“Gostaria que o senhor mandasse um Espírito materializado
aparecer no meu quarto, à noite. Se isto acontecer, eu viro espírita.”
Seria muito interessante que o senhor visse um Espírito materializado.
Mas não precisa virar espírita por isso. Eu gostaria de explicar ao senhor o seguinte: nós, espíritas, não temos nenhum interesse em que o senhor vire espírita. Ninguém vira espírita.
Nós divulgamos a Doutrina Espírita por uma questão de consciência, por um dever moral.
A Doutrina Espírita traz grandes consolações para as pessoas.
Além disso, ela esclarece as pessoas a respeito da vida humana na
Terra; sobre os deveres do homem; sobre o que ele deve fazer para viver melhor, não somente aqui neste mundo, mas também no mundo espiritual. Assim, é o nosso dever divulgar a doutrina, levá-la ao conhecimento das pessoas que desejam conhecê-la.
Por isso, fazemos a sua divulgação. Mas não é com a intenção de fazer prosélitos (adeptos convertidos a uma doutrina).
As religiões proselitistas são religiões organizadas em torno de igrejas. Elas precisam de adeptos. Têm um dogma, que é o dogma da salvação. De acordo com o mesmo, as pessoas só se salvam através daquela determinada Igreja. então, elas precisam fazer proselitismo, procuram convencer as outras pessoas para elas, porque, se acreditam que ela é o único caminho da salvação, é necessário que os seus adeptos compreendam isso e trabalhem para trazer outras pessoas àquele caminho de salvação.
No Espiritismo, a salvação existe para todos. Nós não consideramos
ninguém excluído da salvação. A salvação, para o Espiritismo, se processa através da evolução. O espírita se salva da ignorância, do erro, do egoísmo e da maldade evoluindo. Não há perdição no inferno. O inferno é uma alegoria, não existe. A perdição é o estado de ignorância, de miséria, da situação inferior da criatura. Não é uma perdição total, mas em sentido passageiro.Então o Espiritismo não procura fazer com que essas pessoas venham a tornar-se espíritas para se salvar. Porque todos se salvam, sejam materialistas, sejam espíritas, católicos, protestantes ou não tenham religião alguma, nem posição filosófica nenhuma. Não importa.A evolução é um processo contínuo. Ela se desenvolve no tempo, incessantemente. E nós evoluímos, queiramos ou não.
Eu não posso mandar um Espírito materializar-se no seu quarto, porque não sou mágico nem feiticeiro.
No Espiritismo não existe magia. Nós sabemos que os Espíritos são livres. São criaturas humanas como nós e mais livres do que nós, porque já não pertencem mais ao mundo terreno. Não dispõem de um corpo material que os iniba, que perturbe as suas atividades. Dessa maneira o Espírito, assim liberto, é mais livre do que nós. Não é porque nós o chamamos, o evocamos, que ele vai submeter-se a nós. Não temos poder nenhum para submetermos um Espírito à nossa vontade.
Consequentemente, eu não posso fazer este ato de magia, que é mandar um Espírito materializar-se no seu quarto. Mas pode acontecer que o senhor tenha mediunidade, para ver um Espírito diante de si, de repente. Eu peço a Deus que isso aconteça, a qualquer momento, não para torná-lo espírita, mas para que o senhor tenha a sua própria experiência, que seria muito interessante.
No Limiar do Amanhã
J.Herculano Pires
"FÉ INABALÁVEL É SOMENTE AQUELA QUE PODE ENCARAR A RAZÃO, FACE A FACE EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE" ALLAN KARDEC
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
INFORTÚNIO OCULTO NOS GRUPOS DOUTRINÁRIOS
" Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem.Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência." O Evangelho Segundo o Espiritismo - capítulo XIII - item 4
Com muita frequência, constatam-se medidas e alertas de vigilância contra o orgulho nos abençoados ambientes doutrinários. Verdadeira campanha espontânea tomou conta da seara em torno dos cuidados que se deve ter acerca dos efeitos nocivos do personalismo. Ninguém há de contestar o valor de tais iniciativas. Entretanto, enquanto empenhamo-nos contra esse costume, perceptível pela ostentação com a qual se manifesta, extensa gama de discípulos padece com outro traço moral enfermiço, nem sempre tão evidente na conduta humana: a baixa auto-estima.Um infortúnio oculto que solicita nossa atenção.
A sensibilidade humana tem sido insuficiente para detectar o caos interior em que vivem inúmeras criaturas, escondendo-se por trás das máscaras sociais, temendo tornarem conhecidos seus dramas inenarráveis que configuram um autêntico quadro de "loucura controlada".
A mesma raiz que vitaliza a vaidade é responsável pela carência de estima pessoal. O orgulho que procura brilhar no palco do prestígio, assim como a atitude de desamor a si mesmo, são manifestações do sentimento de menos valia ou complexo de inferioridade, que toma conta de multidões sem conta no orbe terreno.
Podemos facilmente confundir atitudes de baixa auto-estima com comportamentos personalistas. Criaturas com escassez de auto-amor lutam para preservar suas reais intenções demonstrando, para tal, pouca ou nenhuma habilidade através de atitudes desconectadas de seus verdadeiros sentimentos; adotam condutas defensivas que podem ser interpretadas como individualismo e ingratidão. No fundo se debatem com a incapacidade de estabelecerem limites de proteção ao mundo dos seus sentimentos pessoais. Estão em conflito e reagem de modo nem sempre adequado ante aquilo que lhes constitui ameaça, deixando clara a complexidade da alma humana que, para ser entendida em suas ações e reações, solicita-nos ampliada complacência e largo discernimento.
Quem analisa um orador, um médium, um dirigente, um tarefeiro iluminado com as luzes da cultura espírita se , enquanto em suas movimentações doutrinárias, não imagina a dor íntima que atinge muitos deles na esfera de suas provas silenciosas no reino do coração. Solidão, abandono, conflitos, medo, frustrações, impotência e outros tantos sentimentos estruturam um dilacerante estado de instabilidade e vulnerabilidade, que retratam velhas feridas evolutivas da alma.
Neste momento de tormentas atrozes e de frustrações sem fim, conclamemos o valoroso movimento em torno das idéias espíritas ao serviço inadiável de incentivar o fortalecimento da estima e do valor pessoal. A casa espírita, como avançado núcleo de enfermagem moral, necessita ser o local da educação para que o homem se livre de suas ilusões e promova-se, definitivamente, a legatário de sua Herança Cósmica.
Imperioso que os dirigentes tenham lucidez, porque essa missão somente será cumprida com acolhimento fraternal, estímulo à autonomia, tolerância com os limites alheios e tempo.
Decerto, a idolatria e a purpurina da lisonja são indispensáveis. O privilégio e a exaltação são incoerentes com o espírito da espontaneidade. O Espiritismo, convenhamos, combate a atitude egoísta proposital, exclusivista, mas não propõe a morte dos valores individuais que podem e devem fazer parte da comunidade como fator gerador de bênçãos, alegrias e exemplo estimulador. O receio do estrelato e das manifestações individualistas tem culminado em autênticas "fobias éticas", que não educam nossas tendências. A luz foi feita para iluminar, brilhar.
E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz. (Lucas 8:16).
Olhemos uns pelos outros com olhos de ver. Muita vez onde supomos existir um doente pertinaz em busca de realce, encontra-se um coração ferido e cansado, confuso e amedrontado mendigando amizade autêntica e compreensão. Possivelmente quando sentir a força do amor que lhes votamos será tocado. Sentindo-se amado, pouco a pouco, terá motivos para abandonar as expressões de inferioridade que lhe tortura. Por fim, descobrirá o quanto somos amados, incondicionalmente, pelo Criador que, em Sua Generosidade Excelsa, nos aguarda no espírito glorioso de Filhos de Sua Obra.
ESCUTANDO SENTIMENTOS
A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS
WANDERLEY S. DE OLIVEIRA
Pelo Espírito ERMANCE DUFAUX
Com muita frequência, constatam-se medidas e alertas de vigilância contra o orgulho nos abençoados ambientes doutrinários. Verdadeira campanha espontânea tomou conta da seara em torno dos cuidados que se deve ter acerca dos efeitos nocivos do personalismo. Ninguém há de contestar o valor de tais iniciativas. Entretanto, enquanto empenhamo-nos contra esse costume, perceptível pela ostentação com a qual se manifesta, extensa gama de discípulos padece com outro traço moral enfermiço, nem sempre tão evidente na conduta humana: a baixa auto-estima.Um infortúnio oculto que solicita nossa atenção.
A sensibilidade humana tem sido insuficiente para detectar o caos interior em que vivem inúmeras criaturas, escondendo-se por trás das máscaras sociais, temendo tornarem conhecidos seus dramas inenarráveis que configuram um autêntico quadro de "loucura controlada".
A mesma raiz que vitaliza a vaidade é responsável pela carência de estima pessoal. O orgulho que procura brilhar no palco do prestígio, assim como a atitude de desamor a si mesmo, são manifestações do sentimento de menos valia ou complexo de inferioridade, que toma conta de multidões sem conta no orbe terreno.
Podemos facilmente confundir atitudes de baixa auto-estima com comportamentos personalistas. Criaturas com escassez de auto-amor lutam para preservar suas reais intenções demonstrando, para tal, pouca ou nenhuma habilidade através de atitudes desconectadas de seus verdadeiros sentimentos; adotam condutas defensivas que podem ser interpretadas como individualismo e ingratidão. No fundo se debatem com a incapacidade de estabelecerem limites de proteção ao mundo dos seus sentimentos pessoais. Estão em conflito e reagem de modo nem sempre adequado ante aquilo que lhes constitui ameaça, deixando clara a complexidade da alma humana que, para ser entendida em suas ações e reações, solicita-nos ampliada complacência e largo discernimento.
Quem analisa um orador, um médium, um dirigente, um tarefeiro iluminado com as luzes da cultura espírita se , enquanto em suas movimentações doutrinárias, não imagina a dor íntima que atinge muitos deles na esfera de suas provas silenciosas no reino do coração. Solidão, abandono, conflitos, medo, frustrações, impotência e outros tantos sentimentos estruturam um dilacerante estado de instabilidade e vulnerabilidade, que retratam velhas feridas evolutivas da alma.
Neste momento de tormentas atrozes e de frustrações sem fim, conclamemos o valoroso movimento em torno das idéias espíritas ao serviço inadiável de incentivar o fortalecimento da estima e do valor pessoal. A casa espírita, como avançado núcleo de enfermagem moral, necessita ser o local da educação para que o homem se livre de suas ilusões e promova-se, definitivamente, a legatário de sua Herança Cósmica.
Imperioso que os dirigentes tenham lucidez, porque essa missão somente será cumprida com acolhimento fraternal, estímulo à autonomia, tolerância com os limites alheios e tempo.
Decerto, a idolatria e a purpurina da lisonja são indispensáveis. O privilégio e a exaltação são incoerentes com o espírito da espontaneidade. O Espiritismo, convenhamos, combate a atitude egoísta proposital, exclusivista, mas não propõe a morte dos valores individuais que podem e devem fazer parte da comunidade como fator gerador de bênçãos, alegrias e exemplo estimulador. O receio do estrelato e das manifestações individualistas tem culminado em autênticas "fobias éticas", que não educam nossas tendências. A luz foi feita para iluminar, brilhar.
E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz. (Lucas 8:16).
Olhemos uns pelos outros com olhos de ver. Muita vez onde supomos existir um doente pertinaz em busca de realce, encontra-se um coração ferido e cansado, confuso e amedrontado mendigando amizade autêntica e compreensão. Possivelmente quando sentir a força do amor que lhes votamos será tocado. Sentindo-se amado, pouco a pouco, terá motivos para abandonar as expressões de inferioridade que lhe tortura. Por fim, descobrirá o quanto somos amados, incondicionalmente, pelo Criador que, em Sua Generosidade Excelsa, nos aguarda no espírito glorioso de Filhos de Sua Obra.
ESCUTANDO SENTIMENTOS
A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS
WANDERLEY S. DE OLIVEIRA
Pelo Espírito ERMANCE DUFAUX
RESPOSTAS NO CAMINHO
Trazendo sua conciência tranquila, nos deveres que a vida lhe deu a cumprir, você pode e deve viver a sua vida tranquila, sem qualquer necessidade de ser infeliz.
Auxilie os outros sem afligir-se demasiado com os problemas que apresentem, porque eles mesmos desejam solucioná-los por si próprios.
Não se fixe tão fortemente nos aspectos exteriores dos acontecimentos e sim coloque sua visão interna nos fatos em curso, a fim de que a compreensão lhe clareie os raciocínios.
Dedique-se ao seu trabalho com todos os recursos disponíveis, reconhecendo que se houver alguma necessidade de modificação em suas atitudes, a sua própria tarefa lhe fará sentir isso sem palavras.
Se você experimentou algum fracasso na execução dos seus ideais, não culpe disso senão a você mesmo, refletindo na melhor maneira de efetuar o reajuste.
Se você realizar corretamente seu trabalho, os seus clientes ou beneficiários virão de longe procurar o valor de sua experiência e de seu concurso.
Em qualquer indecisão valorize os pareceres dos amigos que lhe falem do assunto, mas conserve a convicção de que a decisão será sempre de você mesmo.
Uma atitude de simpatia para com o próximo é sempre uma porta aberta em seu auxílio agora e no futuro.
Mesmo nas horas mais aflitivas procure agir com serenidade e discernimento, porque de tudo quanto fizemos, colheremos sempre.
A desculpa ante as faltas de que você tenha sido vítima, invariavelmente, é ação em seu próprio favor.
Quando provações e dificuldades lhe pareçam aumentadas, guarde paciência e otimismo, trabalhando e servindo na certeza de que Deus faz sempre o melhor.
Respostas da Vida
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
BOM DIA AMIGOS

Uma consciência tranquila,
que não traz remorsos de atos passados,
nem teme ações futuras,
gera harmonia.
Nada de fora perturba um coração
tranquilo, que pulsa ao compasso
do dever retamente cumprido.
A paz merece todo o teu esforço
para consegui-la.
*********************
Uma ótima lição à se refletir,
pois a paz ainda neste mundo,
é obtida dentro de nós, pela nossa conduta no caminho reto,
tendo como Lei: o amor, a justiça e a caridade.
Abraço fraterno
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