segunda-feira, 4 de abril de 2011

CONSEQUENCIAS ESPIRITUAIS

O nosso corpo material é um bem que nos é facultado e que facilita a nossa evolução neste planeta. Quando o minamos com drogas estamos a danificá-lo, com mazelas muitas vezes irreversíveis. E o mais grave é que estas mazelas não se manifestam apenas nesse corpo; o perispírito, ou corpo espiritual, também é afectado, e, numa nova encarnação, essa desarmonia condicionará o normal desenvolvimento do corpo material. Segundo alguns autores espirituais, há, por exemplo, casos de grandes fumadores que reencarnam com problemas pulmonares.

Devemos estimar o nosso corpo físico, pois, apesar de este ser só um empréstimo, o que fazemos com ele conduz a consequências que se manifestam na nossa existência para além da desta vida.
Não é certo que após a morte do corpo o vício cesse, pois este é físico mas também é psicológico.
Após a desencarnação a necessidade de consumir mantém-se. É junto de quem está ainda encarnado e consome, que o Espírito encontra maneira de saciar a sua vontade. Se este se habitua a partilhar as sensações de uma dada pessoa quando esta consome, ou seja, que uma determinada pessoa lhe satisfaça a essa necessidade, é natural que se chegue junto desta quando a vontade de sentir os efeitos da droga surge.

Ao drogarmo-nos, inconscientemente estamos a escolher as nossas companhias espirituais. Um ser desencarnado que se habitue a alimentar o vício através de nós, certamente que nos vai induzir ao consumo quando tiver vontade de consumir.
Isto deve fazer reflectir as pessoas encarnadas consumidoras de drogas. Mesmo que estejamos a falar de drogas legais como o tabaco e o álcool. Ou de drogas ditas leves, como a cannabis-erva ou a cannabis sob a forma de haxixe. O consumidor que acha que apenas se prejudica a si próprio, deve ter presente que após a morte pode vir a induzir indivíduos encarnados ao consumo, prejudicando-os, mesmo que inconscientemente. Os pensamentos que continuará a ter, poderão induzir encarnados a enveredarem pelos mesmos hábitos.

Nunca estamos sós. Temos sempre Espíritos que simpatizam com as nossas actividades e maneira de pensar.
Optando por um modo de vida sadio evitamos a influência de Espíritos que podem exercer má influência sobre nós. Ao mesmo tempo, o nosso exemplo pode servir de inspiração para os encarnados e para os Espíritos que ainda acham que o consumo de drogas não é prejudicial.

Redação do Grupo Juvenil do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha. 

VOLTANDO PARA CASA

É chegado o momento de voltar para casa. Os olhos, o corpo e o coração de quem caminha preferem, desta vez, não olhar para trás. Talvez estes sejam alguns dos passos mais duros e inesquecíveis dados no decorrer de uma vida.
A poucos metros dali, ficou o corpo do ser querido, velado sob a amarga vigília das horas choradas, diante das quais as lembranças ininterruptas de todos os momentos vividos em comum se fizeram presentes, bem como os infindáveis porquês dos que se viram no direito de perguntar a Deus a razão dEle ter querido levar o ente amado daquela forma, naquele momento.
O ato de entrar de novo em casa, agora um pouco mais vazia, inaugura também o ingresso emocional nos lutos da perda e solidão, que invadem o coração de forma silenciosa, para ocuparem por algum tempo o espaço ausente do outro.
Os armários e as gavetas, repletos das lembranças de quem acabou de partir, insistem em deixar no ar uma atmosfera de que aquilo é um sonho e que, como ocorre todos os dias, também vai passar e tudo voltará ao normal.
Alguns fazem a opção de pedir um prazo ao  tempo e mergulham no cultivo da saudade, que se manifesta no ato de diariamente arrumar o quarto daquele que já morreu.
Conheço pessoas que agiram de forma diferente, nessa hora. De imediato, arrumaram as roupas, os pertences, os brinquedos que não mais serviriam naquele ambiente e distribuíram para creches, hospitais e asilos. Só que o fizeram com o coração trancafiado pela ausência de perdão aos desígnios divinos, e então iluminaram pela metade o que poderiam ter feito por inteiro. O gesto de amor e desprendimento acabou por não desprendê-las do fardo da tristeza, que mais tarde volta a aparecer, fazendo com que a vida se transforme em um mar de lamentações e de lágrimas.
Mais difícil do que vencer as lembranças dos que foram para o além é a descoberta de que a morte passou perto e, da mesma maneira firme e serena como levou nosso amor, deixou no ar um desafio, a nos instigar constantemente: por que você não aproveita a oportunidade e tenta descobrir o que os sábios querem dizer, quando afirmam que eu sou uma mensageira da vida, e não o retrato do fim?

A respeito desse assunto de tão grande importância, um primo que não via há muito tempo proporcionou-me uma vivência muito interessante, certa vez. Sua mãe morrera havia alguns anos, o que lhe causara uma dor profunda, quase insuperável. Materialista deconvicções arraigadas, jamais aceitara ao menos refletir sobre alguns dos pontos de vista e idéias que eu, seu primo, sustentava, uma vez por outra, quando passava com ele algumas horas.
Todas as vezes em que conversávamos, fazia questão de sobrepor-se aos argumentos espíritas, afirmando que os temas “vida após a morte”, “imortalidade da alma” e “reencarnação” provocavam-lhe especial enfado, não preenchendo nenhuma das necessidades intelectuais de sua vida de magistrado.
Depois da desencarnação da mãe, meu parente sofreu outra dor profunda. O irmão com que ele mais se afinava também morreu, deixando-o em preocupante estado de consternação e revolta.
No dia do enterro, ele ficou com a incumbência de acompanhar a preparação do jazigo da família, a fim de colocar ali o corpo inerte do companheiro inesquecível. Assim que o último tijolo que cobria a entrada do túmulo foi retirado, viu, reunidos em um saco plástico, os ossos daquela que em vida fora sua mãe; perto do embrulho, observou ainda alguns maços de cabelo da mãezinha adorável, cuja partida tanto lhe fez sofrer.
Diante daquele quadro, ele, acompanhado apenas da esposa, parou por um instante e sentiu uma vibração diferente bater-lhe no íntimo do peito. Levantando-se depois de alguns minutos, olhou para a mulher e afirmou:
— Meu bem, acho que neste momento estou descobrindo que a alma é realmente imortal. Preste bem atenção na cena que vemos nesse túmulo, onde colocaremos dentro em breve o corpo de meu irmão. Os ossos e os restos de cabelo de minha mãe estão me falando, com silenciosa persistência, que a mulher franzina que cuidou de mim com imenso amor durante tão longos anos, sem nunca ter reclamado atenção e carinho; que se dedicou feito missionária ao apostolado da renúncia, sem jamais ter pedido reconhecimento pela fiel execução das árduas tarefas, não pode ter acabado dessa forma. Recuso-me a crer que minha mãezinha resume-se hoje a esse monte de ossos.
Procurando-me depois dessa belíssima vivência, perguntou-lhe, de imediato:
— “Diga-me logo, onde está mamãe? Abra, por favor, para mim, as portas da espiritualidade para que eu mesmo faça a viagem da busca”.

Depois de um longo e afetuoso abraço, disse-lhe que o anseio da procura começava no esforço do estudo incessante das obras de Allan Kardec e ia se concretizando aos poucos, à medida que ele se transformasse no homem de bem que a vida nos pede que sejamos, uma vez que essa efetiva mudança pessoal para melhor remete o novo ser aos ambientes elevados, aonde estão as chances de reencontro com os que nos merecem amor.
Naquele dia, meu primo voltou para casa, após o enterro do corpo do irmão, com os pés e a alma buscando outra direção. Não mais com a pesada sensação de vazio e revolta, mas com a esperança de que por trás da experiência da morte há a expectativa do reencontro, a realidade infinita da vida e a grandeza da misericórdia de Deus, a dizer, para os que aprenderam a ouvir, que morrer é sobretudo uma volta e que ninguém ficará sem estar de novo com aqueles que ama verdadeiramente.

CARLOS AUGUSTO ABRANCHES
Revista o Reformador - 1997

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Oi!...

"Nem linguagem doce demais, nem amarga em excesso. Nem branda em demasia, afugentando a confiança, nem áspera ou contundente, quebrando a simpatia, mas sim "linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós”. Fonte Viva


A importância da palavra.

Toda palavra tem seu peso e seu valor.
Aquele que fala tudo o que pensa fatalmente fala demais.
Toda palavra deve ser analisada no pensamento, para só então ser transmitida pela voz.
Pois uma vez emitida, nada poderá fazer para apagá-la, ela terá o impacto direto no receptor.
Quantas vezes em momentos de descontrole falamos coisas que acabamos por ferir a suscetibilidade alheia?
Quantas mágoas e brigas seriam evitadas por uma simples atitude no momento preciso; a de se CALAR!
Aquele que tem razão não precisa se justificar!
Aprenda a filtrar as palavras no seu pensamento, impeça aquelas que se fosse você a recebê-las seriam punhaladas na sensibilidade e faria você se sentir sem nenhum valor.
Aquele que chicoteia seus irmãos com palavras, desvalorizando-o, rebaixando-o na importância que tem, se fere em dobro, pois seu coração será atingido pelo mesmo punhal que feriu.
A palavra eleva ou rebaixa. O que você tem feito com elas?
Tem a utilizado para dar consolo, esperança, incentivo, amor, ou esclarecimento? Ou está usando-as para ferir, rebaixar, humilhar, denegrir, ameaçar?
Lembre-se sempre, a palavra lançada é como uma flecha, uma vez lançada, mesmo segundos de arrependimento depois, não terá mais como impedir a reação que provocará naquele que a recebeu.
Estará ferindo um coração...
E pode ser muito pior...
Você poderá estar dentro dele!

Que Jesus ilumine seu Dia e que você espalhe essa luz a todos que cruzarem seu caminho!

Abraço
Angel




A ADOÇÃO


A adoção constitui o maior exemplo prático da máxima cristã que diz:
“fazei aos outros aquilo que gostaríeis que fizessem a ti”.

Coloquemo-nos no lugar das crianças abandonadas, sejam em orfanatos, sejam nas ruas. Não possuem a referência de um pai e de uma mãe e muito menos da constituição familiar tradicional, que tanto educa e que é de suma importância ao espírito que inicia uma nova encarnação.

Trazer uma criança órfã para dentro de um lar com o intuito de ministrar-lhe atenção individualizada, carinho, afeto, orientação, ser educada e evangelizada nos preceitos cristãos trazidos pela “boa nova” é uma das maiores caridades que pode ser exercida.

Mas engana-se aquele que acha que a adoção se resume em um simples gesto caridoso. Existem comprometimentos espirituais entre adotado e adotante, e a providência divina se encarrega de colocar esses espíritos novamente em um convívio salutar para o adiantamento moral de cada um.

Se a união dessas almas não é possível através dos lanços de consanguinidade, serão aproximadas por intermédio da adoção, como nos ensina várias obras mediúnicas, entre elas o livro “E a Vida Continua”, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier.

Segundo Richard Simonetti, “há Espíritos que reencarnam para serem filhos adotivos. Esta situação faz parte de suas provações, geralmente porque no passado comportaram-se de forma indigna em relação aos deveres familiares. Voltam ao convívio dos companheiros do pretérito sem laços de consanguinidade, o que para os Espíritos de mediana evolução representa sempre uma provação difícil, destinada a ensiná-los a valorizar a vida familiar”.

A responsabilidade dos adotantes, portanto, é ainda maior. É preciso uma dedicação ainda mais intensa por parte dos pais, enquanto educadores e evangelizadores desse espírito que lhes foi confiado por meio da adoção, a fim de diminuir os efeitos de eventual trauma que o adotado possa desencadear quando do conhecimento de sua situação.

Quiçá um dia não haverá mais orfanatos em nosso planeta, onde o real sentimento de fraternidade tomará conta de todos os corações e crianças abandonadas possam ser recebidas de braços abertos em famílias dignas e honradas com os compromissos mais sublimes e elevados da existência física.

Fábio Gallinaro e Maria Lúcia dos Santos Gallinaro
Portal do Espírito