Onde quer que te encontres, de uma ou de outra forma, despertarás o interesse de alguém.
Algumas pessoas poderão arrolar-te como antipático e até buscarão hostilizar-te.
Outras se interessarão por saber quem és e o que fazes.
Inúmeras, no entanto, te falarão, intentando um relacionamento fraterno.
Cada qual sintonizará contigo dentro do campo emocional em que estagia.
Como há carência de amigos e abundância de problemas, as criaturas andam a cata de quem as ouça, ansiando por encontrar compreensão.
Em razão disso, todos falam, às vezes simultaneamente.
Concede, a quem chega, a honra de o ouvir.
Não te apresses em cumulá-lo de informações, talvez desinteressantes para ele.
Silencia e ouve.
Não aparentes saber tudo, estar por dentro de todos os acontecimentos.
Nada mais desagradável e descortês do que a pessoa que toma a palavra de outrem e conclui-lhe a narração, nem sempre corretamente.
Sê gentil, facultando que o ansioso sintonize com a tua cordialidade e descarregue a tensão, o sofrimento...
No momento próprio, fala, com naturalidade, sem a falsa postura de intocável ou sem problema.
A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar.
Divaldo Pereira Franco
Episódios Diários
Pelo Espírito Joanna de Ângelis
"FÉ INABALÁVEL É SOMENTE AQUELA QUE PODE ENCARAR A RAZÃO, FACE A FACE EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE" ALLAN KARDEC
quinta-feira, 29 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
A DOUTRINA DOS ESPÍRITOS
O estudo da doutrina espírita nos mostra que ela representa uma reformulação total do conhecimento humano. Mas as implicações religiosas da doutrina – embora Kardec jamais a tivesse apresentado como religião, e sim como ciência, – moveram as forças estacionárias das religiões contra Kardec e a doutrina, tentando sufocá-los e eliminá-los da realidade cultural do planeta.
Léon Denis, discípulo e continuador de Kardec, percorreu toda a Europa, em meados e fins do século passado, pronunciando conferências sobre o Espiritismo, na esperança de superar as barreiras levantadas pelas religiões e pelas ciências contra a doutrina. Uma das suas principais conferências, que abalaram a Europa, intitulava-se A Missão do Século XX. Denis previa o avanço das pesquisas espíritas nos meios científicos e culturais em geral, anunciando o reconhecimento científico do Espiritismo pelas ciências.
A Ciência Espírita apresenta-se hoje como a pedra enjeitada da parábola evangélica, que teve de ser colocada como a pedra angular da cultura do nosso tempo. Sua abertura generosa, jamais se fechando em dogmas e sistemas fechados, é um desafio constante ao mundo convencional da cultura que tenta desprezá-la e não consegue libertar-se dos rumos teóricos e metodológicos por ela traçados, sem outra imposição de sua realidade do que a própria realidade dos fatos em que se fundamenta.
Cassirer, filósofo alemão contemporâneo,condenou os sistemas, considerando-os como leito de Procusto*, em que os fatos empíricos das pesquisas têm de adaptar-se, deformados, a uma sistemática prévia.
Ao elaborar a Ciência Espírita, Kardec, muito antes dessa opinião do filósofo, declarou que o Espiritismo oferecia, ao mesmo tempo, uma filosofia e uma ciência livres dos prejuízos do espírito de sistema. A palavra grega dogma equivale apenas a opinião, mas as religiões lhe deram o sentido de veredicto intocável.
Kardec se refere ao dogma da reencarnação, mas não com o sentido religioso, esclarecendo que não se trata de dogma de fé, mas de razão. Todos os princípios da doutrina estão sujeitos à crítica e à reformulação, desde que uma prova científica, prova comprovada, seja reconhecida como tal pelo consenso universal dos sábios.
* Procusto: um ser mitológico que aprisionava pessoas perdidas e submetia a suplícios, deitava-as em uma cama, e as adaptava a elas, se a pessoa fosse maior do que a cama, ele as serrava, até que ficassem exatamente do tamanho, se eram menores ele as esticava.
Evolução Espiritual do Homem
J.Herculano Pires
Léon Denis, discípulo e continuador de Kardec, percorreu toda a Europa, em meados e fins do século passado, pronunciando conferências sobre o Espiritismo, na esperança de superar as barreiras levantadas pelas religiões e pelas ciências contra a doutrina. Uma das suas principais conferências, que abalaram a Europa, intitulava-se A Missão do Século XX. Denis previa o avanço das pesquisas espíritas nos meios científicos e culturais em geral, anunciando o reconhecimento científico do Espiritismo pelas ciências.
A Ciência Espírita apresenta-se hoje como a pedra enjeitada da parábola evangélica, que teve de ser colocada como a pedra angular da cultura do nosso tempo. Sua abertura generosa, jamais se fechando em dogmas e sistemas fechados, é um desafio constante ao mundo convencional da cultura que tenta desprezá-la e não consegue libertar-se dos rumos teóricos e metodológicos por ela traçados, sem outra imposição de sua realidade do que a própria realidade dos fatos em que se fundamenta.
Cassirer, filósofo alemão contemporâneo,condenou os sistemas, considerando-os como leito de Procusto*, em que os fatos empíricos das pesquisas têm de adaptar-se, deformados, a uma sistemática prévia.
Ao elaborar a Ciência Espírita, Kardec, muito antes dessa opinião do filósofo, declarou que o Espiritismo oferecia, ao mesmo tempo, uma filosofia e uma ciência livres dos prejuízos do espírito de sistema. A palavra grega dogma equivale apenas a opinião, mas as religiões lhe deram o sentido de veredicto intocável.
Kardec se refere ao dogma da reencarnação, mas não com o sentido religioso, esclarecendo que não se trata de dogma de fé, mas de razão. Todos os princípios da doutrina estão sujeitos à crítica e à reformulação, desde que uma prova científica, prova comprovada, seja reconhecida como tal pelo consenso universal dos sábios.
"Sua força está na sua filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom senso".
Kardec (O livro dos Espíritos - cap.VI -Conclusão.)
* Procusto: um ser mitológico que aprisionava pessoas perdidas e submetia a suplícios, deitava-as em uma cama, e as adaptava a elas, se a pessoa fosse maior do que a cama, ele as serrava, até que ficassem exatamente do tamanho, se eram menores ele as esticava.
Evolução Espiritual do Homem
J.Herculano Pires
RESUMO DA DOUTRINA ESPÍRITA
Podemos resumir tudo o que já estudamos nos seguintes princípios fundamentais da doutrina espírita, como o fez Léon Denis:
1. Uma Inteligência Suprema rege o universo. Ela regula as leis eternas às quais os seres e as coisas estão submetidos.
2. O Senhor do universo é Deus, lei viva, foco imenso de luz e de perfeição de onde se irradiam para todos os mundos a harmonia, o amor, a verdade e a justiça.
3. No universo tudo caminha para um estado superior. Tudo se transforma e se aperfeiçoa.
4. O espírito é imortal. Contém o germe da perfeição e desenvolve-o pelos seus trabalhos e esforços, encarnando-se em mundos materiais e elevando-se através de vidas sucessivas. O espírito tem dois invólucros: um é o corpo terrestre que lhe serve de instrumento de luta e de prova e que se desfaz no momento da morte. O outro é o corpo fluídico, inseparável do espírito e que progride e se depura
com ele: é o perispírito.
5. A vida terrestre é uma escola, um meio de educação e aperfeiçoamento pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento. Livre e responsável cada um de nós traz em si a lei do seu destino; preparamos no presente nossas alegrias e nossas dores do futuro. O espírito se esclarece e se engrandece à medida que for usando o seu livre-abítrio para praticar o bem e repelir o mal.
6. Uma estreita solidariedade une todos os espíritos, iguais na sua origem e nos seus fins, embora ocupem diferentes degraus na escala do progresso. Gerados por Deus, seu pai comum, todos os espíritos são irmãos e formam uma imensa família.
7. Os espíritos se classificam no espaço de acordo com a densidade de seu perispírito, relativa ao grau de adiantamento e de depuração de cada um. Os espíritos culpados e maus são envolvidos por uma
espessa camada fluídica que os arrasta para os mundos inferiores onde devem encarnar-se para se livrarem de suas imperfeições. O espírito virtuoso, revestido de um corpo sutil, etéreo, participa das
sensações da vida espiritual e se eleva para os mundos felizes. O espírito na sua vida superior e perfeita colabora com Deus, coopera na formação dos mundos, dirige o progresso, vela pelas humanidades e pela execução das leis divinas.
8. O bem é a lei suprema do universo.
9. O objetivo da vida é a educação do espírito. Assim sendo, é preciso vencer as paixões, acabar com os vícios, aumentar tudo o que for elevado. Lutar, combater, sofrer pelo bem da humanidade. Iniciar nossos irmãos nos esplendores da harmonia, do amor, da verdade e da justiça, tal é o segredo da felicidade no futuro, tal é o dever.
52 lições de Catecismo Espírita
Eliseu Rigonatti
1. Uma Inteligência Suprema rege o universo. Ela regula as leis eternas às quais os seres e as coisas estão submetidos.
2. O Senhor do universo é Deus, lei viva, foco imenso de luz e de perfeição de onde se irradiam para todos os mundos a harmonia, o amor, a verdade e a justiça.
3. No universo tudo caminha para um estado superior. Tudo se transforma e se aperfeiçoa.
4. O espírito é imortal. Contém o germe da perfeição e desenvolve-o pelos seus trabalhos e esforços, encarnando-se em mundos materiais e elevando-se através de vidas sucessivas. O espírito tem dois invólucros: um é o corpo terrestre que lhe serve de instrumento de luta e de prova e que se desfaz no momento da morte. O outro é o corpo fluídico, inseparável do espírito e que progride e se depura
com ele: é o perispírito.
5. A vida terrestre é uma escola, um meio de educação e aperfeiçoamento pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento. Livre e responsável cada um de nós traz em si a lei do seu destino; preparamos no presente nossas alegrias e nossas dores do futuro. O espírito se esclarece e se engrandece à medida que for usando o seu livre-abítrio para praticar o bem e repelir o mal.
6. Uma estreita solidariedade une todos os espíritos, iguais na sua origem e nos seus fins, embora ocupem diferentes degraus na escala do progresso. Gerados por Deus, seu pai comum, todos os espíritos são irmãos e formam uma imensa família.
7. Os espíritos se classificam no espaço de acordo com a densidade de seu perispírito, relativa ao grau de adiantamento e de depuração de cada um. Os espíritos culpados e maus são envolvidos por uma
espessa camada fluídica que os arrasta para os mundos inferiores onde devem encarnar-se para se livrarem de suas imperfeições. O espírito virtuoso, revestido de um corpo sutil, etéreo, participa das
sensações da vida espiritual e se eleva para os mundos felizes. O espírito na sua vida superior e perfeita colabora com Deus, coopera na formação dos mundos, dirige o progresso, vela pelas humanidades e pela execução das leis divinas.
8. O bem é a lei suprema do universo.
9. O objetivo da vida é a educação do espírito. Assim sendo, é preciso vencer as paixões, acabar com os vícios, aumentar tudo o que for elevado. Lutar, combater, sofrer pelo bem da humanidade. Iniciar nossos irmãos nos esplendores da harmonia, do amor, da verdade e da justiça, tal é o segredo da felicidade no futuro, tal é o dever.
52 lições de Catecismo Espírita
Eliseu Rigonatti
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