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segunda-feira, 19 de março de 2012

O ESPÍRITO NA VELHICE

“O espírito não envelhece, torna-se experiente.
A velhice do espírito é a experiência que ele vem acumulando durante os milênios.
Todavia, quando estamos reencarnados nosso corpo envelhece, isto é, apresenta os sinais do desgaste próprio das coisas materiais.

A velhice é a fase gloriosa de nossa vida. Ao relembrarmos o passado distante, vemos que vão longe os trabalhos e as canseiras e próximo vem o dia da alforria, o dia em que voltaremos para nossa colônia espiritual, de onde há tanto tempo partimos. Um misto de esperanças e de receios nos assalta: de esperança pela certeza que temos de nossa imortalidade, da continuação de nossa vida em outros planos luminosos do Universo, na companhia dos entes queridos que nos precederam na partida; e de receio por sentirmos que nos vamos defrontar com algo que nos parece desconhecido.

A nossa felicidade na velhice não consiste em termos amealhado copiosos bens materiais; ela consiste em possuirmos a tranquilidade de consciência, a paz interior, a satisfação de nunca termos prejudicado ninguém, de termos vivido uma vida reta, moralizada, honesta; e fossem quais fossem as tempestades e as tentações que nos assaltaram em nossa jornada, sempre soubemos conservar nossa dignidade, nossa honradez e prezar nosso caráter.

Felizes, três vezes felizes os velhos que possuem uma consciência tranquila, uma consciência que não os acuse de nada! Que ao recordarem a vida já vivida, verificam que cumpriram nobremente todos os seus deveres, mesmo no meio de circunstâncias penosas! 
Esse é o maior tesouro; o grande tesouro que levarão consigo para a pátria espiritual; é o tesouro que nem as traças corroem, nem os ladrões roubam.” 

(Eliseu Rigonatti, O espiritismo aplicado, 39).

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

AS FAMÍLIAS ESPÍRITAS

O dia decorria com naturalidade e normalidade, numa tarde soalheira de Verão, quando uma adolescente nos pergunta com a rapidez e frontalidade características da sua faixa etária:

"As famílias espíritas são diferentes?
Pensei que eram diferentes, que todos se dessem muito bem e que nunca tivessem problemas, afinal, são como as outras... No entanto a minha família está muito melhor desde que conheceu o espiritismo. É assim?"

Depois da surpresa da pergunta, quando o pensamento estava bem longe, talvez nos motivos do Verão, como a praia ou outro assunto com ele relacionado, não pudemos deixar de verificar a pertinência de tão arguta observação por parte de uma adolescente.

Aproveitando a oportunidade, lá lhe explicamos que as famílias espíritas são pessoas que apenas adotaram o espiritismo (ou doutrina espírita) como filosofia de vida, mas que continuam a serem pessoas, com as suas virtudes e defeitos, com os seus problemas existenciais como toda a gente, bem como que em muitas famílias acontece inclusive que um dos cônjuges é espírita e o outro não, sem que isso signifique qualquer motivo de problema no lar.

O espiritismo, ou doutrina espírita explica-nos que somos seres imortais que estamos temporariamente num corpo carnal, objetivando o nosso crescimento pessoal nesta existência corpórea (reencarnação). Assim sendo, somos espíritos que caminhamos, de reencarnação em reencarnação, buscando novas experiências, nova aprendizagem, objetivando um dia sermos espíritos puros.

Os espíritos agrupam-se em famílias espirituais, isto é, grupos de espíritos mais ou menos numerosos que se encontram na mesma faixa evolutiva. São os chamados espíritos simpáticos, ou espíritos que simpatizam entre si, que sentem afinidade entre si, derivada da sintonia vibratória em que se encontram, na mesma faixa evolutiva.

Quando voltam a Terra, esses espíritos pertencentes a uma determinada família espiritual podem estar reencarnados em vários locais, cidades, países. Podem por vezes encontrar alguns desses companheiros na sua própria família carnal, outras vezes encontram-nos mais facilmente fora da mesma.

A família carnal funciona como que um pequeno laboratório onde se transmutam os sentimentos, objetivando a paz interior, a tranquilidade íntima, onde podemos encontrar seres amigos ou inimigos provenientes do nosso passado. Nesse sentido, as famílias carnais são passageiras, mudam de acordo com a necessidade evolutiva de cada um, podendo numa próxima reencarnação voltarmos juntos de novo ou não. O verdadeiro laço familiar é pois o laço pelo espírito, pelos sentimentos e não o laço do sangue.

Nesse sentido a família afigura-se como abençoada escola onde se encontram amigos do passado para se apoiarem mutuamente e em conjunto aprenderem, e inimigos do passado para através dos laços de sangue aos poucos irem diluindo as clivagens que criaram em vidas anteriores. Assim surgem as simpatias naturais com este ou aquele familiar e as antipatias naturais com um ou outro membro da família.

Curiosamente a jovem amiga já nos tinha dado a resposta na sua oportuna intervenção, ao dizer que desde que conhecem o espiritismo, o ambiente familiar está muito melhor, os pais já nãos discutem tanto, notando-se uma franca melhoria no relacionamento interpessoal familiar.

Esse é o objetivo da doutrina espírita, que não sendo mais uma religião nem mais uma seita, afigura-se como uma doutrina que fornece ao homem conceitos lógicos e pesquisáveis sobre a existência humana neste planeta, fornecendo-lhe pistas fundamentadas sobre quem é, de onde vem e para onde vai no concerto da vida eterna, no universo. Nesse sentido a doutrina espírita leva o homem a interrogar-se, e a modificar-se interiormente no sentido de ter uma postura ética, favorecendo assim a paz, o relacionamento saudável entre todos, a harmonia social.


Bibliografia:
“O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec;
www.adeportugal.org , e www.acecr.org
José de Lucas

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FILHOS:DEZ MANDAMENTOS PARA LEMBRAR A CADA DIA

1
Amar e respeitar o filho pelo que ele é, e não pelo que você quer que ele seja.

2
Não sobrecarregar o filho com problemas e emoções com os quais ele não esteja preparado para lidar, lembrando que vocês são os pais; ele é o filho.

3
Quando for necessário impor disciplina, deixar claro para o filho que você desaprova o que ele fez, não o que é.

4
Colocar limites para o filho e ajudá-lo a sentir-se seguro com a noção do que se espera dele.

5
Arranjar tempo para o filho e saborear os momentos de convívio, sabendo o quanto eles são importantes.

6
Criar um ambiente doméstico afetuoso e mostrar ao filho sempre que possível, da maneira como for possível, que ele é amado.

7
Certificar-se de que o filho está tendo espaço - para crescer, sonhar, vencer e, até mesmo: errar.

8
Encorajar o filho a conhecer o mundo em todos os seus aspectos, guiando-o pelos diversos caminhos e esforçando para torná-lo cuidadoso, mas não medroso.

9
Cuidar de si mesmos, físico, emocionalmente, para que o filho possa contar com os pais na hora que precisar.

10
Esforçar-se para ser o que vocês querem que o filho seja quando crescer - amorosos, decentes, equilibrados, generosos, caridosos e confiantes.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

TESTE:

Para saber se você é um bom pai/mãe.

Responda a estas perguntas:

Você ajuda suas crianças no trabalho escolar?
Você se interessa por seus passatempos?
Você mostra afeto por sua esposa na frente delas?
Você corrige o que falam para você e para os irmãos respeitosamente?
Você aproveita estar com suas crianças e elas com você?
Suas crianças correm até você quando estão magoadas?
Sua agenda está cheia de coisas para fazer com suas crianças?
Você educa suas crianças tranquilamente e suavemente sem gritar?
Quando coloca suas crianças na cama à noite, lhes diz "te amo"?
Você faz o café da manhã de sábado para elas?

Se você respondeu SIM à estas questões, então não há dúvidas. E, cá entre nós, moleza este teste, não é?
Lembre-se, sua família em primeiro lugar!

Minuto da Família