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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A EXISTÊNCIA DE DEUS

Certa professora estava tendo problemas em sua classe com os alunos.
Um deles, Luizinho, de família afastada da religião e de idéias profundamente negativas, começou a passar essas mesmas idéias para as outras crianças.
Afirmava, esse menino, que Deus não existia e que tudo era uma invenção do homem.
As outras crianças, surpresas e inquietas, não sabiam como refutar as palavras do colega e começaram a se sentir inseguras.
Chegando ao conhecimento da professora, preocupada com o problema, ela pensou como poderia modificar aquela situação, resolvendo a questão.
Pensou... pensou... e, afinal, teve uma idéia.
Certo dia avisou aos alunos que, na manhã seguinte, iriam fazer uma experiência. Deveriam trazer todas as peças de um relógio, um rádio, um toca-fitas, ou qualquer outro objeto que estivesse quebrado. E deveriam trazer também uma caixa que coubesse esse objeto.
Os alunos estavam cheios de curiosidade, mas a professora não quis adiantar nada, afirmando sorridente:
— Amanhã vocês ficarão sabendo.
No dia seguinte, compareceram todos os alunos, sob intensa expectativa, portando o material solicitado.
A aula transcorreu normalmente. No final do período, a professora pediu que colocassem o material para a experiência sobre a carteira.
Em seguida, mandou que cada um colocasse o objeto quebrado dentro da caixa, com todas as peças, e tampasse bem.
Eles assim o fizeram, sem entender o propósito a que a professora queria chegar.
— Muito bem! Agora, agitem a caixa com força, tentando fazer com que as peças todas se encaixem em seus lugares e os maquinismos voltem a funcionar.
— Mas, professora!... — gaguejou uma das crianças.
— Não discutam. Façam o que estou mandando.
As crianças agitaram as caixas durante um minuto, cinco minutos, dez minutos, quinze minutos...
Já não agüentavam mais. Estavam exaustas!
Após esse tempo, a professora pediu que abrissem as caixas e verificassem o resultado do esforço despendido.
— Como estão os aparelhos?
Desanimadas, as crianças olharam o conteúdo de suas caixas e uma delas respondeu:
— Continuam quebrados, professora.
Fingindo surpresa, ela perguntou à classe:
— NINGUÉM? — disse, frisando bem a palavra. — Ninguém conseguiu consertar a sua máquina?!...
Todos responderam negativamente balançando a cabeça.
Um deles afirmou, convicto:
— Claro, professora! Nem que ficássemos aqui o dia inteiro, o mês inteiro ou o ano inteiro, conseguiríamos consertá-las desta maneira!
— Ah! — exclamou a professora. — E por quê?
— Porque para que alguma coisa funcione é preciso que “alguém” coloque as peças no lugar, ajuste os parafusos etc. Enfim, é preciso a mão de uma pessoa que conheça aquele mecanismo e saiba fazer o serviço.
Os outros alunos foram unânimes em concordar com o colega.
Satisfeita, a professora questionou:
— Muito bem. Então todos concordam que para que alguma coisa funcione é preciso o esforço de alguém?
Fez uma pausa, passando o olhar lentamente pela sala, depois continuou:
— Ótimo! E o Universo, que é tão imenso? Quem pode me dizer quem é que faz com que o Sol nasça todas as manhãs? Ou que faz as plantinhas brotarem? Ou que as estações aconteçam sempre em épocas certas?
Percebendo, afinal, onde a professora pretendia chegar, as crianças sorriram satisfeitas.
O garoto que afirmara que Deus não existia, baixou a cabeça, envergonhado.
A professora aproveitou o momento para fixar a lição, perguntando a todos:
— Então, quem faz todas estas coisas maravilhosas?
E todos responderam em uníssono:
— DEUS!
— Alguém tem alguma dúvida?
Luizinho levantou a cabeça e respondeu:
— Não, professora!
Satisfeita, a professora concluiu o assunto:
— Muito bem. Deus criou tudo o que existe, inclusive nós mesmos. Por isso é NOSSO PAI. O Universo é regido por leis sábias e justas, perfeitas e imutáveis, e todos estamos sujeitos a elas. Mas, sobretudo, devemos nos lembrar que Deus nos ama a todos, porque é profundamente bom e misericordioso.
Luizinho, afinal, disse para alegria de todos:
— Vou passar a lição para meus pais, professora. Acho que eles nunca pensaram nisso que a senhora explicou!

Tia Célia
O consolador

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A PARÁBOLA DA TORRE

                                    
Certa vez, um fazendeiro quis construir uma torre, a fim de defender sua propriedade. Assim se fazia antigamente, nos tempos de Jesus. No alto da torre ficavam os vigias; a torre tinha outras utilidades também.
Vários amigos o animaram na construção da pequena fortaleza. Dizia-lhe um, muito animado, que começasse imediatamente a lançar os alicerces.
Outro companheiro, também muito otimista, lhe disse que nada deveria temer, pois quem muito pensa e muito teme nada consegue fazer.
Outro amigo, igualmente entusiasmado, o animou a iniciar logo a construção da torre, afirmando-lhe que o ajudaria com o trabalho e lhe daria uma parte das pedras necessárias.
O fazendeiro, porém, não começou logo a construir a torre. Pensou primeiro e primeiro fez o cálculo das despesas da construção. Procurou saber, antes de tudo, o preço das pedras, dos tijolos e de todo o material necessário para a edificação da sua pequena fortaleza. Buscou saber, também, quanto teria que pagar aos operários e ao mestre construtor, que era um arquiteto estrangeiro. Depois de tudo examinar com cuidado e exatidão, depois de verificar que as despesas estavam ao seu alcance, resolveu contratar os trabalhadores, comprar o material e iniciar as obras.
Os amigos criticaram o fazendeiro pela sua demora. Mas, ele lhes explicou que tudo na vida tem um preço. E que ele, para ser honesto, só poderia fazer o que fez: calcular primeiramente as despesas da construção, a fim de não dar prejuizo a ninguém.
— Meus amigos — disse o fazendeiro — eu sou um homem de responsabilidade. Não posso prejudicar a ninguém e tendo de zelar pela honra de meu nome. Se eu começasse a construção da torre sem fazer os cálculos que fiz, poderia não ter recursos para terminar a obra e todos zombariam de mim. Diriam: “Este homem começou a edificar e não pôde acabar”. E que significaria isso, se tal acontecesse? Todos diriam que eu sou um homem sem juízo, que se pôs a fazer o que não podia, causando prejuízo aos outros. Mas, graças a Deus, não procedi assim; fiz os cálculos, vi que poderia construir a torre e... ei-la pronta!
O fazendeiro mostrou, então, a bela torre aos seus amigos animados, mas, apressados. Todos ficaram muito contentes, porque a pequena fortaleza poderia defender com segurança as propriedades do sábio e honrado fazendeiro. Além disso, seus amigos compreenderam a grande lição...
*********
Que grande lição é esta. querida criança?
E a seguinte: todas as coisas, neste mundo e na Eternidade, tem um custo exato. Tudo tem seu preço na vida. Preço material, representado pelo valor em dinheiro, ou preço espiritual, que significa outro valor — valor moral — , diante de Deus.
Compreende bem isso, filhinho? Veja, então:
você sabe o preço de seus livros, sabe o preço do sorvete, sabe o custo da bola e do lápis. Todas essas coisas têm um custo. Se você quer um sorvete, tem que saber primeiro se pode pagar o custo dele. Se pode, você o compra.
Antes de comprar a bola, você busca saber quanto ela custa, se você possue o dinheiro suficiente, você pode adquiri-la.
Assim também, querida criança, são os valores espirituais para quem quer seguir a Jesus.
Se você quer ser bom, se quer ser honesto e digno, se quer ser um verdadeiro discípulo do Evangelho, você tem que “pagar” alguma coisa por isso. Mas, não é pagar dinheiro. O dinheiro não compra virtudes.
As virtudes, os valores morais, as qualidades superiores da alma são conquistadas pelo esforço no bem, com a renúncia do mal. Eis ai o preço: você tem de se esforçar muito e abandonar tudo que prejudica seu progresso espiritual.
Se você der todas as suas forças para tornar-se bondoso, honesto, cumpridor dos seus deveres; abandonando os maus costumes, os vícios, não acompanhando os maus exemplos, você estará construindo sua torre (que significa seu valor moral, o aperfeiçoamento espiritual).
Para sermos cristãos verdadeiros, filhinho, épreciso que paguemos o preço do esforço e da renúncia.
Esforço no caminho do bem e renúncia de tudo que prejudica nosso espírito.
Examine sua alma. Pense no que você é. Faça os cálculos de seus valores morais e de seus defeitos, tal como fez o construtor da torre. Analise, num exame de consciência, seu próprio espírito, filhinho.
Faça isso sinceramente. Pergunte a você mesmo:
— Gosto mais de estudo ou da vadiagem?
— Gosto mais das coisas de Deus ou das inutilidades do mundo?
— Quero ser mesmo um seguidor de Jesus? Ou tenho ambições de grandeza terrena?
— Sou honesto nos meus negócios ou não me incomodo de prejudicar os outros?
- Sou vingativo ou perdoador? Sincero ou mentiroso? Obediente ou rebelde? Humilde ou orgulhoso? Cumpridor das minhas tarefas ou preguiçoso?
Reconhecido aos meus benfeitores ou ingrato?
Se você reconhece que ainda é um menino que tem muitos defeitos, procure corrigir-se, filhinho. Renuncie ao mal, abandone o que mancha sua alma, largue o que impede seu progresso, recuse o que ofende a Deus e a consciência. Com seu esforço, “compre” no Evangelho os bens materiais de
construção, as “pedras” do bem e da sabedoria de Jesus. Proceda como o fazendeiro da parábola e você edificará uma torre de virtudes no seu coração.
Tenha a certeza de que Jesus, que é o Mestre Construtor de nossas vidas, abençoará seu esforço no bem e sua renúncia ao mal. E ajudará sua alma.
Sua torre espiritual será, para sempre, a poderosa fortaleza de seu Espírito.

(Lucas, capítulo 14º, versículos 28 a 30)

Histórias que Jesus Contou
Clóvis Tavares

terça-feira, 21 de setembro de 2010

REFORMA ÍNTIMA COMEÇA NO BERÇO

Muito se fala no meio espírita em Reforma íntima, e foi criado um paradigma: quem precisa e deve proceder a uma Reforma íntima é o adulto,caso já tenha se conscientizado dessa necessidade.
A criança ainda não tem o que possa ser reformado e precisa apenas ser Evangelizada. No entanto, percebemos que há muito tempo esse sistema descontínuo deixou de funcionar a contento; pois mesmo os espíritas de berço e super doutrinados não estão se saindo muito bem nas coisas da vida.


Espíritas em Depressão!?
O número deles que se encontram às voltas com a depressão, a angústia existencial, o estresse, o pânico e outras doenças que têm como pano de fundo, a pobreza ética e a falta de fé nas leis que regem a vida, não difere muito dos outros sistemas de crenças.
Boa parte não está se saindo tão bem quanto seria de se esperar para uma pessoa Evangelizada segundo princípios doutrinários tão claros e simples. Esse fato sinaliza que alguma coisa deve ser mudada.
Com certeza a falha que está atrapalhando o desempenho evolutivo não se encontra no conteúdo da Doutrina, mas na metodologia de ensino e na sua forma de aplicação prática.


Evangelizando a criança
A criança deve ser Evangelizada, isso ninguém discute; mas alguns
questionamentos são necessários: Onde? Quando? Durante quanto tempo? De que forma? Quem é o Evangelizador? O que se espera?
Como podem ser medidos os resultados? Antes ou ; depois do desencarne?
Que ninguém se melindre ou imagine que está fazendo tudo errado, apenas os questionamentos são necessários, pois nada na vida do homem está pronto.
Mesmo o Evangelho é um alicerce, uma base para nossas vidas, mas a cada dia novas descobertas e novos detalhes científicos devem ser a Ele acrescentados.
Os resultados que se obtêm na Evangelização das crianças, segundo a Doutrina dos Espíritos, são marcantes, mais práticos e funcionais, disso ninguém discorda; mesmo assim, muito pouco do potencial educativo disponível no Evangelho é bem aproveitado no dia-a-dia.


Educação Espírita
Muitos ainda são os fatores que atrapalham a criança educada no meio espírita a aplicar a Doutrina de forma simples e metódica.
Um deles: como todas as outras, a criança que cresce num lar espírita absorve parte da visão de mundo dos adultos e incorpora ao seu padrão subconsciente algumas formas arcaicas de interpretação da Doutrina, do tipo:
Os frutos da prática das diretrizes do Evangelho são para serem saboreados depois da morte; algo como ser socorrido e ir viver numa colônia espiritual com seus afins; que a vida terrena é cheia de sofrimentos, dores e aflições para provar o espírito e para expiações.
Esse tipo de engano deve ser corrigido, pois a criança passa a pensar que deve sofrer para aprender, quando não é preciso e, de forma subconsciente, até passa a inventar sofrimentos inúteis.
Aprender através do sofrimento indica falta de capacidade de discernir, pois pode-se aprender através da prática da Reforma íntima e do desenvolvimento da capacidade de fazer a caridade, perdoar e amar com prazer e alegria sem maiores dores.
A transformação voluntária sistemática é necessária para ser usada com a finalidade de melhorar a qualidade de vida neste exato momento, nem antes nem depois. Ela é capaz de propiciar a capacidade de encarar situações aflitivas como oportunidades de crescimento para o espírito.
Tudo deve ser muito prático e simples. Às vezes, basta mudar o rótulo de "problema" para "lição" que o desempenho melhora, e muito.


Responsabilidade de toda Família
A responsabilidade maior na educação e na Reforma íntima infantil é da família. Cabe a ela provar que mudar a personalidade pela vontade e pelo esforço é uma atitude mais inteligente do que mudar apenas para fugir do sofrimento. A criança também deve compreender que quando melhoramos a nós mesmos praticamos a caridade para com os outros, pois os laços que nos unem na vida em família, de um jeito ou de outro, fazem com que o problema de um se transforme no problema de vários ou de todos.
Portanto, vale a pena investir na educação íntima das crianças, pois o rescaldo dessa atitude sobra para a vida de todos os que compõem a família e, se melhora para um, melhora para todos.


Resultados de se Evangelizar
O ganho em qualidade de vida que se pode proporcionar à criança, à família e à sociedade segundo esse método é muito compensador.
Mas: Não se pode modificar aquilo que se desconhece...Mesmo entre espíritas antigos, quando recebemos um filho ou um neto para encaminhar para a vida como um homem de bem, esquecemos que está chegando nessa dimensão um espírito tão antigo quanto o nosso, tão problemático e endividado junto à justiça natural quanto nós. De forma distraída focamos apenas a identidade que o espírito assumiu desta vez e esquecemos de auscultar a sua natureza íntima.A verdadeira educação é aquela que visa educar o espírito.
Compartilhando a Reforma Intima com a criança, o adulto vai dividir e executar com ela a sua própria Reforma Intima.
Pais e filhos vão tentar juntos aplicar o Evangelho nas pequenas e constantes atitudes que se repetem no dia-a-dia.


Reforma íntima começa no Berço
Américo Marques Canhoto

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

DAR DE SI MESMO

Laurinha, embora contasse apenas com oito anos de idade, tinha um coração generoso e muito desejoso de ajudar as pessoas.
Certo dia, na aula de Evangelização Infantil que frequentava, ouvira a professora, explicando a mensagem de Jesus, falar da importância de se fazer caridade, e Laurinha pôs-se a pensar no que ela, ainda tão pequena, poderia fazer de bom para alguém.
Pensou...pensou... e resolveu:
- Já sei! Vou dar dinheiro a algum necessitado.
Satisfeita com sua decisão, procurou entre as coisas de sua mãe e achou uma linda moeda.
Vendo Laurinha com dinheiro na mão e encaminhando-se para a porta da rua, a mãe quis saber onde ela ia.
Contente por estar tentando fazer uma boa ação, a menina respondeu:
- Vou dar esse dinheiro a um mendigo!
A mãezinha, contudo, considerou:
- Minha filha, esta moeda é minha e você não pode dá-la a ninguém porque não lhe pertence.
Sem graça, a garota devolveu a moeda à mãe e foi para a sala, pensando...
- Bem, se não posso dar dinheiro, o que poderei dar?
Meditando, olhou distraída para a estante de livros e uma idéia surgiu:
- Já sei! A professora sempre diz que o livro é um tesouro e que traz muitos benefícios para quem o lê.
Eufórica por ter decidido, apanhou na estante um livro que lhe pareceu interessante, e já ia saindo na sala quando o pai, que lia o jornal acomodado na poltrona preferida, a interrogou:
- O que você vai fazer com esse livro, minha filha?
Laurinha estufou o peito e informou:
- Vou dá-lo a alguém!
Com serenidade, o pai tomou o livro da filha, afirmando:
- Este livro não é seu Laurinha. É meu, e você não pode dá-lo a ninguém.
Tremendamente desapontada, Laurinha resolveu dar uma volta. Estava triste, suas tentativas para fazer a caridade não tinham tido bom êxito e, caminhando pela rua, continha as lágrimas que teimavam em cair.
- Não é justo! – resmungava. – Quero fazer o bem e meus pais não deixam.
Nisso, ela viu uma coleguinha da escola sentada num banco da pracinha. A menina parecia tão triste e desanimada que Laurinha esqueceu o problema que a afligia.
Aproximando-se, perguntou gentil:
- O que você tem Raquel?
A outra, levantando a cabeça e vendo Laurinha a seu lado, desabafou:
- Estou chateada, Laurinha, porque minhas notas estão péssimas. Não consigo aprender a fazer contas de dividir, não sei tabuada e tenho ido muito mal nas provas de matemática. Desse jeito, vou acabar perdendo o ano. Já não bastam as dificuldades que temos em casa, agora meus pais vão ficar preocupados comigo também.
Laurinha respirou, aliviada:
- Ah! Bom, se for por isso, não precisa ficar triste. Quanto aos outros problemas, não sei. Mas, em relação à matemática, felizmente, não tenho dificuldades e posso ajudá-la. Vamos até sua casa e tentarei ensinar a você o que sei.
Mais animada, Raquel conduziu Laurinha até a sua casa, situada num bairro distante e pobre. Ficaram a tarde toda estudando.
Quando terminaram, satisfeita, Raquel não sabia como agradecer à amiga.
- Laurinha, aprendi direitinho o que você ensinou. Não imagina como foi bom tê-la encontrado naquela hora e o bem que você me fez hoje. Confesso que não tinha grande simpatia por você. Achava-a orgulhosa, metida, e vejo que não é nada disso. É muito legal e uma grande amiga. Valeu.
Sentindo grande sensação de bem-estar, Laurinha compreendeu a alegria de fazer o bem. Quando menos esperava, sem dar nada material, percebia que realmente ajudara alguém.
Despediram-se, prometendo-se mutuamente continuarem a estudar juntas.
Retornando para a casa, Laurinha contou à mãe o que fizera, comentando:
- A casa de Raquel é muito pobre, mamãe, acho que estão necessitando de ajuda. Gostaria de poder fazer alguma coisa por ela. Posso dar-lhe algumas roupas que não me servem mais? – Perguntou, algo temerosa, lembrando-se das “broncas” que levara algumas horas antes.
A senhora abraçou a filha, satisfeita:
- Estou muito orgulhosa de você, Laurinha, Agiu verdadeiramente como cristã, ensinando o que sabia. Quanto às roupas, são “suas” e poderá fazer com elas o que achar melhor.
Laurinha arregalou os olhos, sorrindo feliz e, afinal, compreendendo o sentido da caridade.
- É verdade mamãe. São minhas! Amanhã mesmo levarei para Raquel. E também alguns sapatos, um par de tênis e uns livros de histórias que já li.

CÉLIA XAVIER CAMARGO


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O AMIGO INVISÍVEL


Dois bichinhos, um caracol e um grilo, conversavam animadamente sobre o tempo. O grilo dizia que não chovia há muito tempo e que a terra estava tão seca com os arbustos tão tristes, por causa da falta de água.
Nisto ouviram um choro tão alto e sem parar.
_Quem estará chorando assim? Disse o caracol para o grilo.
_Vamos ver o que há.
Saíram da toca, onde moravam em sociedade e perfeita harmonia e qual não foi a surpresa ao avistarem uma menina que chorava sem parar.
O caracol logo perguntou: ei amiga, qual é o galho?
_Buááá......Chorou alto, é o meu irmãozinho, que se afastou de mim e se perdeu....
_Hei... pare com isso... desespero é pior, disse o grilo.
_Será que vocês podem me ajudar?
_Nós não...mas sei quem pode, disse o caracol.
_Vamos fazer uma oração.
_E a oração vai trazer meu irmão?
_Ora a oração não...mas sua vibração positiva, atrairá amigos do espaço, que virão em nosso auxÍlio.
_Senhor, disse o caracol e o grilo, permiti que sejamos ouvidos....para auxiliar esse irmãozinho que se encontra perdido.
_E eu endosso! Disse a menina.
De repente eis que surge uma luz e o grilo logo viu e sentiu uma grande emoção.
O caracol disse:
_Olá, irmão...
A menina incrédula disse:
_Num to vendo nada.
_Nem poderia...os olhos humanos não captam as imagens fluídificas e chega de papo, mentalize o que você quer.
Disse o caracol ao grilo:
_Observe que ela nem percebeu...que foi auxiliada por nosso amigo espiritual.
Enquanto isso o irmãozinho perdido dizia.
_Gozado....tô tendo a intuição de que devo ir por este lado. Sinto que minha irmã, está por aqui.
E estava mesmo. Os dois irmãozinhos saíram de braços dados pela estrada afora e os dois amigo.
O caracol e o grilo ficaram felizes, por praticarem uma boa ação.

(Jornal Folha Espírita)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

GLORIFICANDO O SANTO NOME

O professor contou, em aula, que, no princípio da vida na Terra, quando os minerais, as plantas e os animais souberam que era necessário santificar o nome de Deus, houve da parte de quase todos um grande movimento de atenção.
Certas pedras começaram a produzir diamantes e outras revelaram ouro e gemas preciosas.
As árvores mais nobres começaram a dar frutos.
O algodoeiro inventou alvos fios para a vestimenta do homem.
A roseira cobriu-se de flores.
A grama, como não conseguia crescer, alastrou-se pelo chão, enfeitando a Terra.
A vaca passou a fornecer leite.
A galinha, para a alegria de todos, começou a oferecer ovos.
O carneiro iniciou a criação de lã. A abelha passou a fazer mel.
E até o bicho-da-seda, que parece tão feio, para santificar o nome de Deus fabricou fios lindos, com os quais possuímos um dos mais valiosos tecidos que o mundo conhece.
Nesse ponto da lição, como o instrutor fizera uma pausa, Pedrinho perguntou:
– Professor, e que fazem os homens para isso?
O orientador da escola pensou um pouco e respondeu:
– Nem todos os homens aprendem rapidamente as lições da vida, mas aqueles que procuram a verdade sabem que a nossa inteligência deve glorificar a Eterna Sabedoria, cultivando o bem e fugindo ao mal. As pessoas que se consagram às tarefas da fraternidade, compreendendo os semelhantes e auxiliando a todos, são as almas acordadas para a luz e que louvam realmente o nome de nosso Pai Celeste.
E, concluindo, afirmou:
– O Senhor deseja a felicidade de todos e, por isso, todos aqueles que colaboram pelo bem-estar dos outros são os que santificam na Terra a sua Divina Bondade.

Francisco Cândido Xavier - Pai Nosso - pelo Espírito Meimei

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O PEQUENO ESPÍRITA

AGRADECIMENTO A DEUS
Meu amiguinho, você já pensou quantas coisas boas temos recebido de Deus, sem nos lembrarmos de agradecer?
Normalmente, só reclamamos daquilo que não temos: um par de tênis como o do nosso amigo, aquele brinquedo novo que o vizinho acabou de ganhar, a mochila que vimos numa vitrine, e muito mais.
No entanto, existem coisas muito melhores que recebemos do Pai do Céu sem pedir; tesouros muito mais preciosos do que as coisas fúteis que desejamos.
Pense! Vamos lembrar de tudo o que Deus nos concede cada dia?
Em primeiro lugar, agradecer a bênção da vida. Sem ela, tudo deixa de ter valor.
O nosso planeta, mundo em que vivemos e onde a natureza é bela e colorida. Agradecer o ar que respiramos. Sem oxigênio, não conseguimos respirar e não podemos viver. Agradecer pelo corpo que o Senhor nos deu, pela faculdade de pensar, de raciocinar, de aprender.
A bênção de poder enxergar o mundo, ouvir vozes e melodias, sentir o gosto do doce ou do salgado, falar com as pessoas, tocar o que nos rodeia, fazer um carinho.
Agradecer pelas nossas pernas que nos levam onde desejamos, pelos braços e mãos que nos permitem trabalhar.
Agradecer pelas pessoas que nos cercam, que nos dão condições melhores de vida, que constroem a casa que nos abriga, os móveis que nos servem, que fazem o pão que comemos, o alimento de que nos nutrimos, o agasalho que nos aquece, o calçado que protege nossos pés.
Agradecer pelos amigos que nos ajudam, nos ouvem e nos aconselham.
O lar, onde existe entendimento, amor e paz com a presença tão importante a nossa família.
O prazer de crescer e amadurecer, construindo nossa vida pensando num futuro melhor.
Estas são algumas das bênçãos que recebemos de Deus todos os dias e não nos damos conta.
Se você pensar bem vai encontrar muito mais.
Faça isso! Relacione tudo o que faz parte da sua existência e que, se você não tivesse sua vida não teria sentido.Vamos lá? Experimente. Depois, faça uma prece e agradeça a Deus por todas essas coisas que fazem a sua vida mais feliz!
Tia Célia

(Célia Xavier de Camargo)
Jornal Imortal

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ao pequeno Espírita

A Gratidão da abelha

Numa aldeia distante, próxima a uma grande floresta, morava Fábio, um garoto de oito anos. A família vivia do trabalho do pai, que era lenhador.

Certa manhã chuvosa, Fábio não pode sair de casa para brincar no quintal, e pela vidraça da janela do seu quarto, distraia-se a observar a chuva que caía pesada.

Nisso o menino viu uma pequena abelha que havia ficado presa dentro de casa. A abelhinha ansiava por sair e batia-se de encontro ao vidro, Vãos em Esforços para recuperar a liberdade.

- Uma abelha! - Gritou, já pensando que ela poderia picá-lo, e ele sabia bem como picada de abelha é dolorosa.

O primeiro impulso foi o de Fábio de matá-la. Levantou a mão para esmagá-la de encontro ao vidro, mas o pequenino ser Fitou-o e ele notou um medo muito grande nos olhinhos dela, que pareciam lhe dizer:

- Tenha piedade!

Então pensando na situação daquela abelhinha, presa ali, sem poder voar, seu coração generoso encheu-se de compaixão.

Abriu uma vidraça da janela e deixou que ela voasse livre.

Alçando voo, a pequena abelha parou um momento no ar, como bater um asinhas como se lhe dissesse:

-  Obrigada, meu amigo.Deus lhe pague!

Alguns dias depois, Fábio resolveu dar um passeio pela floresta, em busca do pai que estava internado na mata, a cortar lenha.

Procurando pelo pai, o garoto foi entrando cada vez mais na floresta e acabou por se considerar perdido.

- Não consigo encontrar meu pai! E como vou voltar para casa? Não sei o caminho! - Murmurava consigo mesmo.

Tardiamente Fábio se arrependeu do que fizera. Saíra de casa sem conhecimento da sua mãe e agora não sabia o que fazer. E não iriam procurá-lo, uma vez que ninguém sabia onde ele estava.

Gritou pedindo por socorro até perder o fôlego, mas não obteve resposta.

Cansado, sentou-se para descansar sob uma árvore.

Chorou ... Chorou muito. Estava assustado. A noite não tardaria e os animais ferozes Poderiam atacá-lo.

Nesse instante, ouviu um ruído um zum seu lado: ... zum .... zum ....

Olhou e viu uma abelha. Lembrou-se da abelhinha que salvará, e pensou alto, vendo-a bater as asinhas, parada no ar, a fitá-lo.

- Quem poderá me ajudar? - Ele disse.

Parecendo entendê-lo, pousou no ombro dele com cuidado, e ele sentiu-se confortado com a estranha companhia.

A abelhinha voou para o tronco da árvore e ele percebeu que ali era sua casa, pois que ali existia uma Colméia.

As abelhas saíram da Colméia-se e puseram-se a voar ao seu redor, mas Fábio não sentiu medo. Ele percebeu que eram suas amigas e não queriam fazer-lhe mal.

Estava faminto e alimentou-se do mel existente na colméia.

Quando a noite chegou, o menino ficou tranquilo porque notou que os animais selvagens não se aproximavam das abelhas com medo. A menor tentativa de aproximação, e elas avançavam e punham a correr o animal perigoso.

Assim, Fábio passou a noite protegido por suas amigas, as abelhas.

No dia seguinte, logo cedo, seu pai saiu a procurá-lo, liderando um grupo de buscas. Para sua surpresa, encontrou Fábio dormindo placidamente.

Os homens ficaram bastante espantados ao vê-lo são e salvo. Então, Fábio lhes contou como fora protegido pelas abelhinhas, gratas por ele ter salvado a vida de uma de suas irmãs.

Abraçando o filho, contente e aliviado, o pai acentuou convicto:

- Meu filho, toda ação tem um retorno, que pode ser mau ou bom, Dependendo do que fizermos. Nesse caso, ajudando uma abelhinha, você mereceu ser ajudado por elas também. É lei da vida: tudo que semeamos, colhemos. É por isso que devemos pensar muito bem naquilo que fazemos aos outros é à nós mesmos.

Fábio ficou pensativo, imaginando o que poderia ter acontecido se tivesse sido outra sua reação ao ver uma abelhinha na vidraça.

 Célia Xavier Camargo