segunda-feira, 5 de julho de 2010

OS SÁBIOS VENCEM A CULPA

A culpa dentro de nós
A culpa mora em nossa mente. Foi colocada lá. Isso faz com que muitas vezes não consigamos, racionalmente, entendê-la. Ela não é lógica... ela não é natural.
Diante de alguns atos, sentimos um mal-estar sem fundamento lógico. É a sensação do pecado, logo da culpa.
Não estou falando dos crimes, das ações imorais. Estas, pela lógica, você chega à conclusão de que são erradas e repreensíveis. Falo dos atos naturais, que são tidos como pecaminosos e imorais.
Comer uma torta de morango para alguns é pecado. Gastar dinheiro em lazer, questionar autoridades, fazer sexo, jogar futebol, dizer “não”... para muitos é pecado. Aí surge o problema, pois (quase) todos fazem essas coisas “pecaminosas” e naturalmente se sentem culpados.
Nunca serão bons, pois os bons são os que se privam disso tudo. Logo não merecem o céu, os planos superiores, a felicidade...
A partir daí surge o masoquismo, pois as pessoas que alimentam a culpa só se sentem bem realmente quando sofrem. O sofrimento é uma espécie de redenção... de purificação. A consciência se tranqüiliza. “Sofro para purgar.”
Mas quem a pôs aqui dentro?
Eram dois sócios.
Pela madrugada um deles jogava, nas portas e paredes das casas de uma cidadezinha, uma substância imunda e corrosiva. Após feita a maldade, ele ia embora.
Quando os moradores despertavam, viam aquela sujeira em suas portas e janelas e se perguntavam: como limpar isso? Nada parece funcionar.
Nisso chegava um dos sócios e dizia: “Para essa substância tenho uma fórmula milagrosa. Fiquem tranquilos, basta me contratarem”.
Todos contratavam seus serviços e ficavam satisfeitos.
Essa história, Osho utiliza para ilustrar um fato milenar: os sacerdotes de diversas religiões inculcam o mal da culpa na mente dos fiéis para depois apresentarem-se como os portadores do remédio.
A culpa, o medo, o risco da possessão diabólica... são armas utilizadas até hoje na busca de fiéis.
Os que deveriam libertar consciências acabam por fazer de tudo para aprisioná-las.
Poucas coisas aprisionam mais que o sentimento de culpa.

Reconstruindo o conceito de culpa
O sentimento de culpa ligado ao pecado deve ser abolido.
Chamamos de culpa a responsabilidade diante de nossos atos.
Agora, quando falo “sou culpado”, estou dizendo: “sou responsável”.
Desta forma as coisas ficam mais tranqüilas.... Não vou mais arder eternamente no fogo do inferno, ou estacionar a vida por que errei.
Tenho que saber onde errei e procurar corrigir meu erros.
Ser responsável é saber que todas as ações realizadas por nós nos dizem respeito. Não podemos responsabilizar os outros por nossas decisões e atos.
Somos seres livres.
Se somos livres para fazer, obviamente devemos compreender que as reações obtidas com nossos atos estarão conosco.
No universo existe a lei de ação e reação e, conforme disse Jesus, cada um recebe segundo suas obras.
Se comemos demais a digestão é ruim. Se comemos de menos enfraquecemos. Se ficamos expostos ao sol de meio dia, sem filtro solar, nos queimamos. Se não estudamos para os testes não somos aprovados. Se alimentamos a raiva, surge o mal estar, dores no peito, queimação no estômago, problemas de toda ordem...
Ação e reação.  Culpa e castigo.

Quem é o culpado?
“É aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo humano, pelo Homem- Deus, por Jesus-Cristo.”
Ser culpado, ou seja, responsável por “um falso movimento da alma”, significa ser responsável por agir contra a ordem universal... contra a harmonia. O belo e o bem geram a ordem. O feio e o erro a desordem.
Que é o castigo?
“A conseqüência natural, derivada desse falso movimento; uma certa soma de dores necessária a desgostá-lo da sua deformidade, pela experimentação do sofrimento. O castigo é o aguilhão que estimula a alma, pela amargura, a se dobrar sobre si mesma e a buscar o porto de salvação. O castigo só tem por fim a reabilitação, a redenção.”
Sofrer um castigo é “uma certa soma de dores”. Não somente a dor de barriga, ou a dor de cabeça. Todas as conseqüências de nossos atos perturbadores é o que chamamos de “castigo”.
E não é um castigo eterno. Pois nenhum erro é eterno.
O sábio toma consciência da vida, entendendo os mecanismos da dor, fazendo de tudo para evitá-la. Eis o bom exercício da liberdade e da responsabilidade.


O Consolador
(Sobre o item 1009 d´O Livro dos Espíritos)

COMO SE FAZ UM BENEFÍCIO

À medida que formos ingressando na vida ativa e trabalhosa que nos aguarda, muitas vezes precisaremos dos outros e os outros precisarão de nós.
Há uma porção de irmãos nossos que necessitam de auxílio. Deus os colocou ao nosso lado para que os amparássemos e fôssemos aprendendo a exercer a caridade.
Os benefícios que podemos fazer aos nossos irmãos são: ensiná-los; curá-los; aconselhá-los; dar-lhes esmolas; emprestar-lhes alguma coisa; arranjar-lhes empregos; livrá-los dos vícios; ajudá-los nas dificuldades e muitos outros.
Se tivermos boa vontade e bom coração sempre arranjaremos um meio de auxiliar um irmão.
Quando tivermos ocasião de prestar um benefício, tenhamos o cuidado de não humilhar quem o recebe. Nunca contemos aos outros os favores que fazemos e os auxílios que damos.
Há grande dor no coração do irmão necessitado e não devemos aumentar-lhe o sofrimento, humilhando-o diante de todos.
Não façamos um benefício esperando uma recompensa; os hipócritas é que fazem assim.
Ajudemos a todos desinteressadamente e Deus, que tudo vê, saberá dar a cada um de nós o prêmio de nossa boa ação.


Eliseu Rigonatti
52 lições de Catecismo Espírita

sexta-feira, 2 de julho de 2010

BOM DIA!

Se suas palavras forem ásperas e duras,
se em todas as criaturas você descobrir um adversário,
a vida se tornará uma tortura!
No entanto, repare que a Terra é uma escola sagrada.
E você poderá ser feliz, se conseguir ver em todos
a boa vontade que os anima.
Atraia para sua convivência amigos devotados,
por meio de suas palavras,
mas sobretudo de seus pensamentos
voltados sempre para o Amor e o serviço do próximo.
Minutos de Sabedoria
Abraço
Angel

SANTOS E DEMÔNIOS

A palavra demônio vem do grego daimon, que significa espírito, gênio, e não diabo, como se pensa atualmente, Demônio quer dizer, simplesmente, espírito.
Assim, portanto, quando se fala em demônio, precisamos nos lembrar disso: a expressão demônio, na Antiguidade, não representava o que se entende hoje, quando se aplica o termo demônio como se fosse o enviado de Satanás. Não é verdade. Sendo assim, o problema da existência dos Espíritos nos leva à compreensão da existência dos bons e maus Espíritos.
Os Santos
Os santos são, para nós, os Espíritos superiores. Realmente, a canonização pela Igreja corresponde à função espiritual daquele Espírito.
Então, se a Igreja considerou santo o Espírito que realmente não seja, para nós não é santo. Mas, no geral, os santos das atuais Igrejas são Espíritos elevados, que progrediram, na Terra, através de suas atividades, atos bons, que os levaram à canonização.
Visão Espírita
Nós espíritas, não aceitamos os demônios como Satanás, como uma entidade oposta a Deus, como um adversário de Deus, o que é um absurdo. Aceitamos a existência dos demônios maus, ou seja, dos Espíritos maus, que são simplesmente Espíritos ignorantes, atrasados, perversos, que existem aqui mesmo, na Terra, encarnados e desencarnados.


No Limiar do Amanhã
J. Herculano Pires