quarta-feira, 11 de maio de 2011

PORTA ESTREITA

1 - COMO KARDEC CARACTERIZA AS DUAS PORTAS?
RESP.: No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec assim colocou a lição da porta: "A porta da perdição é larga porque as más paixões são numerosas e o caminho do mal é o mais frequentado. A da SALVAÇÃO é ESTREITA, porque o homem que deseja transpô-la deve fazer grandes esforços para vencer as suas más tendências, e poucos se resignaram a isso. Completa-se a máxima: "São muitos os chamados e poucos os escolhdos".

2 - QUAL É, PARA O ESPÍRITO, A PORTA LARGA?
RESP.: A porta larga (a da perdição) aponta para as ilusões do mundo: as más paixões, os vícios, os maus hábitos, as frustrações, os desequilíbrios, as más tendências, as concepções errôneas. Entorpecido pelas vivências exteriores e periféricas, o Espírito mergulha cada vez mais nas diversões materialistas, acreditando que tem em suas mãos as rédeas do destino e que poderá a qualquer momento, num "passe de mágica", alterar os resultados das suas ações. Equivocado ignora os meandros da Lei da Causa e Efeito, que mais cedo ou mais tarde o chamará a complexos reajustes.

3 - É FÁCIL PASSAR PELA PORTA ESTREITA? COMO FAZER?
RESP.: O que elegeu a porta estreita, ao contrário, é um Espírito amadurecido e consciente, enxergando com os olhos da alma, que alça vôos mais seguros e reais. Já compreendeu que o caminho apertado exige conhecimento, critério, vigilância, prudência, humildade e renúncia, para nele permanecer. É o caminho da vida, da felicidade, da luz.

4 - O QUE SIGNIFICA PARA O ESPÍRITO "SER PERFEITO"?
RESP.: Para o Espírito significa uma perfeição relativa (e não literal) de que ele e a humanidade são suscetível e que mais pode aproximá-la da Divindade. Esta perfeição relativa Jesus disse: "Amais os vossos inimigos, fazei bem aos que tem ódio, e orai pelo que vos perseguem e caluniam". Como isto, mostra que a essência da perfeição é a CARIDADE, na sua mais ampla acepção.

Comunidade Espírita
Fonte: Evangelho Segundo Espiritismo


O ÚLTIMO DIA

Naquela manhã, sentiu vontade de dormir um pouco mais. Estava cansado, tinha deitado muito tarde e não havia dormido bem. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama, e levantou-se, pensando nas muitas coisas que precisava fazer na empresa.

Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado e nem nas olheiras escuras, resultado de noites maldormidas.

Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem muita convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não entendia porque ela se queixava tanto da ausência dele e vivia pedindo mais tempo para ficarem juntos.

Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava?

Entrou no carro e saiu. Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar.

Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto. Mas não podia, naquele dia, sair da empresa. Quem sabe no próximo final de semana?

Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.

Na hora do almoço, pediu à secretária para trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando.

Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up.

Mas ele logo concluiu que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar. Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou ao trabalho. "a vida continua", pensou.

Saiu para uma reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando os degraus de dois em dois. Entrou no carro, deu a partida e, quando ia engatar a marcha, sentiu de novo o mal estar e agora com uma dor forte no peito.

O ar começou a faltar... A dor foi aumentando... O carro desapareceu... Os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem.

A esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas de que mais gostava. Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã?

A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte: a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.

Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas... Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...

Queria... Queria... Mas não havia mais tempo.

"Aquele era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso."

Minuto Poético

segunda-feira, 9 de maio de 2011

BOM DIA AMIGOS!

MINHA ALMA SE LANÇA NO ESPAÇO INFINITO, CONTEMPLANDO A GRANDIOSIDADE DA OBRA DIVINA, E...

NA ÂNSIA DE ME LIVRAR DOS GRILHÕES DAS COISAS TERRENAS, ME APEGO AS COISAS ESPIRITUAIS, PENSANDO QUE É PREFERIVEL VIVER COMO ALMAS DESPRENDIDAS DESTE MUNDO, CAMINHANDO TRANSITORIAMENTE PELOS CAMINHOS ÍNGREMES DA DOR E DO SOFRIMENTO.

MUITAS VEZES ME CORROEM AS FIBRAS MAIS ÍNTIMAS DO CORAÇAO PELA CARÊNCIA DE MUITOS, QUE BUSCAM NO CHÃO AS MIGALHAS DEIXADAS PELA INDIFERENÇA EGOÍSTICA DOS QUE MUITO POSSUEM E NÃO SE IMPORTAM; PIOR AINDA, É VER OS FILHINHOS AMADOS QUE CHORAM PELO ALIMENTO QUE NUNCA VEM NA MEDIDA DA FOME QUE OS TORTURA.

SENHOR PAI DE TODOS, PERMITA MAIS CORAÇÕES SE SENSIBILIZAREM POR ESSES IRMÃOS; E QUE A FARTURA DESTA TERRA BENDITA, SEJA APROVEITADA POR TODOS OS SEUS FILHOS.

NAS LIÇÕES DA CARIDADE APRENDEMOS QUE ÉS O ÚNICO CAMINHO PARA SALVAÇÃO DE NOSSA ALMA.
ENCONTRAMOS-NOS PRESOS NOS ESPINHOS DO EGOÍSMO, QUE MESMO TENDO TUDO O QUE PRECISAMOS PARA SER FELIZ, NÃO NOS SACIAMOS, POIS NA MESMA MORADA, HÁ OUTROS QUE NÃO SÃO FELIZES POR NÃO POSSUÍREM NEM AS MIGALHAS DE NOSSAS MESAS.

O MAIS TRISTE TALVEZ NÃO SEJA O DE NADA POSSUIR, MAS POSSUIR TUDO E NÃO SER FELIZ COM ISSO!

QUE AS ALMAS CARIDOSAS ENCONTREM AS ALMAS CARENTES, E QUE O AMOR SEJA O ALIMENTO COMPARTILHADO, QUE NADA PEDE EM TROCA, POIS ELE SE DÁ AO MESMO TEMPO EM QUE SE RECEBE.

PERDOE MEUS IRMÃOS, PELO BOM DIA DE HOJE, NÃO SER A MENSAGEM DE ESPERANÇA E CONSOLO COMO TODAS AS MANHÃS, MAS MINHA ALMA SE ENCONTRA DOLORIDA POR ESSES IRMÃOS QUE AINDA MORREM DE FOME, MESMO HABITANDO UM MUNDO TÃO FARTO COMO ESSE.

SOU UM ESPÍRITO ETERNO, CONSCIENTE DO APRENDIZADO NECESSÁRIO PARA EVOLUÇÃO DA ALMA, MAS É IMPOSSÍVEL TRANSITAR NESTE MUNDO, SEM SENTIR TRISTEZA PELOS IRMÃOS EM PROVAÇÕES.

ANGEL

CARREGAR A PRÓPRIA CRUZ


“E, qualquer um que não tomar a sua cruz e vir após mim, não pode ser meu discípulo.” (Lucas, 14:27)

Jesus nos diz aqui: que temos que seguir a nossa crença, espírita ou outra, sem abandonar as nossas responsabilidades para com a vida material. Estamos sujeitos à Lei de Ação e Reação e à Lei do Progresso, o que nos obriga a cumprir as expiações e provas que fazem parte da nossa cruz.

É comum entre nós – espíritas, pessoas que se realizam pessoalmente através da prática religiosa; achando que isso é tudo, porque se sentem bem. Querem se livrar dos problemas e chegam a abandonar familiares difíceis, alegando que os mesmos são obstáculos ao seu progresso espiritual. Quantas vezes ouvimos dizer: A minha casa, os meus familiares são muito perturbados.

É bom reconsiderar essas idéias. As “pessoas difíceis” que se encontram em nosso caminho, aí estão para nos dar a oportunidade de aprender a tolerar, a perdoar, a ter paciência e, até, a renunciar certas regalias em favor do trabalho de reconciliação. Aí estão a nos ensinar a exercitar a nossa ascensão espiritual.

Se fugirmos desse ambiente e dessas “pessoas difíceis”, deixaremos para trás parte da nossa cruz. Mais tarde teremos que voltar a buscá-las, a fim de se completar a experiência.

Ser cristão naquela época é o mesmo que nós sermos espíritas hoje. Sabemos que isso não nos isenta das obrigações com a família, com o trabalho material e com o aperfeiçoamento de nós próprios e, também, não nos isenta do cumprimento das leis – humanas e divinas.

O que a doutrina consoladora faz por nós é nos trazer esclarecimentos, que nos aliviam os sofrimentos, nos fortalecem e nos dão esperanças.

Ela vai mais além. Mostra-nos que, através do nosso trabalho positivo em favor do próximo, podemos diminuir e, até, superarmos ficando assim livres de alguns comprometimentos com a lei. Vejam bem; dissemos comprometimentos e não compromissos. A lei não castiga, ela corrige e ensina.

A doutrina consoladora nos oferece a possibilidade de, através do amor e da dedicação ao próximo, nos acertarmos perante as Leis de Deus. Primeiro servir ao próximo mais próximo.

Sérgio Rubens
21/05/05
Comunidade Espírita.