O que distingue esoterismo de ocultismo?
O esoterismo é fundamentalmente teórico e especulativo: nas escolas filosóficas, o esoterismo pretendia ser a salvaguarda da vida interior de cada escola perante os estranhos, o profanum vulgus. O ocultismo é prático e guarda sob o seu seio uma infinidade de seitas e ciências divinatórias.

7) Jesus era esotérico?
Metaforicamente, diz-se de todo o ensinamento reservado a um círculo restrito de ouvintes. Nesse caso, todos nos somos esotéricos. Jesus não fugiu à regra. Observe o seguinte: Jesus expunha exotericamente as suas parábolas. Depois, a sós com os seus discípulos, dava explicações mais detalhadas. E, mesmo entre eles, não dizia tudo, porque os discípulos não estavam preparados para os ensinamentos mais profundos.

8) O Espiritismo, como doutrina, é esotérico?
Não. Allan Kardec, ao codificar a Doutrina dos Espíritos, preocupou-se em tornar universal a unidade de seus princípios. Para isso, valeu-se de médiuns espalhados pelo mundo todo. Cuidou, essencialmente, de apresentar metodicamente o conteúdo doutrinário, a fim de eliminar quaisquer dúvidas de interpretação, como aquelas ocorridas com os ensinos orais de Cristo. Deixou claro que o Espiritismo, avançando com o progresso, jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro acerca de um ponto, ele se modificará nesse ponto.

9) Como situar o lado esotérico do Espiritismo?
A divulgação espírita, para atender aos objetivos da universalidade, deve ser exotérica. Não resta dúvida que na sua propagação existem muitos pontos esotéricos, pois a pedagogia evangélica ensina que não se deve dar pérolas aos porcos, ou seja, a transmissão do conhecimento deve ser proporcional à compreensão do ouvinte. Contudo, essa forma de entender o Espiritismo é completamente diferente daquela usada pelas sociedades secretas, que expõe o conhecimento, somente aos iniciados, reservadamente.

Sérgio Biagi Gregório
São Paulo, maio de 2011.

segunda-feira, 31 de março de 2014

A beleza dos dias comuns…


Outro dia li um texto do escritor Luis Eduardo Machado que poetizava sobre a beleza dos dias comuns e gostaria de compartilhá-lo com meus leitores.
A seguir transcrevo o texto:
No final do dia, o marido se dirige à esposa e diz: ‘Hoje foi um daqueles terríveis dias comuns’. É importante refletir sobre como temos uma visão errada sobre os “dias comuns”. Dias comuns são aqueles dias em que tudo foi exatamente como sempre havia sido antes. Normalmente eles são reconhecidos como tediosos e maçantes. Todavia prefiro observar os “dias comuns” de forma diferente (até porque a maior parte dos nossos dias são “comuns”, se eles forem chatos, a nossa vida tende a ser uma chatice só!). Para mim, os dias comuns têm grande valor. Quer ver?
Nos dias comuns eu não estou doente nem estou com dor (quando tenho alguma dor, o dia não é um dia comum). Nos dias comuns ninguém que eu amo faleceu ou está muito doente (quando alguém que eu amo está sofrendo, os dias não são comuns). Nos dias comuns não perco o meu emprego, nos dias comuns a minha vida não está envolvida em nenhum escândalo ou catástrofe.   Nos dias comuns as pessoas que eu amo também me amam e não estão “de mal” comigo, nos dias comuns eu não passo fome e nem frio. Nos dias comuns eu não participo das guerras e nem vejo a morte bem perto de mim, nos dias comuns o sol não provocou uma seca e nem a chuva provocou uma enchente. Nos dias comuns não sou assaltado nem seqüestrado, nos dias comuns os amigos não me traem, nos dias comuns eu estou em paz.
Viu? Dias comuns podem se tornar tediosos, mas dias “especiais” (não comuns) podem ser muito difíceis e sofridos. Por isso, prefiro os dias comuns e escolho valorizá-los. Há alguns dias tive um problema de saúde. Passei mal e tive dor. Nesse momento, fiquei lembrando do dia anterior… um “dia comum”. No ordinário dos “dias comuns” eu vejo a mão de Deus. Por isso, sou grato pela beleza dos “dias comuns”.
Esse texto gera uma reflexão acerca da felicidade e de como é importante o modo como vemos e lidamos com a nossa vida no cotidiano! Quantas vezes temos uma vida feliz, temos saúde, um amor, filhos, um trabalho e mesmo assim reclamamos e ficamos ansiosos esperando que algo extraordinário  aconteça? Precisamos compreender que tudo na vida depende da maneira como vemos e como interpretamos os fatos que acontecem em nosso dia-a-dia. Se temos uma postura positiva e otimista, temos também maior facilidade para resolver os problemas que por ventura surgirem. E ainda levamos a vantagem de valorizar as pequenas belezas da vida.
Por outro lado, se a nossa postura é de valorizar as desgraças, se somos negativos em nossos pensamentos, palavras e atitudes, tudo se torna muito mais pesado e de difícil solução. As vezes uma pequena contrariedade é transformada em um drama muito complicado, deixando as pessoas desesperadas e até deprimidas. Pessoas assim não valorizam as pequenas dádivas da vida, elas precisam de grandes acontecimentos para serem felizes.
Beth Landim
Folha da Manhã online

quarta-feira, 26 de março de 2014

AUSÊNCIA DA DOR NO MOMENTO DA MORTE


Por que escapamos da dor no momento final? Será que nosso espírito sente que o fim se aproxima e é capaz de desligar os receptores de dor pouco antes de morrermos? Aparentemente o Universo nos equipou com uma espécie de válvula para desligar a dor no cérebro, e ela começa a funcionar quando estamos a ponto de abandonar nosso corpo. Tudo se apaga, e a pessoa perde a consciência e a memória. Quando pergunto aos espíritos sobre a violência de um acidente, sobre o choque de uma bala entrando no corpo ou sobre a dor de um ataque cardíaco, eles frequentemente respondem que não se lembram do impacto. Em vez disso, recordam-se imediatamente de seus entes queridos.

Foi o caso  de um jovem espírito do sexo masculino , ele foi arremessado através da janela dianteira, ele não se lembra disso e não sentiu dor alguma. Depois do acidente, ele viu o próprio corpo estendido perto de uma arvore, e só então percebeu o que havia acontecido. Ele diz que apagou antes do impacto e que depois viu o avô. Achou que estava sonhando, mas o avô lhe disse que ele sofrera um acidente. Quando ele olhou para o próprio corpo, sentiu que aquele não era mais ele. Não estava conectado ao corpo. Sentiu como se estivesse fora, e como se não precisasse mais do corpo.

Por isso, para aqueles que temem o momento da morte, não tenham medo pois "morrer é fácil, o difícil é viver."

Fonte: Livro Espíritos entre nós - autor James Van Praagh

domingo, 16 de março de 2014

EVANGELHO NO LAR


O Evangelho no lar, antes de ser uma reunião metódica,  onde  são  colocados   os ensinamentos de Jesus, é uma comunhão de paz ao redor da mesa, onde  deixando de lado a turbulência do mundo, nos achegamos àqueles  que  nos foram  colocados como familiares, para que apesar das diferenças, prevaleça entre os membros deste núcleo básico da sociedade de todas as épocas,  o respeito e a fraternidade.  Possamos nós, com a prática sistemática do culto do Evangelho, entrar no  entendimento das leis divinas, edificar em nossos corações a paz, a harmonia,  o  perdão, contribuindo com o Mestre Jesus na implantação da religião do futuro: o Amor.
A prática e o estudo contínuo do Evangelho no Lar tem a finalidade  de  unir  as criaturas, proporcionando uma convivência de paz e tranquilidade;
  1. Higienizar o lar com nossos pensamentos e sentimentos  elevados,  permitindo  facilitar  o auxílio dos mensageiros do bem;
  2. Proporcionar no lar, e fora dele, o fortalecimento necessário para enfrentar  dificuldades materiais e espirituais,
  3. mantendo ativos os princípios da oração e da vigilância;
  4. Elevar o padrão vibratório dos familiares, a fim de que possam contribuir para a  construção de um mundo melhor.

Como fazer o Evangelho no Lar?


Primeiro você marca um dia e um horário apropriado para fazer o Evangelho no Lar junto com seus familiares.
Você deverá realizar o Evangelho sempre todas as semanas. Um dia por semana está bom. Escolha um dia e horário e comece desde já. Procure também fixar este dia e horário.
Não há um tempo pré-estabelecido para se fazer o Evangelho no Lar. Caso seja uma ou duas pessoas o ideal seria fazer entre 15 a 20 minutos. Caso exceda o número de participantes este tempo poderá ser estendido.
Prece Inicial: Iniciamos com uma simples e espontânea prece. Silenciamos dentro de nós mesmos e buscamos em nossa mente aquela paz interior, equilibrando assim nossa aura, sintonizando-nos com o Plano Maior e pedimos:
“Olá meus amigos, meus irmãos. Sejam todos bem-vindos ao evangelho de amor. Desde já agradecendo a presença de nossos amigos espirituais, dos anjos consoladores e de nossos anjos guardiães que já estão aqui para nos auxiliar em mais um Evangelho no lar ”.
Leitura do Evangelho: Fazer a leitura de um pequeno trecho do Evangelho, com voz normal, claramente, para que todos possam entender e comentar. O Evangelho poderá ser aberto ao acaso ou mesmo ser estudado sequencialmente.
Comentários sobre o texto lido: Os comentários são breves, feitos por todos, e cada um expõe o que entendeu da leitura, com simplicidade, sem fugir do assunto.
Vibrações: eis o ponto culminante da reunião, onde passamos para a condição de doadores. Vibrar é doar, e todos nós temos algo de bom a dar em favor do próximo. Um bom pensamento, uma palavra de carinho, um sentimento de bem que enviamos é doação, é caridade.
A importância da vibração está no impulso mental que é dado na vontade firme e sincera de querer ajudar, na dedicação e amor aos semelhantes e no poder de fé ardente e confiante na ajuda do Alto.
Enquanto uma pessoa faz as vibrações, os outros, em pensamento, vão envolvendo mentalmente, neste clima radiante, as pessoas e locais que estão sendo mencionadas.
Prece de encerramento: Ao final do Evangelho, faça uma prece simples e espontânea, agradecendo ao Plano Superior e aos Amigos Espirituais que deram sustentação ao Evangelho no Lar, num clima de paz, amor e harmonia.
Fonte: www.evangelhonolar.com 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

EVANGELIZEMOS NOSSAS CRIANÇAS

"Deixai vir a mim os pequeninos não os impeçais 
pois deles é o reino dos céus". - Jesus. (Mateus, 19:14.)

Não induzo meu filho a seguir qualquer religião, quando ele crescer ele mesmo escolhe a doutrina que quer seguir, dizia-me sempre, um determinado amigo.

É prática comum em algumas famílias, inclusive espíritas, esperar que os filhos cresçam, para que definam por si próprios a religião que desejam seguir. Alegam estas, que não tem o direito de interferir na liberdade de escolha dos filhos, que religião é objeto de escolha pessoal e de gosto diversificado, e que o indivíduo tem na idade adulta, maiores condições de definir o que melhor lhe apraz nesse aspecto.

O resultado desse pensamento reflete-se na maioria das vezes, no dia-a-dia de nossa sociedade, onde uma boa parte dos jovens desligados de qualquer sentimento de religiosidade, tem a cabeça voltada apenas para o que eles chamam de "agitos", onde a tônica é dada pelos tóxicos, álcool, sexo e violência como uma forma de auto-afirmação e porque não dizer, de preenchimento do vazio causado por essa falta de religiosidade; sem contar na contribuição funesta, que o jovem tem dado para o aumento das estatísticas de suicídios, onde atualmente ele lidera os índices.

O desconhecimento de valores espirituais aliado a despreocupação dos pais com este fator contribuem de forma contundente para o agravamento deste quadro, resultando muitas vezes, em complicados processos obsessivos e até reencarnatórios, devido a falência das partes envolvidas no contexto.

Buscar o conhecimento dos postulados espíritas, observando-se o aspecto família, implica em outras variáveis, que a priori, visa a conscientização dos pais sobre o grau da responsabilidade assumida perante os Espíritos superiores, com relação àquele espírito que aceitaram como filho na presente encarnação.

Vale ressaltar, que essa responsabilidade não se limita apenas à participação no processo reencarnatório, que basicamente divide-se em duas etapas, que se dão a seguir:

Na parte primeira, dá-se uma sistemática de envolvimento, onde são observados entre outros, os seguintes aspectos: a ficha do reencarnante para que se estabeleça os mapas cármicos, o grau de simpatia ou animosidade com relação aos genitores, a composição de mapas genéticos, o desenvolvimento de reuniões entre as partes no plano espiritual, enfim, todas as medidas que podemos pensar e que não podemos, são tomadas pelos técnicos reencarnacionistas, para que se cumpra o proposto nas Leis Divinas.

A parte segunda seria a condução desse Espírito, já encarnado, pelas mais diversas problemática da vida, seja no campo social, familiar, religioso, proporcionando-lhe meios para que desenvolva em si os aspectos, cognitivo, afetivo, intelectivo, moral, etc...

É tábula rasa para nós espíritas que a primeira infância, que é o período compreendido entre zero aos sete anos, é sem dúvida nenhuma a época em que a criança está mais sensível às sugestões dos pais, é nessa fase que devem ser ministrados através de muito amor e carinho, os conceitos de valores morais e cristãos.

Neste sentido, a evangelização espírita-infantil é de fundamental importância no processo de formação da criança, pois os vícios de personalidade se encontram adormecidos, constrangidos pelo envoltório infantil. O Espírito neste momento é comparado ao terreno fértil da parábola do semeador, as sementes que ali semearmos, germinarão fortes e viçosas, contribuindo de forma preponderante na formação moral do futuro adulto.

Não podemos esquecer que a tarefa da semeadura começa cedo, aos quatro anos a criança já pode ser encaminhada às aulas de evangelização, que parte da seguinte sequência: inicia-se pelo maternal, dos quatro aos cinco anos, depois o jardim, dos seis aos sete anos, primeiro ao terceiro ciclo da infância que vai dos oito aos treze anos , pré juventude, primeiro e segundo ciclo da juventude, dos catorze aos vinte um anos, e finalmente, depois de uma longa caminhada, por todos esses ciclos, o jovem está pronto para o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.

Ainda a cerca da reencarnação, nos esclarece o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, no livro Temas da vida e da Morte, 1ª edição da FEB, página 19 que, "apesar da reencarnação se completar aos sete anos ela ainda vai se fixando lentamente até o momento da transformação da glândula pineal, na sua condição de veladora do sexo".

A esse respeito, André Luiz, no livro Missionários da Luz, 22ª edição da FEB, cap. 2º, nos dá a seguinte informação: "Enquanto no período de desenvolvimento infantil, fase de reajustamento desse centro importante do corpo perispiritual preexistente, a epífise parece constituir freio às manifestações do sexo; entretanto, há que retificar observações.

Aos catorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem reencarnado. O que representava controle é fonte criadora e válvula de escapamento. A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos ".

Diante desse quadro, podemos afirmar que em qualquer família, a fase da puberdade é com certeza uma das mais difíceis para os pais. É nesse momento que o espírito vai começando a reencontrar a sua verdadeira personalidade, iniciando-se com o chamado conflito da adolescência, que pode ser atenuado ou mesmo evitado, com uma bem estruturada educação religiosa na infância.

Deixai vir a mim os pequeninos não os impeçais pois deles é o reino dos céus, disse o Cristo aos apóstolos, que tentavam barrar a passagem de crianças até Ele. O pedido de Jesus, reverbera em nossas consciências, e entendemos que o Mestre pede que não lhes cerceemos os ensinamentos, achando que não os são necessários ainda, que deixemos que eles conheçam o Cristo, logo na infância, que é fase mais pura, mais humilde, onde os corações espargem inocência, e estão mais abertos aos preceitos cristãs.

Pensar na criança é pensar no adulto, portanto, é de vital importância que a Casa Espírita tenha essa preocupação com as crianças e com os jovens, no sentido de promover a evangelização destes, como propõe o Mestre Jesus. 

Autor: Warwick Mota
(Publicado na revista Reformador de junho de 1996)