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terça-feira, 21 de outubro de 2014

HOMOSSEXUALIDADE E O ESPIRITISMO

Respostas do Dr.Inácio Ferreira (espírito) muito polêmico no meio espírita, mas suas respostas tem muito propriedade.Vejamos:

1- Dr.Inácio, o senhor acha que o homossexual é obsediado?
R: Não, essa condição não pode ser generalizada. Não creio que, na maioria dos casos a obsessão seja a causa dominante.

2 - Como é que considera o homossexualidade?
R: Uma experiência evolutiva que o espírito vivencia. Não se trata de uma aberração. Lidei com muitos homossexuais de caráter e ainda lido. Não estranhe, pois deste Outro lado, também os temos.

3 - A homossexualidade é incompatível com o exercício da mediunidade?
R: Não, absolutamente.

4 - A homossexualidade é uma doença?
R: Não necessariamente. A prática sexual desvairada é uma doença. Como psiquiatra, tratei, quando encarnado, de muita gente viciada em sexo, principalmente homens.

5 - O que pensa do homossexual que se submete à cirurgia para mudança de sexo?
R: Se é uma opção dele, quem sou eu para contestar? Aliás, através do avanço da medicina, as Leis da vida estão concedendo aos homens recursos para que algumas de suas provas sejam amenizadas. Faz parte do gradativo processo de transição da Terra, de mundo de provas e expiações para orbe de Regeneração.

6 - O senhor é contra o casamento entre homossexuais?
R: Não, acho até que deveria ser incentivado. Um de seus benefícios mais imediatos seria a diminuição da AIDS, você concorda?

7 - E sobre a adoção de crianças por um casal homossexual? É contra ou a favor?
R: Sou contra a criança orfã sem amor e carinho.

8- O Espiritismo é uma doutrina meio preconceituosa, não?
R: O Espiritismo, não; muitos espíritas, sim.

9 - Nas reuniões mediúnicas de que já participei, os espíritos homossexuais não se comunicaram. A que se deve o fato?
R: Talvez, ao machismo dos médiuns, não é? Você já imaginou aquele médium sério de repente fazendo gestos feminis na sessão?... É brincadeira.É provável que, no Mundo Espiritual, os espíritos homossexuais estejam numa situação melhor, não é? Se não se comunicam, algum motivo há de existir.

10 - O que o senhor acha dos pedófilos?
R: Não tem vergonha na cara! Cadeia com eles! A pedofilia deveria ser crime inafiançável.

11 - O homossexual foi mulher em vidas anteriores?
R: Pode ser que sim, pode ser que não. Na maioria das vezes, não.

12 - A homossexualidade, a sua prática, nos degrada moralmente?
R: Não mais que a propensão a mentir, a roubar, a matar. A verdade é que, ao longo da História, os homossexuais são mais vítimas que algozes.

13 - Qual é o conselho para os homossexuais, o senhor daria?
R - Decência e fidelidade.

14 - O que o senhor diz do homossexual que não aceita a sua homossexualidade?
R: De todas as perguntas, esta é a mais difícil de responder. Tive um paciente assim. Ele queria que eu o mandasse fazer o que queria, como se me transferisse a responsabilidade da decisão. Mentia para mim e para si mesmo o tempo todo. Era uma criatura amarga.

15 - O homossexual, masculino ou feminino, deve se casar com alguém do sexo oposto?
R - Só se estiver disposto a respeitar tal relação. Apenas para dar uma satisfação à sociedade, não!.

Considerações finais:
Aí estão meu caro rapaz, as suas respostas. Esforcei mais que pude para não decepcioná-lo. Continue lutando pela aquisição de bons sentimentos - eis o que interessa.
Quem sabe conduzir o seu coração, sabe conduzir qualquer outra parte de seu corpo ou de seu espírito.
Consinta-me encerrar com um dos textos que sempre mais me comoveu no Novo Testamento, segundo o Evangelho de Mateus, capitulo 22, versículo 31: "Em verdade, vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no Reino de Deus".

Fonte: Livro "Cartas do Dr.Inácio aos Espíritas.
Autor: Carlos A Baccelli

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

FALTA DE FORMAÇÃO DOUTRINÁRIA

Sem a formação doutrinária, não teremos um movimento espírita coeso e coerente. E, sem coesão e coerência, não teremos Espiritismo. Essa a razão por que os Espíritos Superiores confiaram às mãos de Kardec o pesado trabalho da Codificação. Kardec teve de arcar, sozinho, com a execução dessa obra gigantesca. Porque só ele estava em condições de realizá-la. Depois de Kardec, o que vimos? Léon Denis foi o único dos seus discípulos que conseguiu manter-se à altura do mestre, contribuindo vigorosamente para a consolidação da Doutrina. Era, aparentemente, o menos indicado. Não tinha a formação cultural de Kardec, residia na província, não convivera com ele, mas soubera compreender a posição metodológica do Espiritismo e não a confundia com os desvarios espiritualistas da época.

Depois de Denis, foi o dilúvio. A Revista Espírita virou um saco de gatos. A sociedade Parisiense naufragou em águas turvas. A Ciência e a Filosofia Espíritas ficaram esquecidas. O aspecto religioso da Doutrina transviou-se na ignorância e no fanatismo. Os sucessores de Kardec fracassaram inteiramente na manutenção da chama espírita, na França. E, quando a Arvore do Evangelho foi transplantada para o Brasil, segundo a expressão de Humberto de Campos, veio carregada de parasitas mortais que, ao invés de extirpar, tratamos de cultivar e aumentar com as pragas da terra.


Tudo isso por quê? Por falta pura e simples de formação doutrinária. A prova está aí, bem visível, no fluidismo e no obscurantismo que dominam o nosso movimento no Brasil e no Mundo. Os poucos estudiosos, que se aprofudaram no estudo de Kardec, vivem como náufragos num mar tempestuoso, lutando, sem cessar, com os mesmos destroços de sempre. Não há estudo sistemático e sério da Doutrina. E o que é mais grave, há evidente sintoma de fascinação das trevas, em vastos setores representativos que, por incrível que pareça, combatem por todos os meios o desenvolvimento da cultura espírita.

Enquanto não compreendermos que Espiritismo é cultura, as tentativas de unificação do nosso movimento não darão resultados reais. Darão aproximações arrepiadas de conflitos, aumento quantitativo de adeptos ineptos, estimulação perigosa de messianismos individuais e de grupos. Flamarion, que nunca entendeu realmente a posição de Kardec, e chegou a dizer que ele fez obra um tanto pessoal, como se vê no seu famoso discurso ao pé do túmulo, teve, entretanto, uma intuição feliz quando o chamou de bom senso encarnado.

Esse bom senso é que nos falta. Parece haver se desencarnado com Kardec, e volatizado com Denis. Hoje, estamos na era do contra-senso. Os mesmos órgãos de divulgação doutrinária que pregam o obscurantismo, exibem pavoneios de erudição personalista, em nome de uma cultura inexistente. Porque cultura não é erudição, livros empilhados nas estantes, fichário em ordem para consultas ocasionais. Cultura è assimilação de conhecimentos e bom senso em ação.

O que fazer diante dessa situação? Cuidar da formação espírita das novas gerações, sem esquecer a alfabetização de adultos. Mobral: esse o recurso. Temos de organizar o Mobral do Espírito. E começar tudo de novo, pelas primeiras letras. Mas, isso em conjunto, agrupando elementos capazes, de mente arejada e coração aberto.

A verdade nua e crua é que ninguém conhece Espiritismo. Ninguém, mesmo, no Brasil e no Mundo. Estamos todos aprendendo, ainda, de maneira canhestra.

E se me permito escrever isto, é porque aprendi, a duras penas, a conhecer a minha própria indigência. No Espiritismo, como já se dava no Cristianismo e na própria filosofia grega, o que vale é o método socrático.

Temos, antes de tudo, de compreender que nada sabemos. Então, estaremos, pelo menos, conscientes de nossa ignorância e capazes de aprender.

Mas, aprender com quem? Sozinhos, como autodidatas, tirando nossas próprias lições dos textos, confiantes nas luzes da nossa ignorância? Recebendo lições de outros que tateiam como nós, mas que estufam o peito de auto-suficiência e pretensão? Claro que não. Ao menos isso devemos saber. Temos de trabalhar em conjunto, reunindo companheiros sensatos, bem intencionados, não fascinados por mistificações grosseiras e evidentes, capazes de humildade real, provada por atos e atitudes. Assim conjugados, poderemos aprender de Kardec, estudando suas obras, mergulhando em seus textos, lembrando-nos de que foi ele e só ele o incumbido de nos transmitir o legado do Espírito da Verdade.

Kardec é a nossa pedra de toque. Não por ser Kardec, mas por ser o intérprete humilde que foi, o homem sincero e puro a serviço dos Espíritos Instrutores.
É o que devemos ter nas Escolas de Espiritismo.
Não Faculdades, nem Academias, mas, simplesmente, Escolas. O sistema universitário implica pesquisas, colaboração entre professores e alunos, trabalho conjugado e sem presunção de superioridade de parte de ninguém. O simpósio e o seminário, o livre-debate, enfim, é que resolvem, e não o magister do passado. O espírito universitário, por isso mesmo, é o que melhor corresponde à escola espírita. Num ambiente assim, os Espíritos Instrutores disporão de meios para auxiliar os estudantes sinceros e despretensiosos.

A formação espírita exige ensino metódico mas, ao mesmo tempo, livre. Foi o que os Espíritos deram a Kardec: um ensino de que ele mesmo participava, interrogando os mestres e discutindo com eles. Por isso, não houve infiltração de mistificadores na obra inteiriça, nesse bloco de lógica e bom senso, que abrange os cinco livros fundamentais de Codificação, os volumes introdutórios e os volumes da Revista Espírita, redigidos por ele durante quase doze anos de trabalho incessante.

Essa obra gigantesca é a plataforma do futuro, o alicerce e o plano de um novo mundo, de uma nova civilização. Seria absurdo pensar que podemos dominar esse vasto acervo de conhecimentos novos, de conceitos revolucionários, através de simples leituras individuais, sem método e sem pesquisa.

Texto retirado do livro O Mistério do Bem e do Mal.
Autor: J. Herculano Pires

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ONDE ESTÁ O MEU MENTOR?

Nota-se uma certa tendência, na atualidade, das pessoas incorporarem, às suas vidas, novas idéias ou conhecimentos relativos à vida espiritual.
Estamos na "nova era" e todos já devem estar cansados de ouvir - e ler- que as coisas estão mudando e que o intercâmbio entre os mundos físico e espiritual tende a aumentar.
Nosso povo, conhecido pela facilidade de familiarizar-se com todos e com tudo, tem feito muitas "amizades" com os irmãos do "lado de lá".

Como a Doutrina Espírita é muito difundida por aqui, e diversas são as lições aprendidas por nós, alguns fatos têm se tornado muito popularizados e tratados de uma forma interessante - para quem se atenta a observar.
Dentre vários desses assuntos, o que nos chama mais a atenção, nesse momento, é o relacionado com o Mentor.

Anjos da Guarda, Guias, Mestres interiores, etc, nunca estiveram tão popularizados e tão íntimos como atualmente, na visão espírita de Mentor.
Quando, em "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec, lemos as observações relativas a esses nossos amigos e protetores invisíveis, observamos a seriedade e o respeito com que Kardec se dirige a eles.

No livro "Nosso Lar", ditado pelo espírito de André Luiz a Chico Xavier, esse respeito e seriedade ficam muito mais evidentes, principalmente quando nos mostram o trabalho desses abnegados servidores do Cristo, de uma forma mais abrangente.
Observem que conotamos os mentores como "servidores do Cristo", e não "nossos servidores". Embora possa parecer o óbvio, não é o que acontece na prática. Somos surpreendidos , às vezes, ouvindo alguém dizer: "meu mentor é meu amigo, ele fecha os olhos para algumas coisas"; ou, "onde estava meu mentor para deixar isso acontecer?" Ou ainda: "se faço algo errado, não há problema, pois meu mentor me conhece e sabe que não fiz por mal".

Há também aqueles que, por estudarem superficialmente a Doutrina, acabam confundido - ou não - sua própria vontade e decisões com o que supõem ser a vontade do mentor. Tentam impor suas idéias e conceitos e, para dar o cunho de "ordem superior", concluindo seus argumentos com a célebre frase: "quem me pede para assim dizer é o meu mentor!"

Kardec demonstrou-nos, pela sua obra e, principalmente pela sua conduta, que a razão deve ser sempre utilizada quando tratar-se de intercâmbio entre os planos, pois além de ser um campo que necessita de muito estudo de nossa parte, podemos ainda, receber a influência de entidades espirituais que se aproveitem desse nosso descuido e causem danos a nós e aos outros.

A vida, quando encarnados, é de suma importância para o nosso progresso evolutivo. Toda ela é planejada exaustivamente pelos espíritos superiores, preocupados em que tenhamos um bom aproveitamento. Além disso, para que tenhamos sempre uma orientação segura no nosso caminho, permitem, por determinação do Altíssimo, que Espíritos sérios, evangelizados e cientes das realidades eternas, nos acompanhem na caminhada terrena.
Desnecessário deveria ser, enfatizar o respeito e gratidão que todos nós devemos a esses irmãos.

Ensinaram-nos os espíritos, através da razão de Kardec, que quando atribulações se apresentem às nossas vidas, devemos ter a certeza de que será apenas um remédio amargo, mas necessário para a saúde do espírito, e que, com a fé e a paciência que o Evangelho nos ensina (e que os mentores fazem o possível para lembrar-nos), em breve passarão.

Quem é nosso mentor, é uma curiosidade que muitos têm e desnecessária, por sua vez. Grandes espíritos passaram anônimos pelo planeta, realizando grandes tarefas pela humanidade e muitos outros continuam realizando da mesma forma.

O importante é entendermos - e praticarmos- os ensinamentos contidos na doutrina que abraçamos.
Respeitar e amar o nosso próximo é um dos grandes ensinamentos de Jesus, e pelo que aprendemos no Espiritismo, será que existe alguém mais próximo a nós do que o mentor?

Humberto Pazian

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CASAMENTOS E SEPARAÇÕES

Muitas pessoas, hoje em dia, casam já considerando a possibilidade, ou a certeza da separação. Não pouca vezes nos perguntam por quê? As pessoas querem saber se todos os casamentos são acertados antecipadamente no mundo espiritual, e se é verdade que ninguém casa com a pessoa errada. Contudo, o que a maioria quer saber, é porque as pessoas descasam com tanta facilidade.

Acreditamos que em primeiro lugar é devido a imaturidade emocional, psicológica. Depois, existem muitas facilidades hoje em dia, para a separação, e a mulher já não é vista com maus olhos, por ser separada. Além do que, elas vão se tornando cada vez mais independentes, a ponto de, em algumas separações, o ex-marido pedir pensão alimentícia.

Entretanto a imaturidade é um fator de peso. Os casais, geralmente muito jovens, não conseguem atravessar juntos, as primeiras tempestades do casamento e apelam para a separação.

Mas como o espiritismo vê o divórcio? É contra? Não! O Espiritismo não incentiva a separação, mas afirma que ninguém é obrigado a viver com quem lhe desagrada. Contudo, algumas vezes é necessário. O que queremos dizer é que há circunstâncias em que é impossível continuar juntos, até mesmo para se evitar situações constrangedoras, agressões e até morte. Mas casamento não é uma brincadeira em que se pode entrar e sair conforme se queira.

Todos os casamentos são combinados no plano espiritual antes do nascimento? Não. As vezes, mesmo os casamentos combinados não acontecem, porque as pessoas tem livre-arbítrio. Se todos fossem planejados, teríamos que convir que aquele que se separou e casou novamente, uma segunda ou terceira vez, teria esses casamentos planejados também.

Muitos casam com a pessoa errada. Alguns, por interesses como fortuna, segurança. Outras por paixão sexual, desejo em que o coração não participa, somente os sentidos. Outros para consolidar fortunas. São casamentos comerciais, como outrora as famílias reais casavam seus membros para fazer alianças políticas.

O casamento é durável quando as pessoas se amam e se respeitam como seres humanos individuais, com personalidade própria, desejos e vontades próprios. Quando os parceiros se valorizam e apagam um pouco do egocentrismo em favor da vida familiar.

Não raro falta espiritualidade no lar. Esquece-se, ou ignora-se a finalidade maior da vida, que é a de proporcionar o progresso, a evolução do espírito.

Há quem acuse a lei do divórcio, mas temos a certeza que onde há amor, essa lei não é, nem mesmo cogitada.

Casamento não deve ser canga, ou suplício, mas também não é brincadeira, passatempo, especialmente quando da união vierem filhos.


Amílcar Del Chiaro Filho
Panorama Espírita

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

TRAUMAS DE VIDAS ANTERIORES

Existem muitas situações na nossa vida para as quais não encontramos explicação. Situações que nos condicionam, e por vezes fazem-nos sofrer. Limitações que não nos deixam viver com a liberdade e intensidade desejadas. Como resolvê-las? Vamos abordar este tema sob um ponto de vista um pouco diferente.

O dia era como um outro qualquer. Encontrei pessoa conhecida e no meio de dois dedos de conversa ela acaba por desabafar: «Não consigo estar em espaços onde esteja muita gente junta». Mais à frente refere que «Só tem medo é de morrer e ser enterrada viva».

Essa situação leva-nos a muitas outras, em que pessoas sofrem de fobias, umas menos incomodativas mas outras muito limitativas. Por exemplo, imaginem alguém que trabalha num escritório, num 25º andar e não consegue andar de elevador, ou que tem fobia das alturas? Existem muitas outras situações no nosso quotidiano que seria fastidioso enumerar aqui.

Mas voltemos à nossa conhecida. Como explicar estas situações que a moderna psicologia e psiquiatria rotula com expressões próprias? De onde vêm estes receios, em pessoas que nunca passaram nenhuma situação traumática, nesta vida, nessa área? E que dizer daquelas pessoas que passando por estas situações de fobias, conseguem racionalizar, verificar que não é isso que pensam, mas que a emoção é mais forte, levando-as a sentir esse medo que a razão não consegue controlar?

Usualmente usam-se várias técnicas em psicoterapia que procuram anular ou atenuar esta sintomatologia, no entanto, a grande maioria das vezes com resultados diminutos.

Curiosamente já existem em Portugal vários médicos, psicólogos, psiquiatras que pertencem ao ramo da medicina transpessoal, isto é, são médicos e psicólogos que tratam os seus doentes, cientes de que eles não são apenas um bocado de carne, mas sim espíritos eternos temporariamente num corpo carnal. Esses médicos conseguem analisar o homem numa perspectiva holística e não apenas num ponto de vista bastante sectário e restrito, como o campo do corpo carnal.

Alguns cientistas andam a investigar a possibilidade científica da reencarnação, como explicação para muitas das situações que os seus pacientes revelam nos seus consultórios.

Nomeadamente existem terapias regressivas, seja utilizando a técnica da hipnose profunda seja utilizando outras técnicas como a regressão de memória em estados modificados da consciência, que levam a explorar cada vez mais a hipótese da reencarnação como uma realidade que a experiência nos consultórios vai cimentando, abrindo assim novos horizontes no campo das terapias psíquicas.

Veja-se a título de exemplo, a Fundação Bial, que tem fornecido bolsas de investigação científica para projectos que abordam a área da regressão de memória, entre outras áreas, onde cientistas libertos dos atavismos da ciência contemporânea vão em busca de novos horizontes para o entendimento do ser humano numa perspectiva global.

O espiritismo mostra-nos que a reencarnação é uma das leis da natureza, à qual não nos podemos furtar. O ser humano é um Espírito imortal, que vai tendo várias vidas, umas após outras, onde desempenha vários papéis na sociedade, evoluindo assim aos poucos, e reparando também erros efectuados no passado. Todas as aquisições do passado ficam gravadas no nosso subconsciente e muitas vezes, ao passarmos por vivências similares, numa vida seguinte, essas emoções provenientes de situações traumáticas do passado podem emergir, trazendo um transtorno comportamental que não se consegue explicar na vida atual. Assim sendo, temos por exemplo o caso de pessoas que têm um medo quase irracional de serem enterradas vivas, poderem estar na situação de pessoas que eventualmente foram enterradas vivas em vidas anteriores, já que antigamente não havia os meios de diagnóstico da morte que temos atualmente, e por vezes considerava-se morta uma pessoa que apenas estava em estado de catalepsia ou outros similares. Por exemplo pessoas que tenham morrido em vidas anteriores vítimas de quedas de um penhasco ou situações idênticas, podem trazer uma fobia pelas alturas, se por acaso essa situação foi traumatizante para si.

Situações mal arquivadas em vidas anteriores podem aparecer hoje como traumas muito limitativos da nossa vida atual

Embora exista ainda muito para descobrir no campo das ciências psíquicas, seria muito bom que as pessoas que sofrem deste tipo de limitações, recorressem a um psicólogo ou psiquiatra para assim procurarem ultrapassar essas limitações existenciais. Se possível, aconselhávamos um médico ou psicólogo que conhecesse a filosofia espírita ou que esteja dentro das idéias reencarnacionistas, pois sem dúvida esses especialistas estão melhor preparados para essa tarefa complicada que é lidar com o nosso psiquismo. E felizmente já existem bastantes médicos e psicólogos que dominam bem esses conhecimentos.

Para mais informações sobre esta temática, a reencarnação, sugerimos a leitura de «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec.


Escrito por José Lucas
Panorama Espírita

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A RELIGIÃO DE JESUS

Jesus não fundou nenhuma religião, deu-nos o roteiro para o crescimento espiritual da Humanidade.

O Evangelho, hino de amor e de bem-aventuranças, código de moral e de ética que precisa ser estudado, analisado, compreendido, seguido e vivido. O Evangelho é o livro da vida, o companheiro ideal, o amigo prestimoso de todos os momentos. Quem com ele se identifica, vive e trabalha com Jesus, silencia e fala com Jesus, mas, sobretudo, ama, perdoa e serve com Jesus hoje, amanhã e sempre.

A morte de João Paulo II, a expectativa da eleição de um novo papa e a ênfase dada pela imprensa internacional aos fatos, reacendeu nos que professam o catolicismo a idéia de que Jesus foi o fundador da igreja católica, de que os papas são os substitutos do apóstolo Pedro e de que a igreja é a dona absoluta da verdade e do destino dos homens. Para contestar a hipótese de detentora integral da verdade, basta lembrar o episódio de Galileu.

Ledo engano ou pura presunção. Jesus não fundou religião e muito menos nomeou papa. Os primeiros anos do cristianismo foram vividos sem chefes, sem dogmas, sem fausto, sem pompas, sem imagens, sem incenses, sem rituais, na pureza e simplicidade ensinada por Jesus.

Com o passar dos séculos, os novos cristãos tocados pela vaidade, pelo orgulho e pela ambição e conveniências exclusivamente materiais, ao sabor de interesses pessoais e de grupos, promoveram cortes, enxertos e modificações de palavras no Evangelho, absorveram usos, costumes, rituais e pompas do farisaísmo e dos gentios, adotaram a idolatria dos cultos pagãos, amealharam ouro, edificaram suntuosos palácios, disputaram e conquistaram o poder temporal no mundo, desvirtuaram os princípios cristãos e até mudaram-lhe o nome, de cristianismo para catolicismo. Olvidaram a recomendação contida em Marcos 12:17: Disse-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Optaram por César.

Os rituais materialistas, a ostentação de riquezas, as pompas são um acinte à memória de Jesus que foi simples, humilde e desprendido das coisas materiais e nos legou a maravilhosa lição: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração. (Mateus 6:19 a 21).

A religião de Jesus é o AMOR, a CARIDADE, o PERDÃO. Quem abraçar esses princípios será considerado discípulo de Jesus, independente do rótulo religioso com que se apresente.


Felinto E. D. Campelo

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ATOS MUITO ACIMA DAS PALAVRAS

Não é desencadeando a discórdia que se mantém a fé, nem cevando a ignorância que se conserva a harmonia.
Ninguém se valha da sanguissedenta espada da tirania, nem do veneno sutil da desobediência, no intuito de auxiliar aqui ou além.
A exibição de poder gera a revolta; a indisciplina favorece a subversão.
Cristo não predicou o separatismo,antes ensinou a paciência, a tolerância e a ordem, recomendando fosse facultado ao joio o direito de crescer naturalmente, ao lado do trigo, até o dia da ceifa.
O Mestre não se declarou contra o aperfeiçoamento da Alma nessa ou naquela região da vida e, sim, asseverou que somente a verdade nos fará livres; nem
se insurgiu contra ninguém, tomando o partido de alguns. Aceitou, Ele próprio, a cruz do sacrifício e da morte, indicando-nos o caminho para a ressurreição e para a vitória.
O verdadeiro programa de salvação prescinde de qualquer conflito e dispensa o dogmatismo e a rebelião. Portanto, enquanto surgirem duelos de pontos de vista, com perturbação e desordem, nas manifestações da fé, a crença não passará de vago clarão a perder-se nas sombras do fanatismo.
A ideia religiosa é um modo de expressão espiritual, tanto quanto a linguagem. Cada qual adora o Senhor segundo sua capacidade de elevar-se nos domínios do conhecimento e da virtude.


Rogério Coelho
O imortal
Junho/2010

DE ILUSÃO TAMBÉM SE VIVE

Fiquei impressionado com a informação trazida pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda no livro "Tormentos da Obsessão", psicografado por Divaldo Pereira Franco.

No segundo capítulo, relata que Eurípedes Barsanulfo dirigiu a construção de um nosocômio, devido ao grande desequilíbrio com que espíritas chegavam ao Plano Espiritual. Alguns eram médiuns, formando legiões de alienados mentais, agredindo-se mutuamente... outros era espíritas que corromperam a palavra de que se fizeram instrumentos... outros mercadejaram dons espirituais, tombando sob o vampirismo... centenas de outros espíritas desesperados preferiram os jogos dos prazeres, mesmo tendo conhecido as diretrizes para a felicidade... e tantos mais, rigorosos na pregação do perdão e negligentes com o exercício da afabilidade, sendo incapazes de perdoar.

Diante dessa exposição brilhante de Philomeno de Miranda, percebi de imediato o quanto somos vítimas do ditado:
"De ilusão também se vive". Quantos espíritas modernos são, na verdade, antigos religiosos que a pretexto de difundirem a Doutrina, perderam-se no excesso de rigor, mais na defesa do orgulho do que dos ideais espíritas?
São os velhos líderes religiosos da Idade Média, que, tentando se redimir dos erros, transferem para as Casas Espíritas um rigor moldado no personalismo em detrimento da fraternidade...

São bispos e cardeais reencarnados que, deslumbrados com a Doutrina, ofuscam-se com sua luz, não enxergando além de sua própria sombra. Cegos, promovem uma justiça predatória, voltada mais para a defesa de seus interesses do que prol da Doutrina.. São ex-mandatários de seitas dogmáticas que, hoje, confusos, impõem seus conhecimentos em desrespeito ao livre-arbítrio.

Espíritas que atravessaram o século XX como líderes, cujo personalismo e individualidade são marcantes, voltam-se contra a própria casa que os educaram confundindo vingança com justiça. Penso em cada um desses consumidores de ilusão.. Quão grande será sua decepção ao despertar da morte?! Sem dúvida, para cada um deles, estará reservado um leito no Sanatório Esperança, descrito no livro "Tormentos da Obsessão".

Hoje, a grande ilusão do espírita é o fato de que ele sendo geralmente um bom professor é um péssimo aprendiz. Pobre o semeador que prepara o campo e não sabe usar a colheita. Quando discutindo, sente-se no direito de ofender, justificando-se com as verdades que prega, como se essa verdade não lhe dissesse respeito! Evangeliza o próximo, mas não consegue evangelizar-se! Agride a sensibilidade do próximo com palavras duras, a pretexto de dizer a verdade! Triste e decepcionante será o seu despertar, ao perceber o bem que fez aos outros e o mal que fez para si próprio.

É hora de iniciar o processo inverso: Usar para si o que prega para os outros, caso contrário, caro companheiro de Doutrina, um lugar reservado no "Sanatório" estará esperando para um longo período de recuperação e a preparação para uma nova encarnação. Só não podemos prever se esse espírito terá a dádiva de se educar novamente pela Doutrina Espírita, porque o mínimo que cabe ao aprendiz é a "disposição de mudar".

Kardec nos momentos mais difíceis de ataques e críticas escreveu: "Quando me sobrevinha uma decepção ou contrariedade qualquer, eu me elevava pelo pensamento acima da humanidade, e me colocava antecipadamente, na regiãos dos Espíritos; desse modo, desse ponto culminante, as misérias da vida deslizavam sobre mim sem me atingirem. Tão habitual tomara esse modo de proceder que os gritos dos maus jamais me atingiram".

O que estamos esperando?

Avildo Fioravanti.
Jornal O Semeador,
dezembro de 2.003.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

POR QUE HÁ ESPÍRITAS VAIDOSOS E ARROGANTES ?

Por que alguém que estuda, que pratica e sempre comparece às reuniões Espíritas, pode acabar caindo na vaidade, na arrogância de achar que é superior às outras pessoas? Como isso poderia acontecer, se ela estuda todos os preceitos do espiritualismo?

O conhecimento das verdades espirituais por si só não basta.

Jesus nos ensinou: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. – Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.”

Veja que o ensinamento é simples, mas praticá-lo em sua essência é um grande desafio para toda a humanidade. Independente da religião, todos fomos criados e destinados a um mesmo fim: a perfeição moral. E esta se dará somente através da vivência prática destes ensinamentos sublimes. Mas tal perfeição, segundo a visão espírita, não é alcançada em apenas uma existência. Ela só é alcançada através das reencarnações sucessivas, através das quais os homens se aperfeiçoam mediante existências distintas recheadas de provas que os ajudam a lapidar o seu caráter. Num entremeado de bem aventuranças e sofrimentos, o homem, vivendo múltiplas vidas, tem diversas chances de se tornar melhor e mais próximo de cumprir em sua plenitude os mandamentos que o Mestre Jesus nos ensinou.

Portanto, não é o fato de ser espírita e de estudar a Doutrina que fará com que a pessoa se torne melhor. O progresso espiritual não advém simplesmente do conhecimento adquirido, mas sim da prática do amor e da caridade em todas as inúmeras oportunidades que a vida nos apresenta para isso. Seja no seio da família, no trabalho, entre amigos ou com inimigos.

Paulo de Tarso sintetizou esta verdade de uma forma muito simples e direta: “Fora da caridade, não há salvação”.

A Doutrina Espírita traz esclarecimentos adicionais ao Evangelho, elucida questões sobre a vida após a vida, enfatiza a importância da transformação moral, mas nada do que ela ensina é maior do que o direito e o dever que todos nós temos de cumprir os mandamentos divinos revelados pelo Mestre.

Allan Kardec, por esta mesma razão, nos alertou com muita sabedoria, que o Espírita não é melhor do que ninguém. É um ser humano comum que se esforça, muitas vezes com grande dificuldade, para superar suas imperfeições. Disse Kardec: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.”

Assim, quando observares alguém que se diz espírita, não o julgue se é espírita com base nos seus erros humanos; atente sobretudo se há nele esforço sincero e abnegado de ser uma pessoa um pouquinho melhor a cada dia. O mesmo vale para o católico, o protestante, o muçulmano…

Espírita é, no fundo, um rótulo que não deveria ser exclusivo de uns poucos. Afinal, quando a ciência comprovar e divulgar a existência (e sobrevivência) do espírito do homem, as verdades espirituais valerão para todos. E aí perceberemos que cada um se encontra em um estágio de adiantamento moral.

Seja qual for a religião praticada hoje na Terra, em todas elas veremos pessoas mais ou menos adiantadas moralmente, o que, no fundo, nada tem a ver com a prática religiosa atual, e sim com o conjunto de experiências acumuladas ao longo de suas múltiplas existências regeneradoras.

Tenhamos, então, paciência e compreensão com os menos adiantados independente da fé que professem, pois a natureza não dá saltos.


Um Caminho.com

sexta-feira, 1 de julho de 2011

POR QUE O PERDÃO LIBERTA

O conceito do perdão
Como atitude de esquecer o mal que alguém nos fez ou como uma virtude de retomar o relacionamento com o ofensor da mesma maneira que antes da ofensa.
São enfoques que necessitam ser reconsiderados, porque perdão não tem nada a ver com amnésia das faltas ou negar a dor emocional para continuar a relação com alguém da mesma maneira.

Por conta dessas duas formas de enxergar o perdão, muitos de nós passamos por problemas graves de exploração emocional por parte do ofensor. Não se utilizando da memória, alegando que esquecemos o fato gerador da mágoa, poderemos passar novamente pela mesma experiência e, negando a dor emocional para manter um relacionamento que nos interessa ou do qual não temos como romper instantaneamente, ficaremos com um peso emocional não transmutado e que poderá nos prejudicar de várias formas.

O perdão que o Evangelho propõe
E que os Sábios Guias comentam na questão 886, de “O Livro dos Espíritos”, é o perdão das ofensas, antes mesmo do perdão aos ofensores.
Há uma enorme diferença entre perdoar ofensas e ofensores. A ofensa é a dor que trazemos no peito em decorrência da atitude lesiva de outrem contra nós, e o ofensor é o sujeito que intencionalmente ou não foi agente ativo deste processo emocional.

A ofensa
É o conjunto de sentimentos que derivam do ato lesivo. Entre eles está a raiva, a sensação de injustiça, a dor da decepção e da frustração de sonhos e expectativas.
Se não resolvemos conosco estes sentimentos, será infrutífero o ato de procurar o ofensor para o perdão.

Concluímos, portanto, que perdoar é algo que começa em nós para depois se expressar na relação.
Claro que isso tem variações. Casos, por exemplo, de marido e esposa, relações profissionais e outras tantas formas de conviver, nem sempre o distanciamento físico será possível, e assim a mágoa estará presente no dia a dia sem que tenhamos o tempo que seria desejável, para curar as ofensas e depois criar uma nova relação ou, até mesmo, romper definitivamente com o ofensor.

Nos ambientes religiosos
O conceito de perdão como esquecimento automático das faltas tem levado muitas pessoas a viver uma vida emocionalmente miserável, repleta de culpa, raiva contida, tristeza, exploração afetiva e depressão. E o pior… depois que desencarna ainda vai ter que ser tratado no mundo espiritual como enfermo grave.
O espírita, nesse aspecto, utiliza do carma para justificar suas dores, sendo que carma não tem nada a ver com fazer de conta que não estamos sentindo algo que necessita ser curado em nós. Ao contrário, o carma da mágoa é impulsionador, mobilizador. Vamos refletir neste prisma?

A mágoa
É uma experiência muito dolorosa para não ter um sentido divino em nossas vidas. Quem é ofendido está sendo convocado a enxergar algo que não quer ver.
Ser magoado significa ter que olhar a vida sobre uma perspectiva que não queríamos ou gostaríamos, significa ter que olhar de forma diferente para nós, para nossas relações ou para a nossa vida como um todo.

Vamos dar um exemplo: uma pessoa confia demais na outra e confia-lhe um bem ou uma empresa. Depois de um tempo que pode ser curto ou muito longo, descobre que a pessoa que ela mais confiava a estava traindo ou destinando indevidamente aquele bem ou aquela empresa. Então, o ofendido se volta contra o ofensor que é a tendência mais comum. Entretanto, ele não percebe que o ocorrido tem a ver com ele também. Tem a ver, por exemplo, com sua acomodação, com sua preguiça de acompanhar ou gerenciar suas responsabilidades, tem a ver com o fato de não saber dizer “não”.
Esse caso singelo pode ser percebido com muita frequência nos relacionamentos. Pais com filhos, chefes com empregados, dirigentes com frequentadores de Centros Espíritas, enfim, em qualquer nível de convivência. O assunto é muito amplo.

No livro “Quem Perdoa Liberta”
O autor José Mario, deixa bem claro que o Grupo X, um grupo espírita no qual é tecido o enredo da obra, faltou o perdão pela perspectiva da misericórdia. Isso levou o grupo às piores consequências de dor e separação.

A misericórdia
É a atitude de romper com os fios da mágoa através do movimento de focar a vida mental no melhor que o outro é. Quem consegue aplicar a misericórdia, além de proteger das ofensas contra si, enobrece sua atitude não criando elos com a dor emocional da ofensa e seus reflexos em nossas vidas, libertando-se para um estágio de vida rico de atitudes sadias e educativas, defensivas e fortalecedoras.

Wanderley Oliveira
Livro: Quem perdoa Liberta.

DIREITO, MORAL, RELIGIÃO E ÉTICA

"Direito é a ordenação bilateral atributiva da conduta humana na medida do bem comum". (Prof. Miguel Reale).

Um dos maiores problemas do ser humano é o convívio com o seu semelhante, cada cabeça uma sentença, principalmente a nossa que está sempre certa.

O Direito procura coordenar o relacionamento humano por meio de leis.

Religião (Religare, do latim) nos liga com nossa origem, com o Criador, com o Paraíso ou com aqueles que vieram do Céu e povoaram a Terra.

Moral é o conjunto de normas de comportamento ditadas normalmente pela religião.

Ética é a filosofia que procura pautar harmonicamente o comportamento humano.


O Direito dita as leis que são codificadas; muitas vezes o direito é influenciado pela religião, seguindo-a ou também contrariando-a; a lei brasileira permite o divórcio, a Igreja Católica, não.


A Moral e o Direito nem sempre concordam.
No Brasil a poligamia é proibida pela lei e pelas nossas religiões; nos países muçulmanos ela é legal e moral.

Bertrand Russell (filósofo britânico), escreveu um livro com mais de 600 páginas sobre os relacionamentos humanos. Cristo sintetizou-os numa frase: amai-vos uns aos outros e a Deus sobre todas as coisas.


Religião, Moral e Direito são portanto normas comportamentais que variam conforme os países.


Perguntamos então:
No que a raça humana evoluiu até agora?
Por que a quantidade de leis, normas e regulamentos não impediu a fabricação de armamentos poderosos de eficácia planetária, um terceiro mundo tão desamparado?
Onde está o "amai-vos uns aos outros"?


A Terra é uma escola e nós como alunos temos que estudar nossa matéria, cumprindo nosso currículo escolar e passarmos de ano (cada ano seria simbolicamente uma vida); ou passamos ou ficamos na dependência de algumas matérias, reencarnamos para superá-las quantas vezes for necessário.

Convivência e relacionamento são as matérias, relacionamento com os pais, com os amigos, no trabalho, na sociedade, com os animais, os vegetais e até com os minerais.

A regra maior é o Amor Universal, devemos procurar não atacar o que não impede que também não nos defendamos; muitas vezes uma atitude passiva é uma defesa.


IPP.org

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O DOADOR

O gesto de doar é um dos mais lindos aos olhos de Deus.
O doador é alguém que esquece de si mesmo para pensar no outro.
Certa vez, um senhor que estava voltando do laboratório onde costumava doar sangue, foi chamado ao telefone, no seu escritório.
Era a esposa a lhe informar do acidente ocorrido com o filho, que já estava fora de perigo graças à transfusão de sangue, certamente de um doador anônimo.
Naquele momento, o homem se comoveu ao pensar nas outras vidas que o seu sangue já poderia estar salvando.
Esse caso é muito interessante, porque nos demonstra que o bem que promovemos sempre retorna para nós mesmos.
Mas, juntamente com as transfusões sanguíneas, os transplantes de órgãos constituem um dos avanços mais significativos da medicina.
Devido ao progresso tecnológico, hoje em dia, já é possível o transplante de córnea, ossos, pele, cartilagens, vasos e até mesmo de rins, fígado e coração.
Algumas pessoas se mostram preocupadas com a situação do doador após a morte.
Temos aprendido que o Espírito sobrevive à morte e mantém sua aparência, sua psicologia, sua individualidade.
Isto faculta alguns questionamentos:
O Espírito sentirá dores na retirada de órgãos para a doação?
O seu corpo espiritual, o perispírito, ficará mutilado?
Normalmente o ato cirúrgico não implica em dor para o Espírito desencarnado.
A agonia da morte impõe uma espécie de anestesia geral ao doente, com reflexos no Espírito, que tende a dormir nos momentos cruciais da grande transição.
Além disso, o perispírito não sofre mutilação alguma com a doação de órgãos.
Quem deseje doar córneas, por exemplo, não receie ficar cego no mundo espiritual, pois isso não acontece.
O único cuidado que se deve tomar na questão do transplante, é o de não acelerar a morte clínica dos acidentados no ensejo de salvar outras vidas.
Os Espíritos nos ensinam que cada segundo de vida no corpo físico é um instante precioso para o Espírito encarnado.
Pense um pouco nas vidas que você poderia ajudar a salvar, ao doar sangue regularmente, ou ao permitir que, após a sua morte, partes do seu corpo venham a ser úteis para outras pessoas.
Já nos dizia Francisco de Assis, em sua oração:

Senhor, ajuda-me a perdoar mais do que ser perdoado;
Compreender que ser compreendido;
Amar que ser amado.
Porque é dando que se recebe;
É perdoando que se é perdoado;
É amando que se é amado;
E é morrendo que se nasce para a vida eterna.
Pense nisso, mas pense agora.

Redação do Momento Espírita.
Em 27.08.2009.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

NÃO HAVERÁ O FIM DO MUNDO NEM MESMO EM 2012

O fim do mundo foi anunciado diversas vezes e nunca aconteceu. Agora inventaram outra data em 2012. Para esclarecer tudo isso, é importante saber que o nosso calendário está errado. Frei Dionísio, no ano 525, ao organizar o calendário Cristão a partir do aparecimento de Jesus na Terra, errou em pelo menos cinco anos. Esse erro foi constatado por dois cientistas ingleses, por um teólogo americano e pelo Espírito Humberto de Campos, através do médium Chico Xavier, no capítulo XV do livro Crônicas de Além Túmulo, em 1937.

Bem, o ano 2000 já passou e a Terra não foi destruída, conforme previsões equivocadas que “de 2000 não passaríamos”. A bem da verdade, essa previsão não consta da Bíblia. Agora, o que Jesus profetizou sem marcar uma data foi: “Quando o Evangelho for pregado em toda a Terra, é então que chegará ao fim”. Nesta profecia, o Cristo não estava se referindo ao fim físico do nosso planeta, e sim ao fim da era de violência e ignorância espiritual que ainda existe em nosso mundo. Jesus quis dizer que quando as criaturas humanas estiverem evangelizadas, haverá o fim das guerras, do narcotráfico, das balas perdidas, da violência, do egoísmo, enfim, de todo o mal que ainda existe no coração do homem.

O chamado fim do mundo, de que tanto se fala, é, portanto, o início de um novo tempo para o planeta que habitamos, quando surgirá uma geração nova. Era de paz e de construção espiritual para o bem, quando os Espíritos rebeldes e violentos serão excluídos do planeta que habitamos, a fim de os mansos e pacíficos viverem aqui em paz; afinal, Jesus afirmou, no Sermão da Montanha, que os mansos e os pacíficos habitariam a Terra.

E, convenhamos, seria racional Deus acabar com o nosso planeta, logo quando as criaturas humanas estivessem vivendo plenamente a mensagem do Evangelho? E se Deus é a Justiça Suprema, esse seria o prêmio reservado para os mansos e pacíficos, que se esforçaram tanto para implantar no mundo o Seu reino de amor e de paz?


Gerson Simões Monteiros
(Artigo publicado no Jornal EXTRA em 03/10/2010)