sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O MILAGRE DA EXISTÊNCIA UNIVERSAL

"Assim, tudo no Universo se liga, tudo se encadeia; tudo se acha submetido à grande e harmoniosa lei de unidade, desde a mais compacta materialidade, até a mais pura espiritualidade.
A Terra é qual vaso donde se escapa uma fumaça densa que vai clareando à medida que se eleva e cujas parcelas rarefeitas se perdem no espaço infinito.
A potência divina refulge em todas as partes desse grandioso conjunto e, no entanto, quer que Deus, não contente com o que há feito, venha perturbar essa harmonia! que se rebaixe ao papel de mágico, produzindo efeitos pueris, dignos de um prestidigitador!
E ousas, ainda por cima, dar-lhe como rival em habilidade o próprio Satanás! Não haveria modo de amesquinhar mais a majestade divina e se admiram de que a incredulidade progrida.
Tendes razão de dizer: “A fé se vai.” Mas, a que se vai é a fé em tudo o que aberra do bom senso e da razão; é a fé idêntica à que outrora levava a dizerem: “Vão-se os deuses!” A fé, porém, nas coisas sérias, a fé em Deus e na imortalidade, essa está sempre vivaz no coração do homem e, por mais sufocada que tenha sido
sob o amontoado de histórias pueris com que a oprimiram, ela se reerguerá mais forte, desde que se sinta libertada, tal como a planta que, comprimida, se levanta de novo, logo que a banham os raios do Sol!
Efetivamente, tudo é milagre na Natureza, porque tudo é admirável e dá testemunho da sabedoria divina! Esses milagres se patenteiam a toda gente, a todos os que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir e não em proveito apenas de alguns!
Não! Milagres não há no sentido que comumente emprestam a essa palavra, porque tudo decorre das leis eternas da criação, leis essas perfeitas".

A Gênese
Allan Kardec

UMA REUNIÃO ESPÍRITA

"Numa reunião espírita, mais do que simples grupo, as pessoas devem formar uma força vibratória para sustentar a harmonia do ambiente".
O comportamento das pessoas no Centro Espírita. A reunião para divulgação do Espiritismo ou do Evangelho, ainda é pouco valorizada porque os participantes vão ao centro como quem vai à missa. Imaginam que a simples presença física por algum tempo já os deixa quites com as obrigações perante a vida. E se ao final receber um passe, aí tudo fica perfeito.
A roupa que algumas pessoas usam para ir ao Centro, nem sempre condizentes com o lugar e a ocasião. Falamos, também, do descaso e da forma desinteressada como muitas se comportam durante uma palestra ou uma aula. Olham no relógio, coçam a cabeça, tiram o sapato, removem esmalte das unhas, agitam os cabelos, bocejam, dormem, chacoalham as pernas e outras tantas coisas.
Com tal comportamento, deixamos evidente que não estamos ligados no grupo de trabalho e nem temos interesse no que ali está sendo ensinado ou divulgado. A presença é apenas física porque a alma está noutro lugar.
Se não temos a devida paciência para ouvir as mensagens e não alcançamos o que aquele momento representa para as nossas vidas, desviaremos o pensamento para o teto, para os problemas mundanos, para a figura do que está ao nosso lado.
Por isso Allan Kardec já afirmava: “A verdade não pode ser compreendida por todos”.
E por que não? Porque cada um está num degrau do entendimento e só tem interesse por aquilo que compreende, ainda que sejam vulgaridades. O que é sublimado dá mais trabalho para entender e sua aplicação em nossas vidas é, por vezes, de caráter subjetivo. A evolução espiritual não se mede pelos valores materiais.
Quando alguém se dá ao trabalho de deixar o conforto do seu lar, privando-se do repouso justo, do lazer relaxante, do convívio com a família para ir ao Centro assistir à uma reunião, deve tirar desse momento o máximo que ele oferece. Se assim não o fizer, vai mostrar que Emmanuel estava absolutamente certo quando encerrou sua magnífica página doutrinária com a expressão:
“Se os interessados não se beneficiarem com ela, pior para eles.”

Fonte:
Revista Internacional de Espiritismo – Junho/2005
Octávio Caúmo Serrano
site:Terra Espiritual

DIVÓRCIO E LAR

Indubitavelmente o divórcio é compreensível e humano, sempre que o casal se encontre à beira da loucura ou da delinquência.

Quando alguém se aproxima, reconhecidamente, da segregação no cárcere ou no sanatório especializado em terapias da mente, através de irreflexões com que assinala a própria insegurança, é imperioso se lhe estenda recurso adequado ao reequilíbrio.

Feita a ressalva, e atentos que devemos estar aos princípios de causa e efeito que nos orientam nas engrenagens da vida, é razoável se peça aos cônjuges o máximo esforço para que não venham a interromper os compromissos a que se confiaram no tempo. Para que se atenda a isso é justo anotar que, muitas vezes, o matrimônio, à feição de organismo vivo e atuante, adoece por desídia de uma das partes.

Dois seres, em se unindo no casamento, não estão unicamente chamados ao rendimento possível da família humana e ao progresso das boas obras a que se dediquem, mas também e principalmente - e muito principalmente - ao amparo mútuo.

Considerado o problema na formulação exata, que dizer do homem que, a pretexto de negócio e administração, lutas e questões de natureza superficial, deixasse a mulher sem o apoio afetivo em que se comprometeu com ela ao buscá-la, a fim de que lhe compartilhasse a existência?

E que pensar da mulher que, sob a desculpa de obrigações religiosas e encargos sociais, votos de amparo a causas públicas e contrariedades da parentela, recusasse o apoio sentimental que deve ao companheiro, desde que se decidiu a partilhar-lhe o caminho?

Dois corações que se entregam um ao outro, desde que se fundem nas mesmas promessas e realizações recíprocas, passam a responder, de maneira profunda, aos impositivos de causa e efeito, dos quais não podem efetivamente escapar.

Todos sabemos que no equilíbrio emocional, entre os parceiros que se responsabilizam pela organização doméstica, depende invariavelmente a felicidade caseira.

Por isso mesmo, no diálogo a que somos habitualmente impelidos, no intercâmbio com os amigos encarnados na Terra, acerca do relacionamento de que carecemos na sustentação da tranquilidade de uns para com os outros, divórcio e lar constituem temas que não nos será lícito esquecer.

Se te encontras nas ondas pesadas da desarmonia conjugal, evoluindo para o divórcio ou qualquer outra espécie de separação, não menosprezes buscar alguma ilha de silêncio a fim de pensar.

Considera as próprias atitudes e, através de criterioso auto-exame, indague por teu próprio comportamento na área afetiva em que te comprometeste, na garantia da paz e da segurança emotiva da companheira ou do companheiro que elegeste para a jornada humana. E talvez descubras que a causa das perturbações existentes reside em ti mesmo. Feito isso, se trazes a consciência vinculada ao dever, acabarás doando ao coração que espera por teu apoio, a fim de trabalhar e ser feliz, a quota de assistência que se lhe faz naturalmente devida em matéria de alegria e tranqüilidade, amor e compreensão.

Xavier, Francisco Cândido.
Da obra: Na Era do Espírito.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

BOM DIA!

O minuto que você está vivendo agora
é o mais importante de sua vida,
onde quer que você esteja.
Preste atenção ao que está fazendo.
O ontem já lhe fugiu das mãos.
O amanhã ainda não chegou.
Viva o momento presente,
porque dele depende todo o seu futuro.
Procure aproveitar ao máximo o momento que está vivendo,
tirando todas as vantagens que puder,
para seu aperfeiçoamento.
* * * * * * * * * * * * * * *
Palavras minhas:
Quantas vezes na pressa diária, deixamos escapar oportunidade para exercitar os ensinamentos de Jesus,
de amor ao próximo, de solicitude, de paciência,
de tolerância, de compreensão.
Corremos atrás do desenvolvimento material
com tanto afinco, e o desenvolvimento da alma?
E o desenvolvimento das virtudes essenciais,
para uma vida de paz consigo mesmo,
e uma convivência pacífica com nossos semelhantes?
Falamos tanto de Paz, queremos a Paz,
e fazemos tão pouco para consegui-lá.
Se irritamos com facilidade, revidamos com vontade,
muitas vezes fazemos questão
de cutucar nossos irmãos só por gosto de confrontá-lo.
Pensemos se vale a pena!
O nosso propósito no mundo não é incomodar,
mas  acomodar!
Pare e pense antes de entrar em caminhos Turvos e Dúbios.
abraço Fraterno!