quarta-feira, 24 de março de 2010

Reflexão

Lição nas Trevas

No vale das trevas, delirava a legião de Espíritos infelizes.Rixas, obscenidades, doestos, baldões. Planejavam-se assaltos, maquinavam-se crimes.
O Espírito Benfeitor penetrou a caverna, apaziguando e abençoando ... Aqui abraçava um desventurado, apartando-o da malta, de modo a entrega-lo, mais tarde, a equipes socorristas; mais adiante, aliviava com suave magnetismo a cabeça atormentada de entidades em desvario...
O serviço assistencial seguia difícil, quando enfurecido mandante da crueldade, ao descobri-lo, se aquietou em súbita acalmia e, impondo respeitosa serenidade à chusma de loucos, declinou-lhe a nobre intenção.
Que os companheiros rebelados se acomodassem, deixando livre passagem àquele que reconhecia por missionário do bem.
- Conheces-me? – interrogou o recém-chegado, entre espantado e agradecido.
- Sim – disse o rude empreiteiro da sombra -, eu era um doente na Terra e curaste meu corpo que a moléstia desfigurava. Lembro-me perfeitamente de teu cuidado ao lavar-me as feridas...
Os circunstantes entraram na conversação de improviso e um deles, de dura carranca, apontou o visitador e clamou para o amigo:
- Que mais te fez este homem no mundo para que sejamos forçados à deferência?
- Deu-me teto e agasalho.
Outro inquiriu:
- Que mais?
- Supriu minha casa de pão e roupa, libertando-nos, a mim e a família da nudez e da fome ...
Outro ainda perguntou com ironia:
- Mais nada?
- Muitas vezes, dividia comigo o que trazia na bolsa, entregando-me abençoado dinheiro para que a penúria não me arrasasse ...
Estabelecido o silêncio, o Espírito Benfeitor, encorajado pelo que ouvia, indagou com humildade:
- Meu irmão, nada fiz senão cumprir o dever que a fraternidade me impunha; entretanto, se te mostras tão generoso para comigo, em tuas manifestações de reconhecimento e de amor que reconheço não merecer, porque te entregas, assim, à obsessão e à delinqüência?! ...
O interpelado pareceu sensibilizar-se, meneou tristemente a cabeça e explicou:
- Em verdade, és bom e amparaste a minha vida, mas não me ensinaste a viver!...

( Irmão X - Chico Xavier)

4ª aula - G.E.Estudos e Trabalhos Mediúnicos

 Material de  apoio - Perispirito

4ª aula. G.E.Estudos e Trabalhos Mediúnicos

PERISPÍRITO
• Através das épocas mais remotas, as religiões e as filosofias procuraram um elemento fluídico ou semimaterial que pudesse servir de traço de união entre o corpo físico e o espírito. No Egito, índia, na china, Grécia, já acreditavam na existência de um corpo para o espírito.

 • O perispírito não foi descoberto por Allan Kardec. Apenas deu-lhe novo nome, e omitiu maiores detalhes sobre sua anatomia e fisiologia, limitando-se a defini-lo como corpo constituído de substância vaporosa, retirado do fluido universal, capaz de resistir aos rigores da morte física, ele explica que é o laço de união entre a alma e o corpo.

• O corpo perispiritual é portador de todas as matrizes dos órgãos carnais, bem como participante nas funções que o corpo físico elabora. Estudar o corpo humano é estudar o perispírito e vice-versa.

• Quando o Espírito se encontra encarnado, os estímulos chegam a seu perispírito pelos cinco canais: visão, audição, paladar, olfato e tato.

• No desencarnado todos os estímulos o atinge via perispírito, de maneira generalizada. Podemos dizer que ele ouve, vê e sente por todo o perispírito, sendo este fato de fácil comprovação nas reuniões mediúnicas, quando o Espírito comunicante leva as mãos aos ouvidos para não escutar o doutrinador e a voz o alcança em sua intimidade perispiritual.

• Se o Espírito não tivesse perispírito, nenhuma sensação oriunda do mundo material, boa ou má, chegaria até ele, pois lhe faltaria o canal por onde essas sensações fluíssem.

• Perispírito representa todo o conjunto de revestimentos do Espírito, razão pela qual, perca ele todos esses envoltórios restando apenas um deles, sumamente etéreo, ainda será o perispírito.

• A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro, o Espírito conserva o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se visível e mesmo tangível, como sucede nos fenômenos das aparições.

• Comparação: O Dr. Encause, escritor neo-espiritualista, que foi médico e professor da Escola de Paris, sugere em [Alma Humana] uma engenhosa comparação, própria para a sua época, mas muito explicativa: o homem encarnado é comparado a uma carroça puxada por um animal. O carro da carroça, que por sua natureza grosseiramente material e por sua inércia, corresponde bem ao nosso corpo físico. O cavalo seria nosso perispírito, que unido por tirantes ao carro e por rédeas ao cocheiro, move todo o sistema, sem participar da resolução da direção. O cocheiro é Espírito, que dirige e orienta a direção e a velocidade. O Espírito quer, o perispírito transmite, e o corpo físico executa a ordem na matéria.

• O perispírito, ou corpo fluídico do Espírito, é um dos mais importantes produtos do Fluido Cósmico Universal; é uma "condensação" desse fluido em torno de um foco inteligente.

• Sabemos que o corpo físico tem o seu princípio de origem nesse mesmo fluido, condensado e transformado em matéria tangível, ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes.

• A natureza do envoltório fluídico está em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito: nos Espíritos puros será belo e etéreo; nos Espíritos infelizes materializados e grosseiros.


• O perispírito não está absolutamente preso ao corpo do encarnado, irradia mais ou menos fora dele, segundo a sua pureza, com diâmetros variáveis de indivíduo para indivíduo, em cores e aspectos diferentes, constituindo a "aura do homem encarnado".

• Toda a sensação que abala a massa nervosa do corpo físico desprende uma energia, uma vibração, à qual se deu muitos nomes: fluido nervoso, fluido magnético, força psíquica, etc. Esta energia age sobre o perispírito, para comunicar-lhe o movimento vibratório particular, segundo o território cerebral excitado, de maneira que a atenção da alma seja acordada e que se produza o fenômeno de percepção; o Espírito emite então a ordem da resposta, que, através do perispírito atinge o corpo e efetuará a manifestação material da resposta.

• A vibração causada no perispírito pelo fluido nervoso ficará armazenada durante algum tempo a nível consciente, para posteriormente passar a nível inconsciente. Temos assim, no perispírito, um arquivo de todas as experiências do corpo físico, desde o momento da concepção até a desencarnação.

• Durante o processo reencarnatório, à medida que o novo corpo vai se formando, a união com o perispírito ocorre molécula a molécula, célula a célula. Assim, o perispírito vai moldando o corpo físico que se forma, funcionando, segundo Emmanuel, como o "Mantenedor de união molecular que organiza as configurações típicas de cada espécie."

• Outra função importante do perispírito é na mediunidade. Um Espírito só consegue se manifestar em nosso meio, através da combinação de seus fluidos perispirituais com os fluidos perispirituais do médium, que passam a formar uma espécie de "atmosfera fluídico espiritual" comum às suas individualidades, atmosfera esta que torna possível os fenômenos mediúnicos nos seus diferentes tipos.


• Finalmente, vamos lembrar que o perispírito não é o repositório de lembranças e pensamentos do Espírito, como alguns companheiros por vezes dizem. O Espírito é esse repositório. Por muito tempo acreditou-se que o cérebro físico fizesse toda essa função. Após o Espiritismo e a constatação da legitimidade dos fatos ligados à mediunidade, verificou-se que o cérebro físico guarda, sim, muitas informações, mas como um espelho de acesso e porta para aquilo que é guardado no Espírito. Se o perispírito fosse o responsável por guardar a lembrança, o que ocorreria na transição dos mundos, em que deixamos um perispírito para nos envolvermos em outro?

Nas comunicações mediúnicas ele faz o intercâmbio entre o espírito desencarnado e o médium, na seguinte ordem estabelecida:

1- O espírito comunicante (desencarnado) passa a mensagem ao seu perispírito.
2- O perispírito do desencarnado envia a mensagem através do pensamento para o perispírito do médium.
3- O perispírito do médium recebe a mensagem, que é enviada ao seu espírito, onde é processada, e retorna novamente ao perispírito do médium.
4- O perispírito do médium atua nos órgãos sensoriais do corpo físico, finalizando assim todo o processo da comunicação.

 Resumindo: as principais funções do perispírito são:

• servir de veículo de união do corpo físico com o Espírito;
• arquivar nas suas camadas sutis e permanentes, os conhecimentos adquiridos através de nossa evolução individual;
• irradiar-se em volta do corpo físico, interpenetrando-o, constituindo um dos componentes da aura humana;
• servir de molde para a formação do corpo físico;
• Permitir a ocorrência dos fenômenos mediúnicos.
Muito ainda há de se descobrir sobre o corpo perispiritual, pesquisas estão sendo levadas a cabo e o próprio Espiritismo ainda deve avançar nesse campo.

bibliografia:
1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) A Gênese - Allan Kardec
3) Obras Póstumas - Allan Kardec
4) Antologia do Perispírito - José Jorge
5) Correnteza de Luz - José Raul Teixeira
6) Alma Humana - Antônio Freire
7) O perispírito e suas modelações - Luiz Gonzaga Pinheiro

Bom Dia

Bom Dia Amigos

Todas as manhãs, sempre venho falando de ações positivas que devemos ter no dia, e no decorrer de toda a nossa existência neste planeta. Mas como todos os brasileiros, nossa atenção está voltado ao episódio que se desenrola na justiça. O caso da menina Isabella. Para todos é chocante, a violência praticada a uma criança; lembrando de que não é um caso aparte, a violência contra crianças se tornou cada vez mais "comum."
Realmente é triste e revoltante, tamanha crueldade. Sabemos o quanto é difícil, não reagir com indignação e revolta.
É neste momento que devemos buscar o conhecimento e a fé raciocinada que a Doutrina nos dá, pois assim, poderemos controlar nossos pensamentos, e nossas emoções para não julgar nossos semelhantes.
Sabemos que toda reação tem como motivo uma causa, muitas vezes desta existência ou nas que já passamos.
Deixemos que a justiça dos homens faça o julgamento necessário; com as pessoas qualificadas para tal coisa, pois é a missão de cada um.
Devemos ter cuidado com nosso lado justiceiro, porque só Deus pode ser justo, porque Ele tem a visão completa de tudo.
Neste momento, o melhor que podemos fazer, é vibrar pensamentos bons, para todos os envolvidos, e rogar a Deus e aos espíritos que amparem, para que esses irmãos tenham a justiça que merecem.

"Deus não precisa da maldade das pessoas para ensinar suas leis, porém quando alguém age mal, é aproveitado os acontecimentos para torná-los proveitosos a todos."


Angel