sábado, 10 de julho de 2010

O PERDÃO

Sejamos misericordiosos como é misericordioso Nosso pai que está nos céus, ensinou-nos Jesus.
Ser misericordioso significa saber perdoar as ofensas que recebemos, o mal que nos fizerem, ou o prejuízo que nos causarem.
A mais bela coisa que podemos mostrar a Deus é nosso coração livre de ódios ou de qualquer ressentimento contra nossos irmãos.
Se alguém nos fizer alguma injustiça ou injúria, se não procederem bem para conosco, tenhamos a coragem necessária para perdoar e esquecer.
Repilamos com todas as forças de nosso espírito as idéias de ódio ou de vingança.
O ódio é um dos mais baixos sentimentos que um espírito pode abrigar.
Quem guarda ódio aparta-se da caridade e afasta-se do amor.
O ódio leva à vingança que é um ato mesquinho e indigno.
Infeliz de quem odeia, infeliz de quem se vinga! Séculos de sofrimento, reencarnações dolorosas o esperam até que aprenda a transformar o ódio em amor e a vingança em perdão.
O perdão consiste em não tirarmos, nem por palavras nem por atos, a mais pequena desforra da pessoa que nos ofendeu; não guardar o menor rancor e esquecer completamente a má ação que nos fez.
E se um dia o nosso ofensor precisar, devemos ser os primeiros a favorecê-lo.
Quem perdoa pratica a caridade duas vezes: uma vez para consigo mesmo porque fica com a consciência tranquila; e outra vez, para com seu próximo porque não o deixa ter pensamentos de ódio e lhe dá uma prova de amor.
Perdoando nós conquistamos amigos e livramo-nos de inimigos.
Devemos perdoar tantas vezes quantas formos ofendidos.
Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deveríamos perdoar; seriam até sete vezes? Jesus respondeu:
-Não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

52 Lições de Catecismo Espírita
Eliseu Rigonatti

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