quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

DEUS EXISTE?

Deus existe e é necessário que exista, e o define como a inteligência universal, causa primeira de todas as coisas.
Essa idéia de Deus como fundamento do mundo é a primeira noção de qualidade que a Doutrina Espírita (e as religiões em geral) imprimem à vida humana.
Quando acreditamos sinceramente na existência de Deus, evitamos, por exemplo, a angústia do Existencialismo que defende a tese de que a vida é um "nonsens", uma espécie de absurdo, e que o homem é uma paixão inútil; os excessos radicalizadores da visão de mundo marxista e de doutrinas afins; por fim, nos defendemos do modo de viver cínico e inconsequente que, não raro, confunde gozar a vida com gastar a vida, e que provoca um grande número de suicídios involuntários.
Uma segunda tese derivada da primeira é a seguinte:
Há, para o Universo, um plano ou um projeto divino do qual cada ser, nos mais diversos mundos habitados, é parte integrante.
No que diz respeito ao nosso planeta, dois livros psicografados por Francisco Cândido Xavier e escritos por André Luiz e Emmanuel - Evolução em Dois Mundos e A Caminho da Luz - tratam desse assunto com abundância de detalhes.
A idéia de um projeto divino é importante porque nos revela que o mundo possui um objetivo e que, portanto, não somos presas do acaso. Tudo o que acontece no Universo não se dá aleatoriamente, mas segundo a ação inteligente dos prepostos de Deus que com Ele colaboram na consecução desse projeto.
Essa idéia nos diz ainda que, como partes desse plano, somos colaboradores de Deus na sua obra.
Penso que essa conclusão nos dá importância e aumenta consideravelmente a nossa auto-estima.
Não somos um acidente fortuito da matéria, não somos um cometa que passa pelo céu vindo não se sabe de onde e indo não se conhece para onde; mas uma parte importante da obra de Deus.
Esse é, por certo, o motivo da frase de Jesus segundo a qual Deus não está indiferente nem à morte de um pardal nem para um fio de cabelo que cai de nossa cabeça.
Nós, portanto, somos importantes para Ele, assim, é fundamental que Ele seja importante para nós também e que façamos a nossa parte no projeto divino.

A qualidade de vida e o Espiritismo
José Carlos Leal

UM MINUTO PARA LEMBRAR

Viagem de trem
Sente-se ou se deite confortavelmente num lugar tranquilo.
Feche os olhos. Respire suave e lentamente.
Imagine que você está na plataforma de uma estação de trem.
O trem lhe espera.
Entre nele e busque sentar-se numa poltrona junto à janela. Imagine o trem partindo lentamente da estação.
Você apenas ouve ao longe o som da locomotiva.
Aos poucos as paisagens vão se modificando e a estação vai ficando para trás.
Você vê árvores, bosques, lagos, estradas, montanhas e vales desfilando pela janela do trem.
Imagine que você é o próprio trem que se desloca e que sua mente se expande além dele.
Imagine que o trem vai se aproximando de uma outra estação.
Ele vai desacelerando aos poucos até parar na estação. Você está na janela e vê uma criança parada sozinha na plataforma.
A criança olha para você e sorri como um convite para que você não se esqueça dela.
Então você vai se voltando para sua infância, seu tempo de criança.
Você se lembra do quanto era feliz em sua inocência.
O trem começa a sair da estação e a criança permanece parada olhando para você.
Ela lhe endereça uma mensagem.
Você entende qual é.
Ela lhe diz que você nunca deve esquecer seus ideais da infância, mas continuar em frente, como o trem, em busca de sua felicidade.
Agora respire fundo e abra os olhos.

Felicidade sem Culpa
Adenáuer Novaes

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

OI AMIGOS!


QUE O AMANHÃ SEJA O GRANDE DIA DA VITÓRIA SOBRE NOSSAS IMPERFEIÇÕES,
 E NESTE DIA, OS CORAÇÕES AMOROSOS
CANTARÃO JÚBILOS.
POIS A TERRA ALCANÇOU A PAZ!

ANGEL

ESPIRITISMO EVITA SUICÍDIO


Os próprios Espíritos de suicidas são unânimes em declarar a intensidade dos sofrimentos que experimentam (...) afirmam que a fome, a desilusão, a pobreza, a desonra, a doença, a cegueira, qualquer situação, por mais angustiosa que seja, sobre a Terra, ainda seria excelente condição ‘comparada ao que de melhor se possa atingir pelos desvios do suicídio’.”
Narra Hilário Silva que Allan Kardec, em abril de 1860, passava por momento de desânimo. Sobrevinham-lhe dificuldades de toda ordem: críticas, injúrias, zombarias e falta de recursos. Nessa ocasião, recebeu, com exemplar de “O Livro dos Espíritos” belamente encadernado, carta de gratidão de desconhecido. Relatava:
ia se atirar ao rio Sena. Ao segurar em amurada de uma ponte, percebe ali um livro. Era “O Livro dos Espíritos”.
A morte da mulher amada o levara ao desespero. Essa a razão de seu desencanto com a vida.
Registra que leu, entre irritado e curioso, no frontispício do livro: “Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito.A. Laurent.”

Mergulha na sua leitura e não mais nas águas. Abandona a idéia fatídica. Reformula a vida.
Ao encaminhá-lo a Kardec, acrescentara:

“Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação.Joseph Perrier.”

E estimulava Allan Kardec a “prosseguir em suas tarefas de
esclarecimentos da humanidade”.
Chega o depoimento quando o Missionário sentia todo o peso de sua tarefa e o reanima, encorajando-o a prosseguir no trabalho da Codificação do Espiritismo.
O Codificador, ao lê-la, emocionou-se. Levou o lenço aos olhos, enxugando discreta lágrima...
Como se vê, a partir de sua origem, no século passado, o estudo da Doutrina Espírita, a compreensão de seus postulados, liberta o ser humano de quedas a que o conduz a ignorância da realidade espiritual.
Dá-lhe certeza da sobrevivência do Espírito à morte do corpo físico; esclarece-o acerca da responsabilidade por seus atos, pelo conhecimento da Lei de Causa e Efeito; e da inutilidade do gesto extremo, eis que, Espíritos eternos, é-nos impossível renunciar à vida.
Esclarecidos, candidatos à autodestruição desistem desse ato, fruto da descrença, do desespero e do materialismo, quando lêem depoimentos de Espíritos de suicidas: a vida continua; sofrimentos inenarráveis sobrevêm às vítimas dessa inútil tentativa de fuga; suas consequências prolongam-se por séculos de sofrimentos, na recuperação do equilíbrio, através de reencarnações em que expiam as consequências dessa grave falta.
É o que contém a farta literatura espírita, a partir do lançamento, por Allan Kardec, do livro “O Céu e o Inferno”, em 1º de agosto de 1865. Ali se lêem testemunhos de suicidas; estudos e observações do Codificador, sobre o tema, no cap. V da 2ª Parte.


Gebaldo José de Sousa