sábado, 10 de julho de 2010

BOM DIA AMIGOS!


"A felicidade não está no fim da jornada,
e sim em cada curva do caminho
que percorremos para encontrá-la."
abraço
Angel

PASSES E PASSISTAS

1 - O que é o passe magnético, aplicado nos Centros Espíritas?
Em sua expressão mais simples, é uma doação de energia magnética, semelhante à transfusão sangüínea. Se o paciente está anêmico, o sangue transferido para suas veias o revitaliza. Se há problemas com sua Alma, exprimindo-se em angústias e perturbações, o passe o ajuda a recompor-se.

2 - Como podemos definir esse magnetismo?
Trata-se de uma forma de energia a expandirse dos seres vivos. No passe ela é controlada e exteriorizada por um ato da vontade. É o que faz o passista quando se posta junto ao paciente, guardando o propósito de beneficiá-lo.

3 - O passista é um médium?
Não no sentido literal. Ele não entra em transe, não atua como intermediário. Conta, porém, com a indispensável colaboração de benfeitores espirituais que controlam o serviço. Eles emitem um magnetismo espiritual que, associando-se ao magnetismo humano, torna o passe mais eficiente.

4 - O passe aplica-se apenas aos problemas da Alma?
Atende a todos os nossos males, tanto físicos quanto psíquicos. Quando a pessoa não consegue lidar com determinadas situações, pondo-se tensa e nervosa, sofre o que chamaríamos de "hemorragia magnética". Perde vitalidade, fragilizando-se. Torna-se, então, vulnerável a influências espirituais deletérias. Revitalizando-a, o passe a ajuda a superá-los.

5 - Qual a condição básica para que o paciente se beneficie?
A fé. Isso está bem claro nas lições de Jesus. Ele costumava dispensar os beneficiários de suas curas dizendo-lhes: A tua fé te salvou. O Mestre não premiava a fé. Apenas demonstrava que sem ela fica difícil estabelecer a indispensável sintonia com o passista.

6 - Qual deve ser a postura do paciente, no momento do passe?
Orar com fervor, pedindo a proteção divina. Além da oração e da fé, há outro fator importante: o merecimento. Como ensinava Jesus, "a cada um, segundo suas obras". Se os sentimentos que cultivamos naquele momento são importantes, fundamental é o Bem que façamos sempre.

PASSISTAS
1 - É preciso uma condição especial para aplicar o passe magnético?
Sendo uma emissão de energia magnética, que obedece à ação da vontade, todos o exercitamos, inconscientemente, em numerosas situações, independente de condições especiais.

2-No dia-a-dia?
Exatamente. A mãe que acalenta um filho, o médico empenhado em atender o paciente, o professor que ministra uma aula, a pessoa que cuida de uma planta, identificam-se todos numa atividade comum: exteriorizam magnetismo, envolvendo os beneficiários de suas iniciativas.

3 - E quais os resultados?
Se exercem suas atividades com dedicação, amando o que fazem, realizam prodígios: a criança se acalma, o paciente melhora, os alunos se comportam melhor, a planta fica mais viçosa...

4 - Há várias técnicas para a aplicação do passe?
Sim, mas demandam estudo mais acurado, uma especialização maior. Nas reuniões públicas, no Centro Espírita, onde é aplicado o passe, é suficiente a imposição de mãos, conservando o propósito de ajudar com boas vibrações.

5 - Basicamente quais seriam as disciplinas para o serviço?
Além do conhecimento doutrinário relacionado com o magnetismo, o passista deve cultivar existência saudável, em dois aspectos: físico ausência de vícios, regime alimentar, exercícios, cuidados de higiene, trabalho disciplinado;espiritual - o cultivo das virtudes evangélicas, estudo, meditação, oração...

6- O passista despreparado para o serviço, que cultive vícios ou uma certa indisciplina mental, pode prejudicar o paciente ao aplicar o passe?
Seria possível se estivesse desejando o mal do paciente com vibrações deletérias. Como a intenção é ajudar, se não estiver em boas condições, simplesmente, não ajudará. Seu passe será inócuo, sem aquele potencial de intensidade e pureza que faz a eficiência desse serviço.

MEDIUNIDADE – TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER
RICHARD SIMONETTI

A MENTIRA

1 - Como situar a mentira?
Um dos piores flagelos da Humanidade, presente em todas as culturas, O profeta Isaías afirma taxativamente que “todo homem é mentiroso”. Refere-se, obviamente, ao gênero humano. As mulheres adoram fofocas e boatos, que raramente guardam fidelidade plena à realidade dos fatos.

2 - É tão grave assim?
Observe que todo mal que se produz na Terra está sempre vinculado à mentira. Mente o marido que trai a esposa, o político que faz promessas vãs, o estelionatário que ilude incautos, o corrupto que aceita propinas, o comerciante que explora o freguês, o publicitário que vende uma imagem falsa. A lista iria longe. Todos mentem para alcançar seus objetivos.

3 - Essa postura não é um tanto radical? Há pequenas mentiras que não prejudicam ninguém e facilitam nossa vida. Haverá maneira mais fácil de nos livrarmos de alguém que vem nos importunar do que mandar alguém dizer que não estamos em casa?
É uma questão de principio. Quem se habitua às pequenas mentiras não tera constrangimento com relação às maiores. fugindo às suas responsabilidades.

4 - Você não admite que a mentira está tão entranhada na vida social que seria impossível eliminá-la?
Da vida social, sim. De nossa vida, não. Depende de nos conscientizarmos a respeito.

5 - Se eu só falar a verdade, num mundo onde impera a mentira, não estarei em desvantagem?
Imaginemos que os primitivos discípulos de Jesus tivessem a mesma idéia. Uma simples mentirinha — «Não sou cristão! Prenderam-me por engano — e estariam livres do Circo Romano, das feras famintas, da fogueira... Foi a fidelidade à verdade, sustentada pelos mártires indômitos, que permitiu ao Cristianismo sobrepor-se as perseguições cruéis, consolidando-se como marco de luzes na Terra.

6 - Havia uma orientação específica para eles?
A mentira é condenada em todos os textos religiosos, desde as mais remotas culturas. Jesus recomendava que cultivemos o “sim, sim, não, não”. Significa que nossas afirmativas devem ser sempre verdadeiras. O fato de alguém colocar em dúvida o que dizemos significa que nem sempre dizemos a verdade. No oitavo mandamento da Lei, recebido por Moisés no Monte Sinai, está enfatizado: “Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.

7 - Não é lícito mentir em nenhuma circunstância?
Só quando usamos a mentira piedosa, que visa beneficiar alguém, sem nenhum interesse pessoal. Quando, por exemplo, mentimos a alguém muito frágil quanto ao seu estado de saúde, omitindo que está com câncer. No livro “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, há uma situação também ilustrativa: Um homem injustamente perseguido por um comissário de polícia refugia-se num convento. Ali vivia uma freira que tinha a fama de jamais mentir. O comissário sabia disso. Solicitou sua presença e lhe perguntou se seu perseguido estava ali. Ela respondeu negativamente. Mentiu, pela primeira vez em sua vida, para salvar um inocente.


8 - Pinocchio, o célebre boneco animado feito gente, tinha por castigo o crescimento de seu nariz quando mentia. Algo semelhante ocorre, espiritualmente, quando mentimos?
Evidente que nosso nariz perispiritual não se altera. Mas desajusta-se o nosso psiquismo, situando-nos, diante dos benfeitores espirituais, como Espíritos imaturos. Para os malfeitores do além aparecemos como presas fáceis, explorando o baixo padrão vibratório de quem não assume compromisso com a verdade.

NÃO PISE NA BOLA

RICHARD SIMONETTI

O PERDÃO

Sejamos misericordiosos como é misericordioso Nosso pai que está nos céus, ensinou-nos Jesus.
Ser misericordioso significa saber perdoar as ofensas que recebemos, o mal que nos fizerem, ou o prejuízo que nos causarem.
A mais bela coisa que podemos mostrar a Deus é nosso coração livre de ódios ou de qualquer ressentimento contra nossos irmãos.
Se alguém nos fizer alguma injustiça ou injúria, se não procederem bem para conosco, tenhamos a coragem necessária para perdoar e esquecer.
Repilamos com todas as forças de nosso espírito as idéias de ódio ou de vingança.
O ódio é um dos mais baixos sentimentos que um espírito pode abrigar.
Quem guarda ódio aparta-se da caridade e afasta-se do amor.
O ódio leva à vingança que é um ato mesquinho e indigno.
Infeliz de quem odeia, infeliz de quem se vinga! Séculos de sofrimento, reencarnações dolorosas o esperam até que aprenda a transformar o ódio em amor e a vingança em perdão.
O perdão consiste em não tirarmos, nem por palavras nem por atos, a mais pequena desforra da pessoa que nos ofendeu; não guardar o menor rancor e esquecer completamente a má ação que nos fez.
E se um dia o nosso ofensor precisar, devemos ser os primeiros a favorecê-lo.
Quem perdoa pratica a caridade duas vezes: uma vez para consigo mesmo porque fica com a consciência tranquila; e outra vez, para com seu próximo porque não o deixa ter pensamentos de ódio e lhe dá uma prova de amor.
Perdoando nós conquistamos amigos e livramo-nos de inimigos.
Devemos perdoar tantas vezes quantas formos ofendidos.
Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deveríamos perdoar; seriam até sete vezes? Jesus respondeu:
-Não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

52 Lições de Catecismo Espírita
Eliseu Rigonatti