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quinta-feira, 26 de junho de 2014

VOCÊ É MÉDIUM?


Como descobrir se você é médium?

A mediunidade não aparece de repente, ela vai se manifestando durante um bom tempo de forma suave (na maioria dos casos) e vai se tornando intensa até o ponto em que a pessoa tem que assumir que possui algum tipo de sensibilidade, que não consegue explicar, mas que é extremamente real para ela.

Não temos como criar regras, contudo, podemos dar algumas dicas para avaliar o que está sentindo:

•  Procure não sentir medo das sensações que tem, essa é a pior coisa a se fazer. Comece a observar a periodicidade, intensidade e como acontece cada sensação.

•  Seja imparcial, ser médium não é sinônimo de salvação ou perdição, é um caminho a ser trilhado, por isso não fique procurando sentir as “coisas”, se você for médium as sensações se repetirão. Tentar forçá-las é tão ruim ou pior do que ter medo, porque você pode atrair espíritos zombeteiros e brincalhões.

•  Ver um espírito não é sinônimo de ser médium. Como o próprio Allan Kardec informa no Livro dos Médiuns, a regularidade e repetição do fenômeno indicam a mediunidade.
Existem casos de espíritos recém-mortos que fazem questão de se despedir dos que lhe foram caros e por isso podem aparecer para dar o último adeus. Esse acontecimento não indica que o espírito encarnado recebeu uma hipersensibilização para poder entrar em contato com o plano espiritual.

•  Não se preocupe inicialmente em desenvolver a mediunidade, busque estudar, conhecer, frequentar algum centro, deixe que naturalmente as coisas aconteçam.

•  Não procure lugares que "Libertam sua Mediunidade" ou que fazem exercícios ou passes para "Despertar a Mediunidade". A mediunidade aparece naturalmente e está latente no espírito que possui o compromisso de exercê-la.

Na hora certa ela aparecerá e como o próprio Allan Kardec informa no Livro dos Médiuns, ela deve se desenvolver naturalmente através do equilíbrio e burilamento do médium.

Se você está lendo esse artigo porque está preocupado ou por que sente uns "troços", umas "coisas" que não consegue explicar e que deixam você extremamente apavorado, então você é um bom candidato a ser médium.


Quando chega a hora da mediunidade "aflorar" ela aparece e não pode ser negada pelo médium, embora alguns façam um esforço enorme para se enganar. 

A Mediunidade e o seu Despertar
por Gustavo Martins

sábado, 8 de fevereiro de 2014

REQUISITOS PARA EDUCAR A MEDIUNIDADE


 Para educar a mediunidade há requisitos inamovíveis, sem os quais ninguém consegue desdobrar essas percepções.


O primeiro deles, estudá-la, conhecer as suas possibilidades e as demais. Conhecer o Espiritismo, que é a ciência que explica a mediunidade. Sem esse conhecimento a pessoa não passa do estado de superstição e de aventura, ainda mais, por causa do grande escolho à mediunidade, do grande perigo, que é a obsessão. (Fonte para estudo, O Livro dos Médiuns, cap. XXIII).
 
Sendo os Espíritos as almas dos homens que viveram na Terra, eles são exatamente os mesmos desvestidos do corpo físico. Bons ou maus, nobres ou indignos, honestos ou injuriosos e, estando a pessoa no desabrochar da mediunidade, em uma faixa de incerteza e de instabilidade emocional, sintoniza primeiro com os Espíritos levianos, que se lhe aproveitam da ignorância para prometer-lhe missões, funções especiais, posições de relevo, e mentindo, dizerem tudo aquilo que agrada à vaidade da criatura humana. (Fonte de estudo, O Livro dos Médiuns, cap. XVII, ítem 211 e O Livro dos Espíritos, pergunta 919).

Portanto, cumpre ao médium o dever de vigiar-se, para ter certeza de que é uma criatura humana falível, como uma outra qualquer. Portadora apenas de uma faculdade a mais que lhe pode ser instrumento de felicidade, como de ruína, de acordo com a finalidade que lhe dê.
A mediunidade não é boa nem má; o uso que se lhe dê tornar-lhe-á uma bênção ou uma desdita para o seu usuário.

A segunda função é o exercício. A mediunidade não é para um breve período como muita gente que treina uma semana e na seguinte abre um Centro Espírita, para atender à sua e à vaidade das pessoas que lhe são afins. Acreditando que o fato de abrir um Centro Espírita a mais, é um grande serviço que presta à Humanidade, pois que, não estando a pessoa convenientemente equipada, o que pode transmitir? Como conduzir, se ainda não sabe conduzir-se? Incidindo naquela prescrição de Jesus: "Cego que conduz cego, caem todos no mesmo abismo". (S.Mateus, cap. XV, vv 1 a 20)
 
Portanto, é um exercício para toda a vida. Porque, a pessoa que possui inteligência, não pode dizer amanhã: — "A partir de agora vou deixar de ser inteligente". A pessoa que aprende a ler e escrever não pode afirmar: — "De agora em diante não leio mais." Porque, onde quer que incidam as suas vistas, o que estiver grafado em seu idioma, ela o lerá, queira ou não, uma vez que é uma qualidade inerente à sua realidade humana.
A mediunidade, portanto, exige uma educação permanente e, à medida quem o médium vai educando as suas possibilidades psíquicas, mais amplas estas se lhe fazem, exigindo-lhe maior campo de ação e de vigilância.
 
"Educar-se incessantemente é dever a que o médium deve comprometer intimamente, a fim de não estacionar e, aprimorando-se, lograr as relevantes finalidades que a Doutrina Espírita propõe para a mediunidade com Jesus." 
(Joanna de Ângelis, no livro no Limiar do Infinito).

O terceiro requisito é a consciência de que é médium, para que lhe serve a mediunidade.

 "É necessário vigiar as entradas do coração e permanecer no posto da prece." 
(Joanna de Ângelis, no livro Convites da Vida)


Requisitos para educar a mediunidade
Divaldo Pereira Franco

sábado, 18 de maio de 2013


Preciosa Ferramenta


A mediunidade é ferramenta valiosíssima sim, senhor!, e acima de tudo, muito importante como instrumento de educação e progresso. Alguns dirigentes deveriam considerar os portadores de certas aptidões mediúnicas ostensivas, pessoas que, geralmente, apresentam fortes sintomas obsessivos, aqueles desequilíbrios naturais do início.
Não podemos ver a mediunidade como algo desnecessário e prováveis médiuns como meros obsedados. Não se pode subestimar quem mostre algum desequilíbrio em vista da mediunidade aflorada e, nem sempre, estes necessitam apenas fazer imediato tratamento antiobsessão e curso de Espiritismo.

Assisti ao depoimento de um rapaz que se dizia feliz por não mais experimentar a “pavorosa” levitação do colchão de sua cama com ele deitado sobre este. Há algum tempo, em um programa de TV espírita, um moço mostrou-se eternamente grato ao apresentador e entrevistador desse programa, também dirigente de conhecida federação, por tê-lo encaminhado ao tratamento espiritual. Segundo ele, depois dos passes, o fenômeno, “graças a Deus, cessou!”, e isto me fez recordar aqueles testemunhos televisivos em que se atribui responsabilidade de tudo ao Diabo...
Por que esse tal dirigente não acompanhou o desenrolar dos fatos, além de somente conduzir o moço à terapia de passes? Quantas outras ocorrências interessantes, passíveis de observação não devem ter sido levadas em conta, sem lhes darem a menor importância! Gente! Deus jamais criou algo supérfluo! Qualquer tipo de fenômeno acontece consoante Seu consentimento e há de possuir algum proveito.

Onde estarão os pesquisadores espíritas de agora? Será que Almas da qualidade de um William Crookes, Alfred Erny, Epes Sargent, Gabriel Delanne, A. Aksakof, Charles Richet e outros se extinguiram para sempre? Por que em tempo algum se soube de nenhuma comunicação destes Espíritos? Ah! Mas alguém há de me contestar: “Há assuntos mais importantes”...
Houve um tempo em que aqueles homens encaravam médiuns e fenômenos como algo digno de se levar em consideração, com seriedade, daí, esses sábios consagrados em seus respectivos misteres produzir obras do valor de Fatos Espíritas (Crookes), O Psiquismo Experimental (Erny), O Fenômeno Espírita(Delanne), Animismo ou Espiritismo? (Bozzano), Animismo e Espiritismo (Aksakof), Física Transcendental (Zölner), etc.

Desdenhar da manutenção do intercâmbio espiritual é desdenhar da sabedoria e misericórdia de Deus. Há quem pregue a abstração de médiuns com respeito a aparelhos eletrônicos: tais aparelhos "substituiriam" tranquilamente os médiuns. Ouvi de alguém este asserto: “só existirá no futuro um tipo de mediunidade: a intuitiva”. Desde já, menosprezam, por exemplo, a psicofonia.

Aparelhos eletrônicos não podem substituir as propriedades psíquicas de um médium. Nenhum circuito contendo válvulas, semicondutores, transdutores, etc. ou circuitos constituídos de componentes miniaturizados, montados em uma pequena pastilha de silício, ou de outro material semicondutor poderá fazer as vezes do sistema nervoso e estímulos, da corrente elétrica originária do cérebro e do campo magnético que possibilita a geração do fluxo da carga energética de essência eminentemente divina. Vai demorar muito certas faculdades tornarem-se coisas imprescindíveis (haja milênio, creio eu!).

Se certos dirigentes não dão a mínima atenção a certos fenômenos, que dirá a certos médiuns! Alguns até acham que médium não é nada, e se perde grande oportunidade de, quem sabe, obterem-se resultados morais e intelectuais de proveito geral. Ora, antes de tudo, qualquer médium é um filho de Deus como qualquer outra pessoa, merecedora de todo o apoio e respeito. Alguns pensadores espíritas julgam perda de tempo desenvolver-se, por exemplo, médiuns de efeitos físicos; para eles, já disseram, já provaram tudo, principalmente no que consta de obras conforme psicografias de Chico e de Divaldo.

Quanto à psicografia, em particular, a que tanto Allan Kardec deu maior importância, por razões óbvias, por que os dirigentes não pesquisam seus médiuns psicógrafos? Será que todo mundo sentado à mesa recebe mesmo mensagens escritas do Além, é realmente médium psicográfico? Por que já ouvi isto em certas casas espíritas de certos médiuns: “Será que foi mesmo um Espírito ou eu que escrevi?”
Por que não inquirir de alguns Espíritos cujas assinaturas constam dos “romances mediúnicos”? Donos de editora que se intitula espírita não deveriam só dar maior importância à parte comercial que certos trechos enigmáticos, confusos e, às vezes, anti-doutrinários; deveriam, sim, adotar, quando necessário, chamar o médium e o autor desencarnado, indagá-lo a respeito de certas idéias que não ficaram claras (tal como faria Kardec), obter, inclusive, a biografia desse autor em nome da credibilidade.

Outras perguntas: por que o Espírito André Luiz nunca foi questionado através de médiuns de diferentes núcleos espíritas? Por que aqueles que contestam o Espírito Emmanuel, por causa da obra A Caminho da Luz, não o convocou até hoje para que se justificasse? Será que além de Chico Xavier, Yvonne Pereira e Divaldo Pereira Franco não existe nem ao menos um médium competente em nossa terra?
Não. Ninguém pode garantir que não há nenhum médium idôneo. Sei de um caso de um médium, por sinal sonambúlico, que materializa Espíritos (mediunidades raríssimas!), o qual, antes, detestava religiões e em tempo nenhum admitia a existência de Deus. Certo dia, depois de muito sofrer por opor-se a aceitar a sua condição de médium, procurou desesperadamente ajuda. Ele deixou o orgulho de lado e foi em busca de algum esclarecimento para o seu caso em conceituada casa espírita que se localiza no centro da capital paulista; disse ele em tom de frustração: “Quando cheguei lá, não tive quem me atendesse como deveria”...

Davilson Silva
Portal do Espírito

sábado, 2 de março de 2013

Vida de Médium



As primeiras manifestações

Há médiuns, como Francisco Cândido Xavier, Divaldo Franco e Yvonne do Amaral Pereira, que, desde a mais tenra infância, apresentam suas faculdades mediúnicas ostensivas, muitas vezes preocupando os adultos que com eles convivem. Outros vão manifestar suas faculdades de forma mais clara no eclodir da adolescência, variando de caso para caso.
Todavia, é certo que, sendo uma faculdade inata, sempre se revela, apesar de nem sempre ser tida como tal pelas outras pessoas, que encaram os fenômenos até como sintomas de desvio psicológico ou psíquico.
Quanta gente frequenta os consultórios de psicólogos, de médicos neurologistas ou psiquiatras ou os hospitais em geral como doentes, quando, na verdade, são simplesmente médiuns em situação de desajuste!
É preciso que os profissionais espíritas da área da saúde detectem os casos de mediunidade e encaminhem seus pacientes médiuns aos centros espíritas, mesmo que continuem seu tratamento conforme as orientações da Ciência terrena, pois, em caso contrário, dificilmente aqueles pacientes terão solucionados seus problemas realmente.

Vida de médium
Luiz Guilherme Marquês

domingo, 29 de julho de 2012

MÉDIUNS VIDENTES

Aparições acidentais e espontâneas

São frequentes, sobretudo no momento da morte das pessoas que aquele que vê amou ou conheceu e que o vêm prevenir de que já não são deste mundo. Há inúmeros exemplos de fatos deste gênero, sem falar das visões durante o sono. Doutras vezes, são, do mesmo modo, parentes, ou amigos que, conquanto mortos há mais ou menos tempo, aparecem, ou para avisar de um perigo, ou para dar um conselho, ou, ainda, para pedir um serviço.

O serviço que o Espírito pode solicitar é, em geral, a execução de uma coisa que lhe não foi possível fazer em vida, ou o auxílio das preces. Estas aparições constituem fatos isolados, que apresentam sempre um caráter individual e pessoal, e não efeito de uma faculdade propriamente dita. A faculdade consiste na possibilidade, senão permanente, pelo menos muito freqüente de ver qualquer Espírito que se apresente, ainda que seja absolutamente estranho ao vidente. A posse desta faculdade é o que constitui, propriamente falando, o médium vidente.

Faculdade propriamente dita de ver os Espíritos

Entre esses médiuns, alguns há que só vêem os Espíritos evocados e cuja descrição podem fazer com exatidão minuciosa. Descrevem-lhes, com as menores particularidades, os gestos, a expressão da fisionomia, os traços do semblante, as vestes e, até, os sentimentos de que parecem animados. Outros há em quem a faculdade da vidência é ainda mais ampla: vêem toda a população espírita ambiente, a se mover em todos os sentidos, cuidando, poder-se-ia dizer, de seus afazeres.

Desenvolvimento Mediúnico

A faculdade de ver os Espíritos pode, sem dúvida, desenvolver-se, mas é uma das de que convém esperar o desenvolvimento natural, sem o provocar, em não se querendo ser joguete da própria imaginação. Quando o gérmen de uma faculdade existe, ela se manifesta de si mesma. Em princípio, devemos contentar-nos com as que Deus nos outorgou, sem procurarmos o impossível, por isso que, pretendendo ter muito, corremos o risco de perder o que possuímos.

Quando dissemos serem frequentes os casos de aparições espontâneas, não quisemos dizer que são muito comuns. Quanto aos médiuns videntes, propriamente ditos, ainda são mais raros e há muito que desconfiar dos que se inculcam possuidores dessa faculdade. E prudente não se lhes dar crédito, senão diante de provas positivas.

Não aludimos sequer aos que se dão à ilusão ridícula de ver os Espíritos glóbulos; falamos apenas dos que dizem ver os Espíritos de modo racional. E fora de dúvida que algumas pessoas podem enganar-se de boa-fé, porém, outras podem também simular esta faculdade por amor-próprio, ou por interesse. Neste caso, é preciso, muito especialmente, levarem conta o caráter, a moralidade e a sinceridade habituais; todavia, nas particularidades, sobretudo, é que se encontram meios de mais segura verificação, porquanto algumas há que não podem deixar suspeita, como, por exemplo, a exatidão no retratar Espíritos que o médium jamais conheceu quando encamados.

Clarividência 
É a faculdade mediúnica de ver com detalhes não apenas os espíritos mas cenas do plano espiritual. A percepção, via clarividência, é mais aprofundada. A pessoa entra em transe, permanecendo, mesmo que por breve tempo, em estado sonambúlico.

Espíritos glóbulos
Às considerações precedentes acrescentaremos o exame de alguns efeitos de ótica, que deram lugar ao singular sistema dos Espíritos glóbulos. Nem sempre é absoluta a limpidez do ar e ocasiões há em que são perfeitamente visíveis as correntes das moléculas aeriformes e a agitação em que as põe o calor. Algumas pessoas tomaram isto por aglomerações de Espíritos a se agitarem no espaço. Basta se cite esta opinião, para que ela fique desde logo refutada. Há, porém, outra espécie de ilusão não menos estranha, contra a qual bom é também se esteja precavido. 
O humor aquoso do olho apresenta pontos quase imperceptíveis, que hão perdido alguma coisa da sua natural transparência. Esses pontos são como corpos opacos em suspensão no líquido, cujos movimentos eles acompanham. Produzem no ar ambiente e a distância, por efeito do aumento e da refração, a aparência de pequenos discos, cujos diâmetros variam de um a dez milímetros e que parecem nadar na atmosfera. Pessoas conhecemos que tomaram esses discos por Espíritos que as seguiam e acompanhavam a toda parte. Essas pessoas, no seu entusiasmo, tomavam como figuras os matizes da irisação, o que é quase tão racional como ver uma figura na Lua. Uma simples observação, fornecida por essas pessoas mesmo, as reconduzirá ao terreno da realidade.
Os aludidos discos ou medalhões, dizem elas, não só as acompanham, como lhes seguem todos os movimentos, vão para a direita, para a esquerda, para cima, para baixo, ou param, conforme o movimento que elas fazem com a cabeça. Isto nada tem de surpreendente. Uma vez que a sede da aparência é no globo ocular, tem ela que acompanhar todos os movimentos do olho. Se fossem Espíritos, forçoso seria convir em estarem eles adstritos a um papel por demais mecânico para seres inteligentes e livres, papel bem fastidioso, mesmo para Espíritos inferiores e, pois, com mais forte razão, incompatível com a ideia que fazemos dos Espíritos superiores.
Verdade é que alguns tomam por maus Espíritos os pontos escuros ou moscas amauróticas esses discos, do mesmo modo que as manchas negras, têm um movimento ondulatório, cuja amplitude não vai além da de um certo ângulo, concorrendo para a ilusão a circunstância de não acompanharem bruscamente os movimentos da linha visual. Bem simples é a razão desse fato. Os pontos opacos do humor aquoso, causa primária do fenômeno, se acham, conforme dissemos, como que em suspensão e tendem sempre a descer. Quando sobem, é que são solicitados pelo movimento dos olhos, de baixo para cima; chegados, porém, a certa altura, se o olho se torna fixo, nota-se que os discos descem por si mesmos e depois se imobilizam. Extrema é a mobilidade deles, porquanto basta um movimento imperceptível do olho para fazê-los mudar de direção e percorrer rapidamente toda a amplitude do arco, no espaço em que se produz a imagem. Enquanto não se provar que uma imagem tem movimento próprio, espontâneo e inteligente, ninguém poderá enxergar no fato de que tratamos mais do que um simples fenômeno ótico ou fisiológico.
O mesmo se dá com as centelhas que se produzem algumas vezes em feixes mais ou menos compactos, pela contração do músculo do olho, e são devidas, provavelmente, à eletricidade fosforescente da íris, pois que são geralmente adstritas à circunferência do disco desse órgão.
Tais ilusões não podem provir senão de uma observação incompleta. Quem quer que tenha estudado a natureza dos Espíritos, por todos os meios que a ciência prática faculta, compreenderá tudo o que elas têm de pueril. Do mesmo modo que combatemos as aventurosas teorias com que se atacam as manifestações, quando essas teorias assentam na ignorância dos fatos, também devemos procurar destruir as ideias falsas, que indicam mais entusiasmo do que reflexão e que, por isso mesmo, mais dano do que bem causam, com relação aos incrédulos, já de si tão dispostos a buscar o lado ridículo.

A era do espírito
http://www.aeradoespirito.net/AutoajudaMS/IND_AUTOAJUDA_MS.html

segunda-feira, 9 de abril de 2012

MECANISMOS DA PSICOGRAFIA E PSICOFONIA

A psicografia e a psicofonia obedecem ao mecanismo geral da mediunidade de efeito inteligente, não se diferenciando destas em nenhum aspecto.

O fenômeno mediúnico necessita obrigatoriamente de um médium, ou seja, um encarnado com a faculdade de propiciar a comunicação mediúnica, de um espírito que vá transmitir sua comunicação e das variáveis ambientais favoráveis a comunicação, além da permissão da espiritualidade superior para que a comunicação ocorra.

É evidente que a vontade do médium e do espírito em participar do processo de comunicação é fundamental no processo, pois nenhuma das duas partes pode ser obrigada a tal.

Para que o fenômeno se processe com agilidade e facilidade, muitas vezes o espírito comunicante é colocado em contato com o médium antecipadamente, durante o sono, para que possa haver melhor afinidade fluídica.

No momento da comunicação, o médium, devidamente concentrado, expande seu perispírito, suas vibrações energéticas, o mesmo ocorrendo com o espírito comunicante.
Estando próximos, os perispíritos de médium e do espírito se interpenetram, “misturando” sua energias e vibrações, constituindo o que se denomina de “atmosfera fluídico-espiritual comum”.

Através da atmosfera fluídico-espiritual comum, que constitui uma verdadeira “ponte” entre espírito e médium, é que o desejo, a vontade e a mensagem do espírito flui até o médium.

No caso específico da psicografia e da psicofonia intuitiva, o espírito faz chegar até o consciente do médium suas idéias, pensamentos e sentimentos na forma de impressões, que o médium, em plena consciência de seus sentidos, capta e “traduz” na forma de uma mensagem aquilo que “percebeu” e entendeu.

Na psicografia semi-mecânica e na psicofonia consciente, o espírito faz um acesso mais direto aos centros nervosos que controlam a escrita e a fala, mas também faz passar pelo consciente do médium seus pensamentos. 
Assim sendo, o médium mantém plena consciência da comunicação, em seu teor, mas sente um impulso na mão na psicografia, ou a formação de palavras no seu sistema fonador.

Na psicografia mecânica, o espírito controla diretamente os centros nervosos que possibilitam a escrita, “conduzindo” a mão do médium, sem que o conteúdo da mensagem passe pelo consciente do médium, que no entanto, está ativo e presente. 

Na psicofonia inconsciente, o espírito comunicante faz um acesso intenso aos núcleos responsáveis pela fala, sem utilizar o “consciente” do médium, que fica num estado de “dormência”, embora seu espírito fique ativo e vigilante, participando ativamente do processo. Terminada a comunicação, o médium não se lembrará do conteúdo da mensagem.

É preciso lembrar que as condições de preparo do médium, a organização do grupo mediúnico, a harmonização de pensamentos e vibrações, a disciplina, a seriedade e o amor ao próximo são condições ambientais indispensáveis para que os fenômenos mediúnicos possam ocorrer.

Extraído da apostila do Centro Espírita Luz Eterna 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

É NECESSÁRIO PRUDÊNCIA PARA SE COMUNICAR COM O MUNDO INVISÍVEL

O estudo do mundo invisível exige muita sabedoria e perseverança. Somente depois de anos de reflexão e de observação é que se adquire a Ciência da vida, que se aprende a conhecer os homens, a julgar seu caráter, a prevenir-se contra as armadilhas das quais o mundo está semeado. Mais difícil ainda de se adquirir é o conhecimento da humanidade invisível que nos cerca e plana acima de nós. O espírito desencarnado encontra-se além da morte tal como ele próprio se fez durante estada nesse mundo. Não é nem melhor nem pior. Para domar uma paixão, corrigir um defeito, atenuar um vício, é preciso, às vezes, mais de uma existência.

Daí resulta que, na multidão dos espíritos, os caracteres sérios e refletidos são, como na Terra, minoria; os espíritos levianos, apaixonados pelas coisas pueris e vãs, formam numerosas legiões. O mundo invisível é, pois, numa mais vasta escala a reprodução, a cópia do mundo terrestre. Lá, como aqui, a verdade e a ciência não são a partilha de todos. A superioridade intelectual e moral só se obtêm através de um trabalho lento e contínuo, pela acumulação de progressos realizados no decorrer de uma longa série de séculos.

Sabemos, todavia, que esse mundo oculto reage constantemente sobre o mundo corporal. Os mortos influenciam os vivos, guiam-nos, inspiram-nos à sua vontade. Os espíritos se atraem em razão de suas afinidades. Os que se despojaram da vestimenta de carne, assistem os que dela ainda estão revestidos. Eles os estimulam no caminho do bem, mas frequentemente, também, impelem-nos no do mal.

Os espíritos superiores só se manifestam nos casos em que sua presença pode ser útil e facilitar nossa melhoria. Fogem das reuniões barulhentas e só se dirigem aos homens animados de puras intenções. Nossas regiões obscuras pouco lhes convêm. Desde que possam, voltam para os meios menos carregados de fluidos grosseiros, mas, apesar da distância, não cessam de velar pelos seus protegidos.

Os espíritos inferiores, incapazes de aspirações elevadas, comprazem-se na nossa atmosfera. Envolvem-se na nossa vida e, unicamente preocupados com o que cativava seus pensamentos durante a existência corporal, participam dos prazeres e dos trabalhos dos homens aos quais sentem-se unidos pelas analogias de caráter ou de hábitos. Às vezes até, dominam e subjugam as pessoas fracas, que não sabem resistir à sua influência. Em alguns casos, seu império torna-se tal, que podem levar suas vítimas até ao crime e à loucura. Esses casos de obsessão e de possessão são mais comuns do que se pensa. É neles que se deve buscar a explicação de numerosos fatos relatados pela História.

Haveria perigo de se abandonar sem reserva à experimentação espírita. O homem de coração correto, de mente esclarecida e segura, pode nela recolher consolações inefáveis e preciosos ensinamentos. Mas aquele que apenas buscasse nesses fatos um interesse material ou um divertimento frívolo, tornar-se-ia fatalmente objeto de mistificações inumeráveis, o brinquedo de espíritos pérfidos que, elogiando seus pendores, seduzindo-o pelas brilhantes promessas, ganhariam sua confiança, para sobrecarregá-lo, em seguida, com zombarias e decepções.

Uma grande prudência é, então, necessária para se entrar em comunicação com o mundo invisível. O bem e o mal, a verdade e o erro misturam-se, e, para distinguir um do outro, é preciso fazer passar todas as revelações, todos os ensinos, pelo crivo de um julgamento severo. Só se deve aventurar nesse terreno passo a passo. Para expulsar as más influências, para afastar a horda de espíritos levianos ou maléficos, basta tornar-se senhor de si, e nunca abdicar do direito de controle e exame, de procurar acima de tudo os meios de se aperfeiçoar no conhecimento das leis superiores e na prática das virtudes. Aquele cuja vida é reta, e que procura a verdade com um coração sincero, nenhum perigo tem a temer. Os espíritos de luz nele lêem, vêem suas intenções e o assistem. Os espíritos trapaceiros e mentirosos afastam-se do justo, como uma tropa de partidários diante de uma cidadela bem defendida. Os obsessores atacam, de preferência, os homens levianos, que negligenciam as questões morais, para buscar em tudo seu prazer ou seu interesse.

Quase sempre, laços cuja origem remonta às existências anteriores unem os obsediados aos seus perseguidores invisíveis. A morte não apaga nossas faltas e não nos livra dos nossos inimigos. Nossas iniquidades recaem sobre nós através dos séculos, e aqueles que as sofreram, perseguem-nos com sua vingança e seu ódio além da tumba. Assim o permite a justiça soberana. Tudo se resgata e se expia. Aquilo que, nos casos de obsessão e de possessão, parece-nos anormal, iníquo, não é frequentemente, senão a consequência das espoliações e das infâmias efetuadas no obscuro passado.

Fonte: extraído do livro “Depois da Morte”, de Léon Denis. Léon Denis Gráfica e Editora.

sexta-feira, 2 de março de 2012

É correto utilizar a mediunidade como auxílio nos assuntos da vida material?

A mediunidade é uma estranha ponte destinada a ligar duas coisas que são uma só; na verdade, são duas apenas na aparência. Na ilusão dos sentidos.

Não há contraposição entre vida material e vida espiritual. Você está sendo espiritual aqui mesmo.

Assim, essa tem sido uma falsa questão. Você foi ensinado a pensar que só será espiritual depois de morto. As religiões e doutrinas lhe dizem que é necessário preparar-se para a futura vida espiritual. Mas ela já está aqui, o tempo todo.

A rigor, não há matéria ou espiritualidade. A diferença é apenas aparente. A vida material e a vida espiritual interagem de tal modo que não há um momento em que termina uma e começa a outra. Elas são uma só.

Você já está na vida espiritual, apenas ainda não percebeu.

Um terço de sua existência você passa fora do corpo, no etéreo, enquanto dorme. Nem mesmo durante o tempo de sua encarnação você deixa de estar, diariamente, fora da matéria. A continuidade entre uma situação e outra é permanente. Mesmo seus corpos etéreos não são outra coisa senão matéria.

Assim, se houver necessidade, os recursos mediúnicos existem para qualquer situação. Não há impedimento em usar as possibilidades disponíveis, porque os problemas da matéria são tão importantes quanto quaisquer outros.

Onde se iniciam os traumas – que tantas vezes passam de uma para outra encarnação – senão aqui mesmo? Uma situação vivida na matéria pode ter repercussões por séculos, ao longo de muitas vidas. Então, não há por que desvalorizar os problemas da vida material como se eles fossem menos importantes, e não há razão para dividir.

A vida é uma só, mudando de aparência conforme você a observa. Ora aparenta ser matéria, ora aparenta ser espiritualidade. Mas ela é a mesma, apenas assume aspectos diferentes. Assim, não há erro em utilizar os recursos de uma para auxiliar a outra.

O problema surge quando o recurso à mediunidade – para resolver assuntos do dia-a-dia – se torna uma viciação mental. Você pode se tornar dependente. Então, o recurso à mediunidade não é o problema. O abuso é o problema.

É justo que você procure o auxílio de grupos mediúnicos quando realmente necessário, mas compreenda que os médiuns têm as mesmas dificuldades que você, às vezes até maiores. Não os esprema até tirar deles a última gota.

E, principalmente, não transfira sua responsabilidade de decidir para os médiuns ou os mentores espirituais. Não é o papel deles decidirem por você. Não faça da mediunidade um posto de serviços nem entenda um grupo mediúnico como pátio dos milagres. Evite a viciação em consultorias e tratamentos. Viva, tome seus rumos, decida por você mesmo.

Cresça.

Dos médiuns e mentores espirituais, você pode, ocasionalmente, receber alguma ajuda ou orientação, mas não é obrigação deles substituí-lo no ato de viver.

Fonte: extraído do livro “100 Perguntas e Respostas sobre a Mediunidade e o Espiritualismo”, 
Márcio de Carvalho. Editora Nova Era.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A NATUREZA DA MEDIUNIDADE

Limitando-nos daqui para frente à acepção restrita do termo 'médium', que é a mais usual e relevante, estaremos, no que se vai seguir, entendendo a mediunidade como a aptidão especial que certas pessoas possuem para servir de meio de comunicação entre os Espíritos e os homens.

A questão que naturalmente surge neste ponto é a de se determinar qual é a natureza da faculdade mediúnica: quais as suas causas, por que surge somente em determinadas pessoas e em modalidades e graus diversos, se é passível de desenvolvimento forçado mediante alguma técnica etc.
Um aspecto central relativo à natureza da mediunidade acha-se exposto na resposta à questão que Kardec endereçou aos Espíritos no parágrafo 226 de O Livro dos Médiuns:

O desenvolvimento da mediunidade guarda proporção com o desenvolvimento moral dos médiuns?
“Não; a faculdade propriamente dita prende-se ao organismo; independe do moral. O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom ou mau, conforme as qualidades do médium.”

Como observamos pela resposta dos Espíritos, a capacidade de servir de “ponte” entre o mundo espiritual e o mundo material está ligada a fatores de ordem orgânica.
Esse ponto encontra-se exarado em vários lugares das obras de Kardec e de outros autores espíritas abalizados, passando, no entanto, despercebido à maioria das pessoas, mesmo espíritas.

Já em 1859 Kardec afirmava, em seu livro Instrução Prática sobre as Manifestações Espíritas que “essa faculdade depende de uma disposição orgânica especial, suscetível de desenvolvimento.”.
 Em O Livro dos Médiuns as referências nesse sentido são numerosas.
No parágrafo 94, por exemplo, que trata das manifestações físicas espontâneas, os Espíritos informam que a aptidão de ser médium de efeitos físicos “se acha ligada a uma disposição física”.
Bem mais adiante, ao estudar a formação dos médiuns, Kardec retorna ao assunto:
Têm-se visto pessoas inteiramente incrédulas ficarem espantadas de escrever [mediunicamente] a seu mau grado, enquanto que crentes sinceros não o conseguem, o que prova que esta faculdade se prende a uma disposição orgânica.
Notemos que nesta última passagem há referência a mais um princípio importante: a mediunidade não depende das convicções filosóficas ou das crenças religiosas do médium.

Por fim, em resposta à questão 19 do parágrafo 223 desse mesmo livro os Espíritos esclarecem que “a mediunidade propriamente dita independe da inteligência bem como das qualidades morais” do médium. Portanto a mediunidade independe também do desenvolvimento intelectual do médium.

Resumindo o que vimos até aqui:
A mediunidade é a faculdade especial que certas pessoas possuem para servir de intermediárias entre o Espíritos e os homens. Ela tem origem orgânica, e independe:
- da condição moral do médium;
- de suas crenças;
- de seu desenvolvimento intelectual.

No parágrafo 200 de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec deixa claro que “não há senão
um único meio de constatar [a existência da faculdade mediúnica em alguém]: a experimentação.” Ou seja, só poderemos saber que uma pessoa é médium observando que efetivamente é capaz de servir de intermediário aos Espíritos desencarnados.

Isso naturalmente remete à importante questão do desenvolvimento da mediunidade.
Por sua importância e pelas confusões e equívocos a que se tem prestado, merece ser abordada numa seção especial.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

MÉDIUNS E MEDIUNIDADE

1- Na reunião com a presença de vários médiuns videntes e/ou audientes um ouve ou vê uma ocorrência e outro ouve ou vê outro fato, quer dizer que há contradição ou embuste?
R - Não. Estando cada médium vibrando em sua própria faixa evolutiva, cada um estará naturalmente, sintonizado com esta ou aquela entidade, com este ou aquele aspecto do Plano Espiritual, pelo que cada um registrará a presença ou fatos com os quais esteja identificado.

2- Qual a diferença entre inspiração e intuição; vidência e clarividência; audiência e clariaudiência?
R - A opinião dos estudiosos sobre o assunto diverge um pouco. Alguns aceitam como sinônimos (inspiração/intuição - vidência/clarividência - audiência/clariaudiência), outros vêem no segundo termo uma sutileza ou aprimoramento do primeiro: Intuição é a inspiração quando cresce (Emmanuel - Encontros no Tempo - pergunta 34). Clarividência seria ver melhor, ou com mais clareza (Edgard Armond - Mediunidade). A experiência nos mostra que alguns médiuns apenas vêem entidades ou quadros do Plano Espiritual, enquanto outros, além de verem, como que sentem o estado íntimo da entidade ou as vibrações do ambiente (clarividência). Enquanto alguns ouvem sons ou ruídos, outros ouvem e percebem interiormente o estado do Espírito ou do ambiente (clariaudiência).

3- Como proceder o médium para manter o estado de concentração durante as reuniões práticas e como desconcentrar-se, quando preciso?
R - Concentrar é manter o pensamento voltado a um objetivo específico, no caso de reuniões espíritas, voltá-lo exclusivamente ao amor e à caridade, buscando oferecer o melhor de nós mesmos. Se temos dificuldades para mantê-lo neste estado (em virtude de preocupações rotineiras) podemos nos valer da prece como recurso de concentração. Para desconcentrar, deve o médium voltar o pensamento ao meio ambiente, ainda assim, alicerçado nas vibrações da prece para manter o equilíbrio.

4- O médium deve ficar concentrado durante toda a reunião?
R - Deve o médium, com espontaneidade, manter-se atento ao desenrolar dos trabalhos, com o que estará aprendendo e ao mesmo tempo à disposição da Espiritualidade para atuar quando solicitado. Permanecer sim, à disposição do serviço, sob a égide de Jesus.

5- Qual a postura adequada do médium à mesa?
R - Guardadas as conveniências, a mais cômoda, porque será a menos cansativa. Evitar, porém, as posições que facilitem o sono.

6- Numa reunião de educação mediúnica, se o médium apesar das influências para falar, permanece silencioso, aguardando sua vez, está sendo ele beneficiado?
R - Sim. Estará aprendendo com os outros e exercitando em sua auto-educação.

7- Que dizer do médium que recebe comunicações fora da mesa de trabalho, ou do local da reunião?
R - Faltam-lhe ainda os recursos da educação mediúnica. O médium, consciente de suas responsabilidades, não se entrega a atividade mediúnica ostensiva fora da reunião própria.

8- Como e até onde se processa a influência dos Espíritos sobre o médium, ostensivo ou não?
R - Todos somos em nosso íntimo (mentalmente) influenciados pelos Espíritos. Enquanto esta influência sobre o médium ostensivo é mais direta, portanto, com reflexos mais acentuados, sobre o médium de sustentação, ela se limita às intuições ou manipulações de energias necessárias ao bom andamento da reunião.

9- Qual o procedimento do médium quando intensamente assediado pelas vibrações de um Espírito desequilibrado, quer na reunião ou fora dela?
R - Redobrar o seu estado de vigilância, pois, pode tratar-se de um trabalho em andamento supervisionado pelos mentores espirituais. Recorrer à oração e às leituras edificantes, porque assim estará cooperando para a sua melhoria e a do Espírito que se aproxima.

10- Como entender o fato de o médium alegar que faz preces e não consegue superar o envolvimento de determinadas entidades?
R - Às vezes as nossas preces se limitam aos lábios. "Há diferença fundamental entre orar e declamar". No entanto, se aliamos a mente ao coração e realmente orarmos confiantes no Senhor e o envolvimento do Espírito permanece é porque estamos frente a um trabalho de reajuste, expiação ou testemunho, ou ainda frente a uma oportunidade de exercer a caridade a um necessitado. Redobremos a vigilância e confiemos no Senhor que a solução está a caminho.

Grupo espírita renascer

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

EU QUERO SER MÉDIUM

Embora muitos insistam em afirmar que a mediunidade é dívida, antes de qualquer outra coisa, baseando-se em uma afirmação de Emmanuel, (essa afirmação precisa ser melhor interpretada), na realidade, mediunidade é um sério compromisso que assumimos conscientemente antes de retornar à carne, seja por sugestão da espiritualidade superior ou por iniciativa nossa.

Mediunidade é o instrumento de nossa evolução e oportunidade de reparação de um mais que provável passado de erros. Recusá-la quando já estamos aqui, é fugir da responsabilidade, do compromisso, que assumimos no mundo espiritual, em detrimento de nós mesmos.

O Espiritismo está conosco há cento e cinquenta anos e ainda hoje a prática mediúnica claudica em muitas casas espíritas.
Não são raros os casos em que, logo na primeira visita, a pessoa é encaminhada ao desenvolvimento da sua mediunidade, mesmo não tendo nenhuma noção sobre como se processa o intercâmbio com os espíritos.
O resultado disso, inúmeras vezes, é desastroso: pessoas ficam apavoradas e com idéias erradas sobre o contato entre os homens e os desencarnados. E essa mentalidade é cultivada entre nós basicamente, pelo pouco ou nenhum estudo doutrinário, sobretudo das obras básicas.

Sabemos que o fenômeno mediúnico é um bom meio de atração para os que ainda não conhecem o Espiritismo, mas não se pode inverter a escala de valores das coisas.
O estudo, a divulgação da Doutrina Espírita e a reforma íntima, fundamentais para a vida futura do espírito imortal, devem ser as principais preocupações dos espíritas, principalmente dos dirigentes.

Milhares de pessoas, batem às portas dos centros espíritas, apresentando sintomas de mediunidade, desejando ser assistidas, a fim de se livrarem do desequilíbrio. Grande parte dos médiuns principiantes querem desenvolver a mediunidade, mesmo desconhecendo completamente o que isto significa, pois acreditam que, unicamente, na sessão mediúnica, desenvolverão sua mediunidade, seus obsessores serão doutrinados e alcançarão automaticamente o equilíbrio, a paz e a saúde. Em outras palavras, querem a conquista mágica e fácil, através do simples fenômeno mediúnico!

Grupos espíritas, sem conhecimento mais aprofundado do Espiritismo, ansiosos em aumentar o número de trabalhadores da casa, encaminham pessoas para a prática mediúnica, tão somente porque demonstram possuir mediunidade. Quando alertados, muitos dirigentes afirmam estar fazendo um ato de caridade, quando, na verdade, poderão estar promovendo uma tremenda desorganização psíquica, forçando o desenvolvimento mediúnico em pessoas despreparadas.
O erro torna-se muito mais grave, porque a pressa com o fenômeno mediúnico, torna o fenômeno mais importante que o próprio Espiritismo. E o resultado infeliz, da soma do despreparo dos dirigentes, com a persistente má vontade dos médiuns em estudar Espiritismo.

Repetimos: O estudo continuado, a divulgação incessante da Doutrina Espírita, – principalmente pelo exemplo – e a indispensável e indelegável reforma íntima, absolutamente fundamentais para a vida futura do espírito imortal, devem ser sempre as principais preocupações dos espíritas, principalmente dos seus dirigentes.

Escrito por Agnaldo Cardoso
Revista crista de espiritismo

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CONVERSANDO SOBRE MEDIUNIDADE

É de suma importância que todos nós, espíritas, que tomamos parte de uma tarefa qualquer na área da mediunidade em nossas casas espíritas, estejamos devidamente preparados para esse sublime mister espiritual.

Primeiramente, instruídos em todos os seus fundamentos através dos estudos sérios e aprofundados sobre a matéria em análise, constantes da codificação do Espiritismo, mais particularmente, O Livro dos Médiuns, além de inúmeras outras obras de reconhecido cunho doutrinário, trazidos ao nosso conhecimento por médiuns de grande capacidade mediúnica e respeito no meio espírita, como Chico Xavier, Divaldo Franco, Raul Teixeira entre outros.


Precisamos atentar para os sérios e nobres objetivos da mediunidade para nós médiuns, pois, como nos esclarecem os Nobres Emissários da Espiritualidade Superior, a mediunidade é uma sagrada ferramenta colocada ao nosso dispor pela Soberana Sabedoria do Universo, para o nosso aprimoramento espiritual e crescimento como Ser imortal a caminho da pureza e da felicidade que nos está reservada, aguardando por nossa decisão de empreender os necessários esforços por conquistá-la.

Somente através do adequado uso dos talentos mediúnicos de que somos portadores é que verdadeiramente poderemos nos tornar úteis aos Arquitetos Divinos para realizar as atividades da mediunidade de forma perfeita em nosso proveito próprio e do nosso semelhante, na Seara bendita do nosso Mestre e Guia, Jesus de Nazaré.

Para que melhor entendamos as responsabilidades que nos estão depositadas no exercício da mediunidade com Jesus, ouçamos a reposta de Divaldo Franco sobre o assunto.

Qual o objetivo de uma sessão mediúnica?

Divaldo – “É acima de tudo uma oportunidade de o indivíduo autorreformar-se; de fazer silêncio para escutar as lições dos Espíritos que nos vêm, depois da morte, chorando e sofrendo, sendo este um meio de evitar que caiamos em seus erros. É também esquecer a ilusão de que nós estejamos ajudando os Espíritos, uma vez que eles podem passar sem nós. No mundo dos Espíritos, as Entidades Superiores promovem trabalhos de esclarecimento e de socorro em seu favor; nós, entretanto, necessitamos deles, mesmo dos sofredores, porque são a lição de advertência em nosso caminho, convidando-nos ao equilíbrio e à serenidade. Assim, vemos que a ajuda é recíproca.

O médium é alguém que se situa entre os dois hemisférios da vida. O membro de um labor de socorro medianímico é alguém que deve estar sempre às ordens dos Espíritos Superiores para os misteres elevados.

À hora da reunião, deve-se manter, além das atitudes sociais do equilíbrio, a serenidade, um estado de paz interior compatível com as necessidades do processo de sintonia, sem o que, quaisquer tentames neste campo redundarão inócuos, senão negativos.

Depois da reunião é necessário manter-se o mesmo ambiente agradável, porque, à hora em que cessam os labores da incorporação, ou da psicografia, o fenômeno objetivo externo, em si, não cessam os trabalhos mediúnicos no mundo espiritual. Quando um paciente sai da sala cirúrgica, o pós-operatório é tão importante quanto a própria cirurgia. Por isso, o paciente fica carinhosamente assistido por enfermeiros vigilantes que estão a postos para atendê-lo em qualquer necessidade que venha a ocorrer.

Quando termina a lide mediúnica, ali vai encerrada, momentaneamente, a tarefa dos encarnados, a fim de recomeçá-la, logo mais, no instante em que ele penetre a esfera do sono, para prosseguir sob outro aspecto, ajudando os que ficaram de ser atendidos e não puderam, por uma ou outra razão. Então, convém que, ao terminar a reunião mediúnica, seja mantida a psicosfera agradável em que as conversas sejam edificantes. Pode-se e deve-se fazer uma análise do trabalho realizado, um estudo, um cotejo no campo das comunicações e depois uma verificação da produtividade; tudo isto em clima salutar de fraternidade, objetivando dirimir futuras inquietações e problemas outros”.

Assim sendo, irmãos e amigos, estejamos preparados sempre que nos apresentarmos aos amigos celestes para juntos participarmos de tarefas tão dignas, de forma a contribuir com o nosso melhor na construção da paz e da luz nos nossos caminhos, enquanto estamos usufruindo da presente oportunidade que Deus por amor e bondade nos concedeu.


Francisco Rebouças
Referência:
Diretrizes de Segurança – Questão 31. Divaldo P. Franco/ José Raul Teixeira.
O consolador

MÉDIUNS

Não procures o médium dos Espíritos Benfeitores, qual se fosses defrontado por um ser sobrenatural.

Quem se empenha a semelhante adoração, copia a atitude dos compa­nheiros de Moisés, quando se devota­vam aos ídolos inativos, com a diferença de que a nossa fantasiosa adoração estaria centralizada em torno de um ídolo animado e naturalmente falível.

O médium é um companheiro.

É um trabalhador.

É um amigo.

E é sobretudo nosso irmão, com dificuldades e problemas análogos àque­les que assediam a mente de qualquer espírito encarnado.

O nosso objetivo é buscar a luz do Espírito, que flui da lição que se derra­ma da Vida Maior, e não o garimpo de fenômenos superficiais, que brilham quais foguetes de artifício, impressionando a imaginação sem proveito real para ninguém.

Lembremo-nos de que nós outros, os aprendizes do Evangelho, estamos em torno do Médium de Deus, que é Jesus, há quase dois mil anos, não mais qual Tomé, sondando-lhe as chagas, mas na posição de discípulos redivivos, que procuram e encontram, não a figu­ração material do Senhor, mas a sua palavra de vida eterna, estruturada no espírito imperecível em que se lhe gravaram os ensinamentos imortais.

Livro Mediunidade e Sintonia
Emmanuel
Médium Francisco Cândido Xavier