quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O MAIS RICO

A civilização, criando novas necessidades, não é a fonte de novas aflições?
“Os males deste mundo estão na razão das necessidades artificiais que criais para vós mesmos. Aquele que sabe limitar os seus desejos e ver sem cobiça o que está fora das suas possibilidades, poupa-se a muitos aborrecimentos nesta vida. O mais rico é aquele que tem menos necessidades.” (Questão 926 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.)

Os bens materiais são ferramentas importantes colocadas à nossa disposição, para serem usadas de forma adequada, como auxiliares do nosso aprimoramento espiritual, pois que a verdadeira vida não é a física. A utilização indevida delas é que tem proporcionado a infelicidade entre os homens.
Sendo criaturas imortais, a vida definitiva é a espiritual. Nossa permanência neste mundo é temporária e a utilização que fazemos da matéria também é passageira, por isso, devemos refletir com consciência sobre a forma e maneira de viver bem por aqui, extraindo dessa existência o máximo de aprendizado possível, tendo em vista o nosso progresso espiritual.

O egoísmo que ainda carregamos tem empanado a nossa visão, impossibilitando enxergarmos os reais valores da vida, aqueles que nos atestarão crescimento interior. Essa terrível chaga da humanidade enfraquece o amor ao próximo, obscurece o sentimento de fraternidade e ofusca nossas iniciativas em favor da construção de uma sociedade mais justa e humana, pois que sugere a realização de ações que visam somente a nossa comodidade.

E o desejo de juntar e ter, materialmente, cada vez mais tem abafado os nossos sentimentos de maneira que passamos a pensar somente em nós mesmo, no nosso bem estar, no conforto da nossa família e poucas atenções damos àqueles que seguem ao nosso lado, vivendo momentos de aflições e angústias.

O ensinamento de Jesus: “Ama teu próximo como a ti mesmo” acaba não recebendo as atenções e a compreensão desejadas, pois que na verdade a preocupação é sempre conosco mesmo, embora a nossa afirmação de que somos verdadeiros cristãos.

Criando novas necessidades, nem sempre imprescindíveis, obviamente temos que nos esforçar para atendê-las, o que acaba por nos escravizar a uma vida voltada às conquistas materiais, dentro do conceito de possuir sempre mais e mais, enquanto os valores espirituais vão ficando para segundo plano, para outras oportunidades.

E como o tempo corre célere, quando percebemos já está findando a nossa vida aqui na Terra e tudo o que fizemos foi deitar preocupações em ter, em possuir bens e coisas materiais, que não nos acompanharão à vida espiritual que inexoravelmente nos aguarda. Conseguimos valores, moedas, patrimônio, mas não conseguimos a paz de uma consciência tranquila nos deveres que deveriam ser cumpridos.

O remorso e o arrependimento aparecem, mas pode ser tarde e a grande oportunidade de prosperarmos espiritualmente talvez esteja perdida. Então, o medo e o pavor se instalam em nossas mentes ante a incerteza do futuro.

Diante da assertiva de que o homem mais rico é aquele que tem menos necessidades, porque quase sempre somos insaciáveis, querendo mais e mais, talvez ainda haja tempo para que tomemos a deliberação de pensar no enriquecimento interior, na aquisição de valores nobres, como caridade, solidariedade, altruísmo, amor ao próximo e outros de igual importância, uma vez que serão essas aquisições que eternamente seguirão conosco, com capacidade de nos proporcionar a paz que queremos e a serenidade que buscamos.

Certamente ninguém está impedido de usufruir dos bens materiais, que aí estão para serem utilizados, mas, obviamente, de forma equilibrada, como recursos disponíveis, mas precisamos manter em mira sempre o desejo de aquinhoar bens espirituais, porque eles sim, nos farão melhores e nos garantirão uma boa posição futura.
Meditemos...


WALDENIR APARECIDO CUIN

EM MUITAS CIRCUNSTÂNCIAS.

Em muitas circunstâncias, é a tua própria prova que te auxilia a não resvalar em faltas de consequências mais graves.

É a tua limitação física, que te impede de assumir compromissos cármicos mais pesados do que aqueles que atualmente suportas.

É o serviço estafante, que te absorve o tempo que não te deixa ceder ao assédio da tentação em que complicarias o destino.

São os teus conflitos íntimos, que te imobilizam a leviandade e não te consentem sorver, à derradeira gota, a transbordante taça do prazer.

São as tuas dores constantes, espalhadas pelo corpo, que não te deixam albergar pensamentos que se te cristalizariam no espírito por tempo indeterminado.

É o companheiro que te policia os passos e te requisita a afeição de modo possessivo, que se interpõe entre ti e o abismo que se lhe escancara aos pés.

É o chefe da repartição que te cumula de exigências, mas que te induz ao crescimento profissional nas tarefas sob a tua responsabilidade.

É o filho doente que, não raro, te inspira ao socorro devido àquelas crianças enfermas que sofrem, sem arrimo da família e da sociedade.

É a injustiça de que foste vítima que te faz advogar a causa de todos os injustiçados do mundo.

São os traumas que suportaste na infância que, de uma forma ou de outra, te compeliram a sair da vulgaridade nos sentimentos em relação aos outros.

Não reclames, pois, dos problemas com os quais renasceste ou adquiriste em algum trecho do caminho que segues palmilhando.
Chegará um dia em que reconhecerás que as tuas dificuldades físicas, morais ou psicológicas, em suas mais variadas formas de expressão, foram as tuas maiores bênçãos.


Carlos A. Bacelli

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

BOM DIA!!

Tem coisa melhor do que falar de amor?
O amor é um sentimento por excelência, a base e o topo de toda sustentação da obra divina.

Pelas jornadas das existências espirituais, o ser de luz que um dia foi criado, se ocupou de uma roupagem material necessária para vivenciar suas experiências terrenas; a medida que avança na sua evolução moral o ser iluminado que habita o corpo, e que denominamos de alma, se eleva no intuito de irradiar ainda mais, toda sua capacidade de amar.

Toda criação de Deus traz em si, a parte mais importante DELE, o AMOR .

Só o amor pode Regenerar a Terra.

Abraço
Angel






SE VOCÊ ESTIVER A PONTO DE EXPLODIR...

Se você estiver a ponto de explodir ou desistir de tudo, lembra que, em qualquer situação, só com serenidade e equilíbrio é possível obter-se bons resultados.
Estado de espírito é como nos sentimos internamente, e pode estar desde péssimo até excelente.

No linguajar popular muito se usa a palavra astral: “alto astral”, baixo astral”, etc., indicando como estamos nos sentindo por dentro.

A maioria das pessoas não tem domínio sobre os próprios estados de espírito, deixando-se levar pela feição dos acontecimentos, pelo que ouve, pelo que vê e o que pensa. Poucos já conseguem domínio pleno sobre si mesmos, comandando sua vida interior conforme melhor entendem.

Os estados de espírito se formam pela interação dos pensamentos com as emoções e sentimentos, e podem transformar-se num circulo vicioso, que é importante desmanchar o mais depressa possível, sempre que o seu teor seja de ordem negativa.

Que tipo de malefícios os estados de espírito negativos podem gerar naqueles que os nutrem?

A ciência ultimamente vem se ocupando bastante com pesquisas sobre estados de espírito, relacionados com a saúde. Também algumas terapias complementares vêm desenvolvendo ações visando melhorar a vida e a saúde das pessoas, através de mudanças em seus estados de espírito.

Sabe-se, por exemplo, que as pessoas que cultivam o mau humor, a crítica negativa, as queixas e lamentações, que vêem a tudo e a todos com “maus olhos”, estão gerando energia psíquica de baixo teor, que tende a criar bloqueios na recepção e na circulação de energias de mais elevado teor em seus organismos, o que pode vir a causar inúmeras enfermidades e os mais variados tipos de mal-estar. E lembramos a sabedoria de Jesus, quando disse que “se os nossos olhos forem maus, todo o nosso corpo estará em trevas”.

PERGUNTA PARA REFLEXÃO

Como vejo a tudo e a todos, com bons ou com maus olhos?

Para alguém mudar seus estados de espírito para melhor só tem um caminho, o do próprio esforço nesse sentido.
É o “aprender a ajudar a si mesmo”. Isto significa crescer, começar a andar com os próprios pés, jogando fora as muitas muletas que nos têm acompanhado o crescimento espiritual.

Jesus, ao dirigir-se aos enfermos, dizia: “Levanta-te e anda”, indicando claramente que eles é que deveriam ajudar-se. Não era Ele, Jesus, quem os segurava pela mão e os auxiliava a andar. Ordenava e deixava o restante para a iniciativa e os esforços de quem queria curar-se.

Sabemos que a nossa vida é uma contínua interação entre a mente, os corpos físico e espiritual, as emoções e os sentimentos, que a cada passo sofrem atritos internos e externos, motivados pelas situações que vamos vivenciando e, tudo isso, acrescido ainda das pressões procedentes do inconsciente, do clima formado pelas imagens ali arquivadas ao longo dos tempos. Somos, portanto, seres complexos e como tais precisamos aprender a nos auto-ajudar.

Nosso inconsciente, conforme afirmou Divaldo Franco, é um porão repleto de imagens carregadas de angústia, frustrações, mágoas e sofrimentos os mais variados, e tudo isso gera energismo pesado ou incompatível, que nos induz a estados de espírito negativos, incluindo a depressão.

Um excelente recurso para minimizar esse problema está nas visualizações positivas, e também em palavras e frases que podem condicionar nosso psiquismo.

Podemos fazer visualizações conduzidas através de meios como fitas de áudio e CDs. Podemos fazê-las sem esses recursos, apenas procurando relaxar e visualizar, ou imaginar, que nos encontramos em algum lugar bonito, tranquilo, abastecendo nossa memória visual com aquele ambiente de paz e de alegria, ou então, que nos encontramos junto ao Mestre, cuja simples presença nos induz à paz, à força interior e ao bem.

Quanto às palavras e frases condicionantes, podemos criar algumas e mentalizá-las sempre, tais como:

“Quero ser uma presença benéfica, onde estiver”.

“Meu organismo está recebendo energias divinas, que me dão saúde e bem-estar”.

“Eu sou luz, sou poder, sou amor, sou alegria”.

Tomemos como exemplo esta última.

Assim, imprimindo em nosso interior a idéia “Eu sou luz”, estamos buscando desenvolver nossa conexão com o Criador. “Sou poder” nos favorece equilíbrio, força interior e nos ajuda a superar nossos medos e incertezas. Alguém poderia dizer que isso gera orgulho e vaidade, mas quando em seguida afirmamos “Eu sou amor”, a própria idéia de “poder” toma nova conotação, deixando-nos perceber as infinitas possibilidades que ele nos oferece, como força propulsora da nossa evolução e como recurso divino do qual podemos lançar mão para auxiliar a nós mesmos e ao nosso próximo, das mais variadas maneiras. E aí cabe lembrar que Jesus disse “Sois deuses”, deixando entrever as formidáveis potencialidades do ser humano em ajudar a si mesmo e ao próximo.

Com visualizações adequadas e palavras ou frases condicionantes, ou através delas, podemos começar a re-condicionar nosso inconsciente e subconsciente a posturas mais benéficas, num trabalho interior que vai às raízes do problema.


Panorama espirita
Espírito Miramez