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segunda-feira, 31 de março de 2014

A beleza dos dias comuns…


Outro dia li um texto do escritor Luis Eduardo Machado que poetizava sobre a beleza dos dias comuns e gostaria de compartilhá-lo com meus leitores.
A seguir transcrevo o texto:
No final do dia, o marido se dirige à esposa e diz: ‘Hoje foi um daqueles terríveis dias comuns’. É importante refletir sobre como temos uma visão errada sobre os “dias comuns”. Dias comuns são aqueles dias em que tudo foi exatamente como sempre havia sido antes. Normalmente eles são reconhecidos como tediosos e maçantes. Todavia prefiro observar os “dias comuns” de forma diferente (até porque a maior parte dos nossos dias são “comuns”, se eles forem chatos, a nossa vida tende a ser uma chatice só!). Para mim, os dias comuns têm grande valor. Quer ver?
Nos dias comuns eu não estou doente nem estou com dor (quando tenho alguma dor, o dia não é um dia comum). Nos dias comuns ninguém que eu amo faleceu ou está muito doente (quando alguém que eu amo está sofrendo, os dias não são comuns). Nos dias comuns não perco o meu emprego, nos dias comuns a minha vida não está envolvida em nenhum escândalo ou catástrofe.   Nos dias comuns as pessoas que eu amo também me amam e não estão “de mal” comigo, nos dias comuns eu não passo fome e nem frio. Nos dias comuns eu não participo das guerras e nem vejo a morte bem perto de mim, nos dias comuns o sol não provocou uma seca e nem a chuva provocou uma enchente. Nos dias comuns não sou assaltado nem seqüestrado, nos dias comuns os amigos não me traem, nos dias comuns eu estou em paz.
Viu? Dias comuns podem se tornar tediosos, mas dias “especiais” (não comuns) podem ser muito difíceis e sofridos. Por isso, prefiro os dias comuns e escolho valorizá-los. Há alguns dias tive um problema de saúde. Passei mal e tive dor. Nesse momento, fiquei lembrando do dia anterior… um “dia comum”. No ordinário dos “dias comuns” eu vejo a mão de Deus. Por isso, sou grato pela beleza dos “dias comuns”.
Esse texto gera uma reflexão acerca da felicidade e de como é importante o modo como vemos e lidamos com a nossa vida no cotidiano! Quantas vezes temos uma vida feliz, temos saúde, um amor, filhos, um trabalho e mesmo assim reclamamos e ficamos ansiosos esperando que algo extraordinário  aconteça? Precisamos compreender que tudo na vida depende da maneira como vemos e como interpretamos os fatos que acontecem em nosso dia-a-dia. Se temos uma postura positiva e otimista, temos também maior facilidade para resolver os problemas que por ventura surgirem. E ainda levamos a vantagem de valorizar as pequenas belezas da vida.
Por outro lado, se a nossa postura é de valorizar as desgraças, se somos negativos em nossos pensamentos, palavras e atitudes, tudo se torna muito mais pesado e de difícil solução. As vezes uma pequena contrariedade é transformada em um drama muito complicado, deixando as pessoas desesperadas e até deprimidas. Pessoas assim não valorizam as pequenas dádivas da vida, elas precisam de grandes acontecimentos para serem felizes.
Beth Landim
Folha da Manhã online

domingo, 2 de fevereiro de 2014

PERDOAR A SI MESMO

NA MAIORIA DAS VEZES, VOCÊ MESMO.
Perdoar a si mesmo é mais urgente que perdoar ao próximo. Se você não perdoar a si mesmo, como vai ter condições de perdoar a quem quer que seja? Se não perdoar seus próprios erros, suas próprias faltas, como conseguirá perdoar os erros e faltas alheias? Perdoe primeiro a si mesmo, logo, urgentemente, se possível ainda hoje, pois ninguém merece viver carregando culpas velhas de erros cometidos no passado. Não faça essa injustiça consigo mesmo, perdoe-se!

O sentimento de culpa age como autopunição, mas a autopunição só é válida quando lhe faz querer reparar o mal cometido. Para chegar a esse ponto, você deve passar pelo estágio do remorso, que é o reconhecimento do mal realizado e consequente sofrimento; e do arrependimento, que é a ânsia de reparar ou compensar o mal que foi causado por você. Se você já passou desse ponto, a autopunição não tem mais serventia para você. É um peso morto. Se você não chegou a arrepender-se, não acha que seja necessário reparar ou compensar o mal que causou, talvez esteja entrando ou já entrou num processo de vitimização e autopiedade. Reconheça seus erros, levando em conta que muitas vezes erramos tentando fazer o que nos parece melhor em determinadas circunstâncias.
Reconheça seus erros, reveja os sentimentos e valores que o levaram a cometer deslizes e adotar comportamentos errados, abra-se consigo mesmo. Você certamente já se deu conta disso, mas não custa perguntar: Você já se deu conta de que você mesmo é sua única companhia obrigatória? Que você vai acompanhar você para o resto dessa vida e para além dela, para sempre? Você já percebeu que você está com você em todos os momentos da sua vida, bons e maus, aproveitando os benefícios e sofrendo os malefícios? Se importe mais consigo mesmo. Respeite mais a si mesmo. E, acima de tudo, seja seu melhor amigo! Abra-se consigo mesmo, conte de seus velhos medos, de suas vergonhas, fraquezas que só você conhece. Cure essas feridas, seja amoroso consigo. Você precisa de você.

Perdoe-se! Faça as pazes com você, e comece já a mudar seu padrão de pensamentos e sentimentos. Controle seus pensamentos, eles são determinantes para o que você faz de você. Ame mais, comece por amar a você mesmo. Se não amar a você, como vai amar a seu próximo? Devemos amar o próximo como a nós mesmos, e devemos amar muito ao nosso próximo. Isso quer dizer que você deve amar-se muito, muito mesmo. Devemos perdoar ao próximo: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” A quem você acha que está pedindo para perdoar as suas ofensas do mesmo modo que você perdoa a quem o ofendeu? Quem você acha que julga seus erros e ofensas? Deus? Não, Deus não julga, essa parte compete a nós mesmos, manifestações de Deus que somos.
Somos nós que nos julgamos, somos nós que nos condenamos e somos nós que na maioria das vezes nos esquecemos de nós mesmos no fundo do cárcere da autopunição. Depois de já ter cumprido a pena a que inconscientemente nos impomos, ficamos esquecidos na masmorra suja do remorso inútil esperando por nossa própria clemência. Então tenha consideração por você mesmo, reveja seus conceitos, tome mais cuidado com suas atitudes para com você mesmo e para com o próximo. Acima de tudo, seja um vigilante atento dos seus pensamentos. Conduza seus pensamentos para o lado positivo das coisas, pois tudo na vida tem seu lado bom, quando queremos vê-lo. É muito importante que você perdoe ao próximo. Na verdade, é imprescindível. Mas antes disso, perdoe a si mesmo. Já está mais do que na hora.

Morel Felipe Wilkon
 http://www.espiritoimortal.com.br

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

DIAS DIFÍCEIS



Há dias que parecem não ter sido feitos para ti. Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados. 

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite. Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes. 
Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. 

Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno. Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro. 

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas. Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade. 

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores. São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência. Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas. 

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições... Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. 

Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranquilidade, passado o momento difícil. Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim. 
Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz. 

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre. Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada. Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias. 

Raul Teixeira
Camilo

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

RECEITA CONTRA O EGOÍSMO


1- Procure esquecer o lado escuro da personalidade do próximo.
2- Aprenda a ouvir com calma os longos apontamentos do seu irmão, sem o impulso de interromper-lhe a palavra.
3- Olvide a ilusão de que seus parentes são as melhores pessoas do mundo e de que a sua casa deve merecer privilégios especiais.
4- Não dispute a paternidade das ideias proveitosas, ainda mesmo que hajam atravessado o seu pensamento, de vez que a autoria de todos os serviços de elevação pertence, em seus alicerces, a Jesus, nosso Mestre e Senhor.
5- Não cultive referências à sua própria pessoa, para que a vaidade não faça ninho em seu coração.
6- Escute com serenidade e silêncio as observações ásperas dos seus superiores hierárquicos e auxilie, com calma e bondade, os companheiros ou subalternos, quando estiverem tocados pela nuvem da perturbação.
7- Receba com carinho as pessoas neurastênicas ou desarvoradas, vacinando o seu fígado e a sua cabeça contra a intemperança mental.
8- Abandone toda espécie de crítica, compreendendo que você poderia estar no banco da reprovação.
9 - Habitue-se a respeitar as criaturas que adotem pontos de vista diferentes dos seus e que elegeram um gênero de felicidade diversa da sua, para viverem na Terra com o necessário equilíbrio.
10 - Honre a caridade em sua própria casa, ajudando, em primeiro lugar, aos seus próprios familiares, através do rigoroso desempenho de suas obrigações, para que você esteja realmente habilitado a servir ao Mundo e à Humanidade, hoje e sempre.



André Luiz / Chico Xavier


Leia mais lindas mensagens acessando o Site Mensagem Espírita:
 http://www.mensagemespirita.com.br/chico-xavier/andre-luiz/receita-contra-o-egoismo

sábado, 21 de dezembro de 2013

PRESENTES DE NATAL





Era uma bela noite, iluminada pela luz prateada da lua e pelas inúmeras estrelas no firmamento. Os velhos pastores já encerravam suas últimas atividades do dia. O ar estava fresco e puro e as árvores soavam ao vento num farfalhar agradável e calmante.


Nesta noite, porém, uma estrela brilhava mais intensamente do que qualquer outra no céu. Uma belíssima estrela radiante que, ao ser contemplada, despertava os mais puros sentimentos. Esta estrela era especial, pois iluminava e indicava um ponto na Terra onde algo grandioso estava por acontecer...

Três reis a contemplavam e sabiam que era chegado o momento de partirem ao encontro daquela luz e executarem a missão que a eles fora confiada.

Ao chegarem ao local, contemplaram a bela e iluminada criança que havia chegado a este mundo dentro de um estábulo. O local estava iluminado e protegido e, apesar de ser um estábulo, estava muito limpo.

Ele não era uma criança qualquer, e sim veio da Luz para uma missão especial de auxílio aos homens.

Três presentes foram concedidos à criança. Presentes materiais! Em seguida se retiraram e Jesus não pode mais contar com o auxílio que eles deveriam ter dado ao longo de Sua vida aqui na Terra. E o apoio e proteção que eles poderiam ter dado, através de suas riquezas, seria o melhor presente que poderiam conceder a Jesus, para ajudá-Lo em sua peregrinação pela Terra.

Esta falha vem se transmitindo de geração em geração até os tempos atuais, onde o Natal perdeu seu significado real e, hoje, é comemorado apenas com uma troca de presentes entre familiares e amigos.

A troca de presentes em si não é errada. O que é errado é configurar o Natal com esse gesto puramente material.

O nome de Jesus não é proferido mais, muito menos Sua grande missão de ter trazido a Palavra do Pai a nós, para que não nos perdêssemos no meio das trevas. Jesus, o Amor de Deus, nos trouxe valiosos presentes através de Sua Palavra e de Seus ensinamentos espirituais.

Estes sim seriam os verdadeiros presentes a serem trocados entre os homens nesta época.

O Natal, em seu verdadeiro sentido, deve ser comemorado em pura devoção de agradecimento pela vinda de Jesus, bem como fortalecer dentro de cada um o anseio de ascender espiritualmente e tornar-se cada vez melhor.

É a época onde o homem poderia refletir sobre tudo o que fez ao longo de um ano que se encerra e procurar renovar forças para o novo ano que se iniciará.

O Natal é a época em que nos sentimos mais amigos e mais compreensivos uns com os outros, pois nesta época, correntes de forças provindas do Amor de Deus perfluem mais intensamente toda a Criação.

Nessa época devemos vibrar neste Amor e nos fortalecermos através dessas forças auxiliadoras e, assim, trocarmos entre nós os verdadeiros presentes do Natal.


Autor : Celso Dias

sábado, 6 de julho de 2013

Reflexão

PERDENDO A ALMA

Vivemos dias de urgência. Vivemos dias onde o tempo parece escasso, onde os compromissos parecem se multiplicar, onde as necessidades são inúmeras.
Nós nos arvoramos a buscar, correr, alcançar. Sempre com pressa, sempre atrasados, sempre procurando recuperar o tempo perdido.
Na ânsia e na necessidade de viver para o mundo externo, esquecemos de viver também para nosso mundo interno.
Perdemo-nos de nós mesmos nas estradas do mundo. Temos dificuldade para encontrar o endereço de nossa intimidade.
E quando não nos encontramos com nós mesmos, quando vivemos só para o externo, para as necessidades do corpo, quando nossas preocupações são somente físicas, materiais, vamos aos poucos nos embrutecendo.
Esquecidos das necessidades da alma, atrofiamos nossos sentimentos mais sutis, nossa essência mais nobre, e passamos a viver na externalidade do mundo.
A pouco e pouco, as reflexões nobres deixaram de ter espaço em nossa casa mental. Já não mais investimos tempo para apreciar um entardecer ou para reverenciar a tempestade pesada de verão a refrescar um fim de tarde.
A oração deixou de fazer parte de nossos hábitos e as leituras edificantes e enriquecedoras cederam espaço para programas de TV vulgares e superficiais.
Assim, é natural que, aos poucos, vamos nos embrutecendo, vamos perdendo nossas mais nobres capacidades humanas.
A vida passa a ser guiada pelos instintos e pouco espaço há para os sentimentos e para as reflexões mais elevadas.
Não por acaso vamos nos tornando mais violentos, mais reacionários a tudo e a todos.
Passamos a viver como se não trouxéssemos em nós a essência de Deus, como se não fôssemos dEle os filhos diletos.
Deixando-nos levar pelo roldão da vida – é bom que se diga novamente - perdemos o endereço de nós mesmos, perdemos o caminho de nossa intimidade, deixamos de nos encontrar conosco.
A breve tempo, vamos perdendo o contato com nossa essência divina. Como consequência, vamos adoecendo e nos embrutecendo.
Assim, vivemos em sociedade agredindo-nos uns aos outros.
Temos dificuldade para compreender o próximo, preferindo julgar e criticar.
Não conseguimos conviver, com tranquilidade e calma, frente aos desafios da vida, tornando-nos violentos e agressivos.
Já não temos tolerância e calma quando nos deparamos com situações limites, buscando os atalhos das discussões verbais, dos afrontamentos até às raias da agressão física ou do atentado à vida do próximo.
*   *   *
Cansados que estamos de nosso mundo, e sedentos por paz, é necessário que reencontremos nossa essência divina.
Urgente se faz que lembremos que somos um Espírito imortal vivenciando o mundo físico.
Importante que retomemos o hábito da oração, do contato com o Criador e Pai de todos nós.
Imprescindível que dediquemos um tempo, a cada dia, para a meditação, para a leitura nobre, para as coisas que edificam e nos propiciam harmonia íntima.
E fundamental se torna, nesses dias desafiadores, que tenhamos como referência Jesus, modelo e guia na compreensão, na tolerância e no amor ao próximo.

 Redação do Momento Espírita.
Em 29.5.2013.

sábado, 25 de maio de 2013

A Alegria dos Outros


Um jovem, muito inteligente, certa feita se aproximou de Chico Xavier e indagou-lhe:

Chico, eu quero que você formule uma pergunta ao seu guia espiritual, Emmanuel, pois eu necessito muito de orientação. Eu sinto um vazio enorme dentro do meu coração. O que me falta, meu amigo?

Eu tenho uma profissão que me garante altos rendimentos, uma casa muito confortável, uma família ajustada, o trabalho na Doutrina Espírita como médium, mas sinto que ainda falta alguma coisa. O que me falta, Chico?
O médium, olhando-o profundamente, ouviu a voz de Emmanuel que lhe respondeu:

Fale a ele, Chico, que o que lhe falta é a "alegria dos outros"! Ele vive sufocado com muitas coisas materiais. É necessário repartir, distribuir para o próximo...

A alegria de repartir com os outros tem um poder superior, que proporciona a alegria de volta àquele que a distribui.
É isto que está lhe fazendo falta, meu filho: a "alegria dos outros".
Será que já paramos para refletir que todas as grandes almas, que transitam pela Terra, estiveram intimamente ligadas com algum tipo de doação?
Será que já percebemos que a caridade esteve presente na vida de todos esses expoentes, missionários que habitaram o planeta?
Sim, todos os Espíritos elevados trazem como objetivo a alegria dos outros.
Não se refere o termo, obviamente, à alegria passageira do mundo, que se confunde com euforia, com a satisfação de prazeres imediatos.
Não, essa alegria dos outros, mencionada por Emmanuel, é gerada por aqueles que se doam ao próximo, é criada quando o outro percebe que nos importamos com ele.
É quando o coração sorri, de gratidão, sentindo-se amparado por uma força maior, que conta com as mãos carinhosas de todos os homens e mulheres de bem.
Possivelmente, em algum momento, já percebemos como nos faz bem essa alegria dos outros, quando, de alguma forma conseguimos lhes ser úteis, nas pequenas e grandes questões da vida.
Esse júbilo alheio nos preenche o coração de uma forma indescritível. Não conseguimos narrar, não conseguimos colocar em palavras o que se passa em nossa alma, quando nos invade uma certa paz de consciência por termos feito o bem, de alguma maneira.
É a Lei maior de amor, a Lei soberana do Universo, que da varanda de nossa consciência exala seu perfume inigualável de felicidade.
Toda vez que levamos alegria aos outros a consciência nos abraça, feliz e exuberante, segredando, ao pé de ouvido: É este o caminho... Continue...
Sejamos nós os que carreguemos sempre o amor nas mãos, distribuindo-o pelo caminho como quem semeia as árvores que nos farão sombra nos dias difíceis e escaldantes.
Sejamos os que carreguemos o amor nos olhos, desejando o bem a todos que passam por nós, purificando a atmosfera tão pesada dos dias de violência atuais.
E lembremos: a alegria dos outros construirá a nossa felicidade.
*****

Redação do Momento Espírita, 

sábado, 2 de março de 2013

Ação é mais importante


        
Um dia, um advogado famoso foi entrevistado. Entre tantas questões, lhe perguntaram o que de mais importante fizera em sua vida. 

        No momento, ele falou a respeito do seu trabalho com celebridades. 

        Mais tarde, penetrando as profundezas de suas recordações, relatou: O mais importante que já fiz em minha vida ocorreu no dia 8 de outubro de 1990.

        Estava jogando golfe com um ex-colega e amigo que há muito não via. 

        Conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um. Ele contou-me que sua esposa acabara de ter um bebê.

        Estávamos ainda jogando, quando o pai do meu amigo chegou e lhe disse que o bebê tivera um problema respiratório e fora levado às pressas ao hospital.

        Apressado, largando tudo, meu amigo entrou no carro de seu pai e se foi. 

        Fiquei ali, sem saber o que deveria fazer. Seguir meu amigo ao hospital? Mas eu não poderia auxiliar em nada a criança, que estaria muito bem cuidada por médicos e enfermeiras. 

        Nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação. 

        Ir até o hospital e oferecer meu apoio moral? Talvez. Contudo, tanto meu amigo como a sua esposa tinham famílias numerosas.

        Sem dúvida, eles estariam rodeados de familiares e de muitos amigos a lhes oferecer apoio e conforto, acontecesse o que fosse. 

        A única coisa que eu iria fazer no hospital era atrapalhar. Decidi que iria para minha casa. 

        Quando dei a partida no carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu veículo aberto. E com as chaves na ignição, estacionado junto às quadras de tênis.

        Decidi, então, fechar o seu carro e levar as chaves até o hospital. 

        Como imaginara, a sala de espera estava repleta de familiares. Entrei sem fazer ruído e fiquei parado à porta.

        Não sabia se deveria entregar as chaves ou conversar com meu amigo.

        Nisso, um médico chegou, se aproximou do casal e comunicou a morte do bebê. Eles se abraçaram, chorando.

        O médico lhes perguntou se desejariam ficar alguns instantes com a criança.

        Eles ficaram de pé e se encaminharam para a porta. Ao me ver, aquela mãe me abraçou e começou a chorar.

        Meu amigo se refugiou em meus braços e me disse: “Muito obrigado por estar aqui!”

        Durante o resto da manhã, fiquei sentado na sala de emergências do hospital, vendo meu amigo e sua esposa segurando seu bebê, e se despedindo dele.

        Isso foi o mais importante que já fiz na minha vida!


*  *  *
        A vida pode mudar em um instante.

        Podemos fazer planos e imaginar nosso futuro. Mas ao acordarmos pela manhã, esquecemos que esse futuro pode se alterar em um piscar de olhos. 

        Esquecemos que podemos perder o emprego, sofrer uma doença, cruzar com um motorista embriagado e outras mil coisas. Por isso, entre as tantas coisas que nos tomam as horas todos os dias, não esqueçamos de eleger um tempo para umas férias, passar um dia festivo com a família. 

        Uma hora para estar com as crianças, ler para elas, participar de uma festa na escola.

        E, naturalmente, guardar um tempo para cultivar amizade.


Momento Espírita 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Não existe coragem na maldade...

APENAS COVARDIA.


A coragem de um homem consiste em tudo suportar de maneira pacífica e dinâmica para afirmar seus valores. Pacificamente não quer dizer covardemente.

Jesus, golpeado e humilhado pelos algozes foi o exemplo máximo de coragem e de perdão. Se tivesse descido da cruz e entrado em confronto com seus agressores não nos serviria como guia e modelo.
A autoridade do homem não está, portanto, no que ele diz, mas no que ele faz. O respeito que desfruta não tem fundamento nos discursos pomposos ou retóricos brilhantes. O gesto é sua carta de crédito. Seu testemunho é sua honra.

Fonte:  O drama de um desconhecido
Luiz Gonzaga Pinheiro

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Não desanimes!

O Divino Senhor, sem dúvida, abençoa as boas intenções. Por isso receberás auxílio e considerações celestes às tuas convicções sadias, a benefício de irmãos.
A vida é a melhor mestra,no entanto cobra caro as suas lições. A vida aliada ao tempo ensinar-te-á a sustentar a responsabilidade de teus encargos, muitas vezes repletos de dificuldades, incompreensões, trabalhos e desafios ao teu espírito de sacrifício e de fidelidade à Causa do Cristo, sentirás os impactos da infidelidade, da inveja, do despeito e da maledicência. E estranharás que existe tanto egoísmo, tanto orgulho e vaidade, mesmo entre companheiros de crenças, incapazes de entender-te as boas intenções.
Em verdade, em meio aos padecimentos morais que, nessas horas te levam à indignação ou ao desânimo, lembra-te que tal como tu, também o teu de próximo se encontra em relativo e sofrível estágio de evolução moral.
Trabalho, solidariedade e tolerância - eis o Lema.
Não esmoreças, ante os embates sofridos da parte daqueles, quase sempre daqueles mesmo em favor de quem tu estejas servindo. Lembra-te sempre que, em muito maior amplitude, Jesus suportou resignadamente imensas dores na alma e na carne, e todavia, prosseguiu amando, perdoando e servindo em nome do amor.
Faça o bem que puder, mas não guarde a pretensão de agradar a todos. Não intente aquilo que o próprio Cristo não conseguiu. Mas ele perseverou até o fim, e triunfou nos corações humanos, certo de que só amor constrói. Faze tu o mesmo!

fonte: O ministério da Família
Suely Braz Costa
Langerton Neves da Cunha

terça-feira, 8 de janeiro de 2013



Nem a tristeza, nem a desilusão
Nem a incerteza, nem a solidão
Nada me impedirá de sorrir.
Nem o medo, nem a depressão,
Pôr mais que sofre meu coração,
Nada me impedirá de sonhar.
Nem o desespero, nem a descrença,
Muito menos o ódio ou alguma ofensa,
Nada me impedirá de viver. 
Em meio as trevas, entre os espinhos,
Nas tempestades e nos descaminhos,
Nada me impedirá de crer em Deus.
Mesmo errando e aprendendo,
Tudo me será favorável,
Para que eu possa sempre evoluir
Preservar, servir, cantar, Agradecer, perdoar, recomeçar...
Quero viver o dia de hoje, como se fosse o primeiro,
Como se fosse o ultimo, como se fosse o único.
Quero viver o momento de agora
Como se ainda fosse cedo,
Como se nunca fosse tarde.
Quero manter o otimismo, Conservar o equilíbrio,
Fortalecer a minha esperança,
Recompor minhas energias,
Para prosperar na minha missão
E viver alegre todos os dias.
Quero caminhar na certeza de chegar,
Quero lutar na certeza de vencer,
Quero buscar na certeza de alcançar,
Quero saber esperar
Para poder realizar os ideais do meu ser.Enfim, Quero dar o máximo de mim, para viver intensamente...


Nada Me Impedirá! 
Fonte: Mensagens e Poemas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O amor verdadeiro


O amor, sentimento ainda incompreensível para nós, em seu verdadeiro significado, às vezes é confundido com ternura direcionada para alguém, carinho, desejo, sentimento de posse, dentre outros, fazendo com que a pessoa equivocada permaneça ligado ao que lhe fascina, como um inseto ao mel que o embriaga.
O amor dos Espíritos evoluídos é doação disciplina, desinteressada, sempre visando o bem geral. Nós que ainda nos arrastamos na periferia desse sentimento puro, mesclamos a pequena parcela que dele conquistamos com outros sentimentos menos felizes.
O amor que Jesus, nosso modelo, sente pela Humanidade, este sim, é o sentimento genuíno, o ápice da escala evolutiva. Todas as gradações abaixo dele são apenas tentativas de imitação; trilhas para o aperfeiçoamento. Caminhos para chegar a ele.


Reflexão: O tamanho das Pessoas



Variam conforme o grau de envolvimento...

Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.


É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:


A amizade,
O respeito,
O carinho,
O zelo,
E até mesmo o amor.


Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. E pequena quando desvia do assunto.


Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.


Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.


Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.


Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.

Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.


É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.


Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...


...é a sua sensibilidade, sem tamanho...

William Shakespeare

domingo, 29 de julho de 2012

PERDOA-TE

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.

Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.

Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.

A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.

Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.

Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem revitalizes o erro através de sua incessante recordação.

Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu e regulariza a ocorrência.

És discípulo da vida em constante crescimento.

Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.

Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.

Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.

Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.

Quando acertes, avança, eliminando receios.

Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.

O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Joanna de Ângelis – psicografia de Divaldo Pereira Franco

segunda-feira, 23 de abril de 2012

REFLEXÃO

Havia um museu com o piso completamente coberto por belíssimos azulejos de mármore e com uma estátua, toda em mármore, enorme, exibida no meio do salão de entrada. Muitas pessoas vinham do mundo inteiro para admirar a bonita estátua de mármore.

Uma noite, os azulejos de mármore começaram a falar e reclamar com a estátua de mármore:

__ Estátua, isto não é justo, não é justo! Por que vem gente do mundo inteiro, pisa e pisa em todos nós, e só para admirá-la? Não é justo!

__ Meu querido amigo, azulejo de mármore. Você ainda se lembra de quando estávamos, de fato, na mesma caverna? __ Respondeu a estátua.

__ Sim! É por isso que eu acho tudo muito injusto. Nós nascemos da mesma caverna e agora recebemos tratamento tão diferente. Não é justo! __ Ele chorou novamente.

__ Então, Você ainda se lembra do dia que o artista tentou trabalhar em você, mas você resistiu bravamente às ferramentas?

__ Sim, claro que eu me lembro. Eu odiei aquele sujeito! Como pode ele usar aquelas ferramentas em mim, doeu muito!

__ Isso é certo! Ele não pode trabalhar nada em você porque você resistiu em ser trabalhado.

__ Sim. E daí?

__ Quando ele desistiu de você e veio para cima de mim ao invés de resistir como você, eu soube imediatamente que eu me tornaria algo diferente depois dos esforços dele. Eu não resisti . . . Ao invés disso eu agüentei todas as ferramentas dolorosas que ele usou em mim.

__ Mmmmm . . . Resmungou o azulejo.

__ Meu amigo, há um preço para tudo na vida. E nem sempre é fácil. As vezes é muito difícil, doloroso. Mas temos que aprender a suportar os sofrimentos, procurando crescer e aprender para nos transformarmos em algo mais belo. Já que você desistiu de tudo no meio do caminho, você não pode culpar qualquer pessoa que agora pisa em você.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A ETERNA BUSCA DO VIVER

Pode parecer estranho que se fale em "busca do viver". 
Estamos vivos... então, buscar o que? 
Buscar as razões, as motivações que nos fazem estar vivos ao invés de só nos limitarmos a viver.
A diferença entre "estarmos vivos" e "vivermos", está na maneira de com que nos mantemos vivos.
Existem pessoas que se deixam dominar por um estranho desalento face às menores dificuldades. Basta surgir um contratempo e o mundo vem abaixo, passam a lamentar seu "infortúnio", dizendo que, decerto "Deus me esqueceu". 
Quase que dedicado àqueles que se recusam a enxergar o que está diante dos olhos, ou seja, que a vida não é só de flores, encontrei no jornal "Expresso Popular" de Santos, esta autêntica "jóia", escrita por Waldemar Valle Martins:
"Rezar não é apenas pedir, mas também agradecer. Quem agradece toca mais uma vez o coração de Deus."
Prece
Obrigado Senhor por esta meia hora de silêncio quando pude me reencontrar;
Pelo aviso que me deste com a doença;
Pelo tempo que ganhei orando a teus pés;
Pela renúncia que me impuseste e que vou conseguindo aceitar;
Pelo trabalho que me mandaste e que não me permite pensar só em mim;
Pelas horas de solidão que tento transformar em prece;
Pelas provações que me levam ao desprendimento;
Pela compreensão dos meus amigos, que são os anjos que me enviaste;
Pela vida que me deste, e que não mereci;
Pela morte que me reservaste e que aceito, beijando as tuas mãos."

Waldemar Valle Martins é doutor em Filosofia, professor universitário e membro da Academia santista de letras.
Realmente, é uma lição de humildade e do que eu chamo "Saber Viver".
Àqueles que por crença religiosa, chamem Deus por outros nomes (eu, por exemplo, sempre o chamo de Amigão), basta que transfiram para o seu Deus o teor desta prece de agradecimento que verdadeiramente me comoveu.
Não podemos confundir humildade e sentido de agradecimento com conformismo.
O sentido dado pelo autor não é de conformismo com o destino, mas sim de agradecimento pelas benesses conseguidas, ao mesmo tempo que entende que os percalços surgidos são consequências da vida.

Devemos então cruzar os braços e esperar que vida passe? 
Claro que não, temos que fazer a nossa parte, aproveitando as fases boas, o que de bom nos acontece, ao mesmo tempo que devemos sempre estar preparados para problemas que possam surgir.
Quando surgirem, ao invés de nos desesperarmos e lamentar "o azar que nos persegue", vamos procurar soluções. Mantendo a serenidade, muito mais fácil será encontrá-las, pois o desespero é mau conselheiro...

Serve a lógica da engenharia moderna. Se no traçado de uma estrada surgir um morro, temos as seguintes alternativas: fazer um túnel, contorná-lo, dinamitá-lo, escalá-lo, mas nunca abandonar o projeto, só porque tem um morro no meio do caminho...
Então amigos, dentro da lógica que determina o "Saber Viver", devemos sempre ter presente que o presente é um presente que temos de aproveitar. Se estiver favorável, vamos desfrutá-lo, caso contrário, vamos procurar torná-lo favorável.
O que não adianta é encolher os ombros dizendo que nada pode ser feito, e esperar que outros solucionem o problema por nós, ou que Deus o resolva por sua conta e risco.
Inclusive está em nossas mãos, fazer de cada dia, sempre UM LINDO DIA...

Marcial Salaverry