sexta-feira, 26 de março de 2010

Ao pequeno Espírita

A Gratidão da abelha

Numa aldeia distante, próxima a uma grande floresta, morava Fábio, um garoto de oito anos. A família vivia do trabalho do pai, que era lenhador.

Certa manhã chuvosa, Fábio não pode sair de casa para brincar no quintal, e pela vidraça da janela do seu quarto, distraia-se a observar a chuva que caía pesada.

Nisso o menino viu uma pequena abelha que havia ficado presa dentro de casa. A abelhinha ansiava por sair e batia-se de encontro ao vidro, Vãos em Esforços para recuperar a liberdade.

- Uma abelha! - Gritou, já pensando que ela poderia picá-lo, e ele sabia bem como picada de abelha é dolorosa.

O primeiro impulso foi o de Fábio de matá-la. Levantou a mão para esmagá-la de encontro ao vidro, mas o pequenino ser Fitou-o e ele notou um medo muito grande nos olhinhos dela, que pareciam lhe dizer:

- Tenha piedade!

Então pensando na situação daquela abelhinha, presa ali, sem poder voar, seu coração generoso encheu-se de compaixão.

Abriu uma vidraça da janela e deixou que ela voasse livre.

Alçando voo, a pequena abelha parou um momento no ar, como bater um asinhas como se lhe dissesse:

-  Obrigada, meu amigo.Deus lhe pague!

Alguns dias depois, Fábio resolveu dar um passeio pela floresta, em busca do pai que estava internado na mata, a cortar lenha.

Procurando pelo pai, o garoto foi entrando cada vez mais na floresta e acabou por se considerar perdido.

- Não consigo encontrar meu pai! E como vou voltar para casa? Não sei o caminho! - Murmurava consigo mesmo.

Tardiamente Fábio se arrependeu do que fizera. Saíra de casa sem conhecimento da sua mãe e agora não sabia o que fazer. E não iriam procurá-lo, uma vez que ninguém sabia onde ele estava.

Gritou pedindo por socorro até perder o fôlego, mas não obteve resposta.

Cansado, sentou-se para descansar sob uma árvore.

Chorou ... Chorou muito. Estava assustado. A noite não tardaria e os animais ferozes Poderiam atacá-lo.

Nesse instante, ouviu um ruído um zum seu lado: ... zum .... zum ....

Olhou e viu uma abelha. Lembrou-se da abelhinha que salvará, e pensou alto, vendo-a bater as asinhas, parada no ar, a fitá-lo.

- Quem poderá me ajudar? - Ele disse.

Parecendo entendê-lo, pousou no ombro dele com cuidado, e ele sentiu-se confortado com a estranha companhia.

A abelhinha voou para o tronco da árvore e ele percebeu que ali era sua casa, pois que ali existia uma Colméia.

As abelhas saíram da Colméia-se e puseram-se a voar ao seu redor, mas Fábio não sentiu medo. Ele percebeu que eram suas amigas e não queriam fazer-lhe mal.

Estava faminto e alimentou-se do mel existente na colméia.

Quando a noite chegou, o menino ficou tranquilo porque notou que os animais selvagens não se aproximavam das abelhas com medo. A menor tentativa de aproximação, e elas avançavam e punham a correr o animal perigoso.

Assim, Fábio passou a noite protegido por suas amigas, as abelhas.

No dia seguinte, logo cedo, seu pai saiu a procurá-lo, liderando um grupo de buscas. Para sua surpresa, encontrou Fábio dormindo placidamente.

Os homens ficaram bastante espantados ao vê-lo são e salvo. Então, Fábio lhes contou como fora protegido pelas abelhinhas, gratas por ele ter salvado a vida de uma de suas irmãs.

Abraçando o filho, contente e aliviado, o pai acentuou convicto:

- Meu filho, toda ação tem um retorno, que pode ser mau ou bom, Dependendo do que fizermos. Nesse caso, ajudando uma abelhinha, você mereceu ser ajudado por elas também. É lei da vida: tudo que semeamos, colhemos. É por isso que devemos pensar muito bem naquilo que fazemos aos outros é à nós mesmos.

Fábio ficou pensativo, imaginando o que poderia ter acontecido se tivesse sido outra sua reação ao ver uma abelhinha na vidraça.

 Célia Xavier Camargo

Você Concorda ?



Trecho tirado do livro:

Das Areias da Praia às Estrelas

Sobre o Passe espiritual, diálogo entre Gabriela, espírito em aprendizado no plano espiritual e o instrutor.
Na colônia
Instrutor - É uma transfusão energética de amor, com ele as pessoas se harmonizam, livram-se dos pesos espirituais que lhes sobrecarregam a mente e a alma. Sua aplicação é muito simples, está diretamente ligada ao sentimento elevado de quem aplica independente de quem o recebe.

Gabriela – Não entendo o que está explicando, se o passe é apenas um processo de transmissão de energias, porque as pessoas que os recebem têm que se postar em posição adequada; se lhes é solicitado que elevem seus pensamentos, que entrem num estado alfa espiritual para facilitar as coisas?

Instrutor – Gabriela, cada coisa há seu tempo, ainda temos passistas que se utilizam de princípios corretos e verdadeiros, que aparentam ser rituais, que sem sombra de dúvida facilitam a emissão/recepção, mas necessariamente, há outras formas de se aplicar um passe, principalmente em emergências.

Gabriela – Tenho estado em permanente contato com trabalhos de passes no orbe e vejo que há uma insistência muito grande para a parte ritualística do passe...

Instrutor – Não vamos chamar a forma de aplicação de ritualística; não é, nosso maior desafio,... é transmitir aos encarnados o principio de que a doutrina é evolucionista, evolui com o tempo e com o desenvolvimento do ser humano.

Gabriela – Não entendi, penso que a doutrina é doutrina, e que suas leis são imutáveis, sempre iguais em todo o tempo...

Instrutor – Em princípio, sim, mas veja que o homem de hoje é diferente do homem de 50 anos atrás, se você adentrar a personalidade humana verá que houve uma mudança radical no pensamento humano e a doutrina tem que acompanhar essa mudança, para não ficar parada no tempo, perdida, sem utilidade.

Gabriela – Hoje, ou estou com dificuldade de aceitar as coisas com facilidade, ou você está tentando me confundir, talvez até esteja me testando. O homem é tão igual ao de cinqüenta ou mais anos atrás, sem dúvida.

Instrutor – Gabriela é aí que você se engana, o homem de hoje é cibernético, tem informações do mundo quase que imediatamente, em átimos de tempo, no chamado tempo real, diferentemente de cinqüenta anos atrás, quando as notícias demoravam a chegar mesmo com a existência do rádio, porque até chegarem ao rádio percorriam um longo caminho, às vezes dias. Hoje, ao contrário, sempre há um câmera voltada para qualquer fato que ocorra. Então o homem armazena uma grande quantidade de informações, que no passado, recente, nem eram consideradas.

Gabriela – Bem e a doutrina, onde entra nessa história?

Instrutor – No fato de que tem que estar em dia com a velocidade dos tempos.

Gabriela – Continuo sem entender.

Instrutor – O que mudou Gabriela, não é a forma da aplicação da doutrina, ela sempre existiu, o que mudou foi à necessidade de estar-se dentro do que é aceitável para o homem moderno, no caso do passe, não é o receptor que evolui, é o aplicador que se desenvolveu.
... Tanto você pode aplicar um passe sem qualquer “ritual”, como um encarnado também pode; tudo é uma questão de estar imbuído do desejo de servir ao próximo, como ensinou Jesus nos evangelhos, “ama o seu próximo como a si mesmo”

Gabriela - Estou surpresa, muito surpresa. Na prática, há irmãos encarnados que aplicam passes nas condições em que você está explicitando?

Instrutor – Muitos os que melhor entenderam o processo evolutivo da doutrina, aqueles que já sabem que a prática do bem sempre é possível.

Gabriela – Então, diga-me, como proceder quando alguém está necessitado?

Instrutor – Simples, dirija seu pensamento ao Mestre Jesus, peça auxílio dos irmãos que lhe assistem espiritualmente e direcione suas energias amorosas para o necessitado, verá que em poucos segundos ele vai se acalmando, relaxando e entra em estado alfa espiritual. Experimente, observe os resultados.

Escritor: Roberto Camargo
Espírito: João Batista
Ed.Panorama

Bom Dia

A vida é uma roseira, ela precisa florir a vida inteira.
Enquanto uma vai nascendo, outras vão murchando e sobre a terra vão caindo.
Novos botões outra vez vão se abrindo e a roseira-vida segue florindo.
É através da renovação e da multiplicação que vemos o milagre da vida. É na natureza, que descobrimos e conhecemos, Deus.
Somos os botões –vida, e nossa missão é ser feliz
e colorir a Terra.

Seja feliz, Deus assim o quer!


abraço Angel

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mediunidade


No trato da mediunidade, não andemos à cata de louros terrestres, nem mesmo esperemos pelo entendimento imediato das criaturas.
Age e serve, ajuda e socorre sem recompensa.

Recordemos Jesus e os fenômenos do espírito.
Ainda criança, ele se submete, no Templo, ao exame de homens doutos que lhe ouvem o verbo com imensa admiração, mas a atitude dos sábios não passa de êxtase improdutivo.

João Batista, o amigo eleito para organizar-lhe os caminhos, depois de vê-lo nimbado de luz, em plena consagração messiânica, ante as vozes diretas do Plano Superior, envia mensageiros para lhe verificarem a idoneidade.

Dos nazarenos que lhe desfrutam a convivência, apenas recebe zombaria e desprezo.

Dos enfermos que lhe ouvem o sermão do monte, buscando tocá-lo, ansiosos, na expectativa da própria cura, não se destaca um só para segui-lo até à cruz.

Dos setenta discípulos designados para misteres santificantes, não há lembrança de qualquer deles, na lealdade maior.

Dos seguidores que comeram os pães multiplicados, ninguém surge perguntando pelo burilamento da alma.

Dos numerosos doentes por ele reerguidos à bênção da saúde, nenhum aparece, nos instantes amargos, para testemunhar-lhe agradecimento.

Nicodemos, que podia assimilar-lhe os princípios, procura-lhe a palavra, na sombra noturna, sem coragem de liberar-se dos preconceitos.

Dos admiradores que o saúdam em regozijo, na entrada triunfal em Jerusalém, não emerge uma voz para defendê-lo das falsas acusações, perante a justiça.

Judas, que lhe conhece a intimidade, não hesita em comprometer-lhe a obra, diante dos interesses inferiores.

Somente aqueles que modificaram as próprias vidas foram capazes de refleti-lo, na glória do apostolado.

Pedro, fraco, fez-se forte na fé, e, esquecendo a si mesmo, busca servi-lo até à morte.

Maria de Magdala, tresmalhada na obsessão, recupera o próprio equilíbrio e, apagando-se na humildade, converte-se em mensageira de esperança e ressurreição.

Joana de Cusa, amolecida no conforto doméstico, olvi¬da as conveniências humanas e acompanha-lhe os passos, sem vacilar no martírio.

Paulo de Tarso, o perseguidor, aceita-lhe a palavra amorosa e estende-lhe a Boa-Nova em suprema renúncia.

Não detenhas, assim, qualquer ilusão à frente dos fenômenos medianímicos.

Encontrarás sempre, e por toda parte, muitas pessoas beneficiadas e crentes, como testemunhas convencidas e deslumbradas diante deles; mas, apenas aquelas que transfiguram a si mesmas, aperfeiçoando-se em bases de sacrifício pela felicidade dos outros, conseguem aproveitá-los no serviço constante em louvor do bem.

livro :SEARA DOS MÉDIUNS
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL