quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ANGÚSTIA DA PERFEIÇÃO

“Pode alguém, por um proceder impecável na vida atual, transpor todos os graus da escala do aperfeiçoamento e tornar-se Espírito Puro, sem passar por outros graus intermédios?”
“não, pois o que o homem julga perfeito longe está da perfeição. Há qualidades que, lhes são desconhecidas e
incompreensíveis. Poderá ser tão perfeito quanto o comporte a sua natureza terrena, mas isso não é a perfeição absoluta.(...)”
O Livro dos Espíritos – Questão 192

Alma querida nos ideais renovadores, é natural que sofras inquietação por nutrires objetivos transformadores. Ante a penúria de teus valores, declaras-te sem mérito para receber a ajuda Divina. Perante a extensão de tuas falhas, açoitas a consciência com lancinante sentimento de hipocrisia ao repetires os mesmos desvios dos quais já gostarias de não se permitir. Essa é a estrada da perfeição, não te martirizes.
Tudo isso é compreensível, parte integrante de quantos se candidatam aos serviços reeducativos de si próprios, portanto, não sejas demasiadamente severo contigo.
Sem lástima e censura, perdoa-te e prossegue sempre.
Confia e trabalha cada vez mais.
Por mais causticantes as reações íntimas nos refolhos conscienciais, guarda-te na oração e na confiança e enriquece tua fé nas pequenas vitórias.
A angústia da melhora é impulso para promoção.
O remédio salutar para amenizá-la é a aceitação incondicional de ti mesmo.
Aceitando-te humildemente como és e fazendo o melhor que possas, vitalizar-te-ás com mais fortes apelos interiores para a continuidade do projeto de melhoria e corrigenda. Por outro lado, se te punes estarão assinando um decreto de desamor contra ti.
Afeiçoa-te com devotamento e sensatez aos exercícios que te são delegados pelas tarefas renovadoras do bem, aprimorando-te em regime de vigilância e paciência.
Sem alimentar fantasias de saltos evolutivos, dá um passo atrás do outro.
Sem ansiar pela grandeza das estrelas, ama-te na condição de singelo pirilampo que esforça por fazer luz na noite escura.
Faça as pazes com suas imperfeições. Descubra suas qualidades, acredite nelas e coloque-as a serviço de suas metas de crescimento, essa é a fórmula da verdadeira transformação.
O tempo concederá valor e experiência a seus esforços, ajustando teus propósitos aos limites de tuas possibilidades,
libertando-te da angústia que provém dos excessos.
Caminha um dia após o outro na certeza de que Deus te espera sempre com irrestrito respeito pelas tuas mazelas, guardando o único direito de um Pai zeloso e bom que é a esperança de que amanhã sejas melhor que hoje, para tua própria felicidade.
Ermance Dufaux

O ATEU

— Em certa localidade do interior de Minas Gerais, morava um ateu incorrigível. Era casado com linda e digna mulher e possuía um único filho, que contava 12 anos e se constituía o seu maior tesouro. O ateu, tanto quanto possível, não perdia a oportunidade de revelar seu ateísmo doentio, como que zombando da crença alheia.
Sua prendada esposa o advertia, quase sempre, sem proveito. Continuava negando Deus, multiplicando seu ouro e adorando seu filho único...
Quando menos esperava, a morte veio, silenciosa, e levou-lhe o filho, entristecendo o coração materno e enchendo de desespero o coração do ateu.
Passaram-se dois anos. O ateu, agora, magro e pobre, sem a esposa, que também fora levada para o Além, sentia-se só e doente.
A conselho de alguns amigos, batera à porta de vários Templos, ate que, numa tarde abençoada, foi ter a uma sessão espírita.
Aí começou a receber os primeiros socorros. Seu coração, trabalhado pela dor, perdera as vestes negras da vaidade e do orgulho. E, numa noite, quando mais se mostrava convicto da verdade espírita, o filho incorpora-se num Médium e lhe fala:

— Meu pai, como me sinto feliz em vê-lo aqui! Como demorou a encontrar a grande Estrada! Graças a Deus, que veio! Mas foi preciso que eu e minha mãe pedíssemos muito, a seu favor, para que o Pai do Céu nos atendesse. E vou contar-lhe uma historieta que um de meus Mentores me contou com relação ao nosso caso:
Numa aldeia da India, vivia um fazendeiro rico, que se especializara na criação e seleção de animais.
Possuía grande quantidade de vacas reprodutoras de boa qualidade. Era um homem bom e prestativo.
Desejava ajudar a todos os seus irmãos de romagens na Terra. E, assim, resolveu partilhar sua obra com os seus vizinhos de outra aldeia, que limitava com seus rumos por um pequeno rio. Mandou selecionar alguns bois e uma vaca, que possuía um bezerro único e os enviou aos seus companheiros. Mas, na passagem do rio, todos os bois passaram, menos a vaca e o bezerro... Tudo foi tentado sem proveito.
Alguém então alvitrou: amarrem o bezerro e atravessem com ele o rio, que a vaca acompanhá-lo-á... De fato, a vaca, vendo o filho amarrado, berrando, pedindo-lhe socorro, atravessando o rio, não se fez de rogada e também o atravessou...
— Aí está, meu pai, a lição preciosa que a historieta nos dá: foi preciso que eu fosse também amarrado pela enfermidade e jogado no rio da morte para que o senhor atravessasse o rio do preconceito e viesse até a mim e sentisse, como está sentindo, comigo, a vida verdadeira e, deste modo, iniciasse o resgate de suas faltas! Louvado seja Deus!

A LIÇÃO FOI TAMBÉM PARA NÓS...
Como vemos, a pequena história, contada pelo caro Médium, tem a sua aplicação, na hora presente, junto a nós todos..
Igual ao ateu, outros irmãos existem fechados à realidade da missão redentora. Espíritos endurecidos, cheios de preconceitos, enferrujados pelo orgulho e pela vaidade, indiferentes ao seu progresso espiritual, por aí vivem sem Roteiro, colocando o coração no tesouro dos prazeres, do dinheiro fácil e no endeusamento à família material.
Quando menos esperam, vem o temporal das dores, os ciclones das separações, os relâmpagos das quedas do poder, e a grande hora de silêncio, para a meditação, chega tambám para que sintam: que aqui viemos resgatar faltas do passado, penetrar pela porta estreita da virtude e entender os chamados do Grande Amigo, que há dois mil anos espera pela nossa chegada, como ovelhas perdidas, ao Seu Redil abençoado e acolhedor.

Lindos Casos de Chico
Ramiro Gama

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

BOM DIA AMIGOS!



A PEQUENA FLOR

Por mais pequena que seja flor, ela possui as qualidades necessárias para executar a finalidade para qual foi criada.

Todos temos as qualidades necessárias para fazer aquilo que nos é proposto no caminho que estamos.

Deus- Pai, capacitou seus filhos por igual, mas cada um pelo seu esforço e aproveitamento, adquiriu os requisitos necessários para que pudesse alçar patamares mais elevados, e assim receber missões também mais elevadas.

Se hoje você se encontra a frente com essas missões que lhe parecem um tanto demasiadas, mude a pequena visão de si mesmo.

Saiba que já tem condições de enfrentá-las, fazendo assim bens maiores que irão refletir significativamente na sua vida e nas dos seus semelhantes.

Seja a flor, e espalhe a essência do amor; a qual Jesus derramou em plenitude, e que até os dias de hoje, o perfume ainda pode ser sentido.

Perfume sua vida e a de todos que fazem parte dela!
Abraço
Angel


O ESPÍRITA NA SUA REAL EXPRESSÃO

                                        
O espírita sempre fará o bem: procurará mitigar corações angustiados, acalmar desesperados, operar reformulações morais, auxiliar de todos os modos os necessitados.

A Terra, pelas suas características morais, é planeta onde imperam os queixosos, os que carregam o amargor das desesperações, os cultivadores da violência, os ambiciosos em todos os sentidos, os que amanham os prazeres sexuais... prazerosamente.

Há ainda os pessimistas contumazes, espalhando os seus miasmas incessantemente entre todos os que lhes compartilham a vida.

Outros mais persistem em acalentar no íntimo seus males, suas doenças descrevendo-as com sofreguidão, vinculados que se acham mentalmente a elas.

Viciados procuram entremostrar a própria destinação, como se a ela estivessem irremediavelmente fadados, firmando-se numa condição interior de auto-compaixão, sem empreender o mínimo esforço pela sua libertação.

Existem os instabilizados emocionais imprimindo-se uma posição de vítimas do destino, malgrado persistam na posição fixa de irresponsabilidade, como se ignorassem os males que a si mesmo praticam.

O panorama é aparentemente desanimador para o trabalhador do bem, tal o volume de carentes nas mais variadas condições de dor e sofrimento à sua frente, todos aguardando comiseração e socorro, os quais, entretanto, se negam a aceitá-los quando alguém por eles se interessa. Some-se, ainda, a esta avalanche dos mendigos de amor e de paz os que se comprazem em viver assim, hipotéticas vítimas da vida e da Lei Divina, herdeiros, dessarte, de si mesmos, de seu passado, quando estagiaram na preguiça, no ódio, no desejo de vingança, na cata angustiante do poder, do prazer carnal.

Profundamente relevante, ao convivermos com eles, é não nos deixarmos, primeiramente, identificar com o morbo que carregam, e, segundo, é acautelarmo-nos no sentido de mantermos em nós um clima de oração, procurando a necessária inspiração sobre o que fazer de melhor para ajudar com acerto.

Imperfeitos como ainda somos, torna-se até natural nos vermos mergulhados nas águas turvas da mistura do verdadeiro amor com sentimentalismo injustificável, servindo-se do Evangelho, e com Ele se justificando, como se fosse refúgio de espíritos portadores de caracteres irresponsáveis.

Fora assim e se transformaria a ordem da Vida, em nome de um amor a serviço dos caprichos dos enfraquecidos e apalermados.

JESUS, em momento algum de seu Evangelho, mostrou-se usando de falsa piedade ou estimulando a indolência. ELE, que é o Construtor do Orbe, Administrador da Terra, não poderia ser confundido como um acolhedor de ineptos.

A excelência de Seu dinamismo imperou em todos os Seus movimentos. Suas atitudes foram sempre firmes e Seu caráter diamantino em momento algum mostrou-se tíbio ou ressaltou a apologia da covardia.

Dando preferência à morte, aceitou-a para que não houvesse a mistura da Sua missão elevada com o desperdício das elevadas questões que viera propor.

Aceitou o julgamento arbitrário, a traição de um amigo, a convivência com a gente tida como de "má vida", para que assim pudesse exemplificar o valor da Verdade que viera trazer, aproveitando para lecionar vigilância, oração, dignidade, além de demonstrar cabalmente que as aparências físicas não refletem as realidades primordiais da existência.

JESUS nunca se mostrou fraco, nada obstante tendo de absorver o vinagre e o fel da ignorância dos homens, sempre pregando a esperança, até a Sua ressurreição em triunfo.

Seu Evangelho é um repositório de força, vitalidade, vida, consolação, pelo fato de caracterizar-se pela exuberância em suas linhas das expressões de meiguice e ao mesmo tempo de estoicismo, numa mistura inconfundível de profundo equilíbrio em todos os sentidos.

O espírita vai se mostrando como aquele que luta pela sua transformação moral numa batalha sem quartel, envidando esforços inconfundíveis para vencer as imperfeições que ainda carrega.

O Espiritismo liberta da ignorância quando lhe oferta os ensinos de JESUS como roteiro de vida ética-moral, quando mostra que ele vive entre irmãos, que devem os seus atos representar a vivência da caridade, quando o induz a ser bom, generoso e compreensivo com todos.

A Doutrina Espírita, desta forma, prescreve dignidade na luta, inspirada nas heróicas ações de JESUS, ELE que é roteiro seguro para a construção de um mundo mais justo e de uma humanidade mais ditosa.

ADÉSIO ALVES MACHADO
Escritor, Orador e Radialista